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    As 10 novelas mais esperadas no VIVA

    Lançado há uma década, o Canal Viva passa por uma de suas melhores fases, liderando o ranking de canais mais vistos na TV por assinatura no Brasil. As principais responsáveis por isso, claro, são as novelas. Não a toa 2021 começou com o lançamento de uma nova faixa para as tramas e, segundo jornalistas, o Viva já tem todos os seus títulos de 2021 escalados. Se nada mudar, Da Cor do Pecado (2004), O Salvador da Pátria (1989), Cara & Coroa (1995), Sonho Meu (1993), Alma Gêmea (2005) e Locomotivas (1977) retornarão nos próximos meses.
     
    Mas o acervo da Globo √© enorme e ainda tem MUITA¬†novela boa que a¬†gente quer assistir, n√©?¬†Claro que cada um tem as suas prefer√™ncias, e sempre vai faltar alguns t√≠tulos, mas¬†vamos listar algumas das produ√ß√Ķes que estamos mais ansiosos pra acompanhar na tela do Viva, a partir do ano que vem:
     
    10 - CORPO DOURADO (1998)
     

     
    Misturando o clima rural com o praiano, Corpo Dourado √© um dos destaques do¬†hor√°rio das¬†7 na¬†d√©cada de 90. Escrita por¬†Ant√īnio Calmon, traz Cristiana Oliveira e Humberto Martins como¬†casal protagonista. A trama tem uma abertura marcante, com "Somente o Sol", na voz de D√©bora Blando. Excelente op√ß√£o pra faixa das 15h, de prefer√™ncia estreando nos √ļltimos meses do ano, para embalar o ver√£o.
     
     
    09 - CORAÇÃO DE ESTUDANTE (2002)
     

     
     
    Parece que foi ontem, mas essa charmosa novelinha¬†das seis, de Emanuel Jacobina (corre aqui, Gael),¬†est√° prestes a completar 20 anos. Uma hist√≥ria interiorana, protagonizada por F√°bio Assun√ß√£o e Helena Ranaldi, com Adriana Esteves de vil√£, Pedro Malta exalando fofura¬†e n√ļcleo universit√°rio. Cai como uma luva na nova faixa das 12h30, voltada para folhetins com uma pegada mais juvenil. J√° d√° pra sentir o sucesso.
     
     
    08 - HIPERTENSÃO (1986)
     

     
    Maria Zilda, musa da √©poca, em busca da identidade de seu pai.¬†Ary Fontoura?¬†¬†Paulo Gracindo? Cl√°udio Corr√™a e Castro? Um elenco repleto de estrelas, em uma novela que nunca foi reprisada. Praticamente uma raridade. A √ļnica das sete entre 1986 e 1990 que ainda n√£o foi pro Viva. Logo, exibi√ß√£o obrigat√≥ria √°s 14h. Tamb√©m, n√©? √Č de Ivani Ribeiro. ESSA SABE TU-DO!
     
     
    07 - FORÇA DE UM DESEJO (1999)
     

     
    Essa j√° bateu na trave v√°rias vezes. E sempre que √© anunciada, todo mundo se anima. Uma produ√ß√£o cult, com toda a grife Gilberto Braga, incluindo Malu Mader de mocinha e Nathalia¬†Timberg numa odi√°vel vil√£. √Č longa? √Č. Pode ser que seja barriguda? Pode. Mas o povo quer mesmo assim, ent√£o n√£o d√° mais pra aceitar que fique sendo colocada de lado. Ser√° bem-vinda √°s 15h, para levar conceito √†s fam√≠lias brasileiras.
     
     
    06 - AMOR COM AMOR SE PAGA (1984)
     

     
    Cogitada at√© para remake na Globo, √© mais uma novela marcante de Ivani Ribeiro, que vai muito al√©m das consagradas A Viagem, A Gata Comeu e Mulheres de Areia. Um dos¬†personagens mais marcantes da dramaturgia, Non√ī Correia √© o suprassumo da p√£o-durice, em uma interpreta√ß√£o magistral de Ary Fontoura. Com√©dia familiar e tamb√©m cheia de romances, √© ideal pra faixa das 14h.¬†
     
     
    05¬†- PARA√ćSO TROPICAL (2007)
     

     
    Que boa ideia essa novela primaveril em pleno outono! Gilberto Braga de novo, mas¬†bem diferente. Numa produ√ß√£o urbana, contempor√Ęnea, com¬†Gl√≥ria Pires, Tony Ramos, Wagner Moura roubando a cena com Camila Pitanga, e Alessandra Negrini como as g√™meas Paula e Ta√≠s. Ali√°s, quem matou Ta√≠s?¬†Novel√£o digno do hor√°rio principal, 23h. Como ela √© um pouco mais recente, a gente at√© aceita esperar um pouco mais. Mas que venha!
     
     
    04 - TI TI TI (1985)
     

     
    Clássico de Cassiano Gabus Mendes, será que consegue ser ainda melhor que a versão de 2010? Só vendo pra saber. As chances são boas, porque tem Luiz Gustavo, Reginaldo Faria e Marieta Severo. Queremos ás 14h, pra manter o horário bem oitentista. Ah, e não tem problema se coincidir com a reprise do remake na Globo não, viu? Porque se Sassaricando e Haja Coração tão tendo podendo, Ti Ti Ti também pode.
     
     
    03 - LIVRE PARA VOAR (1984)
     

     
    Esse folhetim de Walter Negr√£o, segundo lista divulgada anos atr√°s, foi a novela mais pedida pelos telespectadores do Canal Viva. Com uma trama simples e rom√Ęntica, √© protagonizada por Tony Ramos e Carla Camuratti (que tanta falta faz na TV), e conta ainda com Elias Gleizer e Laura Cardoso no elenco. Outro destaque √© o menino¬†Gibi, fiel escudeiro do protagonista Pardal. Pela hist√≥ria leve, caberia inclusive na faixa das 12h30.
     
     
    02¬†- P√ĀGINAS DA VIDA (2006)
     

     
    Maneco já é a cara do Viva. Por Amor (duas vezes), Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Felicidade, História de Amor, Baila Comigo... E que venha mais uma Helena, mais Leblon, mais bossa nova, mais temas sociais... Já que não rolou no Vale a Pena, tem que rolar no Viva. Com Clara, Francisco, a "moça bonita", e a atuação história de Lília Cabral como a vilã Marta. Merece muito a faixa mais nobre, 23h, e de preferência já na sequência de Alma Gêmea.
     
     
    01 - DIREITO DE AMAR (1987)
     

     
    Walter Negr√£o se baseou em uma radionovela de Janete Clair para desenvolver essa novela. Mais um t√≠tulo pras 14h, que se depender desse ranking, j√° √© uma faixa compromissada at√© 2025.... Ocupa o primeiro lugar pela hist√≥ria bem folhetinesca, produ√ß√£o caprichada e pela mocinha Ros√°lia, vivida pela sempre impec√°vel Gl√≥ria Pires. Tudo em Direito de Amar √© muito delicado, a exemplo da abertura e de seu tema, "Iluminados", na voz de Ivan Lins. √Č quase um diamante escondido e que, justamente por isso, desperta tanta curiosidade.
     
     
    Vídeo by @Andreza

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    Cinco prefeitos mais corruptos das novelas

    A corrup√ß√£o √© um tema bastante frequente na teledramaturgia. Assim como na vida real, diversos personagens ligados √† pol√≠tica cometeram v√°rias infra√ß√Ķes e se meteram em grandes esc√Ęndalos de corrup√ß√£o. Por isso, na semana das elei√ß√Ķes municipais, vamos relembrar alguns dos prefeitos mais corruptos das novelas.
     
    Prefeito Odorico Paraguaçu - O Bem Amado (1973)
     

     
    Com discursos inflamados e exagerados, o prefeito Odorico Paragua√ßu (Paulo Gracindo) iludia o povo da pequena cidade de Sucupira, no litoral baiano. A principal meta do pol√≠tico era inaugurar o cemit√©rio local, mas ningu√©m morria. √Č a√≠ que ele tem a ideia de contratar o matador Zeca Diabo (Lima Duarte) para encomendar o servi√ßo.
     
     
    Félix Guerreiro - Porto dos Milagres (2001)
     

     
    Na trama de Aguinaldo Silva, F√©lix Guerreiro (Ant√īnio Fagundes) e sua mulher Adma (C√°ssia Kiss) chegaram ao poder √†s custas de muitos golpes, fugas e assassinatos. Eles orquestraram a morte de Bartolomeu, irm√£o g√™meo de F√©lix e herdaram sua fortuna. F√©lix consegue se eleger prefeito de Porto dos Milagres e sonha um dia ser o governador da Bahia. O empecilho √© o pescador Guma (Marcos Palmeira), filho bastardo de seu irm√£o que logo ir√° se candidatar tamb√©m.
     
    Prefeito Vivaldo - Chocolate com Pimenta (2003)
     

     
    Disposto a se manter no cargo mais alto da cidade de Ventura, o prefeito Vivaldo (F√ļlvio Stefanini) n√£o mede esfor√ßos para arrecadar fundos para sua campanha, o que inclui manter a F√°brica de Chocolates na cidade e a dona Ana Francisca (Mariana Ximenes) casada com seu sobrinho Danilo (Murilo Ben√≠cio). Em determinado momento da trama, ele chega a incluir o valor do vestido de sua noiva Jezebel (Elizabeth Savala) nos gastos p√ļblicos da cidadezinha.
     
    Prefeito Reginaldo - Senhora do Destino (2004)
     

     
     
    Vivido por Eduardo Moscovis, Reginaldo era prefeito de Vila São Miguel. Tinha sonho de alçar voos mais altos, tornando-se deputado federal, governador, senador e presidente. Além de outros crimes, ele fraudou a compra de material de construção para uma obra da prefeitura, usando o nome da própria mãe Maria do Carmo (Susana Vieira). Sua primeira mulher Leila (Maria Luiza Mendonça) morreu ao encontrá-lo com a amante Viviane (Letícia Spiller), com quem se casou posteriormente.
     
    Prefeito Aderbal Pimenta - Babil√īnia (2015)
     

     
    Prefeito rec√©m-eleito da cidade fict√≠cia de Jatob√°, no estado do Rio. Era um pequeno comerciante mas, depois de se tornar conhecido com um programa de r√°dio numa emissora local, resolveu entrar na pol√≠tica para ganhar dinheiro. Esperto e corrupto, apela para o eleitorado mais conservador e √© um falso moralista. Muda-se para um apartamento de luxo na Barra, com a fam√≠lia, mas finge ainda morar em Jatob√°, em uma casa simples. √Č casado com Maria Jos√© e a trai sem pudores. A mulher que realmente manda nele √© sua m√£e, Consuelo.
     
    E aí, lembra de algum outro corrupto das novelas? Comente!

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    CINCO VEZES QUE A GLOBO FEZ REMAKE DE NOVELAS DE OUTRAS EMISSORAS

    Algumas novelas fizeram tanto sucesso fora dos domínios globais que até a própria líder de audiência se rendeu a elas. Desde tramas da Rede Tupi, SBT e até a extinta Rede Manchete, vamos conhecer as cinco vezes que a Rede Globo fez remakes de tramas de outras emissoras.
     
    PANTANAL (Pantanal, Rede Manchete, 1990)
     
    Uma das mais famosas pedras no sapato da emissora carioca, a novela Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa vai ganhar remake no hor√°rio nobre em 2021. O an√ļncio oficial foi feito durante reportagem especial no Fant√°stico.]
     
    Caso não haja imprevistos, a nova versão de Pantanal deve estrear em setembro de 2021, sob a direção de Rogério Gomes.
     

    Pantanal - TV Manchete (1990) - Créditos: Divulgação
     
    Pantanal é o maior sucesso da história da Rede Manchete e ameaçou a liderança da Globo por diversas vezes. Benedito levou o projeto da novela à Manchete após recusa da própria Globo se recusar a produzi-la, alegando que a produção teria um alto custo.
     
     
    √ČRAMOS SEIS (√Čramos Seis, SBT, 1994)
     
    A obra √Čramos Seis, da escritora Maria Jos√© Dupr√©, j√° inspirou diversas obras na televis√£o brasileira. Em 1958 foi adaptada pela primeira vez como telenovela pela RecordTV, escrita e dirigida por Ciro Bassini e trazendo Gessy Fonseca como protagonista.
     

    √Čramos Seis - Record (1958) - Cr√©ditos: Reprodu√ß√£o
     
    Em 1967 a Rede Tupi realizou a segunda versão, escrita por Pola Civelli e dirigida por Hélio Souto, ainda na época das novelas ao vivo, trazendo no papel principal a atriz Cleyde Yáconis.
     

    √Čramos Seis -¬† TV Tupi (1967) - Cr√©ditos: Reprodu√ß√£o
     
    Em 1977 a Tupi realizou outra versão da novela, sendo escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, protagonizada por Nicette Bruno. 
     

    √Čramos Seis - TV Tupi (1977) - Cr√©ditos: Reprodu√ß√£o
     
    Em 1994 foi adaptada pela quarta vez pelo SBT, trazendo novamente o texto de Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. Essa versão contou com Irene Ravache como protagonista.
     
    Em julho de 2017, a Rede Globo adquiriu os direitos autorais de uma nova adapta√ß√£o de √Čramos Seis. A base dos roteiros foram os pr√≥prios textos escritos por Silvio de Abreu no SBT, ja que agora o autor √© diretor de teledramaturgia da casa.
     
    O CRAVO E A ROSA (O Mach√£o, Rede Tupi, 1974)
     
    Que O Cravo e a Rosa é baseada na obra A Megera Domada, de William Shakespeare, todos nós sabemos. Agora que a novela é remake de O Machão, de Ivani Ribeiro, poucos sabem. A trama, foi um sucesso nos anos 70 na Rede Tupi e também era um remake de outra novela da Ivani Ribeiro - A Indomável, de 1965.
     

    O Machão - TV Tupi (1977) - Créditos: Divulgação
     
    Sucesso em todas as vers√Ķes, a trama conta a hist√≥ria do rude e determinado Juli√£o Petruchio que, √† beira de perder sua fazenda, aceita se casar com uma rica herdeira paulista na d√©cada de 1920.¬†
     
    A novela de Walcyr Carrasco fez tanto sucesso que foi prolongada por mais de 100 capítulos logo após a estreia, ultrapassando os 200 capítulos finais.
     

    O Cravo e a Rosa - TV Globo (2000) - Créditos: Divulgação
     
    SONHO MEU (A Pequena √ďrf√£ e √ćdolo de Pano, 1968 e 1974)
     
    A novela Sonho Meu, de Marcílio Moraes, fez bastante sucesso na tela da Rede Globo em 1993.
     

    Sonho Meu - TV Globo (1993) - Créditos: Divulgação
     
    Para sua concep√ß√£o, o autor inspirou-se em duas outras novelas do autor Teixeira Filho: A Pequena √ďrf√£, extinta TV Excelsior, de 1968 e √ćdolo de Pano, da tamb√©m extinta TV Tupi, de 1974.
     

    √ćdolo de Pano - TV Tupi (1974) - Cr√©ditos: Divulga√ß√£o
     
    De A Pequena √ďrf√£, o autor pegou o trecho sobre a amizade entre uma garotinha de um orfanato e um bondoso velhinho e de √ćdolo de Pano ele se inspirou na disputa de dois irm√£os pelo amor da mesma mulher.
     
    Curiosamente, em 2005, foi a vez da Record adapt√°-la, dentro da novela Prova de Amor, de Tiago Santiago.
     
    A VIAGEM (A Viagem, TV Tupi, 1975)
     

    A Viagem - TV Globo (1994) - Créditos: Divulgação
     
    Uma das novelas mais famosas de Ivani Ribeiro na Rede Globo é um remake de uma novela de mesmo título da própria autora. A Viagem foi transmitida originalmente entre 1975 e 1976 pela TV Tupi.
     

    A Viagem - TV Tupi (1975) - Créditos: Reprodução
     
    Para escrever A Viagem, Ivani Ribeiro inspirou-se nos livros Nosso Lar e E a vida continua, que foram psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier, com autoria atribuída ao espírito André Luiz.
     

    Ivani Ribeiro - Créditos: Divulgação
     

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    Para entender o Brasil

    Especialmente para a semana que comemoramos a independência do Brasil, separei alguns livros que eu pessoalmente li e considero cruciais para aqueles que desejam entender as bases históricas, sociais e políticas sob as quais o Brasil foi fundado. Particularmente, considero livros escritos por historiadores algo muito monótono devido a sua linguagem acadêmica. Prefiro livros narrados por jornalistas com afeição ao tema. Informa e até entretém. E os clássicos, evidentemente.
     
    Abaixo segue a lista:
     

    Box Cole√ß√£o Brasilis: 4 Livros ‚Äď A Viagem Do Descobrimento; N√°ufragos, Traficantes E Degredados; Capit√£es Do Brasil E A Coroa, A Cruz E A Espada.
    Autor: Eduardo Bueno
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    Brasil: uma história
    Autor: Eduardo Bueno
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    Raízes do Brasil
    Autor: Sérgio Buarque de Holanda
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    Trilogia: Get√ļlio
    Autor: Lira Neto
    Link na Amazon ‚ÄĒ Livro 1
    Link na Amazon ‚ÄĒ Livro 2
    Link na Amazon ‚ÄĒ Livro 3
     

    Trilogia: 1808, 1822 e 1889
    Autor: Laurentino Gomes
    Link na Amazon ‚ÄĒ 1808
    Link na Amazon ‚ÄĒ 1822
    Link na Amazon ‚ÄĒ 1889
     

    Box Coleção Ditadura
    Autor: Elio Gaspari
    Link na Amazon (ebook)
     

    Casa Grande e Senzala
    Autor: Gilberto Freyre
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    Brasil: Uma Biografia
    Autora: Lília Schwarcz
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    História da Riqueza no Brasil
    Autor: Jorge Caldeira
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    Coleção Pedro Doria
    Autor: Pedro Doria
    Link na Amazon ‚ÄĒ 1565 e 1789
    Link na Amazon ‚ÄĒ Tenentes: A Guerra Civil Brasileira
    Link na Amazon ‚ÄĒ Fascismo √† Brasileira
     

    O Povo Brasileiro: A Formação e o Sentido do Brasil
    Autor: Darcy Ribeiro
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    Chadwick Boseman, um herói nos cinemas e na vida real

    (Imagem: Reprodução)

    O mundo se surpreendeu com a morte do ator Chadwick Boseman, conhecido por interpretar o Pantera Negra no Universo Cinematogr√°fico, Marvel. Ele enfrentava, silenciosamente, um c√Ęncer no c√≥lon h√° quatro anos.
     
    O falecimento gerou enorme repercuss√£o: al√©m de seu nome ter figurado entre os Trending Topics do Twitter por v√°rias horas, o tweet com o an√ļncio de sua morte publicado em seu perfil oficial, foi o mais curtido na hist√≥ria - at√© a publica√ß√£o deste artigo, j√° possui mais de 7,2 milh√Ķes de curtidas.
     
    Boseman recebeu homenagens de seus colegas da franquia Vingadores, como Chris Evans, Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Chris Hemsworth e Brie Larson, e até mesmo da "rival" DC Comics.
     
    O gesto do her√≥i interpretado pelo ator, foi replicado ao longo de todo o final de semana por apresentadores (Maria J√ļlia Coutinho), jogadores de futebol (Gabigol), e at√© personagens dos quadrinhos (Turma da M√īnica e seus personagens negros Jeremias e Milena).


    (Imagens: Reprodução)

    Esse contexto de luto fez a TV Globo alterar o filme da Tela Quente, que fará uma exibição especial e inédita de Pantera Negra (Black Panther, 2018) nesta noite, acompanhada de uma introdução feita pelo apresentador Manoel Soares, mostrando o impacto do filme na representatividade negra. 
     
    Mas, afinal, como explicar tamanha comoção em volta de um artista que estava experimentando o auge de sua carreira e ainda recém-estabelecido no mainstream hollywoodiano?
     
    O filme que lhe rendeu o estrelato e tamb√©m a marca de sua carreira, explicam parte disso. Pantera Negra representa um grande avan√ßo na representa√ß√£o do negro na ind√ļstria do cinema. Wesley Snipes protagonizou Blade, √© verdade, mas a franquia sempre foi tratada como algo secund√°rio e de menor import√Ęncia na filmografia da DC.
     
    Apesar de sua introdu√ß√£o tardia no MCU (√© o 18¬ļ filme na cronologia), o longa tem o m√©rito de dar destaque, finalmente, √† cultura afrodescendente, colocando-a na posi√ß√£o de protagonismo e hero√≠smo, com elenco majoritariamente negro. Mais: o rei T'Challa virou um s√≠mbolo para as crian√ßas negras que puderam finalmente se ver representadas na tela grande. Nesse sentido, √© poss√≠vel tra√ßar um comparativo com a representatividade da boneca Barbie, por exemplo, que s√≥ ganhou uma amiga negra quase dez anos ap√≥s seu lan√ßamento - e uma vers√£o negra de sua boneca principal mais de vinte anos depois.


    (Imagem: Divulgação)

    A produ√ß√£o da Marvel tamb√©m possui a excel√™ncia de ser um filme que foge da retrata√ß√£o √≥bvia e burocr√°tica da supera√ß√£o negra no cen√°rio da segrega√ß√£o racial nos EUA nos anos 1960 - os t√≠picos "filmes do Oscar", que renderam indica√ß√Ķes e estatuetas ao b√°sico Hist√≥rias Cruzadas (The Help, 2011) e o controverso Green Book, o Guia (Green Book, 2018) como exemplos mais recentes. Pantera Negra discute muito mais do que isso.
     
    Conscientemente, Chadwick representa a vitória de toda uma comunidade negra no cinema, interpretando um herói que inspira vários outros heróis que se encontram fora das telas, num filme que ganha significado especial na sociedade norte-americana, na qual o tema do racismo frequentemente volta à discussão em histórias como a dos assassinatos de Michael Brown (1996-2014) e, mais recentemente, de George Floyd (1973-2020) que desencadearam o movimento Black Lives Matter.
     
    No entanto, Chad vinha enfrentando, silenciosamente, outra guerra na vida real. Nada de antagonistas com superpoderes: o seu maior inimigo do lado de c√° estava dentro de seu corpo.



    (Imagens: The Sun)

    Ele enfrentou, durante os √ļltimos quatro anos, um c√Ęncer no c√≥lon, justamente no per√≠odo em que cresceu e chegou ao seu apogeu, encarnando o her√≥i da Marvel. Foi forte o suficiente ao enfrentar cirurgias e sess√Ķes de quimioterapia, intercaladas √† dura rotina de grava√ß√Ķes de quase dez filmes, ora como coadjuvante (Deuses do Egito, franquia Vingadores), ora assumindo o protagonismo (Pantera Negra, Crime Sem Sa√≠da, Marshall).
     
    "Ningu√©m sabia", disse recentemente o diretor Spike Lee, que dirigiu o ator em um de seus √ļltimos filmes, Destacamento Blood, da Netflix. O int√©rprete do personagem pantera negra casou-se com a sua parceira, a cantora Taylor Simone Ledward, em uma cerim√īnia reservada.
     
     
     

    Adepto de uma vida discreta, Chadwick chamou aten√ß√£o ao aparecer magro em um v√≠deo publicado em sua conta no Instagram, em abril deste ano; fotos que mostravam o ator debilitado e de cadeira de rodas, viralizaram no final do m√™s passado. F√£s suspeitavam de efeitos colaterais de um suposto emagrecimento para algum papel que iria interpretar. A real causa da sua ru√≠na s√≥ foi descoberta ap√≥s sua morte. At√© aqui, demonstrou resili√™ncia ao enfrentar sua doen√ßa em pleno auge da carreira. Lutou at√© o √ļltimo momento para que ningu√©m soubesse de sua dor.
     
    Chad foi um her√≥i da vida real. Deixou sua contribui√ß√£o na ind√ļstria do cinema ao encarnar o primeiro grande protagonista negro de um filme de super-her√≥i, e lutou de cabe√ßa erguida contra sua doen√ßa, sem titubear. √Č uma inspira√ß√£o para os f√£s de cinema de her√≥i - e tamb√©m para os que n√£o s√£o.
     

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    BRASILEIRÃO: Confira os gols da Rodada 6 e a Classificação atualizada

    Botafogo 0 x 2 Internacional
     
    Botafogo e Internacional abriram a rodada no Nilton Santos. De um lado, o líder Internacional, que precisava da vitória para permanecer na liderança. Do outro lado, o Botafogo, que ainda não havia perdido no campeonato.
    Em um jogo cheio de polêmicas com o VAR, melhor para o Internacional, que permanece mais uma rodada no topo da tabela.
    Logo aos seis minutos do primeiro tempo, Thiago Galhardo abriu o placar.
     
     
    Gabriel Boschilia recebeu de Thiago Galhardo e ampliou aos 28 minutos ainda da primeira etapa.
     
     
    Os botafoguenses reclamaram muito de um pênalti não marcado e tiveram dois gols anulados pelo VAR.
    Irritado, Gatito Fern√°ndez deu um chute na cabine do VAR
     
     

    Bahia 1 x 1 Palmeiras
     
    Zé Rafael abriu o placar para o Palmeiras aos 31 do segundo tempo.
     
     
    Por√©m, no √ļltimo lance do jogo, Marco Ant√īnio empatou para o Bahia.
     
     
    Fluminense 2 x 1 Vasco
     
    No cl√°ssico Carioca, o Fluminense venceu o Vasco.
    Dodi abriu o placar pro Fluminense logo aos 3 minutos do primeiro tempo com um lindo gol fora da √°rea.
     
     
    Fred recebeu de Ganso e fez um golaço para ampliar.
     
     
    Talles Magno descontou para o Vasco.
     
     
    O Bragantino ainda não mostrou a que veio no campeonato e segue na zona de rebaixamento. O Fortaleza, em casa, dominou o jogo e fez três gols, sendo dois de Wellington Paulista e um de Romarinho.
     
     
     
     
     
     
    S√£o Paulo 2 x 1 Corinthians
     
    O cl√°ssico paulista foi marcado por falhas dos goleiros.
    Hernanes abriu o placar com um belo gol de falta.
     
     
    Ramiro empatou para o Corinthians ao receber um lindo passe de Cantillo.
     
     
    De cabeça, Brenner virou o jogo para o São Paulo nos acréscimos.
     
     
    Santos 0 x 1 Flamengo
     
    Em mais um jogo cheio de polêmicas com o VAR e lei do ex, o Flamengo bateu o Santos na Vila Belmiro com um gol de Gabriel Barbosa.
     
     
    Os santistas reclamaram da atuação do VAR ao ter dois gols anulados.
     
    Coritiba 1 x 0 Sport
     
    Depois de um in√≠cio ruim, o Coritiba bateu o Sport em casa e conseguiu a segunda vit√≥ria seguida no campeonato. Nos acr√©scimos, Jos√© Sabino marcou de p√™nalti o √ļnico gol da partida.
     
     
     
    Atlético GO 0 x 2 Ceará
     
    O Atlético recebeu o Ceará em casa, mas saiu derrotado. Desde a surpreendente vitória de 3x0 contra o Flamengo na segunda rodada, o dragão acumula 4 jogos seguidos sem vitória, sendo três derrotas consecutivas.
    Vinícius Goes e Lima marcaram os gols do Vozão.
     
     
     
     
     
    Confira a classificação atualizada após o fim da rodada:
     

     
    A rodada teve dois jogos adiados devido às finais de campeonatos estaduais: Grêmio x Goiás e Atlético-MG x Athlético-PR.

    No campeonato mineiro, o Galo venceu a Caldense fora de casa e consegrou-se campe√£o mineiro.

    J√° o Gr√™mio foi campe√£o ga√ļcho. O tricolor perdeu em casa para o Caxias por 2x1, mas havia vencido o jogo de ida por 2x0.

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    Ao som de... Mulheres Apaixonadas

    Mulheres Apaixonadas (2003) reestreou dia 24/08 no Viva, e promete manter os excelentes índices marcados por O Clone (2001), sua antecessora no horário. A bem-sucedida trinca formada pelo folhetim de Glória Perez, Chocolate com Pimenta (2003) e Brega & Chique (1987) rendeu recordes de audiência e fez o canal de reprises liderar a audiência da TV paga no mês de junho. Ressalva para O Clone, que alçou excelentes 2,3 pontos em seus primeiros capítulos, na grande São Paulo. Audiência de emissora de TV aberta!
     
    Com isso, a audi√™ncia parece ter pesado bastante para as escolhas das sucessoras da "trinca de quarentena". N√£o √© a toa que¬†A Viagem¬†(1994) foi escolhida pra suceder "Chocolate" em dezembro. Fen√īmeno em todas as reprises, foi exibida originalmente √†s sete, sendo a novela de maior audi√™ncia daquele ano, superando o cartaz das oito,¬†P√°tria Minha, de Gilberto Braga. Audi√™ncia tamb√©m deve ter sido um fator para a escolha de¬†Mulheres Apaixonadas. A trama, ao lado de¬†Por Amor¬†(1997) e¬†La√ßos de Fam√≠lia¬†(2000), faz parte da trinca de ouro de Manoel Carlos, sendo as novelas mais memor√°veis do autor. Al√©m disso, fez parte de outra sequ√™ncia igualmente bem sucedida, que foi a das tramas exibidas √†s oito pela Globo entre 2000 e 2007, come√ßando por "La√ßos" e terminando com¬†P√°ginas da Vida, que curiosamente, tamb√©m foi escrita por ele. Todas, √† exce√ß√£o da problem√°tica¬†Esperan√ßa¬†(2002), renderam altos √≠ndices de audi√™ncia.
     
    Mulheres Apaixonadas¬†tinha uma narrativa que a distingue do folhetim tradicional: a novela, apesar de ter um "casal protagonista", no caso, Helena e T√©o, defendidos por Christiane Torloni e Tony Ramos, tem outros n√ļcleos com igual for√ßa, que dividem a aten√ß√£o da trama principal, que √© at√© fraca se comparada √†s demais. Isso porque os outros n√ļcleos da novela abordam temas espinhosos da sociedade que v√£o desde maus tratos contra idosos √† viol√™ncia dom√©stica. Algo que, ali√°s, lembra bastante¬†O Clone¬†e outros folhetins do Maneco.
     
    E se a novela inovou na narrativa, em trilha sonora tamb√©m n√£o podia ser diferente: o primeiro √°lbum da novela era nada menos que um CD duplo com as trilhas nacional e internacional. Vale lembrar que estamos falando de uma √©poca em que a trilha internacional s√≥ aparecia depois do 100¬ļ cap√≠tulo, algo que come√ßou a ser afrouxado aos poucos com a inser√ß√£o de¬†La Barca¬†na trilha nacional de¬†Deus nos Acuda¬†(1992) e da mescla de m√ļsicas nacionais e internacionais nos dois volumes de¬†As Filhas da M√£e¬†(2001).¬†O Clone, antecessora de "Mulheres" no Viva, tamb√©m estreitou a estreia dos temas internacionais, com as m√ļsicas √°rabes tocando desde o princ√≠pio, ao lado de¬†Luna¬†e¬†Mi Gran Amor Le Di, que embalaram o romance conturbado de Le√īnidas e Yvette. As can√ß√Ķes, no entanto, s√≥ foram lan√ßadas em CD meses depois, junto com o restante da trilha internacional, que foi surgindo aos poucos.
     
    O CD duplo de¬†Mulheres Apaixonadas¬†consagrou-se como o¬†disco mais vendido¬†de 2003. O segundo volume ‚Äď um disco √ļnico mesclando m√ļsicas nacionais e internacionais ‚Äď tamb√©m n√£o fez feio, e figurou na vig√©sima posi√ß√£o do ranking da APBD. No entanto, para n√£o tornar o artigo muito longo, vamos focar apenas no primeiro volume da trilha.
     
    Enfim, a trilha (vídeos em spoiler)...
     
    Claudio e Edwiges

    Carolina Dieckmann (Edwiges) e Erik Marmo (Claudio) (Foto: Divulgação/TV Globo)
     
    Claudio e Edwiges foi talvez o casal de maior popularidade da trama. Quem nunca teve um crush no Erik Marmo que atire a primeira pedra. Ele e Carolina exalavam qu√≠mica. N√£o √© por menos que¬†Velha Inf√Ęncia, dos Tribalistas, trio formado por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, figurou como a m√ļsica mais tocada no Brasil no ano de 2003. O refr√£o (Eu gosto de voc√™¬†/ E gosto de ficar com voc√™¬†/ Meu riso √© t√£o feliz contigo¬†/ O meu melhor amigo √© o meu amor) que embala cora√ß√Ķes apaixonados desde 2002, tamb√©m fez parte do¬†remake¬†de¬†Chiquititas, em 2013, e de¬†Ouro Verde¬†(2017), folhetim lusitano em cartaz na Band.
     
    O casal tamb√©m foi respons√°vel por fazer seu tema internacional,¬†Misunderstood, do Bon Jovi, al√ßar as paradas de sucesso no Brasil. A can√ß√£o, no entanto foi um fiasco nos Estados Unidos (pa√≠s de origem da banda), ficando limitada √†¬†Bubbling Under Hot 100¬†‚Äď chart onde figuram as can√ß√Ķes que ficam fora das 100 mais tocadas da Billboard. No Brasil, no entanto, foi a 25¬™ m√ļsica mais tocada de 2003. A can√ß√£o, cujo t√≠tulo em tradu√ß√£o livre significa "Incompreendido", aparenta retratar uma pessoa que busca a reconcilia√ß√£o do amado ap√≥s este interpretar de forma indevida algumas palavras e atitudes do eu l√≠rico. (Eu deveria? Eu poderia?¬†/ Ter dito as coisas erradas mil vezes¬†/ Se eu pudesse apenas rebobinar, eu veria em minha mente¬†/ Se eu pudesse voltar no tempo, voc√™ ainda seria minha /¬†Voc√™ chorou, eu morri¬†/ Eu deveria ter calado minha boca, as coisas pioraram¬†/ Enquanto as palavras escorregavam pela minha l√≠ngua, elas soaram est√ļpidas¬†/Se esse velho cora√ß√£o pudesse falar, diria que voc√™ √© a √ļnica¬†/ Eu estou perdendo tempo quando penso sobre isso).
     
     
     
    Diogo e Marina

    Paloma Duarte (Marina) e Diogo (Rodrigo Santoro) (Foto: Reprodução/YouTube, TV Globo)
     
     
    Os primeiros cap√≠tulos da trama giram em torno do casamento entre os dois personagens. No entanto, a rela√ß√£o de bonita n√£o tem nada. Cafajeste, Diogo vive a traindo com outras mulheres desde o primeiro cap√≠tulo. Uma delas √© Luciana (Camila Pitanga), prima de Marina, com quem vive uma rivalidade ao longo da trama. Para embalar o relacionamento foi escolhido o hino¬†Sexed Up, do cantor brit√Ęnico Robbie Williams. Considerado um dos 10 cantores mais bem-sucedidos do mundo da pela revista Rolling Stones, Robbie viveu uma excelente fase na d√©cada de 2000, tendo 4 dos 6 √°lbuns lan√ßados naquela √©poca com mais 5 milh√Ķes de c√≥pias vendidas mundialmente.
     
    A canção fala de uma relação desgastada, entediante, e onde ambos não se sentiam sexualmente envolvidos um pelo outro, e se encaixa perfeitamente no romance tóxico dos dois. Apesar de eu particularmente achar que o tema também cai perfeitamente bem para Helena e Téo, outra relação desgastada da trama.
     
    A can√ß√£o picou a 10¬™ posi√ß√£o nas paradas brit√Ęnicas e foi a 14¬™ m√ļsica mais tocada no Brasil, em 2003. (Por que n√≥s n√£o terminamos logo?¬†/ N√£o h√° mais nada a dizer¬†/ Meus olhos est√£o fechados¬†/ Rezando para n√£o se perderem¬†/ E n√≥s n√£o nos sentimos mais atra√≠dos¬†/ E isso √© o que faz a diferen√ßa hoje¬†/ Eu espero que voc√™ se exploda!).
     
     
    Helena, Téo e César


    Acima: Téo (Tony Ramos) e Helena (Christiane Torloni); Abaixo: César (José Mayer) e Helena (Fotos: Divulgação/TV Globo)
     
     
    E por falar no enredo principal, √© importante resguardar que Helena passa o come√ßo da trama reclamando da monotonia do seu relacionamento com o m√ļsico T√©o para Lorena (Susana Vieira), Hilda (Maria Padilha) e Helo√≠sa (Giulia Gam). Mas ela v√™ a chama do amor reacender quando sabe atrav√©s de uma conversa que C√©sar, seu ex-namorado, ficou vi√ļvo. Com isso, ela passa a ir atr√°s de seu antigo amor, gerando um tri√Ęngulo amoroso.
     
    Para dar tom √† trama foram selecionadas tr√™s m√ļsicas:
    No lado nacional, foi escolhida a faixa¬†Preciso Aprender a ser S√≥. Composi√ß√£o de Paulo S√©rgio Valle e Marcos Valle, numa regrava√ß√£o de Maria Beth√Ęnia. A m√ļsica retrata um eu l√≠rico que n√£o consegue viver sem a pessoa amada, mas precisa aprender a viver sem ela. √Č tema de Helena. (Ah, se eu te pudesse fazer entender¬†/ Sem teu amor eu n√£o posso viver¬†/ Que sem n√≥s dois o que resta sou eu¬†/ Eu assim t√£o s√≥¬†/ E eu preciso aprender a ser s√≥¬†/ Poder dormir sem sentir teu amor¬†/ E ver que foi s√≥ um sonho e passou).
     
    O lado internacional tr√°s duas can√ß√Ķes:¬†The Way You Look Tonight, interpretada originalmente por Fred Astaire no filme¬†Ritmo Louco¬†(1936). A can√ß√£o venceu o Oscar de melhor can√ß√£o original, em 1937. A vers√£o que toca em Mulheres Apaixonadas, no entanto, √© uma regrava√ß√£o de Rod Stewart e fez parte da s√©rie¬†As Time Goes By: The Great American Songbook, que cont√©m regrava√ß√Ķes de cl√°ssicos da m√ļsica norte-americana.¬†I'm in the Mood for Love, cover desta mesma s√©rie, faz parte de outra novela da trinca atual do Viva:¬†Chocolate com Pimenta. O √°lbum de Rod alcan√ßou a 4¬™ posi√ß√£o da Billboard Hot 200, e o tema embala o trisal. (Amada¬†/ Nunca mude!¬†/ Mantenha esse charme de tirar o f√īlego¬†/ N√£o mude isso, por favor¬†/ Porque eu amo voc√™¬†/ Exatamente como voc√™ est√° esta noite).
     
    Por fim, o √ļltimo tema da trama √©¬†Noche de Ronda. A m√ļsica, em espanhol, foi originalmente composta pelo mexicano Agust√≠n Lara, em 1935. Aqui, √© cantada pelo italo-brasileiro Paolo. Ele emplacou outro hit numa novela da Globo quase dez anos mais tarde, com¬†Tanta Coisa, tema de Tess√°lia e Darkson em Avenida Brasil. (Dize-lhe que a quero / Dize-lhe que eu morro¬†/ De tanto esperar¬†/ Que volte j√°¬†/ Que as rondas n√£o s√£o boas¬†/ Que causam danos, que d√£o sofrimentos / Que se acaba por chorar).
     
     
     
     
    Estela e padre Pedro

    Estela (Lavínia Vlasak) e Padre Pedro (Nicola Siri) (Foto: Divulgação/TV Globo)
     
    Estela √© prima de Helena, Helo√≠sa e Hilda. Rica, costuma promover grandes festas. √Č divorciada, e por isso, recebe uma pens√£o gorda de seu ex-marido. Desde a separa√ß√£o, decidiu viver sem se apegar a relacionamentos est√°veis. Isso muda quando ela reencontra o padre Pedro, crush de sua inf√Ęncia, por quem acaba obcecada. O casal √© embalado pela m√ļsica¬†Imbranato, do Tiziano Ferro, que assim como o padre, tamb√©m √© italiano.
     
    A m√ļsica trata-se de uma declara√ß√£o de amor. Fala de um eu l√≠rico que insiste no amor de algu√©m, chegando ao ponto de gritar sobre isso. Resume bem todas as loucuras que Estela faz pra viver esse amor proibido. A can√ß√£o tornou-se um hit na It√°lia, Brasil e pa√≠ses hisp√Ęnicos. Gra√ßas a isso, ganhou uma vers√£o castelhana denominada¬†Alucinado. No Brasil, foi a 75¬™ m√ļsica mais tocada de 2003. (Desculpe se te amo e se nos conhecemos¬†/ H√° dois meses ou pouco mais¬†/ Desculpe se n√£o falo baixo¬†/ Mas se n√£o grito, morro¬†/ N√£o sei se sabe que te amo¬†/ Desculpe-me se rio, do embara√ßo, desisto¬†/ Olho pra ti fixamente e tremo¬†/ √Ä ideia de te ter ao meu lado¬†/ E me sentir somente teu¬†/ E estou aqui e falo emocionado¬†/ E sou um atrapalhado!).
     
     
    Raquel e Fred

    Raquel (Helena Ranaldi) e Fred (Pedro Furtado) (Foto: Divulgação/TV Globo)
     
    A trama, que seria polêmica nos dias atuais, fala de uma professora que se muda para o Rio de Janeiro para fugir de seu marido obsessivo Marcos (Dan Stulbach), mas acaba se apaixonando por um aluno que estuda no colégio em que trabalha: Fred.
     
    O casal era embalado por¬†I'm with You¬†da Avril Lavigne. A m√ļsica que est√° no bem sucedido √°lbum de estreia da cantora canadense ‚ÄstLet Go¬†‚Äď fala sobre uma pessoa que est√° perdida, sozinha, tentando entender a vida e busca conforto em algu√©m que n√£o conhece. A m√ļsica, casa perfeitamente o drama vivido pelo casal, que precisa lidar com a possessividade de Marcos para ficar junto. O Fred ser√° respons√°vel por dar apoio √† Raquel diante das agress√Ķes que ela sofre de seu marido. A m√ļsica alcan√ßou a 4¬™ posi√ß√£o da Billboard Hot 100 e a 13¬™ do Hot 100 canadense. No Brasil, a m√ļsica foi a 10¬™ mais tocada nas r√°dios, em 2003. (Est√° uma noite fria pra caramba¬†/ Tentando entender essa vida¬†/ Voc√™ n√£o vai me levar pela m√£o?¬†/ Me leve a algum lugar novo¬†/ Eu n√£o sei quem voc√™ √©¬†/ Mas eu, eu estou com voc√™¬†/ Eu estou com voc√™).
     
    A Raquel também tinha um tema próprio. Trata-se de Don't Know Why, da igualmente estreante, Norah Jones. O single de estreia da cantora americana foi um grande sucesso de críticas, tanto que acabou faturando 3 Grammy's em 2003: melhor gravação, melhor canção, e melhor performance vocal feminina. Além disso, a artista ainda faturou na mesma noite os prêmios de melhor álbum, artista revelação e melhor álbum pop. Quase uma Adele, não é mesmo?!
     
    Nos charts, a can√ß√£o n√£o teve um desempenho t√£o bom: alcan√ßou a 30¬™ posi√ß√£o na Billboard Hot 100 e foi a 107¬™ m√ļsica mais executada de 2003, no Brasil. (Esperei at√© ver o sol / N√£o sei por que eu n√£o fui / Te deixei onde voc√™ gosta de estar / N√£o sei por que eu n√£o fui / N√£o sei por que eu n√£o fui).
     
     
     
    Por hoje √© s√≥, meus consagrados!! Ainda tem muuuuuita m√ļsica boa pra falar nesta humilde coluna, mas n√£o quero deixar o texto cansativo. Ent√£o √© isso! Depois continuamos a revisitar a trilha sonora desse cl√°ssico!
    Espero que gostem, e não percam Mulheres Apaixonadas, de segunda à sábado às 23h e as 13h30, no Viva!

    • Otis
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    NOVO MUNDO: O Triste fim de Leopoldina que a novela n√£o mostrou

    A Rede Globo despediu-se da reprise de Novo Mundo nesta sexta-feira (28) com √™xito. A trama de Thereza Falc√£o e Alessandro Marson substituiu a in√©dita √Čramos Seis no momento em que o pa√≠s entrava na pandemia no novo coronav√≠rus e as grava√ß√Ķes de novelas haviam sido embargadas.
     
    Na √ļltima cena, a personagem Anna Millman (Isabelle Drummond) faz uma reflex√£o sobre os rumos que a trama tomou diante das expectativas dos personagens estrangeiros antes de desembarcarem no Brasil.
     
    "Hoje, olhamos para dentro de nós e descobrimos um Novo Mundo", finalizou a personagem caminhando invisível pela platéia que assistia a uma peça teatral. Leopoldina (Letícia Colin) e Dom Pedro I (Caio Castro) terminaram rindo, felizes da vida.
     
    O que pareceu o fim de um conto de fadas, na realidade foi um grande pesadelo para a Imperatriz do Brasil. Por isso, vamos desvendar agora, como foi o triste fim de Maria Leopoldina, quase um mártir da Independência do Brasil.
     
    Casamento conturbado
    Como todos n√≥s sabemos, o casamento de Dom Pedro e Maria Leopoldina nunca foram as mil maravilhas. As in√ļmeras amantes do imperador logo deixaram claro para Leopoldina que a conviv√™ncia com ele n√£o seria f√°cil.
     
    Em Novo Mundo, parte do relacionamento abusivo é mostrado: Dom Pedro desfruta de várias amantes durante os capítulos, com destaque para Domitila (Agatha Moreira) e sua irmã Benedita (Larissa Bracher), sendo que ambas engravidaram do imperador na vida real.
     
    De acordo com os relatos dos historiadores, Leopoldina teve que suportar as infidelidades e o temperamento violento do jovem imperador por toda a vida, realidade que a ficção não mostrou.
     
    O √°pice dos abusos de Dom Pedro foi trazer Domitila a corte, e fazer com que a amante convivesse com sua esposa no mesmo ambiente, e pior, com sua filha bastarda.
     

    Créditos: Reprodução/TV Globo
     
    √öltimos meses
    Se a novela se encerra por volta de 1824, nós vamos avançar ao ano de 1826, quando tudo desabou para Leopoldina.
     
    Grávida, depressiva, vítima de todos os tipos de violência, a imperatriz teve que engolir sua rival tornando-se Marquesa de Santos em 12 de outubro daquele ano.
     
    No dia 20 de novembro, antes de embarcar para o Sul, Dom Pedro exigiu que Leopoldina participasse com ele do rito "beija-m√£o" (cerim√īnia onde os nobres beijam na m√£o dos monarcas), junto a Domitila.
     
    Com a negativa de Leopoldina, Dom Pedro teria arrastado a esposa pelo palácio, agredindo-a com palavras e chutes em seu ventre, mesmo com avançado estado de gravidez.
     

    Créditos: Reprodução/TV Globo
     
    Triste fim
    A imperatriz, que h√° meses encontrava-se em grave processo de depress√£o e na 12¬™ semana de gravidez, teve a sa√ļde profundamente abalada. Em sua √ļltima carta √† irm√£ Maria Lu√≠sa, ela menciona um terr√≠vel atentado que sofrera pelas m√£os de seu marido na presen√ßa da amante.
     
    A carta, assinada na madrugada de 8 de dezembro de 1986 tamb√©m era uma despedida. Leopoldina teria um aborto espont√Ęneo tr√™s dias depois, morrendo por complica√ß√Ķes do parto mal sucedido.
     
    √Č muito difundida a vers√£o de que Maria Leopoldina teria morrido em consequ√™ncia das agress√Ķes desferidas contra si durante os acessos de raiva de seu marido, mas, nada foi comprovado oficialmente.
     
     
    A nova esposa
    Após a morte de Leopoldina, Dom Pedro iniciou uma busca para encontrar uma nova esposa, mas seu temperamento difícil havia se espalhado pelo mundo e ninguém queria casar-se com ele.
     
    Em 1829, Dom Pedro I casou novamente, dessa vez com a princesa Amélia de Leuchtenberg. Ele rompeu definitivamente com Domitila e prometeu a todos que tentaria ser a melhor pessoa possível, coisa que não havia sido com ex-mulher.
     
     

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    AN√ĀLISE: O xadrez de Maia e Alcolumbre

    Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre manobram pela recondução no comando das casas do Congresso Nacional
    Foto: Dida sampaio/Estad√£o

    N√£o √© incomum que, de tempos em tempos, as regras do jogo democr√°tico sejam revisadas pelos leg√≠timos representantes da na√ß√£o. Nossa jovem Constitui√ß√£o j√° foi emendada mais de uma centena de vezes, e uma quantidade consider√°vel dessas altera√ß√Ķes diz respeito √†s quest√Ķes eleitorais. A mudan√ßa mais substancial se deu quando a Constitui√ß√£o era ainda uma crian√ßa, aos 9 anos de idade.¬†

    O ent√£o Presidente da Rep√ļblica era Fernando Henrique Cardoso que, embalado pela conquista recente da estabilidade econ√īmica com o Plano Real, e cujos frutos come√ßavam a ser colhidos, achou justo permanecer no cargo por mais quatro anos, afinal, devia passar pelas suas m√£os a consolida√ß√£o da moeda que ele havia projetado anos antes.

    A emenda da reelei√ß√£o foi aprovada no Congresso Nacional sob elevad√≠ssimos custos pol√≠ticos. O segundo mandato de FHC se mostraria menos nobre que o primeiro, e uma conjuntura econ√īmica desfavor√°vel lhe custaria a sucess√£o nas elei√ß√Ķes de 2002, vencidas pelo Partido dos Trabalhadores. Salvo rar√≠ssimas exce√ß√Ķes, essa √© a m√°xima das reelei√ß√Ķes pa√≠s a fora, em todos os n√≠veis.

    √Č com base nesse artif√≠cio constitucional que os atuais presidentes da C√Ęmara dos Deputados e do Senado Federal buscam uma esp√©cie de ‚Äúreconsidera√ß√£o jur√≠dica‚ÄĚ. Rodrigo Maia (DEM/RJ) e Davi Alcolumbre (DEM/AP) precisam do aval interpretativo do Supremo Tribunal Federal para concorrerem √† reelei√ß√£o na chefia das casas do Congresso Nacional, ainda que a decis√£o insurja claramente contra o artigo 57, ¬ß 4¬ļ da Constitui√ß√£o Federal, que estabelece a dura√ß√£o dos mandatos das Mesas e veda a recondu√ß√£o para o mesmo cargo na elei√ß√£o imediatamente subsequente. N√£o cabe interpreta√ß√£o. Est√° expl√≠cito.

    O caso de Rodrigo Maia √© ainda mais absurdo. Maia foi eleito presidente-interino para cumprir o restante do mandato ap√≥s a cassa√ß√£o de Eduardo Cunha (MDB/RJ). Ele assumiu a cadeira em 14 de julho de 2016. No in√≠cio do ano seguinte, o parlamentar fluminense se utilizou de uma brecha constitucional para ser reeleito, justificando que seu mandato era t√£o somente uma esp√©cie de ‚Äútamp√£o‚ÄĚ e que a veda√ß√£o a reelei√ß√£o da presid√™ncia da casa, ali, deveria ser atribu√≠da ao antecessor. Dessa forma, Maia foi reeleito amparado numa liminar expedida, √† √©poca, pelo ministro Celso de Mello, do STF. E ficou por isso mesmo.
     
    No in√≠cio do ano passado, com nova legislatura ‚Äď o per√≠odo de quatro anos √© compreendido como ‚ÄúLegislatura‚ÄĚ e √© dividido em duas sess√Ķes legislativas ordin√°rias, de dois anos cada ‚Äď Maia, foi reconduzido pela terceira vez ao cargo de presidente da C√Ęmara dos Deputados. E agora quer ficar mais dois anos, com uma desculpa ainda mais esfarrapada: quer fazer valer a interpreta√ß√£o inserida na √©poca de Fernando Henrique ‚Äď espec√≠fica para o Presidente da Rep√ļblica, portanto ‚Äď tamb√©m aos chefes do Poder Legislativo.

    Davi Alcolumbre tem uma situa√ß√£o mais simples, mas todos n√≥s nos lembramos da cena vexat√≥ria que foi a chamada ‚Äúsess√£o preparat√≥ria‚ÄĚ do Senado Federal, e que acabou por eleg√™-lo presidente da nossa c√Ęmara alta. Alcolumbre sentou-se na poltrona central da mesa do Senado Federal e foi tocando a sess√£o ao sabor dos seus humores. Ele n√£o devia presidir aquela sess√£o ‚Äď o regimento estabelece que o senador mais antigo, que n√£o esteja almejando o cargo de presidente do Senado Federal, conduza a sess√£o preparat√≥ria.

    O imbr√≥glio se deu por dois dias. Tempo suficiente para que Alcolumbre virasse os ventos a seu favor. Se n√£o tivesse tomado a atitude tir√Ęnica de sentar-se √† mesa para presidir a sess√£o preparat√≥ria, o senador em primeiro mandato teria sido tragado pela candidatura do experiente colega Renan Calheiros (MDB/AL).¬†
     

    Davi Alcolumbre com cédula de votação na confusa eleição para a presidência do Senado Federal
    Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo
     
    O voto dos senadores foi realizado em c√©dulas de papel, e a situa√ß√£o chegou ao ponto m√°ximo de, durante a apura√ß√£o do resultado, ser necess√°ria a realiza√ß√£o de outro pleito porque simplesmente havia um voto a mais a ser contabilizado. Isso tudo se deu num plen√°rio fechado, cercado de c√Ęmeras, sob os olhos do pa√≠s e com uma comiss√£o fiscal improvisada pr√≥ximo √† urna de madeira posta sobre a mesa diretora.

    Em favor dos pretendentes no Congresso Nacional est√° o fato de termos na Presid√™ncia da Rep√ļblica um populista da pior estirpe, que flerta com a ruptura institucional sempre que pode. Mat√©ria recente da Revista Piau√≠ deixou claro que o presidente Jair Bolsonaro pensou sim em invadir o Supremo Tribunal Federal com homens trajando verde oliva, num golpe vintage das d√©cadas de 60 e 70.

    Maia e Alcolumbre s√£o vistos como timoneiros de um barco democr√°tico corro√≠do, oxidado e cujos movimentos em mar tormentoso s√£o lentos e nada assertivos. Eles representam o farol democr√°tico e a lucidez pol√≠tica em tempos de incerteza. Mant√™-los no comando do Congresso Nacional seria, sobretudo, uma inje√ß√£o de distens√£o nas pretens√Ķes golpistas de Bolsonaro e seus ministros mais pr√≥ximos a esse sentimento ‚Äď pois, saibam que eles ainda n√£o desistiram de tomar de assalto a Rep√ļblica.
     

    Rodrigo Maia chora ao ser reeleito presidente da C√Ęmara dos Deputados
    Foto: Adriano Machado/Reuters
     
    Mas a situa√ß√£o √© delicada. Principalmente se Rodrigo Maia for encaminhado ao quarto mandato consecutivo como Presidente da C√Ęmara dos Deputados, n√£o ser√° meramente figurativa a ideia de que ele tenha se tornado uma esp√©cie de ‚ÄúPrimeiro Ministro‚ÄĚ. Se isso ocorrer, poderemos dizer com todas as letras que o Brasil transcendeu, sob uma manobra jur√≠dica, para o semipresidencialismo.¬†

    Dentro da C√Ęmara, o democrata √© quase uma unanimidade. Det√©m para si o poder de agenda e atua como articulador-em√©rito do Governo nos momentos mais cr√≠ticos. Recentemente apagou um imenso inc√™ndio iniciado no Senado Federal com a manuten√ß√£o do veto ao reajuste de carreiras p√ļblicas tidas como essenciais no combate √† pandemia.

    No caso de Alcolumbre, a situa√ß√£o √© um pouco mais delicada. O presidente do Senado Federal ainda goza de algum prest√≠gio, mas perdeu a ampla maioria que esperava ver uma oxigena√ß√£o nos √Ęnimos da casa mais elevada do nosso parlamento. Dentro do Senado existem fac√ß√Ķes contr√°rias ao presidente, um grupo minorit√°rio, mas muito barulhento. Nesse sentido, ele precisar√° dar um passo na dire√ß√£o do Pal√°cio do Planalto para que o Executivo o auxilie na forma√ß√£o de uma maioria que assegure a sua leg√≠tima reelei√ß√£o.

    Hoje a Advocacia do Senado, órgão de caráter estritamente técnico, emitiu parecer dizendo que a reeleição é uma questão interna corporis. Esse documento é mais uma ferramenta de pressão ao Supremo, uma vez que não há garantias que a maioria da corte vote em favor da reeleição dos presidentes. 

    A depender do resultado, podemos assistir o disparo de mais uma crise institucional de graves consequ√™ncias para o pa√≠s. Arriscar qualquer palpite nessas condi√ß√Ķes √© ser leviano ‚Äď para dizer o m√≠nimo.

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    AN√ĀLISE: Piores problemas de Fina Estampa s√£o ignorados por √≥dio ao Cr√ī

    O Cr√ī, al√©m de ser um personagem gay com destaque, por mais que seja chaveiro da Tereza Cristina, tem at√© um pouco de empoderamento. Ele nunca deixa ofenderem ele sem enfrentar, defende a Celeste das agress√Ķes, bate de frente e sempre responde a homofobia do Baltazar √†¬†altura. Fala o que quer na cara dele, mesmo enquanto ele surta, e t√° nem a√≠. O problema √© de fato ele n√£o ter uma hist√≥ria pr√≥pria, mas ele praticamente coprotagoniza todos os n√ļcleos que participa.¬†
     
    A maior problem√°tica da novela, que merecia o destaque que d√£o √†s cr√≠ticas sobre o mordomo, √© o Baltazar. √Č podre o quanto ele vai ganhando at√© contornos de her√≥i com o decorrer da novela. Relacionamento abusivo com agress√Ķes f√≠sicas naturalizado (e pra coroar com toque rom√Ęntico com aquela trilha horr√≠vel: 'Quando a gente fica junto tem briga, quando a gente se separa, saudade'), homofobia, machismo, a agressividade sem controle. Por sinal, o Cr√ī √© o √ļnico personagem que afronta ele (ao mesmo tempo que tem essa rela√ß√£o estranh√≠ssima de ~amizade~). Outro dia passou o pior cap√≠tulo da novela pra mim, que foi um dia que o Baltazar quase bateu na Celeste por ela estar maquiada (um dos dias que o Cr√ī interviu, por sinal) e na cena seguinte eles estavam transando com trilha rom√Ęntica e ele dizendo coisas como "voc√™ gosta quando eu fico assim" pra Celeste. Ela no m√°ximo diz: "voc√™ precisa mudar esse jeito agressivo :(" kkkk um homem que j√° agrediu a mulher √© tratado quase como n√ļcleo de humor. Ele s√≥ se descontrola!
     
    Quarta-feira (26/08/2020) foi outro cap√≠tulo que ele apareceu com tom de her√≥i/protagonista depois de entrar quebrando a pens√£o l√° e quase morrido porque a Sol perdeu a virgindade. Depois chorou, recebeu uma li√ß√£o do Cr√ī (!) pra deixar de ser assim, tudo normalizado. A√≠ o namorado da Sol pediu ela em casamento, uma menina que t√° na escola ainda.
     
    Agora a milit√Ęncia sobre o personagem ganha at√© mat√©ria nos portais, as pessoas v√£o no twitter discutir com o Aguinaldo falando do Cr√ī, v√£o nas redes sociais do Marcelo Serrado, enquanto um neg√≥cio desses passa em branco. Perto disso, o Cr√ī √© inofensivo. E isso pra falar de s√≥ um caso que √© muito mais problem√°tico. Poderia falar tamb√©m do Quinz√© que √© super machista "mas bonzinho", por exemplo. As pessoas precisam desapegar do Cr√ī na hora de criticar Fina Estampa.
     
    Crédito da imagem: TV Globo/Alex Carvalho

    • Marc
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