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Jupa

Carnaval 2020 | Viradouro campeã do Carnaval RJ

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Minha análise sobre a segunda noite:

 

PÉROLA NEGRA:

As limitações financeiras evidentes não impediram a escola de fazer uma apresentação digna, mesmo que o samba mediano não tenha rendido tanto quanto poderia. Fantasias. em conjunto, irregulares, mas é preciso levar em conta a enchente que ocorreu - a da bateria, por exemplo, estava simples e bonita. O mesmo pode ser dito das alegorias, cujo padrão decaiu ao longo do desfile, culminando em soluções repetitivas. Evolução problemática pode prejudicar a escola, que não manteve muita constância ao se apresentar.

 

COLORADO DO BRÁS:

O samba oba-oba cumpriu bem seu papel e animou bastante a escola, que trouxe uma versão própria da história de Sebastião. Apesar de ser totalmente deja vu, achei a Comissão de Frente bem executada. Fantasias coloridas e agradáveis aos olhos. Senti falta de uma melhor iluminação na parte superior do abre-alas e na onda traseira do carro 5.

 

GAVIÕES DA FIEL:

Em termos de samba, a escola deixou muito a desejar, considerando as seguintes constatações:

a) uso excessivo de rimas terminadas em "ar" (eternizar, apagar, sonhar, separar, mergulhar, arrepiar, amar, ar, negar);

b) emprego de expressões muito genéricas no trecho "É, não existem fronteiras/Nem mesmo barreiras vão nos separar/Se a vida imita a arte/Numa doce ilusão vou mergulhar".

Durante a apresentação da Comissão de Frente, dois integrantes estavam com a capa da indumentária caindo, sendo que uma delas permaneceu caída no chão, prejudicando o visual. Na ala Tiradentes, a bandeira de um componente estava quase caindo. A iniciativa de utilizar vários tripés é elogiável, mas em nada agregou na explicação do confuso enredo - no tripé O Mágico de Oz, o cinto que segurava uma das personagens estava muito evidente e parecia estar se desprendendo.

 

MOCIDADE ALEGRE:

Embalada por um bom samba, a Morada fez sua melhor apresentação dos últimos anos, agora com maior equilíbrio entre critérios plásticos e musicais. O único percalço evidente que observei foi a evolução acelerada - aos 41 minutos de desfile, o último carro já estava na linha que identifica o meio da pista. A condução do enredo, que é complexo, me agradou bastante.

 

ÁGUIA DE OURO:

O samba até tenta provocar um momento de explosão, mas isso não acontece. Mesmo assim, a comunidade embarcou na proposta e cantou. Destaque para a beleza da maior parte das fantasias, característica marcante do carnavalesco.

Achei a bateria menos ousada que as demais, no entanto. Penso que as alegorias conseguiram retratar o enredo, mas destaco negativamente a concepção do carro 4, que foi concebido em formato pouco criativo.

 

VILA MARIA:

Querendo ou não, o samba da escola explica adequadamente o péssimo enredo. Quanto ao conjunto alegórico, percebi uma queda considerável setor após setor, evidenciada no carro 3 - o mesmo era de difícil entendimento e teve problema grave de acabamento - além de um problema no telão do piso do carro 2. A última alegoria deixou a sensação de que poderia ter sido melhor executada, e não surpreendeu. Algumas fantasias estavam muito interessantes e chamativas, outras, nem tanto. Destaque para a excelente bateria. Creio que o rebaixamento faria um bem enorme para a escola.

 

ROSAS DE OURO:

Minha escola teve algo que faltou em quase todas as favoritas: um ótimo samba, que foi cantado com uniformidade, a exemplo dos ensaios técnicos. Um dos pontos altos do desfile foi a Comissão de Frente, criativa e envolvente. Bom conjunto de fantasias, pertinente à setorização de cada ala. Percebi rasuras e/ou manchas nas alegorias 1, 2 e 3, sendo que o rolo compressor e a plataforma com o nome da escola não giraram como previa-se. Uma das telas de televisão da alegoria 4 estava com problema de acabamento. Bateria, como sempre, fez uma excelente performance.

 

 

Edited by 821
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Sim, mas tem umas 4 em pé de igualdade pra competir.

Edited by Marquinhos C.

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Muito triste a situação da Império Serrano na série A do carnaval carioca. Triste demais em como a Império chegou nessa situação. Imperatriz volta ao especial sem grandes dificuldades. 

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Ordem e horário dos desfiles de hoje na Sapucaí 

 

21:30 - Estácio de Sá

22:40 - Viradouro

23:50 - Mangueira

01:00 - Tuiuti

02:10 - Grande Rio

03:20 - União da Ilha

04:30 - Portela 

 

O horário pode sofrer alterações. 

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Prêmio SRzd - Série A

 

MELHOR ESCOLA: Imperatriz Leopoldinense
MELHOR CARNAVALESCO: Unidos de Padre Miguel (Fábio Ricardo)
MELHOR COMISSÃO DE FRENTE: Imperatriz Leopoldinense
MELHOR CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: Imperatriz Leopoldinense (Thiaguinho Mendonça e Rafaela Theodoro)
MELHOR ENREDO: Inocentes de Belford Roxo
MELHOR SAMBA-ENREDO: Santa Cruz
MELHOR INTÉRPRETE: Unidos de Padre Miguel (Diego Nicolau)
MELHOR BATERIA: Inocentes de Belford Roxo
MELHOR ALA DE PASSISTAS: Império da Tijuca
MELHOR ALA DE BAIANAS: Imperatriz Leopoldinense
PRÊMIO ESPECIAL: Ala de baianas do Império Serrano

 

https://www.srzd.com/carnaval/rio-de-janeiro/premio-srzd-carnaval-2020-vencedores-serie-a/

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tô simplesmente apaixonado pelo desfile da Estácio, que lindo! um espetáculo pros olhos!

 

Rosa Magalhães gênia

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Desfile das escolas do carnaval 2020 no Rio

 

 

Horário dos desfiles do carnaval 2020 no Rio

Horário Domingo (23) Segunda (24) Sábado das Campeãs (29)
21:30 Estácio de Sá São Clemente 6° Colocada
entre 22:30 e 22:40 Viradouro Vila Isabel 5° Colocada
entre 23:30 e 23:50 Mangueira Salgueiro 4° Colocada
entre 00:30 e 01:00 Paraíso do Tuiuti Unidos da Tijuca 3° Colocada
entre 01:30 e 02:10 Grande Rio Mocidade 2° Colocada
entre 02:30 e 03:20 União da Ilha Beija-Flor 1° Colocada
entre 03:30 e 04:30 Portela - -

 

Link da Transmissão ao Vivo:  https://globoplay.globo.com/busca/?q=globo ao vivo agora | https://multicanais.com/globo-ao-vivo-online-hd/

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A Marquês de Sapucaí será tomada por sambas-enredo de forte crítica social no Carnaval 2020 do sofrido Rio de Janeiro
 

São Paulo – A campeã do ano passado volta para a avenida com tudo no carnaval do Rio de Janeiro em 2020. A Mangueira, terceira escola da primeira noite dos desfiles (domingo, 23), traz para a Marquês de Sapucaí mais um samba com forte crítica social. O enredo A Verdade vos Fará Livre retrata a violência que extermina o povo favelado, agravada pelos governos de Wilson Witzel e de Jair Bolsonaro.

 

Favela, pega a visão:
Não tem futuro sem partilha
Nem messias de arma na mão…

 

Os compositores Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo também participaram da autoria do enredo História pra Ninar Gente Grande, que levou a Mangueira ao seu 20º título no ano passado. 

 

“O grande homenageado da Mangueira é Jesus Cristo, que luta pela partilha e pela fraternidade”, afirma Manu da Cuíca em entrevista ao site Carnavalesco. “Com certeza, ele aprovaria uma disputa como essa, aprovaria uma escola espetacular que trate a favela como um ato de sobrevivência, especialmente com esse governo que mais mata favelados, e o samba mostra que estamos vivos”, diz a sambista.

 

Confira clipe do samba da Mangueira 2020

 

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Samba com respeito

A Estácio de Sá, que abrirá os desfiles do Grupo Especial no domingo (23), a partir das 21h30, fala do garimpo e dos estragos que produz país afora. Um trecho do samba composto por Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro e Dudu Miller lembra:

 

“O garimpo traz o ouro a cobiça dos mortais
Peneirar, peneirar
Devastando a natureza no Pará dos Carajás
Da lua, de Jorge, eu vejo o planeta azul chorar”

 

A Viradouro entra em seguida, por volta de 22h30, e em tempos sombrios de racismo e ataques à cultura, homenageia As Ganhadeiras de Itapuã. A música de Dadinho, Fadico, Rildo Seixas, Manolo, Anderson Lemos, Carlinhos Fionda e Alves fala do grupo musical baiano que surgiu dos cantos, danças e crenças das lavadeiras do litoral baiano.

 

Ora yê yê o oxum! Seu dourado tem axé
Fiz o meu quilombo no Abaeté
Quem lava a alma desta gente veste ouro
É Viradouro! É Viradouro!

Levanta preta que o Sol tá na janela
Leva a gamela pro xaréu do pescador
A alforria se conquista com o ganho
E o balaio é do tamanho do suor do seu amor

 

O samba da Grande Rio, assinado por Deré, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro e Toni Vietnã, leva para a avenida outro tema super atual: o da tolerância religiosa. A escola que entra na Sapucaí na madrugada de domingo para segunda-feira (23/24), avisa:

Grande Rio é Tata Londirá


Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé
Eu respeito seu amém
(Você respeita meu axé)

Espírito crítico

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Sensação dos últimos carnavais, Tuiuti vem com samba de Moacyr Luz (Fernando Grilli/Riotur)

O tom crítico segue como marca da Paraíso do Tuiuti, que toma a avenida logo depois da Mangueira. O enredo fala do encontro entre São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, e Sebastião I, monarca português morto em batalha no norte da África. E traça um paralelo com a situação atual do país. No samba de Moacyr Luz, Cláudio Russo, Aníbal, Júlio Alves, Pier e Tricolor, devoção e amor pela sofrida cidade maravilhosa.

 

Rio, do peito flechado
Dos apaixonados
Rio-batuqueiro
Oxóssi, orixá das coisas belas
Guardião dessa aquarela
Salve o Rio de Janeiro!
Orfeus tocam liras na favela
A cidade das mazelas
Pede ao santo proteção
Grito o teu nome no cruzeiro
Ó padroeiro! Toda minha devoção!

 

A União da Ilha, penúltima na madrugada de domingo para segunda-feira no carnaval do Rio 2020, traz para a avenida as falsas promessas de políticos e poderosos. Os autores, Marcio André, Marcio André Filho, Rafael Prates, J Alves, Daniel e Marinho, cantam o talento de quem vive nas comunidades, cresce e se desenvolve a despeito de todo o abandono.

 

Eu sei o seu discurso oportunista
É a ganância, hipocrisia
O seu abraço é minha dor (seu doutor)
Eu sei que todo mal que vem do homem
Traz a miséria e causa fome
Será justiça de quem esperou
O morro desce o asfalto e dessa vez
Esquece a tristeza agora

Pioneirismo e tradição

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Portela, que voltou a gritar “é campeã” em 2017, lembrará os primeiros habitantes do Rio

A Portela, pioneira do carnaval do Rio de Janeiro há 97 anos – junto com Mangueira e Deixa Falar – encerra o primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial. Campeão em 2017 depois de 32 anos de jejum, a escola é esperada entre 3h30 e 4h30. O samba de  Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, José Carlos, Zé Miranda, Beto Aquino, Pecê Ribeiro, D’Sousa e Araguaci, lembra os indígenas, primeiros habitantes do Rio, com o enredo Guajupiá, Terra Sem Males.

 

Nossa aldeia é sem partido ou facção
Não tem bispo, nem se curva a capitão
Quando a vida nos ensina
Não devemos mais errar

Poesia protesto

O Grupo Especial retoma o desfile do carnaval 2020 do Rio de Janeiro na noite de segunda-feira (24). E seguem os protestos diante da situação do país.

 

A São Clemente é a primeira. O samba do humorista Marcelo Adnet, com André Carvalho, Gabriel Machado, Pedro Machado, Gustavo Albuquerque, Camilo Jorge, Luiz Carlos França e Raphael Candel usa a irreverência para falar das falcatruas que grassam Brasil afora.

 

Na virtual roleta da desilusão
Brasil, compartilhou, viralizou, nem viu!
E o país inteiro assim sambou
‘Caiu na fake news!’
Meu povo chegou ôô!
A maré vai virar, laiá!”

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Inspiração indígena na criação de Brasília está no enredo da Vila Isabel (Eduardo Holanda/Divulgação Vila Isabel)

Para o desfile da Vila Isabel, que entra na avenida por volta de 22h30, Cláudio Russo, Chico Alves e Júlio Alves compuseram um samba homenagem à capital do país, como lenda indígena. Brasília é uma cidade construída pelas mãos do povo sofrido. 

Sertanejo em romaria é mais forte que mandinga
Assim nasceu a flor do cerrado
Quando um cacique inspirado
Olhou pro futuro
E mandou construir
Brasília joia rara prometida

 

arte do primeiro palhaço negro do Brasil é o tema do Salgueiro, a terceira na Sapucaí na segunda-feira. O samba de Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino homenageia Benjamin de Oliveira – primeiro palhaço negro do Brasil, e também compositor, cantor e ator – nos 150 anos do seu nascimento.

 

Salta, menino!
A luta me fez majestade
Na pele, o tom da coragem
Pro que está por vir…
Sorrir e resistir!

 

A Unidos da Tijuca deve entrar na avenida já na virada para o dia 25, depois de 0h30. O samba composto por Jorge Aragão, Fadico, André Diniz, Totonho e Dudu Nobre promete emocionar com a homenagem às belezas de um Rio de Janeiro tão sofrido.

 

Lágrima desce o morro
Serra que corta a mata
Mata, a pureza no olhar
O Rio pede socorro
É terra que o homem maltrata
E meu clamor abraça o Redentor
Pra construir um amanhã melhor
O povo é o alicerce da esperança

 

A penúltima no segundo dia do desfile das escolas de samba do Rio é a Mocidade Independente de Padre Miguel. A “deusa” cantora Elza Soares e sua vida de luta estão no samba composto por Sandra de Sá, DR Márcio, Igor Vianna, Jefferson Oliveira, Prof. Laranjo, Renan Diniz, Solano Santos e Telmo Augusto.

 

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“É deusa! Merece todas as homenagens”, diz a rainha da bateria, Giovana Angélica, ao tietar Elza Soares, homenageada da Mocidade (Ygor Marques / Divulgação)

Brasil
Esquece o mal que te consome
Que os filhos do Planeta Fome
Não percam a esperança
Em seu cantar
Ó, nega!

 

A Beija-Flor fecha o desfile do Carnaval do Rio 2020 com o samba de Magal Clareou, Diogo Rosa, Júlio Assis, Jean Costa, Dario Jr. e Thiago Soares. Se essa rua fosse minha fala dos caminhos percorridos pela humanidade até chegar ali, à Sapucaí.

Por mais que existam barreiras
Eu vim pra vencer no teu ninho
É bom lembrar, eu não estou sozinho
Ê laroyê ina Mojubá
Adakê Exu ôôô
Segura o povo que o povo é o dono da rua”

 

https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2020/02/escolas-de-samba-carnaval-2020-rio-desfilam-critica-social/

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