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    1. Thelma Vs Carminha: Quem foi a mais malvada?

      Com o final de “Amor de Mãe”, a novela de Manuela Dias trouxe mais uma vilã para o currículo de Adriana Esteves. Depois da temida Carminha, de “Avenida Brasil”, a Inês de “Babilônia” e Laureta de “Segundo Sol”, Adriana encarna mais uma vez o papel de malvada da história.
       
      No decorrer das maldades, muitas pessoas chegaram a comparar as personagens de Adriana no fenômeno de 2012. Por isso, vamos fazer um paralelo sobre as duas personagens para concluir: quem foi a mais malvada, Carminha ou Thelma?
       
      Motivações 
      Primeiramente, para analisar as maldades das personagens, precisamos saber as motivações das mesmas. Qual o motivo delas começarem a agir de forma descontrolada, deixando o bom caráter e o bom senso de lado?
       

       
      A Carminha de “Avenida Brasil” queria ser rica e se manter estável. No início da trama de João Emanuel Carneiro, ela tenta roubar a pequena fortuna de Genésio (Tony Ramos), mas ele acaba descobrindo e desmascara a vilã. Eles brigam e, após isso, ele é atropelado por Tufão (Murilo Benício). Ela se aproxima do craque, eles se casam e ela faz o seu amante Max (Marcello Novaes) se casar com a irmã de Tufão, Ivana (Letícia Isnard).
       

       
      Já Thelma, só queria manter os domínios do seu restaurante Tasca do Passeio e seu filho adotivo Danilo (Chay Suede) sob suas asas. Quando o filho começa a se envolver com Camila (Jéssica Ellen), Thelma vê seu mundinho começar a ruir. 
       
      Maldades e mortes 
      Quando Carminha inicia seu romance com Tufão, ela dá um jeito de se livrar de Rita (Mel Maia), jogando ela no lixão da mãe Lucinda (Vera Holtz). 13 anos depois, Rita volta para se vingar da sua ex-madrasta sob o nome de Nina.
       

       
      Na mansão de Tufão, Carminha faz de tudo para a família não descobrir suas mentiras, além de roubar a fortuna do marido sempre que pode. Isso inclui forjar um sequestro para ficar com o dinheiro do resgate. 
       
      Mãe da pequena Ágatha (Karol Lannes), Carminha humilha a criança diariamente, pratica bullying e não mantém um vínculo afetivo com a filha. 
       
      Mais adiante, ela surra Betânia (Bianca Comparato), que se passou por Rita. 
       

       
      Na virada da trama, Carminha enterra Nina viva e ainda cospe na mocinha. No final da trama, a vilã mata o comparsa Max e ainda atira no próprio pai Santiago (Juca de Oliveira) para defender Nina e Tufão. 
       
      Em “Amor de Mãe”, Thelma mata Rita (Mariana Nunes), assim que ela descobre o seu esquema com Eudésio (Wilson Rabelo). O assassinato marca o final da primeira parte da trama, em 2020.
       

       
      No retorno da novela, Thelma mata Jane (Isabel Teixeira), para evitar que ela conte a alguém sobre o assassinato de Rita. A vilã ainda negocia a morte de Camila — que é atropelada e fica paraplégica.
       
      No final da trama, Thelma sequestra Lurdes (Regina Casé) e a mantém num cativeiro enquanto forja a morte da ex-amiga, comprando um corpo para se passar pelo dela. Os filhos de Lurdes até fazem um velório virtual para a mãe. 
       
      Não obstante, Thelma ainda sequestra Caio, filho de Camila e Danilo, e só termina suas maldades após complicações causadas pelo aneurisma cerebral que possui desde o início da trama.
       

       
      Quem é a mais malvada?
      Portanto, com todos os fatos expostos, podemos declarar, entre Thelma e Carminha, que a vilã de Manuela Dias ultrapassou as maldades da antagonista de João Emanuel Carneiro. 
       
      É importante deixar claro que a atriz merece um papel diferente dos últimos interpretados por ela nos últimos anos. Adriana já nos mostrou ser versátil o suficiente para encarar todos os tipos de papéis, e não ficar limitada apenas aos de vilã.
       
      E você, o que achou das maldades de Thelma?

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    2. A Globo acertou nos nomes escolhidos para Pantanal?

      Na semana passada, o jornal Extra divulgou alguns nomes que irão compor o núcleo principal do remake de "Pantanal", que a Rede Globo pretende lançar ainda este ano, na faixa das 21h.
       
      Escrita originalmente por Benedito Ruy Barbosa para a Manchete em 1990, a nova versão terá assinatura do neto deste, Bruno Luperi, que colaborou em "Velho Chico" (2016).
       
      A lendária novela, ambientada no Pantanal Mato-Grossense, conta a saga familiar de Zé Leôncio (vivido por Cláudio Marzo na Manchete) e os desafios da convivência entre peões e parentes em meio a uma das belas paisagens naturais do Brasil.
       
      Por isso, a coluna se dispôs a avaliar alguns desses nomes cotados para o remake que ainda nem estreou, mas já fez história na televisão.
       
      Juma Marruá (Alanis Guillen)
       

       
      Desde o anúncio do remake, vários nomes surgiram como possíveis protagonistas da telenovela de Benedito Ruy Barbosa. Algumas atrizes da Rede Globo como Carol Castro, Débora Nascimento, Lucy Alves, Thaissa Carvalho e Cynthia Senek chegaram a fazer publicações nas redes sociais como campanha para o papel.
       

       
      Mas o posto da mulher-onça será mesmo assumido pela jovem Alanis Guillen, 22, que possui a experiência de protagonista da temporada "Toda Forma de Amar", de "Malhação". A jovem atende todas as características físicas que a personagem exige e possui uma jovialidade que a estreante na época Cristiana Oliveira, também trazia. É importante ressaltar que a atriz da Manchete tinha 27 anos quando assumiu o papel da pantaneira que tinha, aproximadamente, 20 anos na história.
       
      Joventino Neto (Rafael Cardoso ou Jesuíta Barbosa)
       

       
      Inicialmente o Extra divulgou que Rafael Cardoso havia sido cotado como protagonista de "Pantanal", para viver o jovem tímido e franzino Jove (vivido por Marcos Winter em 90). Pouco crível, Rafael Cardoso, além bater ponto anualmente na programação da Rede Globo há uma década, possui tipo físico de um crossfiteiro, bem distante do que se conhece do mocinho de "Pantanal".
       
      Diante disso, o site RD1, anunciou que Jesuíta Barbosa dará vida ao neto do Velho do Rio. Aqui sim - caso se confirme -, temos uma escolha acertada. Jesuíta possui o tipo físico ideal para interpretar o jovem que nasceu no Pantanal, mas foi criado cheio de proteção no Rio de Janeiro. 
       
      Em conflito com suas origens, Jove terá até sua sexualidade questionada pelos peões e seu próprio pai, Zé Leôncio.
       
      Zé Leôncio (Marcos Palmeira)
       

       
      Na Rede Manchete, coube ao ator Cláudio Marzo viver dois personagens: o fazendeiro José Leôncio, e seu pai Joventino (Velho do Rio). Com a morte do segundo, Zé Leôncio herdou as terras do pai, que virou uma espécie de figura folclórica da floresta.
       
      Marcos Palmeira, que esteve na trama da Manchete vivendo Tadeu, filho de Leôncio, agora viverá o rei do gado. Desta vez, o ator não terá que dividir os dois papéis simultaneamente. 
       
      Uma curiosidade: Marcos Palmeira assumirá o papel aos 57 anos, enquanto Cláudio Marzo viveu o protagonista adulto da novela aos 50 anos de idade.
       
      Filomena (Dira Paes)
       

       
      Mãe de Tadeu, a ex-prostituta Filó, se casa com Zé Leôncio e passa a viver na fazenda. Na versão da Manchete, a majestosa Jussara Freire deu vida ao papel. Nesta versão, Dira Paes promete desempenhar também um ótimo trabalho.
      Anteriormente, Dira esteve em "Velho Chico", como Beatriz Raposeiro, ou seja, a atriz já tem afinidade com o texto do dramaturgo.
       
      Velho do Rio (Osmar Prado)
       

       
      O papel do mítico Velho do Rio havia sido oferecido a Antônio Fagundes, mas o ator recusou para se dedicar a um projeto da sua produtora, a Fa Filmes. Por isso, Osmar Prado deve encarnar o personagem, de acordo com o Notícias da TV. O talento e a experiência de Osmar são incontestáveis, por isso, o ator deve desempenhar um ótimo trabalho no remake.
       
      Outros nomes confirmados no elenco são: Julia Dalavia (possivelmente Guta), Débora Bloch (possivelmente Maria Bruaca), Lilia Cabral, Marcos Caruso, e Enrique Diaz, sem personagens confirmados.
       
      O que você espera do remake de Pantanal? O que achou das escalações até agora?

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    3. Cinco motivos para assistir a reprise de A Vida da Gente

      A Rede Globo anunciou a reprise da novela A Vida da Gente (2011), de Lícia Manzo, para a faixa das 18h, em substituição à reprise de Flor do Caribe. Cultuada na internet como um dos grandes clássicos da faixa, vamos relembrar alguns motivos para rever esse novelão!
       
      Texto marcante
       

      (Créditos: TV Globo)
       
      Com um estilo que consagrou Manoel Carlos um dos maiores novelistas do país, A Vida da Gente acerta numa trama que possui diálogos fortes, marcantes. Não é à toa que, vira e mexe, alguns trechos da novela de Lícia Manzo viralizam nas rede sociais. É o público de boca aberta para os "textões" proferidos na história.
       
      Uma passagem que merece destaque é o "acerto de contas" entre as irmãs Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano), que já faz parte da história da internet como uma das cenas mais "reprisadas" da rede.
       
      Elenco afiado
       

      (Créditos: TV Globo)
       
      É claro que um texto marcante precisa de um elenco à altura. Nesse quesito, A Vida da Gente não decepcionou. Além das já citadas protagonistas da história, Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano, a novela conta com o incansável Rafael Cardoso.
       
      Além deles, outros atores de peso também fizeram parte dessa história, como Ana Beatriz Nogueira, Nicette Bruno, Alice Wegmann, Thiago Lacerda e Stênio Garcia.
       
      História envolvente
       

      (Créditos: TV Globo)
       
      Com todos esses pontos positivos, só faltava uma boa história para completar o sucesso da novela. Em A Vida da Gente, temos um típico drama familiar: a sólida amizade entre as irmãs Ana e Manuela é quebrada após a primeira entrar em coma após um grave acidente. 
       
      No período em que está acamada, Manuela "assume" as rédeas da vida da irmã, o que inclui cuidar da sobrinha Júlia como se fosse sua própria filha, além de fisgar o coração do cunhado Rodrigo (Rafael Cardoso). O ápice da trama acontece quando Ana acorda, após seis anos, disposta a lutar por sua própria história.
       
      Homenagem a Nicette Bruno
       

      (Créditos: TV Globo)
       
      Além de trazer de volta uma novela que conquistou o carinho do público em sua primeira exibição, a Globo também aproveita a oportunidade para homenagear a saudosa atriz Nicette Bruno, que faleceu no final do ano passado, vítima da Covid-19.
       
      Na trama, a personagem Iná vive um casal apaixonado com Laudelino (Stênio Garcia). Assim como em qualquer relação, os dois vivem altos e baixos, principalmente por conta do ciúme de Laudelino, acentuado pela insistente recusa de Iná em aceitar seu pedido de casamento.
       
      Ao longo da trama, Laudelino descobre estar com um tumor na próstata e conta com o apoio de Iná para enfrentar o próprio preconceito com a doença e o tratamento.
       
      Sucesso internacional
       

      (Créditos: TV Globo)
       
      Com tantos predicados, A Vida da Gente não só cativou fãs brasileiros. A novela foi licenciada por mais 113 países, se tornando a terceira mais exportada da Rede Globo, atrás apenas de "Avenida Brasil" e "Caminho das Índias".
       
      Nos EUA, o sucesso da novela em novos mercados foi notícia no site Variety. Realmente imperdível!
       
      E você? Pretende acompanhar a reprise de A Vida da Gente?

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    4. Há quase três décadas, Manchete e Globo cogitaram produzir a continuação da novela Pantanal

      O maior fenômeno da Rede Manchete, “Pantanal” (1990), de Benedito Ruy Barbosa, quase ganhou uma continuação na extinta emissora. Intitulado “Flor de Cera”, o projeto foi elaborado por Jayme Monjardim, o mesmo diretor da exitosa novela ambientada no Mato Grosso.
       
      Monjardim foi contratado pela Manchete em 1998 para assumir a função de diretor artístico da emissora. Foi responsável pelas novelas “Olho no Olho” (1988), “Kananga do Japão” (1989), “Pantanal” (1990) e “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1991). Ainda à frente da direção de “Ana Raio”, o diretor pediu demissão da Manchete. 
       

       
      Uma das versões sobre seu pedido de demissão é a de que ele teria ficado descontente com o orçamento de um dos projetos do autor na emissora, a novela “Amazônia”. A Manchete teria liberado apenas US$6 milhões, uma vez que “Pantanal” custou US$13 milhões.
       
      Após sua saída da Manchete, Monjardim levou à Globo um projeto de novela chamado “Flor de Cera”. Escrita pelo compositor Renato Teixeira, Jayme dependia da aprovação da emissora carioca para tocar a direção da novela e marcar seu retorno à sua antiga casa, onde havia trabalho antes de acertar com a Manchete. Porém, ambas as partes não entraram em acordo.
       
      Em janeiro de 1993, a Folha destacou que Monjardim havia assinado novamente com a Manchete para ocupar o mesmo cargo de antes. Ele propôs algumas mudanças na emissora e queria implantar a ‘cara da Manchete’ de volta. Isso incluía a produção de “Flor de Cera”, que havia sido preterida na Globo, bem como “Pantanal” havia sido no passado. No elenco, Ingra Liberato e Cristiane Oliveira encabeçavam a trama. Dois meses depois, o cargo de Monjardim foi extinto.
       
      De acordo com o livro “Aconteceu, virou história”, de Elmo Francfort, a novela “Flor de Cera” era tida como a continuação de “Pantanal”. A novela havia surgido em meio às discussões da Eco-92, uma das maiores conferências realizadas no planeta.
       

       
      Segundo o colunista Duh Secco, em seu blog “Agora é que são eles”, a trama de “Flor de Cera” se iniciaria em 1993 e seria ambientada em Murundu, uma pequena cidade que pertence ao Estado Ambientalista do Pantanal. Ambiciosa demais, a história trazia uma aldeia de índios remanescentes de astecas e incas que haviam desenvolvido uma barreira mental para impedir que os brancos chegassem lá.
       
      A trilha sonora da novela ficaria a cargo de Marcus Viana, aclamado músico e compositor de trilhas para TV, cinema, teatro, ballet e musicais infantis. Marcus já havia atuado na trilha de “Pantanal” para a Manchete. Em 2015, o músico revelou que havia produzido um CD chamado “Sinfonia da Natureza”, composto para ser o vortex gerador da trama de “Flor de Cera”. 
       
      Em 2010, o autor Renato Teixeira ao Jornal Contato que, ao saber da possível continuação de “Pantanal”, o próprio Benedito foi ao seu encontro buscar esclarecimentos. “Quando soube de ‘Flor de Cera’, Benedito veio em minha casa altas horas da noite, trazido pelo Abelardo Figueiredo, meu amigo, para saber que tipo de “sacanagem” o Jayme estava aprontando contra ele com essa novela que, ao que parecia, seria a seqüência de Pantanal. Agora a Globo propunha juntar os dois novamente e o Jayme estava completamente agoniado com essa ideia”, escreveu o autor. 
       

       
      Passado os anos, com a crise econômica se agravando cada vez mais na Manchete, o projeto da novela acabou ficando só no papel. O que a história nos mostrou foi que a Globo preferiu produzir “Renascer” (1993), que - de fato - ficou tida como a Pantanal da Globo. Ou seja, no final das contas, nem a Manchete e muito menos a Globo decidiram “Flor de Cera” ao ar e a história segue engavetada até hoje. 
       
      “Se me pedirem para mostrar uma cópia de ‘Flor de Cera’, não a tenho. A novela toda está numa maleta, guardada com Jayme. O Alucinado, que dependendo da situação, pode ser o Alucinante, diz que um dia ele produz a novela. Aguardem o próximo capítulo”, finalizou Renato em sua coluna no Jornal Contato.
       
      Em 2021, a Rede Globo vai produzir um remake de Pantanal, desta vez escrita por Bruno Luperi, neto do autor Benedito Ruy Barbosa. A novela será dirigida por Rogério Gomes. As gravações estão previstas para iniciar em abril e a estreia deve acontecer em outubro do ano que vem. A direção busca uma atriz para viver a lendária Juma Marruá, vivida por Cristiana Oliveira na primeira versão.

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    5. Confira todas as novelas que serão exibidas nos principais canais das TVs aberta e paga, em 2021

      O ano de 2021 está cercado de grande expectativa para as produções da teledramaturgia. Depois de um 2020 conturbado para esse setor, é esperado que a produção e exibição de novelas finalmente retorne aos trilhos. Ainda que isso ocorra de forma lenta, o esperado é que tenhamos novas reprises de tramas que fizeram sucesso ou exibições de novelas latinas inéditas. Por isso, vamos conhecer as novelas que vão invadir a telinha neste 2021?
       
       
       Rede Globo
       
      Malhação Sonhos

       
      A maior emissora do país inicia o ano com a reprise de mais uma temporada de Malhação “Sonhos”, que foi ao ar originalmente em 2014 e 2015. A temporada foi marcada por trazer de volta uma academia como cenário principal da trama. No elenco, Arthur Aguiar, Bruna Hamú, Isabella Santoni, Rafael Vitti foram os destaques. Estreia em 25 de janeiro.
       
      Nos Tempos do Imperador
       

       
      Esperava-se que a continuação de “Novo Mundo” (2017), fosse lançada em março de 2020, substituindo “Éramos Seis” (2019). A estreia foi adiada e as gravações interrompidas. Agora, a trama de Thereza Falcão e Alessandro Marson tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2021, mas sem data marcada oficialmente. A história, protagonizada por Selton Mello, conta a vida do imperador Dom Pedro II, que vive um casamento de aparências com Teresa Cristina (Letícia Sabatella).
       
      Além da Ilusão
      Larissa Manoela fará sua estreia na Globo em “Além da Ilusão”, trama das 18h de Alessandra Poggi. Na história de época, a atriz dará vida a duas personagens em diferentes fases da trama. As jovens de família rica são filhas de Claudia Raia e Dan Stulbch e uma delas se apaixona pelo mágico interpretado por Rafael Vitti.
       
      Salve-se Quem Puder
      Assim como “Amor de Mãe”, a novela de Daniel Ortiz foi paralisada em 2020. Neste novo ano, espera-se que o público conheça o desfecho da saga das protagonistas Kyra (Vitória Strada), Luna (Juliana Paiva) e Alexia (Deborah Secco) ainda no primeiro trimestre de 2021. Um spoiler: já foi divulgado que a vilã Dominique, vivida por Guilhermina Guingle, terminará a história lavando privadas num presídio.
       
      Quanto mais vida melhor
      A novela é protagonizada por Giovanna Antonelli, que dará vida a uma empresária do ramo dos cosméticos, Vladimir Brichta, na pele de um jogador de futebol, Valentina Herszage, uma dançarina, e Mateus Solano, um cirurgião. Logo no começo eles morrem em acidente aéreo e ao chegarem no céu descobrem que morreram por engano. Assim voltam à vida sabendo que um deles em um ano vai morrer de novo e de forma definitiva. Por isso é que recebem, cada um, uma missão específica.
       
      Amor de Mãe
      Pode não parecer, mas o primeiro capítulo de "Amor de Mãe" foi exibido lá no finalzinho de 2019. Com as gravações da novela interrompidas por conta da pandemia, a faixa das 21h ganhou reprises de "Fina Estampa" e "A Força do Querer". Agora, com as gravações finalizadas, a expectativa é que a novela de Manuela Dias finalmente ganhe um ponto final a partir de março de 2021, com a exibição dos 23 capítulos restantes da história.
       
      Um Lugar ao Sol
       

       
      Assim que a Globo finalmente concluir “Amor de Mãe” (2019), entra ao ar a trama “Um Lugar ao Sol”, de Lícia Manzo. A trama, conta a história dos irmãos gêmeos Renato e Cristian (Cauã Raymond), que crescem separados. Segundo a colunista de TV Patricia Kogut, do jornal "O Globo", Renato, criado pelos personagens de Ana Beatriz Nogueira e Genézio de Barros, vai morrer e, dessa forma, o irmão gêmeo ocupará seu lugar.
       
      Pantanal

       
      O esperado remake da lendária novela de Benedito Ruy Barbosa está cotado para entrar ao ar no final do segundo semestre de 2021 na faixa das 21h. A nova “Pantanal”, é escrita por Bruno Luperi, neto de Benedito, e já tem alguns nomes confirmados no elenco: Marcos Palmeira, Dira Paes e Antônio Fagundes.
       
       
       Record TV
       
      Gênesis
       

       
      Divulgada como uma grande superprodução, a novela “Gênesis” promete resetar as tramas bíblicas tão exploradas pela Record TV. Com estreia marcada para 19 de janeiro, a novela dirigida por Edgar Miranda contará a história da criação do mundo, o primeiro homem, Adão, e a primeira mulher, Eva; o grande dilúvio; a Torre de Babel, Jornada de Abraão, e chegando até o período de escravidão do povo hebreu no Egito.
       
      Rei Davi
      Escrita por Cristiane Fridman, com supervisão de texto de Cristiane Cardoso, a novela "Rei Davi" deve substituir "Gênesis" ainda em 2021. A história é a mesma que a emissora levou ao ar em 2012, em formato de minissérie bíblica. Rudi Lagemann está cotado para dirigir a produção.
       
      Topissima 2
      Embalada pela boa repercussão de “Topíssima” (2019), a Record TV deve levar ao ar a continuação da trama protagonizada por Camila Rodrigues e Felipe Cunha. Em 9 de novembro, no encerramento da primeira temporada da novela, apareceu a mensagem "Em breve Topíssima 2".
       
       
       SBT
       
      Amores Verdadeiros
       

       
      Animado com os bons resultados das novelas mexicanas inéditas nas tardes do canal, o SBT pretende lançar em breve “Amores Verdadeiros”, obra da Televisa do ano de 2012. A novela foi produzida por Nicandro Diaz, o mesmo produtor de "A Dona" e "Amanhã é para sempre". No elenco, nomes como Erika Buenfil, Eduardo Yañez, Mónika Sánchez, Sebastián Rulli, Eiza González, Ana Martín, Enrique Rocha, Guillermo Capetillo, Natalia Esperón, Silvia Manríquez, Marjorie de Souza, Susana González, Lisardo, Sherlyn são os destaques.
       
       
       Canal Viva
       

       
      O canal de reprises mais querido da tv paga já inicia o ano com a reprise de "Era Uma Vez" (1998) inaugurando uma nova faixa às 12h30 na emissora. Para a nova trinca da emissora, sabe-se que virão: “O Salvador da Pátria” (1989) no lugar de “Sassaricando” (1987). Em substituição de “Mulheres Apaixonadas” (2003) virá “Da cor do pecado” (2004). Já a substituta da recém estreada “A Viagem” (1994) será “Cara e Coroa” (1995), em junho de 2021.
       
      E aí, qual novela você pretende acompanhar esse ano? Comente aí
       

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    6. Os únicos autores que escreveram novelas nas 3 principais faixas da Globo

      Seleto grupo de autores que escreveram novelas nas 3 principais faixas de novelas da Globo:
       
      Gilberto Braga

       
      Faixa I (18h): Helena, Escrava Isaura, Dona Xepa...
      Faixa II (19h): Corrida do Ouro
      Faixa III (20h): Vale Tudo, Dancin’ Days, Celebridade...
       
      Lauro César Muniz

       
      Faixa I (18h): Quem é Você?
      Faixa II (19h): Carinhoso, Corrida do Ouro, Transas e Caretas...
      Faixa III (20h): O Casarão, Roda de Fogo, O Salvador da Pátria...
       
      Maria Adelaide Amaral

       
      Faixa I (18h): Anjo Mau (1997)
      Faixa II (19h): Ti Ti Ti (2010), Sangue Bom
      Faixa III (20h): A Lei do Amor
       
      Ricardo Linhares

       
      Faixa I (18h): Agora é que São Elas
      Faixa II (19h): Lua Cheia de Amor, Meu Bem Querer
      Faixa III (20h): Tieta, Pedra sobre Pedra, Fera Ferida...
       
      Walcyr Carrasco

       
      Faixa I (18h):  O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea...
      Faixa II (19h): Sete Pecados, Caras & Bocas, Morde & Assopra
      Faixa III (20h): Amor à Vida, O Outro Lado do Paraíso, A Dona do Pedaço
       
      Walther Negrão

       
      Faixa I (18h): Pão Pão, Beijo Beijo, Fera Radical, Tropicaliente...
      Faixa II (19h): O Primeiro Amor, Supermanoela, Top Model...
      Faixa III (20h): Cavalo de Aço
       

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    7. Representatividade na TV: relembre cinco protagonistas negras das novelas brasileiras

      Em quase 70 anos de teledramaturgia brasileira, dá pra contar nos dedos as novelas protagonizadas por atrizes e atores negros. O pontapé iniciado por Ruth de Souza em “A Cabana do Pai Tomás” (1969) segue a passos lentos e ainda possui poucos representantes na telinha. Por isso, nesta coluna, vamos relembrar e destacar algumas atrizes negras protagonistas de novelas:
       
      Camila Pitanga, em “Cama de Gato” (2009)
      A primeira novela original da dupla Duca Rachid e Thelma Guedes na Rede Globo trouxe a protagonista Rose (Camila Pitanga) enfrentando uma verdadeira “Cama de Gato” na trama homônima das 18h.
       

      Divulgação/TV Globo)
       
      Ambientada no bairro da Glória, na zona sul do Rio de Janeiro, a novela conta a história de Gustavo Brandão (Marcos Palmeira) um perfumista de sucesso, casado com a rica e mimada Verônica (Paolla Oliveira). Ele só reaprende a ser humilde e solidário quando perde tudo o que conquistou e descobre o amor sincero de Rose (Camila Pitanga), uma faxineira. A simplicidade da moça ajuda-o a redescobrir seus valores e sua felicidade.
       
      Heslaine Vieira, de “Malhação: Viva a Diferença” (2017)
      Pela primeira vez na história, a trama principal de “Malhação” contou os dilemas de cinco jovens protagonistas que se encontraram por casualidade. Heslaine Vieira viveu a jovem Ellen, moradora da Vila Brasilândia, bairro pobre da zona norte de São Paulo. 
       

      (Divulgação/TV Globo)
       
      Ellen teve pouco acesso à educação formal de qualidade, mas é um gênio no que se refere à tecnologia. É autodidata e sabe tudo sobre computação e programação. É transferida para o Grupo, onde ganha uma bolsa de estudos para os EUA.
       
      Lidi Lisboa, em “Jezabel” (2019)
      O papel da poderosa e malvada rainha de Israel quase foi parar nas mãos de atrizes brancas como Camila Rodrigues e Giselle Itié, mas, no final, ficou mesmo com Lidi Lisboa. Com bom desempenho em “Escrava Mãe”, a atriz foi convidada para viver a sanguinária Jezabel, na trama de Cristianne Fridman.
       

      (Reprodução/TV Record)
       
      Uma curiosidade é que essa foi a segunda vez que a Record TV levou a história de Jezabel ao ar. A primeira ocorreu em 1997 na minissérie “O Desafio de Elias”, de Yves Dumont, que contou a trama bíblica sob a perspectiva do profeta Elias. Aqui, Jezabel havia sido interpretada pela atriz Sônia Lima.
       
      Taís Araújo, em “Da Cor do Pecado” (2004)
      Apesar do título considerado racista para os dias atuais, a novela “Da Cor do Pecado”, que marcou a estreia de de João Emanuel Carneiro como autor de telenovelas, fez história ao colocar, pela primeira vez, uma protagonista negra de uma novela contemporânea e urbana, a Preta.
       

      (Divulgação/TV Globo)
       
      A novela tem como eixo central o romance inter-racial vivido pela pobre feirante Preta (Taís Araújo) e o rico Paco (Reynaldo Gianecchini). Os dois são personagens de um triângulo amoroso formado com Bárbara (Giovanna Antonelli). Vale destacar que "Da Cor do Pecado" é uma das tramas mais exportadas da Rede Globo, sendo vendida para mais de 100 países.
       
      Taís Araújo, em “Xica da Silva” (1996)
      Em 1996, Taís fez história ao viver a personagem-título da novela de época "Xica da Silva", exibida na extinta TV Manchete. Escrita por Walcyr Carrasco (sob o pseudônimo de Adamo Angel), com direção de Walter Avancini, a trama contava a história de uma mulher escravizada que virou “rainha” em pleno século XVIII, em Minas Gerais.
       

      (Divulgação/TV Manchete)
       
      Recentemente, Walcyr Carrasco revelou que a Manchete sugeriu que uma atriz branca bronzeada interpretasse o papel da escrava, porém, o diretor e o próprio Walcyr, foram resistentes ao escolherem uma atriz verdadeiramente negra para o papel.
       
      Representatividade na TV
      Ao relembrarmos algumas tramas protagonizadas por atrizes negras, percebemos que todas as novelas citadas foram escritas por autores brancos. Tão importante quando termos atrizes e atores negros na linha de frente da televisão, também é importante termos autores negros contando as suas histórias.
       
      Parafraseando o discurso de Viola Davis ao ganhar o Emmy em 2015, que serve como um adendo também sobre quem roteiriza é que “a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade”.

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    8. "Amor de Mãe" realmente é uma série disfarçada de novela?

      ATENÇÃO: O texto contém spoilers sobre acontecimentos importantes da trama. Se não quiser saber nada a respeito, não recomendo a leitura. Grato.
       
      Hoje vamos falar sobre um assunto que gera muito debate entre os foristas e fãs de novelas em geral: afinal, "Amor de Mãe" tentou ser desnecessariamente conceitual?
       
      Com a sua primeira parte exibida entre novembro de 2019 e março de 2020 e tendo sido interrompida devido à pandemia do novo Coronavírus, "Amor de Mãe" tem autoria de Manuela Dias e direção de núcleo por José Luiz Villamarim. Dias veio do universo das séries e escreveu sucessos para a TV Globo, como "Ligações Perigosas" e "Justiça". Em 2015 começou a desenvolver sua primeira novela para a faixa das 9, provisoriamente intitulada "Tróia".
       
      Quatro anos depois esta novela finalmente estreou, sob o título de "Amor de Mãe". Já em seu primeiro capítulo, surgiram diversos comentários criticando a fotografia e a estética da novela, além do texto. Muito se falou sobre a novela ser uma tentativa de transformar o gênero em série, mas aqui eu trago cinco provas de que Amor de Mãe é tão novela quanto qualquer outra.
       
      1 - HISTÓRIA CLICHÊ
       

      (Divulgação/TV Globo)
       
      "Amor de Mãe" gira em torno de três mulheres: Lurdes (Regina Casé), Vitória (Taís Araújo) e Thelma (Adriana Esteves). Cada uma tem a sua história e as três acabam se entrelaçando quando elas se encontram casualmente durante uma discussão.
       
      Lurdes teve o seu filho, Domênico, vendido pelo próprio pai aos dois anos para a traficante de crianças Kátia (Vera Holtz). Quando voltou do parto de Érica (Nanda Costa) e descobriu a atitude do marido, o matou acidentalmente e fugiu para o Rio de Janeiro com os seus três filhos em busca de Domênico. No meio do caminho encontra uma menina abandonada na estrada e a adota.
       
      Vitória é advogada e tem o sonho de ser mãe, mas não consegue de jeito nenhum fazer isso com o marido Paulo (Fabrício Boliveira). Pensa que o motivo tenha sido um aborto que sofreu após um julgamento em que defendeu um culpado de um homicídio. Por isso, acaba adotando o menino Tiago (Pedro Guilherme Rodrigues) e, durante uma noite de sexo casual com Davi (Vladimir Brichta) acaba engravidando de uma menina.
       
      Por último, Thelma é mãe de Danilo (Chay Suede), um homem complexado e que não aguenta mais ter a vida controlada pela própria mãe. Desde que salvou o filho de um incêndio, Thelma passou a ter este comportamento. Com isso ele decide conquistar a própria independência, sem saber que a mãe está com um aneurisma no cérebro e pode vir a falecer a qualquer momento. Vendo que o filho está saindo de suas asas, Thelma decide aproveitar a vida e realizar os seus últimos desejos, por mais obscuros e prejudiciais que possam ser a outras pessoas.
       
      Claramente não são tramas de outro mundo, como gostam de pintar por aí. A mais clichê e comum é a de Lurdes, que chegou a ser retratada de maneira diferente em novelas como Maria do Bairro (1995) e Senhora do Destino (2004). Além disso, outro clichê comum no audiovisual em geral é o de uma pessoa à beira da morte e que pensa em aproveitar a vida, já tendo sido mostrado anteriormente em Chiquititas (2013), do SBT.
       
      2 - CONFLITOS FAMILIARES
       

      (Divulgação/TV Globo)
       
      Em determinado ponto da trama, Lurdes começa a pensar que Sandro (Humberto Carrão) é o seu filho perdido. Os filhos ficam desconfiados, afinal nenhum teste de DNA havia sido feito até então. E a desconfiança maior parte de Érica, que acaba causando desconfortos em casa ao implicar com Sandro.
       
      Depois, em certo momento, é descoberto que Sandro é filho de Vitória. A advogada engravidou muito cedo, não contou para Raul (Murilo Benício), fingiu que ia viajar a estudos e escondeu a gravidez de sua família. Quando o bebê nasceu foi entregue a Kátia, que o criou como se fosse o seu próprio filho e o introduziu no mundo do crime. 
       
      Nos tempos atuais, Kátia o entrega para Lurdes antes de morrer como se fosse Domênico, o menino vendido pelo próprio pai no passado. Vitória acaba descobrindo a maternidade e precisa contar para a sua amiga e funcionária toda a verdade, o que gera cenas emocionantes entre Vitória, Raul, Lurdes e Sandro. Outro clichê de novelas: filhos que descobrem ter uma outra mãe.
       
      3 - CASAIS MELOSOS E DE HISTÓRIA COMUM
       

      (Divulgação/TV Globo)
       
      Dois casais considerados "melosos" são apresentados ao público: Betina (Isis Valverde) e Magno (Juliano Cazarré) e Camila (Jéssica Ellen) e Danilo. Ambos têm suas histórias mais tensas por trás.
       
      Betina é a enfermeira que cuida da esposa de Magno, Leila (Arieta Corrêa), que está em coma no hospital. No primeiro capítulo, voltando do trabalho, Magno vê uma mulher sendo estuprada. Durante a briga com o estuprador com o fim de defender a moça, ele acaba empurrando o bandido contra uma parede, que bate a cabeça e morre. Depois acaba sendo descoberto que este homem é o irmão de Betina. A este ponto os dois já estão perdidamente apaixonados, o que torna a história envolvente.
       
      Enquanto isso, Camila é uma professora recém-formada de uma escola pública que fica no subúrbio do Rio. Vive situações de risco diariamente, até que conhece Danilo e começa a enxergar um outro lado da vida.
       
      Porém a sua vida se torna um verdadeiro inferno quando ela se casa e precisa lidar com Thelma, a sogra completamente maluca e que faz de tudo para acabar com o casamento dos dois. Além disso, Danilo passa a se tornar um homem mais "solto" e isso acaba gerando diversos problemas conjugais.
       
      4 - VILÕES MANIQUEÍSTAS
       

      (Divulgação/TV Globo)
       
      Amor de Mãe conta com dois vilões principais: Álvaro da Nóbrega (Irandhir Santos) e Thelma. Ambos são apresentados como personagens dúbios.
       
      Álvaro é um homem completamente corrupto e sem escrúpulos. Para ele não existe qualquer diferença entre roubar, poluir rios ou ser o mandante de assassinatos. Seu comparsa é Belizário (Tuca Andrada), que mata Genilson, irmão de Betina, e tenta assassinar a própria. No entanto, mesmo sendo um bandido e um traidor, em suas cenas em casa vemos ele sendo um pai e marido amoroso com Verena (Maria Andrade).
       
      Enquanto isso, Thelma sofre com o seu aneurisma mas há uma grande história por trás disso tudo. Além de ser uma mãe controladora com Danilo e uma sogra completamente maluca com Camila, ela chega a furar as camisinhas do filho com o intuito de ter um neto antes de morrer. Depois, quando Camila perde o bebê, ela se oferece para ser a barriga de aluguel do casal e acaba obsessiva pelo próprio neto.
       
      Perto do capítulo 100 também é revelado que Thelma na verdade comprou Danilo nas mãos de Kátia e ele é Domênico, o filho perdido de Lurdes. Ela acaba concluindo isso quando vê uma foto de Domênico antes de desaparecer e reconhece o menino da foto como Danilo.
       
      A partir daí, a vilã passa a fazer de tudo para que ninguém descubra o seu segredo e acaba assassinando Rita (Mariana Nunes), a mãe biológica de Camila, que descobre tudo. Na volta da novela, ela também tentará conseguir o silêncio de Lurdes e irá sumir com Caio, filho de Camila.
       
      5 - EMBATES FORTES
       

      (Divulgação/TV Globo)
       
      A novela também tem uma série de embates bombásticos, o que é mais do que comum no gênero.
       
      Um dos mais memoráveis é quando a escola em que Camila trabalha é interditada por Álvaro e os alunos decidem fazer uma ocupação e invadem a escola no meio da madrugada. Durante a ocupação, Camila não deixa de dar as suas aulas de história e acaba sendo agredida por um policial mesmo estando grávida. A partir daí a guerra está travada e os policiais partem pra cima dos alunos, o que leva a um dos momentos mais emblemáticos da trama: Joana (Cacá Ottoni) sendo arrastada pelo chão junto com uma cadeira.
       
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      Acho que não restam dúvidas de que Manuela trouxe o mais puro do gênero novela para "Amor de Mãe", não podendo considerar o texto e a história como problemas que tenham atrapalhado no desempenho da trama.
      E não percam, em 2021, a fase final de Amor de Mãe.

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    9. OS FANTASMAS MAIS "VIVOS" DAS NOVELAS

      A morte é elemento bastante comum no universo da teledramaturgia. É normal que algum ou alguns personagens específicos morram durante as tramas que assistimos na televisão. É comum também que alguns desses personagens acabem voltando como fantasmas. Seja para alerta ou amedrontar os vivos, esses personagens precisaram “voltar” do além com algum objetivo. Por isso, confira a lista com alguns fantasmas bem “vivos” da TV:
       
       
      Angélica e Teresa, de “Carinha de Anjo”
       

      (Reprodução/Televisa)
       
      A mãe da pequena Dulce Maria (Daniela Aedo), Angélica (Marisol Santacruz) morreu tragicamente na novela mexicana de 2000. Porém, Dulce Maria pôde reencontrar a mãe num lugar secreto na escola conhecido como "O Quartinho Velho". Nesse ambiente, ela vê e fala com a sua mãe, Angélica, de quem ouve maravilhosas histórias. 
       

      (Divulgação/SBT)
       
      No remake brasileiro da novela, que foi ao ar em 2016 no SBT, a atriz e cantora Lucero interpretou Teresa, personagem equivalente a Angélica da trama mexicana.
       
       
      Ludovico, de “Chocolate com Pimenta”
       

      (Divulgação/Globo)
       
      Quando Ana Francisca (Mariana Ximenes) perdeu tudo na novela de Walcyr Carrasco, seu ex-marido Ludovico (Ary Fontoura), já morto há alguns anos, resolveu aparecer para dar alguns conselhos a moça. Ele havia escrito um livro com receitas secretas que viria a ser a grande sacada de Ana após perder a Fábrica de Chocolates Bombom numa batalha judicial com a ardilosa Jezebel (Elizabeth Savala), irmã de Ludovico.
       
      Com os conselhos do fantasma e o livro, Ana Francisca monta sua própria fábrica e começa a faturar com a venda dos curiosos “chocolates com pimenta”, que aguçaram os sentidos dos personagens da novela.
       
       
      Fernanda, de “Mulheres Apaixonadas”
       

      (Divulgação/Globo)
       
      O Brasil inteiro ficou impactado com a morte de Fernanda (Vanessa Gerbélli) no meio de um tiroteio em "Mulheres Apaixonadas". Ela deixou órfã a pequena Salete (Bruna Marquezine) que era constantemente maltratada pela avó gananciosa. Por isso, a personagem voltou em espírito para proteger a filha.
       
      Daniel, de “Escrito nas Estrelas”
       

      (Reprodução/Globo)
       
       
      No começo da trama de Elizabeth Jhin, os destinos de Daniel (Jayme Matarazzo) e Viviane (Nathália Dill) se cruzam. Os dois sofrem um grave acidente de carro, que tira a vida de Daniel. Viviane consegue sobreviver, porém fica em coma durante um mês.
       
      Ricardo (Humberto Martins) é pai de Daniel e um profissional bem sucedido e dono de uma clínica de fertilização humana. Com o sémen do filho congelado, ele busca uma mulher para ser a mãe de seu neto. Ele acaba escolhendo Viviane, despertando a fúria do espírito de Daniel.
       
      Nicole, de “Amor à Vida”
       

      (Reprodução/Globo)
       
      A milionária Nicole (Marina Ruy Barbosa) se apaixona por Thales (Ricardo Tozzi), que na verdade tinha um plano com sua namorada Leila (Fernanda Machado) para roubar a fortuna da moça. Diagnosticada com um câncer fatal, ela possui apenas mais 6 meses de vida. Ela ainda se casa com Thales, mas morre no altar. Após sua morte, a personagem retorna como um fantasma para infernizar a vida do casal que tramou o roubo de sua fortuna.
       
      Alexandre, Otávio e Diná, de “A Viagem”
       

      (Reprodução/Globo)
       
      Em “A Viagem”, de Ivani Ribeiro, a temática espírita permitiu que o tema “vida após a morte” fosse utilizado com vários personagens. Alexandre (Guilherme Fontes) foi responsável por assassinar o melhor amigo do advogado Otávio (Antonio Fagundes), que o colocou na cadeia. Protegido pela irmã mais velha Diná (Christiane Torloni) o rapaz morreu na prisão e seu espírito voltou para atormentar os desafetos, sobretudo Otávio e Diná, que se apaixonaram.
       
      Já o personagem Otávio Jordão (Antonio Fagundes) era um famoso advogado criminalista que colocou Alexandre (Guilherme Fontes) na prisão, despertando a ira de Diná (Christiane Torloni). Otávio morreu, e Diná faleceu pouco tempo depois se encontrando com ele no paraíso. Após a morte, Diná apareceu para a irmã Estela (Lucinha Lins) com frequência.

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    10. Pesou a mão! Cinco cenas de bofetadas que foram longe demais nas novelas

      É indiscutível o nível de profissionalismo da maioria das novelas produzidas no Brasil. Há sempre um grande cuidado com a integridade física dos atores, para evitar possíveis acidentes.
       
      Só que às vezes, algumas coisas acabam passando dos limites de forma acidental. Por isso, vamos conferir algumas bofetadas em novelas que foram longe demais...
       
       
      HAJA CORAÇÃO (2016)
       
      A atriz Mariana Ximenes acabou atingida no rosto por um soco de João Baldasserini na gravação de uma cena de ação de “Haja coração”, que por sinal, está sendo reprisada na Rede Globo. Mas não foi nada grave. A atriz ficou com o olho um pouco inchado, mas o roteiro não precisou ser alterado.
       

      (Reprodução/TV Globo)
       
      Na história de Daniel Ortiz dirigida por Fred Mayrink, Mariana interpreta a feirante Tancinha e João, o publicitário Beto. Ele torna-se aliado de Teodora (Gracie Gyanoukas) e tentará se aproximar da mocinha para afastá-la da família Abdalla. Mas Beto acabará se apaixonando por ela.
       
       
      ÊTA MUNDO BOM (2016)
      Um incidente em cena acabou criando um clima tenso nos bastidores de "Êta Mundo Bom". De acordo com Léo Dias, a atriz Bianca Bin que interpreta a personagem Maria na novela, errou uma marcação e deu um tapa no rosto de uma colega.
       

      (Reprodução/TV Globo)
       
      O tapa da doméstica acabou sendo de verdade e pelo visto doeu e as duas atrizes teriam se estranhado na novela de Walcyr Carrasco. Especula-se que a atriz tapeada em questão seria Flávia Alessandra, que vivia a vilã Sandra na novela.
       
       
      AMOR DE MÃE (2019)
       
      Em entrevista ao Altas Horas, da Rede Globo, a atriz Letícia Lima, que interpreta Estela na novela "Amor de Mãe", contou que deu um tapa de verdade em cena com Irandhir Santos, o Álvaro. 
       

      (Reprodução/TV Globo)
       
      “Esse tapa foi de verdade. Foi sem querer. A nossa novela é muito realista, tudo a gente faz, até cenas que usaríamos dublê a gente tenta fazer. O diretor pediu para não fazer o tapa fake. Como nunca bati no rosto de alguém, não tinha noção que ia pesar tanto. Fiquei tão mal porque ele ficou com os dedos no rosto”, disse a atriz.
       
       
      MULHERES APAIXONADAS (2003)
       
      Na última semana, foi ao ar a surra de cinto que o personagem Carlão (Marcos Caruso), de "Mulheres Apaixonadas" dá em Dóris (Regiane Alves). Na trama, a jovem maltratava seus avós na trama e, segundo o ator, o público pedia para que a cena ocorresse. Recentemente, ela comentou em seu Twitter que a novela a "impediu de sair na rua", por conta da repercussão na época.
       

      (Reprodução/TV Globo)
       
      "Foram 12 cintadas. Não pegaram nela onze. A 12ª... Foi. Ficou uma marca vermelha que acho que a Regiane tem até hoje. Foi um horror! A última cintada, ela deu um grito. Está no ar, isso. Acabou a cena, nós nos abraçamos. Ela chorava de dor, e eu chorava pela dor dela e por ter dado a cintada sem querer", contou.
       
      No Twitter, a atriz relembrou a cena e a cintada. 
       
       
       
       
      PÁGINAS DA VIDA (2006)
       
      Em 2012, a atriz Lilia Cabral revelou no "Programa do Jô" (Globo) uma história curiosa dos bastidores da novela "Páginas da Vida" (2006).
       
      Na trama, ela interpretou a megera Marta, que era casada com o bonzinho Alex, vivido por Marcos Caruso.
      Durante uma cena em que os dois discutiam, o ator a empurrou e ela acabou se machucando. Só que, mesmo assim, ela continuou gravando.
       
      “Nós não tínhamos opção, eu bati o rosto na mesa e ia ficar super inchado, teríamos que parar as gravações por um tempo!”, contou. “Então eu pedi para continuar, ficaria mais natural.”
       

      (Reprodução/TV Globo)
       
      “Como quem deu o empurrão na cena foi o Caruso, ele ficou se sentindo super culpado”, revelou. “Me levou para o hospital e me deu flores, coitado! Ficou super preocupado”
       
      “E quem diria que por causa desse pequeno acidente eu ia ser indicada ao Emmy?", disse. “Acho que eles não perceberam que foi de verdade”, revelou a atriz.
       
       
      E aí, lembra-se de outras cenas que foram longe demais? 

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    11. NOVELAS QUE FORAM INSPIRADAS EM FILMES

      Para compor suas tramas, alguns autores de novelas se inspiraram em clássicos da Sétima Arte. Seja no núcleo principal, parte da história ou o enredo completo, os filmes foram essenciais para a composição de várias novelas. Vamos conhecer algumas?
       
      ENCONTRO DE AMOR - Una Maid in Manhattan (2011)
      O longa “Encontro de Amor” protagonizado pela atriz e cantora Jennifer Lopez - coringa da Sessão da Tarde -, inspirou a novela “Una Maid en Manhattan”, produzida pela Telemundo em 2011. O título da novela, inclusive, faz referência ao título em inglês do filme protagonizado por Lopez “Maid in Manhattan”.
       

      (Créditos: Divulgação)
       
      Na história, Marisa (Litzy Domingues) é uma moça pobre que se muda com seu filho para Manhattan em busca de novas oportunidades e uma vida melhor. Ela conhece um jovem chamado Cristóbal Parker (Eugenio Siller), filho de um senador e herdeiro de uma grande fortuna. É aí que sua vida muda completamente.
       
      AMOR DE MÃE - Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (2000)
      Na novela de Manuela Dias, a personagem Vitória (Taís Araújo) é uma renomada advogada e um dos seus trabalhos é defender pessoas que adoeceram ou perderam parentes por causa do envenenamento das águas de Guaporim. As cenas dela com os moradores imitaram as do filme Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (2000).
       

      (Créditos: Reprodução)
       
      A produção estrelada por Julia Roberts retratou a história real de Erin Brockovich. Mãe de três filhos, ela trabalhava em um escritório de advocacia quando descobriu que a água de uma cidade estava sendo contaminada e espalhando doenças. No Twitter, muitos usuários apontaram as semelhanças entre a novela e o longa-metragem.
       
      ÊTA MUNDO BOM - Candinho (1954)
      A trama de Walcyr Carrasco, reprisada com êxito no Vale a Pena Ver de Novo recentemente, é inspirada no filme “Candinho”, de Abílio Pereira de Almeida, com data do ano de 1954. Protagonizado pelo lendário Mazzaropi, o filme deu fama ao ator que assumiu o papel do “caipira”, tornando sua marca registrada.
       

      (Créditos: Divulgação)
       
      A estrutura do filme é basicamente a mesma da novela, com algumas alterações. No filme e na novela, a fazenda Dom Pedro II é o cenário onde o protagonista é encontrado. Ele cresce e se envolve com a filha do fazendeiro Quinzinho, Filoca (que na novela virou Filomena), mas logo é expulso de casa.
       
      Todos na fazenda são influenciados pela sabedoria do professor Pancrácio, hóspede de Quinzinho, que ensina a Candinho sua filosofia de vida: tudo que acontece de ruim é para melhorar a vida da gente, a qual ele sempre repete como um ditado.
       
      Uma das grandes diferenças entre as tramas é a ausência de Anastácia no filme. Por lá, a mãe de Candinho morreu após o nascimento dele e descobre-se que ele possui parentesco com Quinzinho, tornando-se herdeiro da fazenda. A cena final da novela é uma homenagem explícita ao filme de Mazzaropi.
       
      O OUTRO LADO DO PARAÍSO - Kill Bill (2003)
      Em entrevista ao O Globo antes da estreia da novela, o diretor Mauro Mendonça Filho afirmou que a novela de Walcyr Carrasco era inspirada no filme dirigido por Quentin Tarantino. “Essa vingança tem como inspiração ‘Kill Bill’ (de Quentin Tarantino). Eu fiz as contas: Clara vai querer dar o troco em sete pessoas, o que é meio cabalístico. Estamos num momento em que as mulheres têm dado um basta nos abusos, no machismo. O retorno é histórico”, disse Maurinho na época.
       

      (Créditos: Divulgação)
       
      Na história, Clara (Bianca Bin) é uma moça que vive sobre uma mina de esmeraldas no interior do Tocantins. Ela se envolve com Gael (Sérgio Guizé) e desperta a fúria e ganância da mãe do rapaz, Sophia (Marieta Severo). Do decorrer da trama, Clara é vítima de uma armação e terá que se vingar de um grupo de pessoas que a mandaram para um manicômio.
       
      O OUTRO LADO DO PARAÍSO - Madame X (1966)
      Ainda em O Outro Lado Paraíso, outro filme serviu de inspiração para um dos núcleos da novela. A história de Elizabeth (Glória Pires) é baseada no longa Madame X, protagonizado por Lana Turner em 1966.
       
      Na novela de Walcyr Carrasco, Elizabeth (Gloria Pires) é uma mulher de origem humilde que se casou com um diplomata, Henrique (Emilio de Mello), com quem tem a filha Adriana (Julia Dalavia). Seu sogro, Natanael (Juca de Oliveira), julga que ela não está à altura do filho e da posição de embaixatriz. Por isso, arma uma armadilha para ela. Com a ajuda de Jô (Barbara Paz), Natanael consegue que Elizabeth se aproxime e se envolva com Renan (Marcello Novaes). O empresário, porém, morre acidentalmente diante dela. O sogro aproveita a situação para chantageá-la e a convence a forjar a própria morte para não ser presa.
       

      (Créditos: Reprodução)
       
      Roteiro parecido com o filme Madame X. Holly (Lana Turner) casa-se com um milionário com aspirações políticas, despertando a fúria de sua sogra Estelle (Constance Bennett). Através de armações da sogra, Holly se envolve com um homem e ele acidentalmente morre. Chantageada, ela abandona o marido e filho e foge.
       
      Curiosamente, nas duas histórias um passeio de barco é usado para forjar a morte das personagens. Outro fator que as une é que ambas enfrentam problemas com álcool no decorrer de suas tramas. 
      Outro ponto ainda é semelhante nas tramas. No futuro elas serão defendidas por seus próprios filhos: Elizabeth - que agora é Duda, terá ajuda de Adriana, sua advogada que é na verdade sua filha. Holly, que muda de nome para Madame X, também é defendida por um advogado jovem e idealista que sente por ela um grande afeto. Ele é na verdade seu filho.
       
      E aí, lembra de outra novela que foi inspirada em algum filme?

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    12. Ao som de... Laços de Família, pt. 1

      Depois de muita luta, finalmente, temos nossa terceira, e por enquanto, última coluna musical. Por alguns imprevistos de minha vida, tive que adiá-la por duas vezes. Mas, hoje, nesta data mais que especial, já que comemora os 70 anos da televisão brasileira, iremos falar da trilha de Laços de Família (2000), novela que sucede o fenômeno Êta Mundo Bom (2016) na faixa do "Vale a Pena Ver de Novo". A novela faz, junto a Mulheres Apaixonadas (2003) — que está em cartaz no Viva — e Por Amor (1997), parte da trinca de ouro de Manoel Carlos.
           "Ah, Otis, mas por que esta é a última coluna?". Porque não pretendo postar as colunas em sequência semanal como fiz com Mulheres Apaixonadas e Brega e Chique (1987), e seria com a de Laços, se não fossem os imprevistos. Não tenho tempo, nem criatividade pra manter algo sozinho nesse ritmo (risos), e também, porque quero escrever sobre outros temas também. Daqui em diante, a coluna será postada eventualmente apenas.
           Laços de Família gira em torno de um triângulo amoroso entre mãe e filha: Helena (Vera Fischer) conhece Edu (Reynaldo Gianecchini) após uma batida entre os carros dos dois. Edu, que está se formando em Medicina, acaba cuidando da musa. A atração física entre os dois, que estão em suas melhores formas físicas, será inevitável. No entanto, a diferença de 20 anos entre os dois acabou dividindo opiniões, entre elas, a de Alma (Marieta Severo), tia de Edu, que desaprova a relação. O relacionamento sofrerá outro baque quando Camila (Carolina Dieckmann) volta ao Brasil, e se descobre apaixonada pelo namorado da mãe.
           Hoje, iremos falar apenas do primeiro álbum da trama: Laços de Família - Nacional. A capa e o encarte são ilustrados pela belíssima Vera Fischer:
          



      Capa, disco e encarte do álbum Laços de Família - Nacional (2000). (Fotos: Reprodução / Internet)
       
           A faixa que abre o álbum é Como Vai Você?. Composta originalmente por Antônio Marcos e Mário Marcos para Roberto Carlos, em 1972, a canção foi regravada por Daniela Mercury, e é acompanhada por acordes de violão. É tema de Helena. A canção, que foi a 8ª mais tocada nas rádios voltadas à música nacional, integrou mais tarde o álbum Sol da Liberdade, do qual foi faixa bônus. (Como vai você? / Eu preciso saber da sua vida / Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia / Anoiteceu e eu preciso só saber / Como vai você?).
       

      Reynaldo Gianecchini em 2000. (Foto: Fernanda Fernandes / Estadão)
       
           Para Edu, par romântico de Helena, foi escolhida a Balada do Amor Inabalável. Cantada pelo grupo Skank, sob composição de seu vocalista, Samuel Rosa, e de Fausto Fawcett. Foi idealizada num encontro dos dois compositores em um boteco de Copacabana. A música tem uma pegada que mescla pop anos 2000 com Bossa Nova, tendo direito a presença de berimbau em determinados trechos. Casa-se perfeitamente com o jeitinho boêmio e apaixonante do protagonista da história. (É só tocar essa balada / De swing inabalável / Que é oásis pro amor / Eu vou dizendo / Na sequência bem clichê / Eu preciso de você).
       
           Para a abertura da trama foi escolhida Corcovado (Quiet Nights of Quiet Stars). A canção, de autoria de Tom Jobim, ganhou letras em português e inglês. Na gravação presente na trilha da novela, os dois idiomas são misturados. Lançada em 1963, para o álbum Getz/Gilberto, a versão trazia Astrud Gilberto cantando os trechos anglófonos, e seu marido na época, João Gilberto, responsável por dar voz aos trechos em nossa amada língua materna. Contava ainda com o americano Stan Getz no saxofone, e no piano, Tom Jobim. O álbum é considerado o responsável por popularizar a bossa nova mundialmente, e contém outros clássicos como The Girl From Ipanema (Garota de Ipanema) e Desafinado. Além disso, ganhou o Grammy de melhor disco, em 1965. (E eu, que era triste / Descrente desse mundo / Ao encontrar você eu conheci / O que é a felicidade, meu amor).
       

      Marieta Severo em 2000. (Foto: Helvio Romero / Estadão)
       
           Agustín Lara dá o ar das graças mais uma vez numa novela do Maneco. Dessa vez, na voz inconfundível de Nana Caymmi. Solamente una Vez é um bolero composto pelo mexicano em 1941. Tema de Alma, a música contava originalmente com os vocais de Ana Maria González. Três anos mais tarde, ganhou uma versão em inglês cantada pela igualmente mexicana, Dora Luz. Ela está presente na animação da Disney, Você já foi à Bahia? (1944). Curiosamente, o nome do álbum do qual a versão de Nana faz parte chama-se Sangre de Mi Alma. Teria ele batizado nossa vilã? (Solamente una vez / Amé en la vida / Solamente una vez / Y nada más / Una vez nada más / En mi huerto / Brilló la esperanza / La esperanza que alumbra el camino / De mi soledad). [trad.: Somente uma vez amei na vida. Somente uma vez e nada mais, uma vez nada mais. Em minha horta, brilhou a esperança. A esperança que ilumina o caminho de minha solidão]
       
           Outro destaque da trilha é Samba de Verão, executada à exaustão durante a novela na voz de Caetano Veloso. A canção foi composta por Marcos Valle, e teve estreia em 1963, numa versão instrumental feita pelos Catedráticos. Dois anos mais tarde, foi lançada uma versão cantada pelo próprio Marcos. Em seguida, ganha as paradas americanas numa nova versão instrumental. Dessa vez, pelo Walter Wanderley Trio, e rebatizada como So Nice (Summer Samba). A música fala, de maneira poética, sobre um flerte com uma garota que passava por uma praia carioca. (Você viu só que amor nunca vi coisa assim / E passou, nem parou, mas olhou só pra mim / Se voltar, vou atrás, vou pedir, vou falar / Vou contar que o amor foi feitinho pra dar / Olha é como o verão quente o coração / Salta de repente só pra ver a menina que vem).
       
           A trilha internacional da novela trouxe ainda uma versão em inglês da música, também batizada de So Nice (Summer Samba). Aqui, ela é cantada por Bebel Gilberto, filha de João Gilberto e Miúcha. Esta letra também já foi cantada nos anos 60 por Astrud Gilberto. (Someone to hold me tight / That would be very nice / Someone to love me right / That would be very nice / Someone to understand / Each little dream in me / Someone to take my hand  / And be a team with me). [trad.: Alguém pra me apertar, isso seria bem lega. Alguém pra me amar, isso seria bem legal. Alguém para entender cada pequeno sonho em mim. Alguém pra pegar minha mão e ser um time comigo]
       

      Deborah Secco como Íris em Laços de Família. (Foto: Divulgação / TV Globo)
       
           Indo ao núcleo do haras, vamos falar da segunda faixa do álbum nacional: Próprias Mentiras. A canção é tema de íris (Deborah Secco) e veio do álbum homônimo da Deborah Blando, lançado em 1998. O disco foi produzido por Marc Moreau, também conhecido por seus trabalhos com Madonna, entre eles, Ray of Light (1998). A faixa foi o último single da produção de Blando, e foi lançado, tardiamente, após a inclusão na trilha da novela. A letra da música traz uma garota rebelde e dona de si, e se encaixa perfeitamente no perfil da inconsequente Íris. (Mais fácil julgar / Do que ter que olhar / Pras próprias mentiras / Mas agora chega / Não sou a ovelha negra em qualquer menina).
       

      Helena Ranaldi e José Mayer como Cynthia e Pedro em Laços de Família. (Foto: Divulgação / TV Globo)
       
           Um dos dois temas internacionais que entraram de "penetra" no álbum é Man! I Feel Like a Woman!, de Shania Twain. Foi lançada como single em março de 1999, quase dois anos após o lançamento do álbum Come on Over (1997), do qual faz parte. A música celebra a liberdade feminina, e em seus versos, demonstra uma mulher satisfeita em fazer o que quer sem se importar com qualquer regra de etiqueta imposta ao sexo feminino. O clipe traz Shania utilizando uma cartola, um vestido e uma bota na cor preta, além de uma roupa social branca. O look contrasta com o cenário vermelho da obra.
          Foi o tema de Cynthia (Helena Ranaldi), namorada de Pedro (José Mayer) no início da trama, com quem vive às turras graças ao temperamento machista do criador de cavalos. O single de Shania alcançou a primeira posição da Hot 100, e seu álbum, Come on Over, é o quarto disco mais vendido de todos os tempos — e o mais vendido por uma mulher. (The best thing about being a woman / Is the prerogative to have a little fun and / Oh, oh, oh, go totally crazy, forget I'm a lady / Men's shirts, short skirts / Oh, oh, oh, really go wild, yeah, doin' it in style / Oh, oh, oh, get in the action, feel the attraction / Color my hair, do what I dare / Oh, oh, oh, I wanna be free, yeah, to feel the way I feel / Man! I feel like a woman). [trad.: A melhor coisa de ser uma mulher é o privilégio de ter um pouco de diversão e ficar totalmente louca. Esquecer que sou uma dama. Camisa masculina, minissaia. Me soltar com estilo. Entrar em ação, sentir a atração. Colorir meu cabelo, fazer o que der na telha. Quero ser livre para me sentir do jeito que me sinto. Cara! Estou me sentindo uma mulher!]
       
           O tema de Pedro, responsável por cuidar do haras de Alma, é Peão Apaixonado. Primeiro single do disco de 1997 de Rionegro & Solimões, a música é um dos grandes hits da dupla, e era presença constante nas festas sertanejas e juninas do final dos anos 90 até meados dos anos 2000. (Pula boi, pula cavalo / Pula cavalo e boi / Coração pula no peito / Lembrando o amor que se foi / Foi felicidade / Felicidade, sim / Coração pula no peito / Saudade que não tem fim).
       

      Carolina Dieckmann como Camila em Laços de Família. (Foto: Divulgação / TV Globo)
       
           Para Camila foi entregue o tema Baby, d'Os Mutantes, na ocasião formado por Rita Lee, Arnaldo Baptista, Sérgio Dias, Liminha e Dinho Leme. A música, originalmente, está presente no álbum de estreia da banda e no álbum Tropicália, sendo que neste último, a canção foi cantada por Gal Costa. Ambos os álbuns foram lançados em 1968. Originalmente em português, chegou à novela traduzida ao inglês. Esta versão faz parte do álbum Tecnicolor, que contém sucessos da banda traduzidos ao inglês, francês e espanhol. Produzido em 1970, o disco só foi lançado em 2000, em virtude de problemas relacionados a direitos autorais. De acordo com esta análise, a letra parece satiriza o consumismo e a americanização dos costumes brasileiros. Curiosamente, o trecho da canção original "Você precisa aprender inglês" foi adaptado para "Você precisa aprender português" na nova versão. (You know, you must try the new ice cream flavour / Do me a favour, look at me closer / Join us and go far / And hear the new sound of my bossa nova). [trad.: Você sabe, precisa experimentar o novo sabord de sorvete. Faça-me um favor, olhe mais perto pra mim. Se junte a nós e vá longe. E ouça o novo som da minha bossa nova]
       

      Tony Ramos, Flávio Silvino e Júlia Feldens como Miguel, Paulo e Ciça em Laços de Família.
       
              Miguel (Tony Ramos) é o dono da livraria Dom Casmurro. Perdeu sua esposa num acidente de carro, no qual também estava seu filho, que ganhou sequelas geradas pelo acidente, e por isso, Miguel decide cuidar do rapaz. O tema do personagem de Tony Ramos é Abraçável Você, escrita por Carlos Rennó e cantada por Jane Duboc. Lançada em 1999, a canção é uma tradução de Embraceable You, composta pelos irmãos George e Ira Gershwin. Ela foi performada pela primeira vez em 1930, por Ginger Rogers no musical Crazy Girl. (Me abrace / Doce abraçável você / Me abrace / Incomparável você / Em seus braços tudo é muito ardente, meu bem / É tão bom mas não muito decente, meu bem / No entanto / Glorifiquemos o amor / Garanto / Levá-la a extremos no amor).
       
             Miguel se apaixona por Helena, e como tema do casal foi escolhida My Way , de Paul Anka. A canção, um clássico de 1969, ficou famosa na voz de Frank Sinatra, do qual tornou-se uma de suas canções assinatura. É baseada na francesa Comme d'habitude, de Claude François, Jacques Revaux e Gilles Thibaut. Retrata uma pessoa que ao fim de sua vida faz reflexões de seus atos, assumindo seus erros e acertos ao longo de sua trajetória e como eles ajudaram a tornar o ser humano que ele é hoje. (Regrets, I’ve had a few / But then again, too few to mention / I did what I had to do / And saw it through without exemption / I planned each charted course / Each careful step along the byway / And more, much more than this / I did it my way). [trad.: Arrependimentos, eu tive alguns. Mas aí, novamente, pouquíssimos para mencionar. Eu fiz o que devia ter feito, e passei por tudo consciente, sem exceção. Eu planejei cada caminho do mapa. Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho e mais, muito mais que isso. Eu o fiz do meu jeito]
       
             Paulo (Flávio Silvino) é o filho mais velho de Miguel (Tony Ramos). Sofreu um grave acidente de carro que o deixou com sequelas neurológcas que prejudicam sua fala e andar. O personagem foi feito para o ator, que também se recupera de um grave acidente de carro que sofreu em 1993, que o deixou em coma por três meses. O desejo de Manoel Carlos em criar o personagem vem desde História de Amor (1995). Para compô-lo, Uua pesquisadora acompanhou o dia-a-dia do ator. O tema escolhido para ele foi Mensagem de Amor, na voz do baiano Lucas Santtana. A canção foi composta por Herbert Vianna — que também viria a sofrer um grave acidente — para o segundo álbum dos Paralamas do Sucesso, O Passo do Lui (1984). O rock dos Paralamas, aqui ganha uma roupagem mais suave. (Os livros na estante já não tem mais tanta importância / Do muito que li, do pouco que sei, nada me resta / A não ser, a vontade de te encontrar / O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado).
       
           Para Ciça (Júlia Feldens), filha mais nova de Miguel, foi escolhida Perdendo Dentes, da banda mineira Pato Fu. O rock suave dá um tom juvenil à personagem, que é uma universitária mimada e inconsequente. A letra possui diversas interpretações, e num sentido literal, fala de uma pessoa que parece não se contentar com as vitórias de sua vida, e que as derrotas parecem abalá-la mais. O que seriam essas derrotas? Bom, a interpretação vai desde um processo de amadurecimento do eu lírico a amor platônico. No caso da personagem, pode retratar um pouco suaa imaturidade, já que não gosta da atenção dada ao seu irmão deficiente, o qual trata sem muita paciência, talvez numa tentativa de chamar atenção. (As brigas que ganhei / Nem um troféu / Como lembrança / Pra casa eu levei / As brigas que perdi / Estas sim / Eu nunca esqueci / Eu nunca esqueci).
       

      Alexandre Borges como Danilo em Laços de Família. (Foto: Reprodução / TV Globo)
       
           Por fim, chegamos as duas últimas faixas: Sentimental Demais e O Pai da Alegria. O primeiro é tema de Danilo, marido de Alma, com quem vive uma relação aberta. Cantado por Simone, a faixa está presente no álbum Fica Comigo Esta Noite (2000). A música, originalmente, é um sucesso de Altemar Dutra, lançada nos anos 60. (Romântico é sonhar / E eu sonho assim / Cantando estas canções / Para quem ama igual a mim / E quem achar alguém / Como eu achei / Verá que é natural / Ficar como eu fiquei / Cada vez mais sentimental).
       
           E finalizando a coluna de hoje, trazemos o samba de Martinho da Vila, tocada nos happy hours (favor, não confundir com o subfórum de nosso amado eplay) dos funcionários da Clínica Naturallis. Fez parte do álbum Definitivo (2000). (Se é pra sambar, entra na roda / Vem requebrar que a roda gira / Quer me ganhar e olha de banda / Mas também tá minha mira / Samba, menina que eu quero ver / Você mexer a anatomia / Samba mainha, papai quer ver / Você trazer só alegria).
       
           Enfim, amigos. Por hoje é só! Em breve, aparecei por aqui pra gente chorar ao som de Love by Grace ou fazer o coro: "WON'T YOU SAAAAAAVE MEEEE?" juntos, toda vez que aparecer cenas da Camila e do Edu. Até!
       
      Veja também:
      Trilha de 'Mulheres Apaixonadas" - parte 1 Trilha de "Brega & Chique"  


      • Otis
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    13. AS 10 NOVELAS MAIS VISTAS DE AGUINALDO SILVA

      #10 - PORTO DOS MILAGRES

      Na fictícia cidade de Porto dos Milagres, o conflito de classes é evidente. Guma, um homem do povo, pretende defender a vila da ambição do inescrupuloso e poderoso Félix. (Créditos: Divulgação/TV Globo)
       
      #9 - PARTIDO ALTO

      Isadora, filha do rico industrial Arnaldo Amoedo, sai de um casamento problemático com Sérgio, um executivo mau-caráter das empresas do sogro, e se envolve com o professor universitário de história Maurício Vilela. (Créditos: Reprodução/TV Globo)
       
      #8 - A INDOMADA

      Greenville é uma cidade do litoral do Nordeste ocupada pelos ingleses no século XIX para a construção da ferrovia "Great Western Railway", onde costumes britânicos e nordestinos se misturam. (Créditos: Reprodução/TV Globo)
       
      #7 - SENHORA DO DESTINO

      Maria do Carmo, mãe de cinco filhos, sucedeu na vida com muita luta e perseverança, mas ainda tem uma batalha para vencer: conseguir o amor de sua filha que foi sequestrada quando ainda era recém-nascida. (Créditos: Divulgação/TV Globo)
       
      #6 - FERA FERIDA

      A vingança e a cobiça são os temas dessa trama baseada no universo ficcional de Lima Barreto. (Créditos: Reprodução/TV Globo)

      #5 - PEDRA SOBRE PEDRA

      Pedra sobre Pedra é uma telenovela brasileira, com direção geral de Paulo Ubiratan. A história gira em torno da rivalidade entre duas famílias no sertão baiano. Nos papéis principais da trama: Renata Sorrah, Lima Duarte, Adriana Esteves e Fábio Jr. (Créditos: Divulgação/TV Globo)
       
      #4 - O OUTRO

      Paulo Della Santa e Denizard de Mattos vivem em universos inteiramente distintos, mas têm uma coisa em comum: a impressionante semelhança física. (Créditos: Reprodução/TV Globo)
       
      #3 - VALE TUDO

      A íntegra Raquel Accioli é o oposto da filha Maria de Fátima, que vende a casa da família e foge com o dinheiro para o Rio de Janeiro, em uma história que enfoca na inversão de valores no Brasil dos anos 1980. (Créditos: Divulgação/TV Globo)
       
      #2 - ROQUE SANTEIRO

      Sátira à exploração política e comercial da fé popular, marcou época apresentando uma cidade fictícia como um microcosmo do Brasil. (Créditos: Divulgação/TV Globo)
       
      #1 - TIETA

      A poderosa e destemida Tieta retorna à sua cidade natal depois de vinte e cinco anos, para se vingar daqueles que lhe maltrataram. (Créditos: Reprodução/TV Globo)

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    14. PERSONAGENS QUE VOLTARAM EM OUTRAS NOVELAS

      Alguns personagens de novela fazem tanto sucesso entre o público que os autores decidem homenageá-los em tramas posteriores. Por isso, vamos relembrar alguns personagens ‘ressuscitados’ nas novelas.
       
       
      SEGUNDO SOL - VERÃO 90
      Antes de “morrer” em Segundo Sol, o cantor Beto Falcão (Emílio Dantas)  emplacou o hit de Carnaval "Axé Pelô" na primeira fase da novela de João Emanuel Carneiro. que foi ao ar em 2018. Um ano depois, em 2019, ele “reapareceu” na novela Verão 90, de Izabel de Oliveira e Paula Amaral. 
       

      (Imagem: Divulgação/Globo)
       
      Ambientada nos anos 1990 como sugere o título, a novela das 19h mostrou um show do cantor de axé na Galeria Sibéria. Ainda na novela, a sensitiva Madá (Fabiana Karla) teve uma visão sobre o futuro do cantor. Ela chega a alertá-lo sobre um avião, Remy (Vladimir Brichta) e Karola (Deborah Secco), mas o cantor não entende nada. 
       
      Em Segundo Sol, a morte de Beto Falcão é forjada após um acidente de avião no qual ele não embarcou. Ele é mantido escondido numa ilha deserta através de uma armação dos vilões Remy, Karola e Laureta.
       
       
      TORRE DE BABEL - BELÍSSIMA
      Que o personagem Jamanta (Cacá Carvalho) não morreu em Torre de Babel (1998), todo mundo sabe. Tanto não morreu, que voltou em Belíssima (2005/2006), depois de ter escapado da explosão do shopping em Torre de Babel. Ambas as tramas são de Silvio de Abreu, atual chefe de dramaturgia da Rede Globo.
       

      (Imagem: Divulgação/Globo)
       
      Por falar em Silvio, o autor já “ressuscitou” alguns de seus personagens em várias tramas. A personagem de Aracy Balabanian fez tanto sucesso em Rainha da Sucata (1990), que voltou em Deus Nos Acuda (1992/1993). 
       
      Outra personagem do autor que “voltou” em outra trama foi Luzineide (Eliane Costa) de Torre de Babel que retornou na forma de Lurdinha (Simone Gutierrez), em Passione (2010/2011). As personagens não possuem falas.
       
       
      TOTALMENTE DEMAIS - BOM SUCESSO
      Não uma, mas três personagens da novela Totalmente Demais (2015/2016) retornaram na trama posterior da dupla Rosane Svartman e Paulo Halm, Bom Sucesso (2019/2020).
       
      A modelo vencedora do Concurso ‘Garota Totalmente Demais’ entrou em Bom Sucesso para participar do desfile de Paloma (Grazi Massafera). Lavínia Vlasak viveu a personagem Natasha Oliver em Totalmente Demais. Em 2019, a atriz reviveu a ex-modelo numa participação especial em Bom Sucesso. A personagem era uma aposta da Editora Prado Monteiro. 
       

      (Imagem: Divulgação/Globo)
       
      Por fim, a modelo internacional Dani Lieb Dich (Fernanda Motta) estava tendo um affair com Marcos e provocou ciúmes em Paloma. Ela participou de um dos desfiles de Bom Sucesso.
       
       
      A INDOMADA - O SÉTIMO GUARDIÃO
      Em A Indomada (1997), o prefeito Ypiranga amava obras e queria transformar a cidade de Greenville em uma pequena Londres. Ao seu lado, a fogosa Scarlet (Luiza Tomé) era uma primeira-dama muito animada, que chegava a uivar em noites de lua cheia. Esse casal inesquecível retornou em O Sétimo Guardião (2019) também escrita por Aguinaldo Silva. 
       

      (Imagem: Divulgação/Globo)
       
      Em Serro Azul, cidade em que O Sétimo Guardião é ambientada, a dupla volta para reformar um casarão antigo a mando de Valentina Marsalla, personagem de Lília Cabral, que vai voltar pra lá após anos fora. Ao fim da participação, o casal simplesmente deixou a cidade sobrevoando um automóvel.
       
       
      FORÇA DE UM DESEJO - TEMPO DE AMAR
       
      Quase duas décadas depois do fim de Força de um Desejo (1999/2000), a protagonista Ester Delamare retornou na novela Tempo de Amar (2018). Na trama, a cantora Carolina de Sobral (Mayana Moura) era filha de Ester e Inácio (Fábio Assunção), o casal protagonista da trama de Gilberto Braga e Alcides Nogueira. 
       

      (Imagem: Divulgação/Globo)
       
      Malu Mader reviveu a Baronesa e prestigiou uma apresentação da filha. "Muito obrigada. Dedico este recital à minha mãe, Ester Delamare de Sobral. Que muito honra-me e emociona com sua presença", disse a cantora. A personagem ainda teve um pequeno embate com Emília (Françoise Forton), ex-amante do seu marido.
       
      E aí, lembra-se de outro personagem que retornou em outras novelas?

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    15. AS 10 NOVELAS MAIS VISTAS DE JANETE CLAIR

      #10 - SÉTIMO SENTIDO (1982)

      Luana é uma jovem professora, tímida e discreta. Seus pais deixaram uma fortuna nas mãos de Antônio Rivoredo, melhor amigo do pai de Luana, que agora se nega a devolver os bens que pertencem à jovem.
       
       
      #9 - O SEMIDEUS (1973)

      O jornalista Alex Garcia volta ao Brasil para realizar uma reportagem sobre o império industrial da família Leonardo. Ao mesmo tempo, o presidente das indústrias, Hugo Leonardo, some depois de um misterioso acidente de lancha.
       
       
      #8 - IRMÃOS CORAGEM (1970)

      A luta pela liberdade e contra a opressão são o tema central deste folhetim que narra a história dos irmãos Coragem: João, Jerônimo e Duda, na fictícia cidade de Coroado.
       
       
      #7 - SELVA DE PEDRA (1972)

      A jovem Simone se casa com Cristiano, filho de um pobre pregador evangélico. Ele se envolve com a charmosa Fernanda e fica dividido entre a vida simples ao lado de Simone, e o poder e dinheiro com Fernanda.
       
       
      #6 - FOGO SOBRE TERRA (1974)

      Os intrusos da cidade grande chegam à pacata Divinéia, no Mato Grosso, com uma missão: desviar o curso do rio Jurapori, que corta a cidade, e instalar uma hidrelétrica. A consequência disso seria o desaparecimento de Divinéia, submersa nas águas.
       
      #5 - O ASTRO (1977)

      Herculano se envolve com Neco em um golpe, mas é enganado pelo amigo, que foge com o dinheiro. Após fugir da cadeia, Herculano acaba conseguindo um emprego como mágico e vidente em uma churrascaria.
       
      #4 - PECADO CAPITAL (1975)

      José Carlos Moreno, o Carlão, é um motorista de táxi, noivo da operária Lucinha, que se vê diante de um dilema ético ao deparar com o dinheiro de um assalto, que fora esquecido em seu carro.
       
      #3 - CORAÇÃO ALADO (1980)

      Juca Pitanga é um artista plástico pernambucano, que deixa sua terra natal e vai para o Rio de Janeiro em busca de maior visibilidade na carreira. No Rio, ele se envolve com Catucha, filha do respeitável Alberto Karany, e Vivian, uma mulher simples.
       
      #2 - DUAS VIDAS (1976)

      Uma rua no bairro do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, é desapropriada para a construção de uma linha do metrô. Os moradores têm suas vidas alteradas pelo progresso da cidade, por suas relações familiares e amorosas.
       
      #1 - PAI HERÓI (1979)

      André Cajarana é criado na cidade de Paço Alegre, em Minas Gerais, pelo avô paterno. Com a morte do avô, ele vai ao Rio de Janeiro na tentativa de esclarecer a verdade sobre seu pai.

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    16. AS MOCINHAS MAIS MALVADAS DAS NOVELAS

      Mocinhas bondosas, de coração puro e caráter irreparável sempre foram o ponto forte de diversas novelas que fizeram sucesso em todo mundo. Nas tramas mais maniqueístas, o bom é sempre bom, e o mau é sempre mau, e muitas novelas seguem essa cartilha à risca.

      Porém, vez ou outra, alguns autores de novelas resolvem brincar com as facetas das protagonistas femininas de suas tramas. Por isso, hoje iremos conhecer algumas mocinhas tão malvadas que poderiam ser as vilãs das suas histórias.
       
      Clara (Passione, 2010)
      Em sua última novela inédita no horário nobre, Silvio de Abreu, atual chefe da dramaturgia da Rede Globo trouxe uma história com núcleos interligados. À beira da morte, Eugênio Gouveia (Mauro Mendonça) revela à sua esposa Bete (Fernanda Montenegro) que o filho que eles tiveram há 55 anos está vivo. 
       

      (Créditos: Divulgação/TV Globo)

      A enfermeira da família Clara (Mariana Ximenes), interessada na herança deixada pelo milionário, parte na busca para encontrar Totó (Tony Ramos), o filho perdido. No decorrer da trama, Clara revela-se uma grande assassina, disposta a cometer todos os tipos de crimes para conseguir o que deseja: dinheiro e poder.

      No último capítulo de Passione, Clara terminou impune dos crimes que cometeu, olhando para o mar, na mesma profissão de enfermeira do início da trama.
       
      Teresa (Teresa, 2010)
      Com a característica frase “Ser, ou não ser, e eu sou”, Teresa mirou no seu objetivo principal na trama que levava seu nome: sair da pobreza extrema e conseguir ascender socialmente. 

      Em busca desse objetivo, ela se envolve com Paulo (Alejandro Nones), o melhor aluno do curso preparatório em que ela estudou graças a uma bolsa de estudos. Porém, ele termina com ela quando descobre sua condição financeira e a vingança de Teresa vem anos depois com Paulo mergulhado no mundo das drogas.
       

      (Créditos: Divulgação/Televisa)

      Com ambição desmedida, Teresa procura outro amor para ascender na vida. O escolhido agora é Artur (Sebastián Rulli), o professor que decide bancar os estudos dela na melhor universidade do país. Apaixonado por ela e enganado por suas mentiras, o homem acaba abrigando Teresa em sua casa.

      Durante a exibição de Teresa, surgiram algumas críticas sobre a possibilidade da trama ter plágio de Rubi (2004), cujo original data o ano de 1968. Porém, a primeira versão de Teresa é de 1959. No Brasil, Teresa também ganhou uma versão na tela da Rede Tupi, em 1965.
       
      Rubi (Rubi, 2004)
      Por falar nela, a ambiciosa Rubi (Bárbara Mori) também é uma das mocinhas mais controversas das novelas. Dona de uma beleza incomparável, Rubi foi capaz de passar por cima até da “melhor amiga” Maribel (Jacqueline Bracamontes) para conquistar um homem rico. 
       

      (Créditos: Reprodução)

      Com um final trágico, a “descarada” Rubi ainda preparou sua sucessora - Fernanda -, sua própria sobrinha, para continuar seu legado nas maldades e ambição. 
       
      Jezabel (Jezabel, 2019)
      Acostumada a produzir novelas inspiradas em tramas bíblicas com jovens heróis épicos, a Record TV resolveu inovar em 2019 ao lançar uma trama protagonizada por uma mulher má. Pelo menos é essa a descrição bíblica da princesa fenícia Jezabel (Lidi Lisboa). 

      Malvada, vingativa, perversa e sedutora, Jezabel casou-se com o príncipe Acabe (André Bankoff) e tornou-se a rainha de Israel. Para mostrar seu poder, Jezabel promovia sacrifícios públicos com sangue, além de outras excentricidades. 
       

      (Créditos: Divulgação/Record TV)

      Ao final, após uma profecia de Elias (Iano Salomão), Jezabel foi arremessada de um prédio e devorada por cães. O spoiler está na própria Bíblia na passagem: “Então voltaram e contaram isso a Jeú, que disse: ‘Cumpriu-se a palavra do Senhor anunciada por meio do seu servo Elias, o tesbita: Num terreno em Jezreel cães devorarão a carne de Jezabel’”, 2 Reis 9:36.
       
      Xica da Silva (Xica da Silva, 1996)
      A escrava mais famosa do Brasil Colônia merece destaque nesta lista. A novela da Rede Manchete escrita por Adamo Angel (Walcyr Carrasco) é livremente baseada nos romances "Chica que Manda" de Agripa Vasconcelos e também no romance homônimo de João Felício dos Santos. A trama foi marcada por forte violência e erotismo. 
       

      (Créditos: Divulgação/TV Manchete)

      Xica da Silva (Taís Araújo) se apaixona pelo homem mais importante de Minas Gerais na época, o Contratador João Fernandes de Oliveira (Victor Wagner). Já alforriada, Xica passa a viver com luxo e nobreza numa fazenda construída pelo próprio Contratador. 

      Para defender sua união com ele, Xica foi capaz de cometer as maiores atrocidades com as mulheres que cruzaram seu caminho. Isso incluiu mandar cortar a boca de Fausta (Lu Grimaldi), as orelhas de Clara (Adriane Gaslisteu), arrancar a cabeça de Caetana (Thalma de Freitas) e os dentes de Almerinda (Mônica Moura de Castro). Todas elas tiveram um romance com João Fernandes. 
       

      (Créditos: Reprodução/TV Manchete)

      Ela ainda mandou costurar a boca de Paulo (Déo Garcez) e fazer uma feijoada com o corpo de Damião (Romeu Evaristo). Foi um duelo de gigantes com a verdadeira vilã da novela Violante (Drica Moraes). 

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    17. As semelhanças entre o Caso Flordelis e A Lei do Amor

      O Brasil acompanha passo a passo os desdobramentos em torno do “Caso Flordelis”, onde a deputada federal e pastora é acusada de orquestrar a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, numa emboscada. O que parecia ser um crime perfeito, começa ser elucidado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. 
       
      A Operação Lucas 12, deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Civil, prendeu cinco dos 55 filhos de Flordelis e apontou a parlamentar como mandante do assassinato do próprio marido.  
       
      Diante do ocorrido, muitas pessoas levantaram o questionamento: essa história daria uma ótima novela, não? Ou uma série. Alguns supostos nomes para encarnar a deputada na ficção foram palpitados na internet. Mas, o fato é que, uma história bem parecida com essa já foi contada na televisão. 
       
      Em outubro de 2016, ia ao ar (após perder a fila para Velho Chico) a novela A Lei do Amor, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário das nove da Rede Globo. A trama contou com elementos bastante parecidos com o caso criminal que assusta o país. Caso o leitor não tenha acompanhado a novela, que possui a segunda pior audiência da faixa iremos relembrar alguns pontos neste texto. Vamos lá? 
       
      Título da trama 
      Inicialmente, a novela se chamaria "Sagrada Família", ou "Minha Sagrada Família" em alusão ao núcleo familiar da personagem Magnólia, interpretada por Vera Holtz. Cristã, a vilã, passa a novela tentando passar uma boa imagem, mantendo os bons costumes da sociedade tradicional. O título foi trocado exatamente por futuros problemas que essa associação à Igreja Católica poderia trazer.  
       
      Na vida real, Flordelis prezava pela família perfeita, sem escândalos, todos vivendo em paz e harmonia. 
       
      Matriarca 
      Para manter esse status de boa mãe e cristã, Flordelis chegou a adotar mais de 50 filhos, entre crianças e adolescentes que cresceram ao seu lado. Ela chegou a ganhar até um documentário em 2009, contando sua história. 
       

      (Créditos: Reprodução)
       
      Na ficção, Magnólia era considerada uma santa na cidade de São Dimas e defendia a estrutura familiar com unhas e dentes, não se importando nem mesmo em tomar medidas que deponham contra sua sempre ostentada bondade, pois tudo justificava a união e a manutenção da célula familiar. 
       

      (Créditos: Divulgação)
       
      Aspiração política 
      Por conta de sua popularidade, Flordelis foi eleita Deputada Federal nas eleições 2018 no Rio de Janeiro. 
       

       
      Na novela, Magnólia chega a cogitar uma candidatura a prefeita da cidade fictícia, uma vez que seu marido e ex-candidato Fausto Leitão (Tarcísio Meira), após dois mandatos consecutivos, está cansado do jogo político e resolve recomeçar a vida em outra carreira. 
       

      (Créditos: Divulgação)
       
      Segredos de família 
      Na vida real, Simone, filha biológica de Flordelis teve um romance com Anderson, um dos adotados de sua mãe, no passado. Mas o namorado acabou se casando com sua sogra. 
       

      (Créditos: Divulgação)
       

      (Créditos: Divulgação)
       
      Em A Lei do Amor, Magnólia também teve um caso com o namorado da filha Vitória (Camila Morgado). Ela apóia o relacionamento dela com Ciro (Thiago Lacerda) e mantém um caso com o genro em segredo. 
       
       

      (Créditos: Divulgação)

      (Créditos: Divulgação)

      (Créditos: Divulgação)
      O crime 
      Na novela, o patriarca dos Leitão, Fausto, descobre que a esposa Magnólia tem um caso com o marido da filha. Ele resolve fugir com sua amante Suzana (Regina Duarte), mas sofre um atentado orquestrado pela vilã. Suzana morre e Fausto fica em coma. Magnólia teme que Fausto acorde e conte seus segredos. 
       

      (Créditos: Divulgação)

      (Créditos: Divulgação)
       
      Já na vida real, Flordelis é acusada de ser a mandante do atentado que assassinou seu marido Anderson, mas, diferente da novela, Anderson não poderá voltar para contar o que, de fato, aconteceu na trágica noite de sua morte. Cabe à Polícia Civil investigar o caso. 
       

      (Créditos: Reprodução)

      (Créditos: Reprodução)
       
      Gostaria de agradecer o apoio de Flavio Jotaponto, do grupo Novelão, do Facebook, cujo texto inicial foi escrito por ele e editado por este jornalista, resultando neste artigo. 
       

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    18. Ao som de... Brega & Chique

      Brega & Chique (1987) está em sua reta final no Viva. A trama de Cassiano Gabus Mendes é protagonizada por Marília Pêra e Glória Menezes, cujos nomes se alternavam diariamente nos créditos de abertura. Elas vivem, respectivamente, Rafaela e Rosemere, duas mulheres que, sem saber, passaram as suas vidas mantendo uma relação com o mesmo homem: Herbert Alvaray, personagem de Jorge Dória. Com problemas na Receita Federal, Herbert forja suicídio, assumindo a identidade de Claudio Serra (Raul Cortez). A novela é a segunda maior audiência do horário das sete, perdendo apenas para Locomotivas (1977), do mesmo autor. A audiência alta fez com que a novela fechasse com uma média geral maior que O Outro, trama das oito assinada por Aguinaldo Silva. O sucesso se refletia também na repercussão, fazendo com que frequentemente a novela ganhasse destaque nas revistas da época.
       
          O folhetim caiu no gosto popular graças ao humor pastelão, dosado com críticas ácidas aos comportamentos corruptivos da sociedade. Um dos marcos da novela é que ela não tinha um mocinho ou vilão. Todos os personagens eram politicamente incorretos e tinham suas ambições, tornando-os mais humanos. No entanto, o excesso de politicamente incorreto faz alguns diálogos soarem mal na "era do cancelamento". Não são poucas as falas machistas dos personagens que frequentam a mercearia de Bianca (Bárbara Fazio) e Pedro (Paulo César Grande), sobrando espaço, inclusive, pra uma infeliz diálogo transfóbico entre Claudio e Montenegro (Marco Nanini) em determinado capítulo. Também faltou à novela um pouco mais de romantismo. Os casais da trama vivem se separando e voltando, e são poucas as demonstrações de afeto entre os personagens. Talvez, romances açucarados não tenha sido o que a novela queria propor. O problema, é que boa parte dos casais acabaram soando apáticos – em minha opinião, claro. É bom levar em conta de que eu comecei a ver a novela a partir do fim de abril, e já peguei o "bonde andando".
       
           Por outro lado, o enredo principal é um dos mais criativos que eu já vi. Leve e divertida, a trama foi uma excelente distração na quarentena e daria um bom remake hoje em dia, sem dever nada aos pastelões atuais. Destaque para as atuações de Marília Pêra, Marco Nanini, Glória Menezes e Raul Cortez. Impecáveis como o quarteto protagonista. O improviso também é uma marca da novela: o próprio Cassiano disse numa entrevista que só tinha o enredo inicial da trama, e que iria desenvolvendo-a durante a exibição. A sororidade feminina presente entre as três amantes de Herbert também é um ponto positivo, e um tanto progressista se levarmos em conta a época em que a novela foi feita. Outro destaque é a trilha sonora. Recheada de hits, os discos venderam horrores, e é claro, não podia ficar de fora da coluna.
       
      Rosemere

      Glória Menezes como Rosemere em Brega & Chique. A primeira foto, de quando a personagem era pobre. A segunda, após enriquecer. (Fotos: Divulgação / TV Globo)
       
           Vive uma relação estável com Herbert, o qual conhece como Mario Francis. Apelidada de "Alfa 2" pelo esposo, Rosemere levava uma vida simples no início da trama. Isso muda quando Herbert forja o próprio suicídio. Com a falsa morte dele, Rosemere fica rica, e isso muda sua cabeça: a personagem fica esnobe e egocêntrica, chegando ao ponto de ser sem noção e insuportável!
       
           No começo da trama, ela fica com Baltazar (Dennis Carvalho), marceneiro da Vila Custódio. Mas acaba obcecada mesmo é por Luís Paulo (Marcos Paulo), a quem convida pra trabalhar após ficar rica. Rosemere também desperta o interesse de Amadeu (Hélio Souto).
       
      Rosemere e Baltazar

      Glória Menezes e Dennis Carvalho como Rosemere e Baltazar, em cena de Brega & Chique. (Foto: Reprodução / TV Globo)
       
           Baltazar é um rapaz grosseirão e machista. Tio de Bruno (Cássio Gabus Mendes), é apaixonado por Rosemere. A canção que embala as ficadas dos dois é a carnavalesca Pega Rapaz, do álbum Flerte Fatal, de 1987. A música, da autoria de Rita Lee e seu marido, Roberto de Carvalho, abre a trilha nacional da novela, e nada mais justo que abrir o artigo também. (Pega rapaz / Meu cabelo à la garçom / Prova o gosto desse ton-sur-ton / Do meu batom na tua boca / Alô doçura / Me puxa pela cintura / Tem tudo a ver o meu pinguim / Com a tua geladeira).
       
           A personagem teve dois temas só pra ela. O nacional, É Tão Bom, um dueto de Luiz Caldas e Caetano Veloso, traz uma mensagem de otimismo e casa perfeitamente com a Rosemere simples e batalhadora da primeira fase. (É tão bom / Quando a gente tem fé e acredita / Que existe uma vida bonita / Como quem cultiva uma flor / É tão bom / Não se desesperar com besteiras / Nem levar a sério as asneiras / Que algum ser humano tramou).
       
           Já na trilha internacional, a fofa Somewhere Out There, interpretada por Linda Ronstadt e James Ingram, foi o tema da loira. A canção fez parte da trilha da animação Um Conto Americano (1986). Ganhou dois Grammy's: canção do ano e melhor canção para filme/TV. Também foi indicada à melhor canção original no Globo de Ouro e no Oscar, mas perdeu ambas indicações para Take my Breath Away, do filme Top Gun (1986). Nos charts, atingiu a 2ª posição nos Estados Unidos e Canadá, a 8ª no Reino Unido e a 6ª na Irlanda. (E mesmo que eu saiba o quão distantes estamos um do outro / Ajuda pensar que podemos estar pedindo à mesma estrela brilhante / E quando o vento da noite começar a cantar uma cantiga de solidão / Ajuda pensar que estamos dormindo sob o mesmo céu / Em algum lugar / Se o amor ajudar / Estaremos juntos / Em algum lugar / Nossos sonhos serão realidade).
         
      Rafaela e Montenegro
      Marília Pêra e Marco Nanini como Rafaela Alvaray e Montenegro, em cena de Brega & Chique. (Vídeo: Reprodução / Canal Viva, TV Globo)
       
           Marília Pêra, num de seus melhores papéis, vive Rafaela, esposa de Herbert (que a chama de "Alfa 1"). Rica e um pouco fútil, a dondoca vivia no Jardim Europa até ter seus bens confiscados com a falsa morte de Herbert. Passa a viver na fictícia Vila Custódio, onde também vive Rosemere. Sem grana, acaba tendo que vender marmitas para sustentar a família. Ao longo dessa tarefa, Rafaela se mostra uma mulher forte, capaz de tudo pelo bem-estar dos filhos. Despertará o interesse de Montenegro, melhor amigo de Herbert/Claudio. Montenegro fará o intermédio entre Claudio e suas amantes, o que Montenegro não esperava é que acabaria apaixonado por Rafaela, que também demonstrará afeição pelo secretário. O problema é que Montenegro tem de escolher entre compactuar com as armações de Herbert e seguir seu coração, e, por lealdade ao amigo, demora pra corresponder às investidas de Rafaela. O casal foi, sem sombra de dúvidas, o grande destaque do folhetim. Não por cenas românticas, mas sim pelas cômicas, como a que os dois olham pro espelho apalpando seus rostos à procura de "papadas".
       
           O tema do casal era A Ilha, jazz sensual de Léo Gandelman, presente no LP nacional da trama. Na novela, a canção também é descrita como a música de Herbert e Zilda, num diálogo dos dois personagens. Rafaela teve dois temas próprios. O nacional era Preciso Aprender a Só Ser, também interpretada por Caetano Veloso. Originalmente gravada por Gilberto Gil, a canção é considerada uma resposta à Preciso Aprender a Ser Só, que aliás, está presente na trilha de Mulheres Apaixonadas. Se colocada no contexto da novela, a música pode referir-se ao fato da vida da personagem ter virado do avesso após a "morte" de seu marido, e sozinha – no quesito amoroso – precisou se reerguer e aprender a viver de uma forma mais simples, com a qual não estava familiarizada. Esta interpretação pode ser vista nos seguintes versos: (Sabe, gente / É tanta coisa pra gente saber / O que cantar, como andar, onde ir / O que dizer, o que calar, a quem querer / Sabe, gente / É tanta coisa que eu fico sem jeito / Sou eu sozinho e esse nó no peito / Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder).
       
           Já na trilha internacional, Rafaela contava como tema, In Too Deep, sob os vocais de Phill Collins, na banda Genesis. A balada, que também estava presente no filme Mona Lisa (1986), alçou o 2º lugar da Billboard Hot 100 e fala de alguém com dificuldade em terminar um relacionamento. (Ouça / Eu sei que te amo, mas não consigo aceitar / Eu sei que te amo, mas não vou desistir / Apesar de eu precisar de ti, não farei isso / Você sabe que eu quero, mas pra mim é difícil).
       
       
      Tema de abertura
      Clipe original da música Pelado (Vídeo: Reprodução / YouTube)
       
           Para a abertura da novela foi escolhida a música Pelado, do Ultraje a Rigor. A canção, cheia de metáforas e duplo sentido, está incluída no segundo álbum da banda. A música é uma clara crítica ao exagero de pudor da sociedade e ao governo. Vale lembrar que a novela se passa nos anos 80, década marcada pela hiperinflação e estagnação econômica, o que acabou causando impacto na educação e na saúde. A música, atemporal, critica claramente isso. (Indecente / É você ter que ficar / Despido de cultura / Daí não tem jeito / Quando a coisa fica dura / Sem roupa, sem saúde / Sem casa, tudo é tão imoral / A barriga pelada / É que é a vergonha nacional).
       
           Na TV, a abertura causou polêmica graças à nudez de Vinicius Manne, que expôs o bumbum na abertura do primeiro capítulo. A Globo foi obrigada a tapar as nádegas do modelo durante alguns capítulos pela Censura Federal. Após protestos do público, o traseiro do rapaz pôde dar as caras novamente nas telinhas a partir do 5º capítulo, e inclusive, foi usado como capa do LP internacional da novela. A abertura pode ser vista no YouTube.
       
      Bruno e Mercedes
      Cássio Gabus Mendes e Patricia Travassos como Bruno e Mercedes, em cenas de Brega & Chique (Vídeo: Reprodução / TV Globo)
       
           O casal, ao lado de Rafaela e Montenegro, foi responsável pelas cenas mais hilárias da novela. Bruno é sobrinho de Baltazar, com quem divide as atividades da marcenaria. Desengonçado e ingênuo, acaba por vezes tratando as pessoas com certa estupidez, mas sem intenção de magoar. O rapaz tem dificuldade para ler e escrever, o que acaba fazendo-o tropeçar nas palavras. Para corrigir os erros de português do sobrinho, seu tio contrata Mercedes (Patricia Travassos). Sensual, a manicure arrebata o coração de Baltazar, que a tenta conquistar a todo custo. Sem sucesso. Isso porque ela só tem olhos mesmo para Bruno.
       
           Mercedes tenta, inutilmente, ao longo da novela, fazer Bruno entender o que é o amor, e que ela está afim dele. A dupla rendeu situações hilárias, como a em que Bruno está acamado de sarampo e Mercedes acaba pegando a doença pra ficar mais tempo com o amado.
       
           O tema nacional de Bruno era Cowboy Fora da Lei, último grande sucesso de Raul Seixas, que viria a falecer dois anos após o fim da novela. A canção, que dava comicidade às cenas, trata de um eu lírico que prefere ser uma pessoa comum a ser idolatrado, e ressalta que heroísmo – segundo, ele – só é bom na ficção. No trecho: (Mamãe, não quero ser prefeito / Pode ser que eu seja eleito / E alguém pode querer me assassinar), Raul parece ter feito referência às grandes personalidades do século 20 que acabaram sendo mortas, como John Lennon; John Kennedy, e seu irmão, Robert; Mahatma Gandhi; e Martin Luther King Jr. O tema, que tocava nas confusões envolvendo Bruno e Baltazar, combinava com o conformismo dos dois, que em determinadas situações não pareciam se importar com a própria ignorância.
       
           Para Mercedes, foi escolhida a faixa Sinto Saudade, do Evandro Mesquita. Eu, particularmente, não lembro de tocar a parte cantada dela na novela, fazendo-a servir mais como um instrumental da trama. A canção faz parte do álbum Evandro, de 1986. (Meu bem eu sinto saudade / Sinto saudade de você / Meu bem eu sinto saudade / Sinto saudade / Talvez eu mande um recado / Pelo rádio do carro / 100 canções que eu me amarro / Eu dedico a você).
       
           A cenas românticas do casal ficaram a cargo da internacional Is This Love?, da banda Whitesnake. O refrão da música, que numa tradução livre fica: (É amor o que estou sentindo? / Esse é o amor que eu tenho procurado? / Isso é amor ou eu estou sonhando? / Isso deve ser amor / Pois isso realmente tem um controle sobre mim), resume um pouco a relação confusa dos dois. O single picou a 9ª posição nos charts britânicos e a 2ª nos charts americanos.
       
           Já para as peripécias dos dois, era tocada a sexy I Want Your  Sex (Part I). O tema, que também tocava em outros núcleos, fez parte do álbum de estreia de George Michael e entrou para a trilha sonora do filme Um Tira da Pesada 2 (1987). E não é a primeira vez que um tema da franquia de filmes entra pra uma novela da Globo. The Heat Is On, tema do primeiro filme, está na trilha de A Gata Comeu (1985). Provocante, o eu lírico convoca outra pessoa pra, digamos, brincar de fazer neném. Pela ousadia da letra, a BBC restringiu a execução da música nas rádios britânicas sob a justificativa de que a música promove a promiscuidade e podia ser um tiro no pé na campanha contra a AIDS. Isso não impediu a música de ser um sucesso, já que alcançou a 3ª posição das paradas de lá. Nos Estados Unidos, o desempenho foi ainda melhor: atingiu a 2ª colocação da Hot 100. (Eu quero seu s**o / Eu quero seu amor / Eu quero seu s**o / Eu quero seu... s**o).
       
       
      Ana Cláudia e Luís Paulo

      Patrícia Pillar e Marcos Paulo como Ana Cláudia e Luís Paulo. (Foto: Divulgação / TV Globo)
       
           Os relacionamentos de Brega & Chique eram bastante inconsistentes. Os casais ficavam e terminavam com uma facilidade incrível. E isso se nota no início, com a bela Ana Claudia (Patrícia Pillar) sendo abandonada no altar por João Antônio (Jayme Périard), que a deixa para ficar com Silvana (Cássia Kis). Ana acaba perseguindo seu ex-noivo, chegando a ameaçá-lo com uma arma certa vez. Mais tarde, Ana se envolve com Luis Paulo, que a conduziu até seu casamento com João Antônio. Perto do fim, marca um casamento com o Luís, mas acaba sequestrada por João Antônio como forma de vingança.
       
           Honesto e de bom coração, Luís Paulo prova que nem todo personagem de Brega & Chique é machista. Desperta a paixão de Rosemere, a quem tenta comprar com dinheiro, mas seu coração pertence mesmo à Ana Cláudia. O galã possui como tema Lágrima de Amor, de Beto Guedes. A balada também, acabou servindo como tema romântico dele com Ana Cláudia. (E você não precisa chorar / Não precisa ficar como está / Se amar é uma coisa normal / Entre nós).
       
           O tema da filha de Rafaela e Herbert era Um Pro Outro, rock romântico de Lulu Santos presente no disco Lulu (1986). De ritmo agitado, a música combina com a personalidade ousada da personagem, que cogitou inclusive, posar nua, abrindo discussões sobre a liberdade da mulher em relação a seu corpo em plena década de 80. A música é mais uma que embalava o romance dos dois. (Nós somos feitos um pro outro / Pode crer / Por isso é que eu estou aqui / E não há lógica que faça desandar / O que o acaso decidir).
       
           O tema internacional do casal foi a balada Everything I Own, do Boy George, em seu primeiro álbum solo. A canção é cover da banda Bread, e ganhou uma roupagem reggae. A versão original fez, posteriormente, parte das trilhas de Amor Eterno Amor (2012) e Império (2014). O cover de Boy George foi parar no topo das paradas britânicas. (Eu te daria tudo que tenho / Daria minha vida, meu coração, meu lar / Eu te daria tudo que tenho / Só pra te ter novamente).
       

      Jayme Périard e Cássia Kis como João Antônio e Silvana, em cena de Brega & Chique. (Foto: Reprodução / TV Globo)
       
       
      Tamirys e Mauricio

      Cristina Mullins e Tato Gabus Mendes como Tamirys e Mauricio, respectivamente, em Brega & Chique. (Fotos: Reprodução / TV Globo)
       
           Tamirys, Irmã de Ana Cláudia, também sofre horrores por amor na novela. A personagem de Cristina Mullins começa casada com Mauricio (Tato Gabus Mendes). Interesseiro, estava confiante de que ia herdar boa parte da fortuna de seu sogro, Herbert, mas errou feio: passa a ter que trabalhar de verdade após sua falsa morte, já que seu sogro faliu. Mauricio a trai com Silvana, com quem se alia ao Belotti (José Augusto Branco) – detetive que aparece na reta final da trama – para desmascarar Claudio Serra. Mais tarde, Tamirys tem um caso com Pedro. O relacionamento dos dois vive num "chove não molha", onde Tamirys tem receio de ir em frente com o rapaz por ainda amar Mauricio. Por outro lado, Pedro também acaba paquerando Zilda (Nívea Maria).
       
            Tamirys tem como tema nacional a música Caleidoscópio, composição de Herbert Vianna, na voz de Dulce Quental. (Não é preciso apagar a luz / Eu fecho os olhos e tudo vem / Num Caleidoscópio sem lógica / Eu quase posso ouvir a tua voz / E sinto a tua mão a me guiar / Pela noite a caminho de casa). No disco internacional, a personagem tem como tema Let's Wait a While, de Janet Jackson. A canção fala de duas pessoas que estão ficando, no entanto, o eu lírico da canção pede para as coisas irem mais devagar, para que assim, o amor possa durar mais. Lembra um pouco o relacionamento de Tamirys e Pedro, né?! (Vamos esperar um pouco antes que seja tarde demais / Vamos esperar um pouco, nosso amor ainda estará aqui / Vamos esperar um pouco antes de irmos longe demais).
       
           A canção da Janet faz parte do álbum Control (1986), e alcançou a segunda posição dos charts americanos.
       
       
      Silvana

      Cássia Kis como Silvana, em Brega & Chique. (Foto: Divulgação / TV Globo)
       
           Irmã de Luís Paulo, é a amante de João Antônio no início da trama. Assumem um relacionamento após João largar Ana Cláudia no altar. No entanto, Silvana acaba gostando de seu colega de escritório, Mauricio, acabando o romance com João. No fim da novela, Mauricio, ex de Tamyris, acaba tendo uma recaída pela moça, reatando as relações e deixando Silvana pra trás. Silvana é uma mulher forte, independente, e as decepções amorosas que ela tem ao longo da novela parecem a deixar mais rígida.
       
           O tema nacional de Silvana é a linda Até o Fim, de Verônica Sabino. A música começa com um estridente som de saxofone. Esse trecho da canção marcou várias transições curtas entre cenas da novela. (Mas eu sei / Que eu tentaria tudo / Outra vez / Nem me importaria / Ah, falariam, eu sei / Não tenho medo de tentar viver / E ser feliz / Tudo na vida eu quis / E desejo pra você / Tudo o que eu quis pra mim / Ah, meu bem, desejo sim / Sem tirar, nem pôr / Até o fim).
       
           No disco internacional, a personagem tinha como tema What do We Mean to Each Other?, do brasileiro Sérgio Mendes. A canção alcançou a 19ª posição da Billboard Hot 100, em 1987, e fazia parte do disco Brasil '86. Sob a voz de Lisa Bevill e Joe Pizzulo, a música embalava algumas cenas de Silvana e Mauricio, e meio que traduz a decepção que Silvana sentiu ao ver Mauricio largá-la pra voltar com Tamirys. (O que somos um pro outro? / Sou um amigo, um amante? / É sobre isso agora / Se é assim, porque incomoda tanto dizer o que tiramos disso / O que somos um pro outro? / Sou um amigo, um amante? / É sobre isso agora / Você me ama ou apenas me quer bem?).
       
      Vânia e Teddy

      Teddy (Tarcísio Filho) e Vânia (Paula Lavigne). (Fotos: Divulgação: TV Globo)
       
            Vânia (Paula Lavigne) é filha de Rosemere, e irmã de Amaury (Kaká Barrete) e Marcinha (Fabiane Mendonça). Junto com Amaury, é fruto do primeiro casamento da loira. Vânia engata um romance com Teddy (Tarcísio Filho). Bonitão, o rapaz é um dos filhos de Rafaela e Herbert. Como tema dos dois, foi escolhida a melosa Sem Peso e Sem Medida, de Fábio Jr. A canção fazia parte do álbum Sem Limite pra Sonhar (1986), cuja faixa-título era um "dueto", à la Taylor Swift e Paula Fernandes, com Bonnie Tyler. (Todo dia é um novo dia pra sonhar / Eu corro pra te acordar / E me entregar / Sem peso e sem medida / Toda boca é a sua boca pra chegar / E nunca mais achar / A saída).
       
       
      Zilda / Rosinha

      Nívea Maria e Suzy Camacho como Zilda e Rosinha, em cenas de Brega & Chique. (Fotos: Reprodução / Canal Viva, TV Globo)
       
           Zilda é a melhor amiga de Rafaela. Deu todo o suporte quando ela mais precisou, o que parece ter sido uma forma de tirar o peso da consciência de ter traído sua confiança sendo amante de Herbert. A "Alfa 3", como é apelidada pelo milionário, acaba, ao longo da novela, gostando de Montenegro e Pedro, sendo que apenas o último retribui seu amor.
       
           Como tema da personagem, foi escolhida a canção Blá Blá Blá... Eu Te Amo (Rádio Blá), do Lobão. Mas ela parece se encaixar melhor na trama de Rosinha (Suzy Camacho), de qual também foi trilha. A jovem, assim como Zilda, também trai sua amiga quando fica com Teddy, namorado de Vânia (Paula Lavigne). Enlouquecido com Rosinha, Teddy fica ansioso pra terminar com Vânia. No entanto, quis o destino que ele ficasse pobre. Oportunista, Rosinha termina com Teddy para ficar com Amaury, já que Rosemere, sua mãe, acaba enriquecendo. Após um golpe de Claudio Serra, Rosemere perde tudo, e o interesse de Rosinha no rapaz acaba. Tanto Teddy, quanto Amaury acabam entrando em depressão com o desprezo da amada.
       
           A frase "Ela adora me fazer de otário", que abre a canção, era repetida diversas vezes, como um som de efeito da novela, toda vez que algum homem sofria de desilusão amorosa por uma mulher. A música era uma crítica às rádios comerciais, e isso pode ser notado em seu refrão: (Não dá para controlar, não dá / Não dá pra planejar / Eu ligo o rádio e blá, blá / Blá, blá, blá, blá, eu te amo).
       

      Kaká Barrete como Amaury, em Brega & Chique. (Fotos: Divulgação / TV Globo)
       
       
      Zilda e Pedro

      Paulo César Grande e Nívea Maria posando como Pedro e Zilda para uma revista. (Foto: Divulgação / TV Globo)
       
           Pedro, a princípio, apaixona-se por Tamyris, mas esta, só tem olhos pro Mauricio, seu ex-marido. Depois, começa a demonstrar sentimentos por Zilda, e decide ser seu amigo confidente. Engata um romance logo em seguida. No entanto, passa a julgá-la, por um tempo, quando ela lhe conta ter sido amante de Herbert.
       
           Como tema do casal, foi escolhida Music, de F.R. David. A canção, originalmente lançada em 1983, foi incluída na trilha da novela após sua versão brasileira, Meu Mel, de Marquinhos Moura, ganhar as paradas de sucesso do país. A versão original da canção pode ser interpretada de duas formas: a primeira, aparenta dizer que o mundo é sem graça sem música, e que as canções são responsáveis por dar emoção à vida. A segunda interpretação, é mais simples: uma canção de amor à uma pessoa chamada Music. (Quando a primavera está perto do fim / Eu ouço folhas verdes do verão / O outono traz o ritmo da chuva / Então é uma sombra obscura do inverno).
       
       
      Fizeram ainda parte da trilha...
      Nacional
      Coração de Jovem, de Erasmo Carlos. Tema de João Antônio. Presente no álbum Abra seus Olhos (1986).  
      Internacional
      No Promises, do grupo Icehouse. Lançada em 1985, na Austrália, para o álbum Measure for Measure (1986), fez parte do filme Garotas Modernas (1986). Foi a primeira canção internacional a tocar na novela. Nos charts, teve um desempenho mediano: atingiu a 30ª posição das paradas australianas e a 79ª da Billboard Hot 100. Now and Forever, do Jimmy Cliff. O não-single está presente no álbum Cliff Hanger (1985), vencedor do Grammy de melhor álbum de reggae. A canção fez diversos casais dançarem juntinhos nos bailes brasileiros de 1987. Head to Toe, de Lisa Lisa & Cult Jam. Dançante, a canção faz parte do álbum Spanish Fly (1987) e alcançou o topo da Hot 100. C'est la Vie, de Robbie Nevil, foi o tema de locação da mercearia de Bianca, e seu irmão, Pedro. Atingiu a segunda posição da Hot 100. Glad to Know (That You're the One), de Malcolm Roberts. e por fim, Infidelity, do Simply Red, extraída do album Men and Women (1987).

      • Otis
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    19. ESPECIAL: Tudo sobre as novelas mexicanas exibidas pelo SBT entre 2013 e 2020

      Em 2013, depois de uma pausa de dois anos, o SBT decidiu voltar a transmitir as novelas mexicanas inéditas na faixa da tarde. Sendo a última ''Camaleões'' exibida em 2011.
       
      Para a reabertura desse novo ciclo a novela escolhida foi "Cuidado Com o Anjo"; trama protagonizada pela ex-RBD Maite Perroni e o galã cubano William Levy.
       
      No México, por intermédio do canal Las Estrellas a novela foi exibida na faixa das 16h10 entre 9 de junho de 2008 a 6 de março de 2009, sucedendo "Al Diablo Con Los Guapos'' e antecedendo "Atrévete a Soñar''. Teve um total de 194 capítulos e 16.6 pontos de média geral.
       
      Já no Brasil, pelo SBT, o dramalhão mexicano foi exibido na faixa das 15h15 entre 1 de abril a 3 de dezembro de 2013, sucedendo a reprise de "Jamais Te Esquecerei'' e antecedendo ''Por Ela Sou Eva''. Foi um total de 177 capítulos e uma média geral de 6.1 pontos. Elevando assim três pontos da sua antecessora e sendo considerada um grande sucesso de audiência e repercussão (muitas vezes pelas cenas bizarras).
       
      Ganhou reprise em 2015 e conseguiu acumular uma média geral maior do que sua primeira exibição (7.1 pontos).
      O tempo de espera de exibição da produção de Nathalie Lartilleux entre a Televisa e o canal de Silvio Santos foi de 4 anos, 9 meses e 22 dias.
       

      João Miguel (William Levy) e Malu (Maite Perroni) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Animado com o sucesso de ''Anjo'', o SBT resolveu optar pela novela ''Por Ela Sou Eva'' como substituta da trama da moleca da bicicleta. O que acabou resultando em uma péssima decisão, visto que a temática da novela era comédia, diferente da sua antecessora que era uma trama rosa/circense.
       
      No SBT, a trama foi exibida na faixa das 15h30 entre 2 de dezembro de 2013 a 30 de maio de 2014 com 126 capítulos e uma média geral de 3.9 pontos.
       
      Já no México foi exibida na faixa das 20h30 entre 20 de fevereiro a 7 de outubro de 2012 com 166 capítulos; sucedendo 'Una Família Con Suerte'' e antecedendo ''Porque el Amor Manda''.
       
      Diferente daqui, a novela produzida por Rosy Ocampo e protagonizada por Lucero e Jaime Camil foi um fenômeno de audiência no país mexicano. Anotando incríveis 24.0 pontos de média geral e sendo considerada uma das novelas de comédia mais assistida do horário.
       
      O tempo de espera de exibição da novela entre a Televisa e o SBT foi de 1 ano, 9 meses e 10 dias. 
       
      Boatos dizem que além da sua ótima audiência no seu país original, o que fez a novela ser exibida aqui em tão pouco tempo foi o fato dela ser protagonizada por Lucero. Queridinha do diretor Pelégio.
       

      Helena (Lucero) e Eva/João Carlos (Jaime Camil) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Preocupado com o baixo desempenho de audiência em que se encontravam as tardes, o SBT escalou a novela ''Meu Pecado'' produzida por Juan Osório e protagonizada por Maite Perroni e Eugenio Siller. A escolha foi proposital justamente por ter novamente a estrela Maite encabeçando esse novo dramalhão. A intenção da emissora era que a novela conseguisse elevar a audiência de ''Eva'' e chegasse a uma patamar igual ou superior ao de ''Anjo''.
      Para isso a produção ganhou um tema de abertura em português cantado pela ex-RBD. Confira:
       
       
      De fato, a novela conseguiu elevar a audiência da sua antecessora, porém não conseguiu ficar no patamar de sucesso que a emissora apostava. Exibida na faixa das 16h15 entre 2 de junho e 31 de outubro de 2014, a trama alcançou média de 4.7 pontos de média geral em 110 capítulos. De certa forma, a temática pesada da novela afastou uma certa parte do público das novelas que eram acostumados com tramas mais leves. Porém, podemos dizer que o que mais prejudicou o seu desempenho foi ter estreado no meio da Copa do Brasil. A novela acabou confrontando por alguns dias com os jogos.
       
      No México, a trama foi exibida na faixa das 18h15 entre 15 de junho e 13 de novembro de 2009 com 110 capítulos; sucedendo ''En Nombre Del Amor'' e antecedendo ''Mar de Amor''. 
       
      E novamente, diferente daqui, a novela foi um sucesso de audiência em seu país e fechou com 18.0 pontos de média geral.
       
      Seu tempo de espera entre o México e o Brasil foi de 4 anos, 11 meses e 17 dias.
       

      Lucrécia (Maite Perroni) e Juliano (Eugenio Siller) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Visando trazer tramas mais atuais e com tecnologia de imagem HD, o SBT escalou a novela "Sortilégio" protagonizada por Jacqueline Bracamontes e William Levy para dar continuidade a faixa de mexicanas inéditas.
       
      Ainda tentando recuperar o público perdido desde o final de "Anjo", a emissora focou a divulgação das chamadas no personagem de Levy, mostrando que se tratava do mesmo ator. E acabou dando certo essa manobra de recuperação. Exibida na faixa das 16h15 entre 27 de outubro de 2014 a 27 de fevereiro de 2015 com 88 capítulos, a novela conseguiu uma média de 6.4 pontos de média geral. Sendo até então a maior audiência das quatro novelas já exibidas.
       
      No México, a produção de Carla Estrada foi exibida na faixa das 21h30 entre 1 de junho a 9 de outubro de 2009 com 95 capítulos; sucedendo ''Mañana es para Siempre'' e antecedendo ''Corazón Salvaje''. O enredo conquistou 25.7 pontos de média geral, sendo um grande sucesso para o horário. Muito disso se deve às várias cenas quentes exibidas.
       
      Foi reprisada no SBT em 2017 na faixa das 17h15, fechando com uma média geral de 5.9 pontos.
       
      O tempo de espera de exibição da novela no México e no Brasil foi de 5 anos, 4 meses e 26 dias.
       

      Alessandro (William Levy), Maria José (Jacqueline Bracamontes) e Bruno (David Zepeda) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      De olho no grande sucesso que o remake de ''Marimar'' estava fazendo em seu país, Murilo Fraga escalou a novela ''Coração Indomável'' para substituir ''Sortilégio'' nas tardes. Exibida na faixa das 16h45 entre 23 de fevereiro e 16 de outubro de 2015 em 170 capítulos, a trama protagonizada por Ana Brenda Contreras e Daniel Arenas conseguiu arrematar 7.9 pontos de média geral. Se tornando um grande fenômeno de audiência nas tardes da emissora.
       
      No México não foi diferente, exibida entre 25 de fevereiro e 6 de outubro de 2013 em 161 capítulos; sucedendo ''Corona de Lágrimas'' e antecedendo ''Por Siempre Mi Amor'', a produção de Nathalie Lartilleux acumulou uma média de 21.6 pontos de média geral. Se tornando a novela mais assistida da faixa das 16h15. 
       
      No Brasil a trama foi reprisada em 2018 no SBT na faixa das 17h15, onde novamente se fixou como um fenômeno de audiência com 7.8 pontos de média geral. A maior audiência conquistada pela novela na emissora de Silvio Santos foi justamente em sua reprise; 11 pontos. Ante 10 pontos em sua primeira exibição.
       
      O tempo de espera de exibição entre a Televisa e o SBT foi de 1 ano, 11 meses e 26 dias. 
       

      Otávio (Daniel Arenas) e Maricruz (Ana Brenda) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Animados com o desempenho das mexicanas, o SBT resolveu abrir uma nova faixa de inéditas em seu fim de tarde e início de noite. A missão era manter ou elevar a alta audiência da reprise de ''A Usurpadora'' nesse horário em que a emissora ficou anos patinando nos 2/4 pontos. E pensando nisso, a trama escolhida para segurar esse rojão foi ''A Dona''. Novela esta que já estava dublada há muito tempo e que estava guardada nas gavetas da emissora.
       
      Protagonizada por Lucero, Fernando Colunga e Gabriela Spanic, a trama foi exibida no Brasil na faixa das 17h30/18h30 entre 17 de agosto de 2015 e 4 de março de 2016 em 145 capítulos, com uma média geral de 7.2 pontos. Sendo considerada um grande sucesso. Especialmente por ter a atriz Gabriela Spanic no elenco, o SBT focou em sua personagem na divulgação da novela. Estratégia essa já utilizada em outras produções e que acabou dando certo mais uma vez.
       
       
      Devido ao seu grande sucesso de repercussão nas terras brasileiras, e o destaque que a atriz Lucero estava tendo, o SBT além de ter mudado o horário da novela para às 18h30; passou a exibir um tema de abertura diferente do original e em português, cantado por Lucero. 
       
       
      Foi reprisada no SBT em 2019 na mesma faixa horária, onde conseguiu praticamente a mesma audiência de sua primeira exibição: 7.1 pontos.
       
      No México, o enredo produzido por Nicandro Díaz foi exibido entre 19 de abril e 7 de novembro de 2010 em 146 capítulos; sucedendo ''Corazón Salvaje'' e antecedendo ''Triunfo del Amor''. A novela fechou com uma média geral de 25.8 pontos na faixa das 21h30, conseguindo elevar a faixa horária que estava na lama.
       
      O tempo de espera de exibição na Televisa e no SBT fori de 5 anos, 3 meses e 28 dias.
       

      Ivana (Gabriela Spanic), Alonso (David Zepeda), Rodrigo (Sérgio Goyri), Valentina (Lucero) e José Miguel (Fernando Colunga)
      (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Com o grande fenômeno "Coração Indomável" chegando ao seu fim, o SBT escalou um outro grande sucesso internacional da Televisa. Trata-se de "Teresa", novela protagonizada por Angelique Boyer, Sebastian Rulli e Aaron Diaz. Além disso contava com Ana Brenda Contreras em um papel de destaque na novela. O que já despertou interesse do SBT em manter o público de "Coração".
       
       
      Foi exibida na faixa das 17h15 entre 5 de outubro de 2015 a 11 de abril de 2016, em 136 capítulos, com uma média geral de 7.4 pontos. Sua maior audiência (11 pontos) foi em seu último capítulo onde a protagonista terminou feliz com o seu grande amor.
       
       
      A novela foi reprisada em 2018 na mesma faixa horária, onde alcançou uma média geral de 5.9 pontos. Sua maior audiência novamente foi no último capítulo onde pontuou 10 pontos no desfecho em que "Teresa" é assassinada por Fernando (Daniel Arenas) em um final alternativo.
       
       
      No México, a produção de José Alberto Castro foi exibida na faixa das 18h20 entre 2 de agosto de 2010 e 27 de fevereiro de 2011; sucedendo "Zacatillo, un Lugar en tu Corazón" e antecedendo "Nin Contigo ni sin ti". Finalizou-se com uma média geral de 18.5 pontos, sendo considerada um grande sucesso. Seu último capítulo bateu 33 pontos, sendo o maior rating já alcançado no horário por alguma novela em anos.
       
      O tempo de espera de exibição entre o canal Las Estrelas e o SBT foi de 5 anos, 2 meses e 2 dias.
       

      Teresa (Angelique Boyer) 
      (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Visando alcançar um público mais infantil em seu fim de tarde e início da noite, Murilo Fraga escalou "Meu Coração é Teu" para substituir "A Dona" na faixa das 18h30.
       
      Protagonizada por Silvia Navarro e Jorge Salinas, a trama foi exibida no SBT entre 29 de fevereiro e 29 de agosto de 2016 em 131 capítulos. A novela conquistou uma excelente audiência em sua exibição; 7.8 pontos de média geral.
      Foi exibida na Televisa entre 30 de junho de 2014 e 1 de março de 2015 com 176 capítulos; sucedendo ''Que Pobres Tán Ricos'' e antecedendo ''Amores Con Trampa''. 
       
      Obteve uma média geral de 25.0 pontos na faixa das 20h30. Sendo considerado um grande sucesso.
       
      O tempo de espera de exibição da produção de Juan Osório entre o México e o Brasil foi de 1 ano, 7 meses e 30 dias.
       

      Alex (Manuel Alanís), Guille (José Pablo), Isabella (Mayrín Villanueva), Sebastião (Emilio Osorio), Fernando (Jorge Salinas), Ana (Silvia Navarro), Alícia (Isidora Vives e Fanny (Paulina Goto)
      (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Com "Teresa" chegando em sua reta final e com a acessão da atriz Angelique Boyer aqui no Brasil, o SBT resolveu de última hora escalar a novela "Abismo de Paixão" protagonizada também por David Zepeda.
       
      Como de rotina a emissora fez uma forte divulgação em cima da atriz já conhecida nas terras brasileiras.
       
       
      Além disso, a emissora resolveu contratar o cantor Léo Nascimento para compor o tema de abertura em português.
       
       
      Tudo isso deu muito certo. A novela que foi exibida na faixa das 17h45 entre de 28 de março a 17 de outubro de 2016 em 146 capítulos, conseguiu uma média geral arrasadora de audiência: 8.5 pontos.
       
      Esse o maior índice de uma novela mexicana alcançada pelo SBT desde o retorno delas nas tardes.
       
      No México a produção de Angelli Nesma foi exibida entre 23 de janeiro e 2 de setembro de 2012 com 161 capítulos. E como foi aqui, lá a novela alcançou uma excelente média na faixa das 21h30; 26.0 pontos de média geral. Vale lembrar que ela substituiu a novela "Dos Hogares" que estava tendo índices péssimos, e foi substituída por "Amores Verdaderos".
       
      Foi reprisada no SBT em 2019 na faixa das 18h30 com apenas um dia de divulgação. Fechou com 6.5 pontos de média geral.
       
      O tempo de espera de exibição entre a Televisa e o SBT foi de 4 anos, 2 meses e 5 dias.
       

      Gael (Mark Tacher), Elisa (Angelique Boyer) e Damião (David Zepeda)
      (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Com a audiência das tardes em crescimento com as mexicanas e o fim da reprise de "Cuidado Com o Anjo" chegando próximo, o SBT decidiu expandir mais um horário de inéditas. De última hora sem ter passado pela dublagem tradicional que o público das novelas eram acostumados, a trama escolhida foi "Mar de Amor" protagonizada pela estreante Zuria Vega e o ator Mario Cimarro.
       
      Foi exibida na faixa das 16h entre 16 de maio a 21 de novembro de 2016, com 136 capítulos e acumulou uma média geral de 7.5 pontos. Se tornando um grande fenômeno. Foi a melhor época de audiência do SBT em suas tardes com três faixas de novelas inéditas chegando a casa dos 10 pontos rotineiramente.
       
      No México, a produção de Nathalie Lartillux foi exibida na faixa das 18h15 entre 16 de novembro de 2009 e 2 de julho de 2010 com 164 capítulos. Diferente daqui, a novela não foi um sucesso de audiência em seu país. Fechou com 17.0 pontos de média geral onde a meta era 18.0. Sucedeu a novela "Mi Pecado" e antecedeu "Cuando Me Enamoro".
       
      O tempo de espera de exibição entre a Televisão e o SBT foi de 6 anos e 6 meses.
       

      Vítor Manuel (Mario Cimarro) e Estrela (Zuria Vega) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Com o sucesso de "Anjo", a emissora de Silvio Santos resolveu trazer uma novela da atriz que estava fazendo o maior sucesso nas tardes da Televisa. Trata-se de "A Gata" protagonizada também por Daniel Arenas. Veja as chamadas com destaque nos personagens de Maite e Daniel:
       
       
      Exibida na faixa das 18h30 entre 15 de agosto de 2016 a 6 de fevereiro de 2017, em 126 capítulos, conseguiu uma alta média de 8.2 pontos gerais. Maior média do horário.
       
      Vale lembrar que os primeiros meses da novela se estabilizaram nos 10 e 11 pontos de média. Porém, a trama caiu e sua reta final variou entre 5 e 7 pontos. Ainda assim foi considerada um grande sucesso.
       
      No México, a produção de Nathalie Lartillux foi exibida na faixa das 16h15 entre 5 de maio e 19 de outubro de 2014, com 121 capítulos e uma média geral de 17.9 pontos. Se tornando um dos grandes fenômenos do horário. Sucedeu a novela ''Por Siempre Mi Amor' e antecedeu ''Muchacha Italiana Viene a casarse''.
       
      O tempo de espera de exibição entre a Televisa e o SBT foi de 2 anos, 3 meses e 10 dias.
       

      Esmeralda (Maite Perroni) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Depois de anos desaparecida das tardes após os fracassos de audiência das reprises de "A Madrasta" e "Abraça-me Muito Forte", o SBT resolveu dar uma nova chance a Victória Ruffo trazendo um dos seus últimos sucessos nas tardes do México. Trata-se de "Lágrimas de Amor". Novela que tinha a missão de substituir "Abismo de Paixão".
       
      Exibida entre 3 de outubro de 2016 a 13 de janeiro de 2017, a novela teve seus capítulos cortados, chegando ao final com 6.7 pontos de média geral e apenas 75 episódios. Apesar de particularmente ter achado uma boa média, o SBT tratou de lima-lá das tardes depois de ter derrubado muito o ibope do horário. A faixa horária foi extinta com o seu final.
       
      No México, diferente daqui, a produção de José Alberto Castro fechou com 17.4 pontos de média geral na faixa das 16h15. Sendo considerada um dos maiores sucessos do horário. Foi transmitida entre 24 de setembro de 2012 a 24 de fevereiro de 2013, sucedendo "Un Refúgio Para el Amor" e antecedendo "Corazón Indomable", no total de de 111 capítulos.
       
      O tempo de espera de exibição entre o México e o Brasil foi de 4 anos e 9 dias.
       

      Patriciio (Alejandro Nones), Inácio (Mane de la Parra), Edmundo (José María) e Regina (Victória Ruffo)
      (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      No final do segundo tempo, o SBT decidiu desenterrar uma novela antiga com temática diferente para substituir a trama praiana de ''Mar de Amor'' nas tardes. A trama teve uma péssima divulgação devido a pouca frente de dublagem que possuía. 
       
      Exibida na faixa das 17h entre 16 de novembro de 2016 e 31 de março de 2017 com 98 capítulos, o enredo protagonizado por Ana Layveska e Gabriel Soto, "Querida Inimiga" acumulou uma média de 5.9 pontos de média geral. Derrubando dois pontos de sua antecessora e sendo considerada um fracasso para a emissora de Silvio Santos. A faixa horária foi extinta com o seu final.
       
      No México, a produção de Lucero Soárez foi exibida na faixa das 18h15 entre 12 de maio de 2008 e 10 de outubro de 2008 com 110 capítulos. Obteve uma média geral de 15.7 pontos de média geral. Ficando assim também abaixo da meta estipulada pelo horário. Substituiu a novela ''Palabra de Mujer'' e foi substituída por ''En Nombre Del Amor''.
       
      O tempo de espera de exibição da novela entre o México e o SBT foi de 8 anos, 6 meses e 4 dias.
       

      Sara (Carmen Becerra) e Lorena (Ana Layveska) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Com as tardes afundando cada vez mais na audiência, devido às escolhas equivocadas de certos títulos e cancelamentos de faixas, o SBT recorreu a Angelique Boyer para reverter essa situação com sua "O Que a Vida Me Roubou".
       
       
      Exibida na faixa das 18h entre 30 de janeiro a 11 de setembro de 2017 em 161 capítulos, a produção de Angelli Nesma chegou ao fim com 6.7 pontos de média geral.
       
      Não foi uma audiência expressiva como a de "Teresa" e "Abismo de Paixão", mas levando em conta de que fez o inverso de sua antecessora "A Gata" que começou nas alturas e despencou, foi considerada sucesso na época. A novela ainda pegou em seu início o desligamento analógico das TVs o que acabou de certa forma prejudicando.
       
      Atualmente está sendo reprisada no SBT na faixa das 17h30, e possui até agora uma média parcial de 6 pontos.
       
      Foi exibida no México entre 28 de outubro de 2013 e 27 de julho de 2014 com 196 capítulos. Alcançou uma média geral de 26.1 pontos na faixa das 21h30. Foi o último grande fenômeno do horário. Foi substituta de "La Tempestad" e substituída por "Hasta el fin del Mundo".
       
      O tempo de espera de exibição entre a Televisa e o SBT foi de 3 anos, 3 meses e 2 dias.
       

      José Luiz (Luiz Roberto Guzmán)), Monsterrat(Angelique Boyer) e Alessandro (Sebastián Rulli)
      (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Protagonizada por Paulina Goto e Horácio Panchiri, "Um Caminho Para o Destino" foi a substituta de "Vida" no início de noite do SBT. A emissora tinha consigo de que a novela bombaria no Brasil como todas as outras da mesma produtora, chegando a destacar em chamada que era um grande sucesso no México e EUA.
       
       
      Exibida na faixa das 18h30 entre 28 de agosto de 2017 a 5 de março de 2018, em 135 capítulos, a novela conquistou uma média geral de 6.9 pontos. Não explodiu como queriam, porém manteve uma boa audiência e foi considerada um sucesso.
       
      No México, a produção de Nathalie Lartillux foi exibida na faixa das 17h30 em 126 capítulos. Fechou com uma média geral de 18.8 pontos. Substitui "La Vecina" e foi substituída por "Despertar Contigo". Foi o último grande sucesso do horário.
       
      O tempo de espera de exibição entre o México e o Brasil foi de 1 ano, 7 meses e 3 dias.
       

      Amélia (Lisette Morelos), Fernanda (Paulina Goto), Carlos (Horácio Pancheri), Hérnan (Manuel Landeta) e Mariana (Ana Patrícia Rojo)
      (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Aproveitando a presença de Lucero em "Carinha de Anjo", o SBT escalou "Amanhã é Para Sempre" para ser a nova novela das tardes. Além da presença de Silvia Navarro e de Fernando Colunga como protagonistas.
       
       
      A trama de Nicandro Diaz foi exibida na faixa das 18h30 entre 19 de fevereiro a 3 de agosto de 2018, em 120 capítulos.
       
      E apesar da novela ter vindo já estando bem velha, conseguiu uma média geral de 7.3 pontos. Vale lembrar que mesmo com essa boa audiência, o SBT mutilou sua reta final e escalou a reprise de "Carrossel" para ocupar o horário, o que acabou afundando a faixa horária na audiência.
       
      Foi exibida no México na faixa das 21h30 entre 20 de outubro de 2008 e 14 de junho de 2009 com 171 capítulos. Substituiu "Fuego en la Sangre" e foi substituída por "Sortilégio". Fechou com uma média geral de 27.9 pontos, sendo considerado um grande fenômeno.
       
      O tempo de espera de exibição entre o México e o Brasil foi de 9 anos, 3 meses e 29 dias.
       

      Fernanda (Silvia Navarro) e Eduardo (Fernando Colunga) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Com intenção de transformar as tardes em um recanto infantil como já é em suas noites, o SBT escalou "Que Pobres Tão Ricos" protagonizada por Zuria Vega e Jaime Camil para substituir a reprise do fenômeno de "Coração Indomável" e virar sala de espera de "Carrossel.
       
      Exibida na faixa das 17h15 entre 23 de julho a 26 de outubro de 2018 com 70 capítulos, a novela foi um fracasso de audiência. Derrubou toda a faixa e teve seus capítulos compactados. Terminou ao todo com 5.8 pontos de média geral. Provando mais uma vez que tramas de comédias não são tão bem aceitas pelo público da tarde do SBT.
       
      Ao contrário daqui, no México, a trama foi um sucesso e alcançou uma média geral de 22.0 pontos na faixa das 20h30. A trama de Rosy Ocampo foi exibida entre 11 de novembro de 2013 e 29 de junho de 2014 com 166 capítulos. Substituiu a novela "Libre Para Amarte" e foi substituída por "Mi Corazón es Tuyo".
       
      O tempo de espera de exibição entre o SBT e o México foi de 4 anos, 8 meses e 12 dias.
       

      Miguel (Jaime Camil) e Lupita (Zuria Vega) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Com a missão de salvar a faixa das 17h15, Murilo Fraga escalou "A Que Não Podia Amar" com Ana Brenda e Jorge Salinas. Confira a estratégia rotineira da emissora em focar na atriz já conhecida nas tardes.
       
       
      E conseguiu, exibida entre 8 de abril e 12 de novembro de 2019 com 157 capítulos, a trama de José Alberto conseguiu uma média de 6.8 pontos. Sendo assim considerado um sucesso.
       
      No México, o enredo foi exibido na faixa das 18h15 entre  1 de agosto de 2011 e 18 de março de 2012 com 166 capítulos. Conseguiu uma média geral de 19.6 pontos e foi considerada um sucesso para o horário. Substituiu "La Fuerza Del Destino" e foi substituída por "Amor Bravío".
       
      O tempo de espera de exibição entre a Televisa e o Brasil foi de 7 anos, 8 meses e 7 dias.
       

      Ana Paula (Ana Brenda) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
       
      De olho no sucesso da reprise de "Bela a Feia" nas tardes da Record TV, o SBT resolveu trazer a novela americana "Betty a Feia em Nova York" no início da noite da emissora. Protagonizada por Elyfer Torres e Erick Elias, a trama foi exibida nos EUA pela Telemundo em 6 de fevereiro de 2019 a 12 de agosto de 2019 com 123 capítulos. Teve uma média geral de 0.5 na demo, sendo considerada um sucesso pro horário da emissora.
       
      Já no SBT, a novela produzida por Minú Chacín, não foi um sucesso de audiência como a emissora apostava. Exibida entre 27 de janeiro a 4 de agosto de 2020 com 137 capítulos na faixa das 18h45, a novela chegou ao fim com uma média geral de 6.2 pontos.
       
      O tempo de espera de exibição da novela na Telemundo e no SBT foi de 11 meses e 11 dias. Sendo a novela mais rápida a ser exibida na emissora depois de sua estreia no seu país original.
       

      Betty (Elyfer Torres) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Em busca de levantar os índices do horário, o SBT escalou "Quando Me Apaixono" protagonizada por Silvia Navarro e Juan Soler para substituir "Betty".
       
       
      No México, a produção de Carlos Moreno foi transmitida da na faixa das 19h15 entre 5 de julho de 2010 e 13 de março de 2011 com 181 capítulos; Sucedendo "Mar de Amor" e antecedendo "La Fuerza del Destino". Conseguiu uma média geral de 18.9 pontos, sendo considerada um sucesso para o horário.
       
      Já no SBT, a trama começou a ser exibida desde o dia 20 de julho de 2020 e possuí até agora uma média parcial de 6.2 pontos. Sem previsão de quando chegará ao fim.
       
      Seu tempo de espera de exibição entre o México e o Brasil foi de 10 anos e 15 dias. Sendo a novela que mais demorou a ser exibida na emissora de Silvio Santos depois de sua estreia no país original.
       

      Jerônimo (Juan Soler) e Renata (Silvia Navarro) (Foto: Divulgação/Televisa) Grafismo (Otis)
       
      Texto: @Guilherme R.
      Revisor: @Jonas Lopes
      Grafismo: @Otis
      Fonte de audiência: Gabriel Farac e Lupita.

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    20. Flor do Caribe: cinco motivos para (re)ver a "nova velha" novela das seis

      Um dos maiores sucessos de 2013, Flor do Caribe está de volta ao horário das 18h nessa segunda-feira (24)
      (Foto: João Miguel Júnior/Globo)
       
      Existe um fato consumado de que, se o produto é bom, o cliente sempre volta. Com as reapresentações de novelas de sucesso, a receita não é diferente. Mas um erro de percurso faz com que algumas não obtenham o mesmo êxito de sua exibição original. Foi o caso da recém-encerrada Novo Mundo, primeira das reprises extraordinárias escaladas pela Globo durante a pandemia de COVID-19 a chegar ao fim e sem atrair o mesmo interesse de sua passagem inédita pela emissora. Buscando minimizar o impacto da fraca repercussão da trama, a Globo optou por resumir seus capítulos finais e escalar uma “velha nova” conhecida do público para elevar os índices de audiência do horário: a solar Flor do Caribe.
       
      Transmitida originalmente em 2013, a trama escrita por Walther Negrão fez um modesto sucesso em sua primeira exibição, sendo bastante elogiada por público e crítica. Porém, em meio a debates diários sobre Fina Estampa ser boa ou não, se Arliza é melhor que Joliza ou vice-versa em Totalmente Demais e com uma avassaladora Bibi Perigosa a caminho, será que a história protagonizada por Grazi Massafera tem forças o suficiente para elevar a faixa e não passar tão despercebida quanto sua antecessora? Esse texto te mostrará que sim por cinco motivos. Veja abaixo:
       
      UMA HISTÓRIA DE AMOR (E ÓDIO) PRA NINGUÉM DEFEITUAR
      Um casal romântico central, de forte apelo e com conflitos, é a base de todo bom folhetim. Flor do Caribe é um "novelão assumido" e absorve essa básica regra. Com referências que vão de Top Gun a O Conde de Monte Cristo, a espinha dorsal da história se resume às constantes lutas de Ester (Massafera) e Cassiano (Henri Castelli) contra a ganância de Alberto (Igor Rickli), amigo de infância dos dois e obcecado pela guia turística. Rejeitado por ela na adolescência, decide conquistá-la a qualquer custo, nem que para isso tenha de passar por cima de seu melhor amigo, que não percebe suas más intenções.
       

      Igor Rickli, Grazi Massafera e Henri Castelli formam o triângulo amoroso da nova reprise das 18h
      (Foto: João Miguel Júnior/Globo)
       
      A primeira reviravolta se dá quando Cassiano é dado como morto devido a uma armação de Alberto, que aproveita a fragilidade de Ester para seduzi-la. Sete anos depois, o mocinho retorna a cidade disposto a reconquistar sua amada e fazer justiça contra o ex-amigo. É a partir desse desejo de vingança que os desdobramentos do enredo passam a se desenrolar, através de uma trama habilidosa, recheada de bons diálogos mesclados com uma direção competente.
       
      PARAÍSO EM FORMA DE NOVELA
      Por falar na direção da novela, é impossível não enaltecer o ambicioso trabalho de Jayme Monjardim – em um dos momentos mais inspiradores de sua carreira, vale destacar. Conhecido pelo apuro estético que possui em seus trabalhos na TV, soube conduzir com maestria a trama do início ao fim em todos os seus aspectos: da cenografia, com o ar caribenho perfeitamente ambientado ao sol do Nordeste, até a condução das cenas mais impactantes da trama, como quando Alberto é internado numa clínica psiquiátrica por sua mãe, Guiomar (Cláudia Netto). Hoje diretor artístico, Leonardo Nogueira também brilhou ao lado de Jayme, repetindo a exitosa parceria que fora iniciada em Viver a Vida.
       

      Solar e alegre, a telenovela retratou a beleza do Rio Grande do Norte, em um dos melhores trabalhos de Jayme Monjardim
      (Foto: João Miguel Júnior/Globo)
       
      O ar praiano da trama é uma característica comum nas obras de Walther Negrão: Tropicaliente teve como pano de fundo o Ceará e Como Uma Onda era desenvolvida nos belíssimos cenários de Florianópolis. Dessa vez, o estado escolhido foi o Rio Grande do Norte e, como não poderia deixar de ser, as cenas paradisíacas eram uns dos maiores destaques da novela. Pontos turísticos como a Baía Formosa, a Praia de Pipa e as dunas de Genibapu receberam gravações para compor a fictícia Vila dos Ventos. A produção caprichada passeia ainda pela bela fotografia e caracterização dos personagens, totalmente adaptada a cultura nordestina. A forte presença do artesanato e o trabalho de maquiagem que gerou um natural bronzeamento no elenco também contribuem para definir o trabalho artístico de Flor do Caribe da década.
       
      A LEVEZA QUE O HORÁRIO (E O MOMENTO) PEDE
      Em tempos de pandemia e de notícias ruins, não havia, de fato, uma escolha melhor para a faixa do que o folhetim de Negrão. A novela contrapõe tudo o que sua antecessora, Novo Mundo, trazia: apesar da qualidade técnica inquestionável presente na novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão, o clima soturno permeado em filtros cinzentos, aliados a uma trama considerada séria demais e recheadas de cenas de guerras e violência, acabaram por afastar o público.
       

      Massafera e Castelli durante os bastidores das gravações ao lado de Leonardo Nogueira, diretor geral da trama
      (Foto: João Miguel Júnior/Globo)
       
      Flor do Caribe faz o caminho exatamente oposto. Nela, a estética bem concebida através do ar de latinidade proposto se alia a história repleta de clichês que, embora inicialmente pareça banal, é envolvente e pode cativar o telespectador. Leve e despretensiosa, a atmosfera otimista se assimila com a de outros dois grandes sucessos atualmente reprisados na programação: Eta Mundo Bom! e a já citada Fina Estampa. Ainda que não sejam nada inovadoras, elas representam aquilo que a audiência espera de uma boa novela em um período tão conturbado quanto o atual de nossa sociedade.
       
      ATUAÇÕES MEMORÁVEIS ATRAVÉS DE BONS PERSONAGENS
      Um dos maiores desafios de um autor é fazer todas as histórias de sua obra serem conduzidas de maneira pertinente e amarradas entre si, especialmente ao núcleo central. Experiente, Negrão soube considerar os erros que teve em novelas anteriores para entender o que o público do horário pede e não hesitou em reservar o seu já citado arsenal de clichês para fazer Flor do Caribe dar certo. Como boa consequência disso, presenciamos diversos núcleos agradáveis de se assistir e um festival de boas atuações, cercado por um elenco de peso que reunia novatos e mestres da dramaturgia.
       

      O núcleo de Veridiana (Laura Cardoso) e seus netos é um dos mais bem-humorados do folhetim
      (Foto: João Miguel Júnior/Globo)
       
      Dentre os desdobramentos do núcleo principal, destacam-se as presenças de Juca de Oliveira e Sérgio Mamberti, interpretando o pai da mocinha e o avô do vilão, respectivamente. Ambos brilharam em diversos momentos da história. Ainda no time de veteranos, Bete Mendes, Elias Gleizer e a sempre majestosa Laura Cardoso também apresentaram bons trabalhos. Os elogios também são válidos aos mais jovens, principalmente a Igor Rickli, então estreante na TV. O ator soube conduzir com grandeza o seu Alberto, o personagem mais complexo do folhetim, a ponto de ofuscar o casal protagonista em muitas das ocasiões. Aílton Graça e Rita Guedes, em papéis diferentes dos que costumam interpretar, também surpreenderam como o casal Quirino e Doralice. E, lógico, há de se considerar o nome de José Loreto, em seu melhor papel na carreira, dando vida a um bem-humorado rapaz do interior que conversa com uma cabra.
       
      MAIS ATUAL, IMPOSSÍVEL
      Ainda que não apresente histórias tão originais, ‘Caribe’ ousou ao falar de um tema até então pouco explorado na dramaturgia nacional: o nazismo. Dionísio (Mamberti) dava vida ao empresário mais rico da região e responsável pela desgraça na família do joalheiro Samuel (Oliveira), um judeu que viu seus pais sendo levados para um campo de concentração nazista. A alusão a esse movimento político foi bem trabalhada no folhetim, que recebeu diversos elogios na época.
       

      Sérgio Mamberti interpretou o nazista Dionísio Albuquerque em Flor do Caribe
      (Foto: João Miguel Júnior/Globo)
       
      Foram abordados também outros temas sociais, como o racismo, o assédio moral no trabalho e o bullying escolar, este último através do personagem Lipe (Pablo Mothé).
       
      Uma história de amor proibido, com mocinha e vilões bem posicionados, amigos que se tornam rivais e segredos do passado que sempre vem a tona se unem a uma superprodução com ares cinematográficos que valorizam a beleza de uma das regiões mais encantadoras do nosso país. Mesmo não sendo uma das novelas mais marcantes de todos os tempos, os fatores citados fazem de Flor do Caribe uma trama carismática e charmosa e, ainda que com uma premissa simples, a tornam superior a grande parte da safra irregular de novelas da última década. Foi um destaque em sua exibição original e tudo indica que a fórmula deve se repetir novamente. Ambiciosa e ao mesmo tempo limitada, a obra reúne absolutamente tudo o que o telespectador pede de um bom folhetim. E ele não pede muito.

      • Luc
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    21. Walcyr Carrasco apela para o mais óbvio em Chocolate com Pimenta?

      Celina (Samara Felippo) é uma das personagens ingênuas de "Chocolate com Pimenta" (Imagem: Reprodução/Globoplay)
       
      Hoje, na primeira "Coluna do Visky" para o portal do Eplay, trago uma crítica sobre a novela "Chocolate com Pimenta".
       
      Se você não sabe, o título "Chocolate com Pimenta" está em cartaz no Viva e pode ser considerado um dos grandes sucessos do canal. Os telespectadores da trama da ricaça Ana Francisca (Mariana Ximenes), no entanto, têm notado que o texto da novela escrita por Walcyr Carrasco vai por caminhos muito óbvios, apelando para a ingenuidade excessiva dos mocinhos. Hoje eu estarei expondo a minha opinião, como um telespectador comum que está acompanhando a história pela primeira vez.
       
      Mas o que está acontecendo atualmente na história para tanto se concluir este fenômeno no texto da novela?
       
      Na fase atual da novela, estamos acompanhando o drama de Celina (Samara Felippo). Desde o começo da segunda fase (que começou ali pelo capítulo 20), a jovem foi perdida pelo próprio pai numa mesa de jogos e acabou comprometida com o Conde Klaus - que ela "carinhosamente" chama de velho lambão. Nos capítulos exibidos mais recentemente o foco está todo neste plot, que está mantendo a novela viva.
       
      Por fim, após vários capítulos vendo a infelicidade da amiga estando comprometida com o conde, Ana Francisca finalmente teve alguma ideia para tentar livrá-la deste casamento. Promoveu um encontro entre ela e o amado Guilherme (Rodrigo Faro) em sua casa, onde ambos se entenderam e planejaram uma fuga no dia seguinte.
       
      Através de uma enorme coincidência do destino, Jezebel (Elizabeth Savalla) estava passando em frente à casa de Ana Francisca quando Celina - supostamente de cama em casa - saiu da casa da viuvinha. Passou mais alguns minutos de tocaia e viu que Guilherme também estava no local.
       
      O conde havia rompido o compromisso com Celina alguns capítulos antes disso por ter conhecido uma suposta milionária (que era somente Dália (Carla Daniel), a prima caipira de Ana Francisca, disfarçada).
       
      Mas até então tudo bem, pois Celina havia combinado de fugir no dia seguinte com Guilherme. Vendo que a irmã estava com um semblante muito mais feliz, Graça (Nívea Stelmann) resolveu dar um passeio e - por outra incrível coincidência - encontrou Jezebel e Olga (Priscila Fantin) no hotel e "casualmente" comentou que a irmã estava de cama. Jezebel logo disse que Celina estava na rua. Graça, que havia passado no hotel justamente para ver Guilherme, disse que ele estava fazendo as malas para viajar. Resultado? Logo concluíram que eles iriam fugir juntos e combinaram que Graça fingiria uma gravidez para impedir a fuga.
       

      Graça (Nívea Stelmann) faz Celina e Guilherme de bobos facilmente (Imagem: Reprodução/Gshow)
       
      Entendem o que eu quero dizer? Guilherme recebeu Graça em seu quarto. Sabendo que ela é irmã de Celina e em uma situação tão suspeita, ele poderia simplesmente optar por não recebê-la naquele momento. Não apenas permitiu que ela entrasse em seu quarto como deixou que ela visse as malas e inventou que teria que advogar fora da cidade de Ventura.
       
      Toda a semana foi focada nas tentativas de Celina de escapar do casamento com o avarento Conde Klaus e fugir com o amado Guilherme. No começo da semana desafiou o pai e foi agredida com um cinto enquanto a irmã observava e fazia cara de satisfação. Foi uma cena que me incomodou e não era condizente com a personalidade de Reginaldo (Antônio Grassi).
       
      Como sempre foi a mocinha meiga, não conseguiu esconder da irmã que fugiria com o seu amado. Assim que descobriu, Graça deu a última cartada: disse que estava grávida de Guilherme e ele queria fugir da responsabilidade.
       
      No capítulo deste sábado (29), aconteceu a revelação deste casamento e Guilherme será obrigado a se casar com Graça. Reginaldo revelou que Guilherme é irmão de suas filhas.
       
      O texto é muito absurdo. Eu adoro as obras de Walcyr Carrasco, mas ele apela para o caminho mais fácil e para as coincidências e tudo aparenta estar andando em círculos. Não é preciso ser nenhum gênio para se imaginar que nos próximos capítulos Celina terá que reatar o noivado com o "velho lambão" e Graça finalmente atingirá o seu objetivo.
       
      A sorte é que, além de Samara Felippo (Celina) e Rodrigo Faro (Guilherme) terem química em cena, Felippo conseguiu trazer a doçura necessária para uma personagem como a Celina. Outras atrizes menos carismáticas deixariam a personagem intragável e o plot seria pior ainda.
       
      Aqui encerro meu primeiro artigo e em breve devo retornar falando sobre outros plots absurdos escritos por Walcyr Carrasco, tanto em Chocolate com Pimenta como em outras novelas também. São tantos que eu diria que poderia facilmente se tornar um quadro fixo aqui na minha coluna.
       

      Graça e Celina em cena na novela "Chocolate com Pimenta" (Imagem: Reprodução/Globoplay)

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