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pesquisa ESTADÃO Primeiro ano de Bolsonaro é similar ao de Collor


pedro22
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https://arte.estadao.com.br/politica/jair-bolsonaro/monitor-popularidade/

 

COMPARAÇÃO DA POPULARIDADE DO BOZO COM OUTROS PRESIDENTES

 

A pesquisa Ibope mais recente foi feita no 12º mês de mandato de Bolsonaro e revelou que a taxa de satisfação* com o presidente é de 29%, empatada na margem de erro com a de Fernando Collor (27%) no mesmo período.

 

Ao final do primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro, a taxa de satisfação com o governo (porcentual da população que considera a gestão do País boa ou ótima) é quase a mesma do ex-presidente Fernando Collor no mesmo período.

A série histórica de pesquisas Ibope mostra que as semelhanças não se limitam ao porcentual de avaliações positivas que Bolsonaro e Collor exibiam depois de praticamente 365 dias no poder. A evolução – ou reversão – de seus números segue um ritmo parecido.

Os dois começaram o mandato com uma taxa de satisfação pouco inferior a 50%, mas esta logo diminuiu. As pesquisas evidenciaram quedas incisivas perto dos quatro meses de gestão: um recuo de 12 pontos porcentuais no caso de Collor e de 14 no caso de Bolsonaro. Depois dos desmoronamentos, não vieram recuperações sólidas, mas sim tropeços e soluços.

Eleito em 1989, o político alagoano anunciou uma série de reformas econômicas logo no dia seguinte à posse. Entre as intervenções do pacote que ficou conhecido como Plano Collor estava o confisco das cadernetas de poupança da população. As medidas iniciaram uma crise política que culminou no afastamento do presidente ao fim de 933 dias de governo.

Bolsonaro não congelou o dinheiro dos brasileiros, mas viu sua aprovação derreter de maneira semelhante. Ele, seus filhos e seus ministros foram personagens de crises diplomáticas, guerras culturais e investigações.

Crises

Deixando as semelhanças com Collor de lado, a atual avaliação positiva de Bolsonaro é comparável à de outros governos apenas em momentos mais avançados do mandato presidencial, geralmente durante crises políticas agudas.

Dilma Rousseff, por exemplo, só atingiu esse patamar durante os protestos de junho de 2013, com dois anos e meio de mandato. No mês seguinte às manifestações, as taxas somadas de "ótimo" e "bom" de seu governo caíram de 55% para 31%.

Até mesmo Luiz Inácio Lula da Silva, que ao terminar o segundo mandato foi chamado de "político mais popular da terra" pelo ex-presidente americano Barack Obama, já viu sua avaliação positiva cair ao patamar de Bolsonaro – e duas vezes.

A primeira foi em junho de 2004, com pouco mais de um ano e seis meses de governo. No mês anterior, o petista havia concedido um reajuste de R$ 20 no salário mínimo: 1,73% acima da inflação acumulada da época, mas abaixo das expectativas criadas após sua eleição. A segunda crise veio na metade de 2005, em meio ao escândalo do Mensalão.

Com a reeleição no ano seguinte, a popularidade do ex-sindicalista começou a subir de forma quase contínua. No fim de 2009, Lula chegou a 80% de avaliações positivas, melhor desempenho de um presidente em todo o ciclo iniciado após o fim da ditadura militar.

Dilma não seguiu a mesma trajetória. A partir de junho de 2013, sua aprovação seguiu oscilando entre 30% e 40%, mesmo após conseguir a reeleição em 2014. Em 2015, depois de praticar uma política econômica contrária à que defendeu na campanha, sua taxa de satisfação desceu para perto de 10%, onde se manteve até o impeachment.

 

 

Edited by pedro22
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Eu acredito que são personagens e tempos muito diferentes

 

Difícil criar um paralelo

 

Collor nao era um populista e não havia redes sociais naquela época 

 

Collor era um burocrata no estilo Temer 

 

Bolsonaro é uma versão do PT ao avesso que usa segmentos da sociedade, como os evangélicos e policiais, para segurar sua popularidade em 30% 

 

Apesar de haver isolamento político e distanciamento do Congresso, Bolsonaro construiu uma narrativa que por enquanto é bem aceita pelos convertidos

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  • 2 weeks later...
Em 23/12/2019 at 18:44, Gato disse:

Eu acredito que são personagens e tempos muito diferentes

 

Difícil criar um paralelo

 

Collor nao era um populista e não havia redes sociais naquela época 

 

Collor era um burocrata no estilo Temer 

 

Bolsonaro é uma versão do PT ao avesso que usa segmentos da sociedade, como os evangélicos e policiais, para segurar sua popularidade em 30% 

 

Apesar de haver isolamento político e distanciamento do Congresso, Bolsonaro construiu uma narrativa que por enquanto é bem aceita pelos convertidos

Exato. O bolso é de direita. É o oposto da esquerda que tínhamos.

 

É sem noção qualquer comparação com o Collor.

 

Eu acho o Bolsonaro muito forte no eleitorado, principalmente na internet. O poder que ele tem impressiona. Eu não via alguém assim com tanta força desde o primeiro mandato do Lula. Mesmo que as pesquisas indiquem que possa estar perdendo força, na verdade eu enxergo uma consolidação da direita. Acho que o Bolsonaro se reelege se não fizer nenhuma besteira.. mas já tem um nome da direita que poderia ameaçá-lo que é o Sérgio Moro.

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