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Apple TV+ e o streaming 2.0


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Mais cedo estava lendo um artigo da VOX (link abaixo) que o autor discorria sobre como a Apple TV+ saiu de "patinho feio" do streaming para, na opinião dele (e, talvez da minha), o melhor serviço de streaming atual. 

 

A explicação mais lógica, claro, é um conteúdo pequeno, mas de excelência. Uma total contrapartida ao modelo Netflix. Algo como a HBO fazia, mas, sinto, vai perder com o investimento massivo (e quase desesperador) da AT&T na HBO Max.

 

"Mas esse tipo de abordagem com curadoria leva a programas mais consistentemente agradáveis."

 

Menos lógico, porém, é o efeito da ausência de grandes franquias. Isso obriga a Apple TV+ a ser original. 

 

"A Apple TV + não tem escolha a não ser buscar suas ideias em outro lugar. Quando você combina esse desafio com seu foco na criação de menos programas de sucesso de forma mais consistente, parece mais provável que ele dê luz verde a projetos emocionantes e originais que não se parecem com outras coisas na TV. Diga o que quiser sobre o drama de terror gótico e schlocky de M. Night Shyamalan, Servant , mas é difícil compará-lo com qualquer outra coisa no ar agora."

 

De fato, Ted Lasso, Dickinson, For All Mankind e Little America são as melhores coisas que vi esse ano. Home Before Dark, embora não seja totalmente original, é absolutamente encantador. Wolfwalkers é a melhor animação original do ano, aliás. 

 

"Mas fazer um número menor de programas, com base em ideias mais recentes, é uma maneira inteligente de construir um serviço de streaming com o objetivo de se destacar no longo prazo, especialmente se esses programas vêm de vozes criativas que podem trazer novas perspectivas para o ar."

 

Para esse ano, ainda temos o drama The Mosquito Coast; Lisey's Story, de Stephen King, com Julianne Moore; Foundation, que pode ser uma sensação de ficção científica; além dos filmes CODA e Killers of The Flower Moon (do Scorceese).

 

Enfim, Apple TV+ se tornou, para mim, uma experiência agradável, enquanto a Netflix se tornou um antro de séries e filmes originais lamentáveis. Acredito que, nos próximos tempos, tenhamos uma era de streamings mais "premium", com uma experiência menos frustrante.

 

Boatos grandes, aliás, que a Amazon pretende abandonar seu catálogo externo e apostar em curadoria, dado os novos chefes do PrimeVideo e acordos recentes, como o do Donald Glover e os criadores de Westworld. É só o tempo de The Boys ganhar irmãos de sucesso, incluindo A Roda do Tempo e O Senhor dos Anéis. 

 

https://www.vox.com/culture/2021/4/6/22360749/apple-tv-plus-programming-streaming-ted-lasso-for-all-mankind-dickinson

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6 minutos atrás, sergioc disse:

Mas todo mundo sabia que o excesso de produções originais seria a decaída da Netflix. 

Por mais que queiram culpar os outros serviços e etc,a única responsável por cada dia ter menos prestígio é a própria Netflix. 

Exatamente... A Netflix vai se lascar demais com o tamanho desse catalogo impagável e divida gigantesca. Eu vejo muito o Amazon Prime e Apple se saindo bem melhor mesmo com o modelo curadoria.

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De fato, desde que a AT&T comprou a Warner, eles já tinham decidido, antes mesmo do HBOMax, em massificar a audiência do HBO, trocando um dia com um sucesso de público e crítica por vários dias na semana com produtos novos e originais. Lembro até hoje disso que li no passado. Talvez o HBOMax persiga isso também, assim como a Netflix.

 

Massss eu não sei se concordo se esse de fato é o futuro do streaming e o segredo do sucesso a longo prazo. Isso porque volume conta muito quando você mesmo está procurando por algo para assistir. Se já ter ofertas limitadas numa programação linear faz você repensar a assinatura, imagina pagar por um serviço com 10 produções. Para o público em geral, isso não rola. O próprio pacote linear da HBO perdeu muito prestígio justamente ao perder conteúdos para o Telecine no passado, mesmo mantendo séries originais de elevado padrão.

 

Eu sinceramente não vejo uma pessoa que fale que assine e assista algo da AppleTV+. Obviamente leva tempo e de fato eles podem alçar o posto que já foi da HBO um dia, de conteúdo premium, e talvez seja esse o segredo pra Apple, que sempre se baseou na premissa de oferta premium de produtos e serviços.

 

Vale lembrar apenas que é mais um serviço que não se paga, já que a maior parte dos usuários tem por oferta de 1 ano grátis ao comprar um produto da empresa.

 

Enfim, tem muita água pra rolar nesse mercado, que vai se transformar muito mais ainda, já que ele hoje não abrange completamente soluções de monetizar off conteúdo, já que infraestrutura e produção custam caro e só assinaturas não são suficientes, vide exemplo da líder Netflix, então ainda teremos um caminho descobrindo como a publicidade será inserida nesses streamings e como isso vai afetar os preços, os faturamentos e lucros, e em especial, a experiência do usuário.,

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11 minutos atrás, C A R L O S disse:

De fato, desde que a AT&T comprou a Warner, eles já tinham decidido, antes mesmo do HBOMax, em massificar a audiência do HBO, trocando um dia com um sucesso de público e crítica por vários dias na semana com produtos novos e originais. Lembro até hoje disso que li no passado. Talvez o HBOMax persiga isso também, assim como a Netflix.

 

Massss eu não sei se concordo se esse de fato é o futuro do streaming e o segredo do sucesso a longo prazo. Isso porque volume conta muito quando você mesmo está procurando por algo para assistir. Se já ter ofertas limitadas numa programação linear faz você repensar a assinatura, imagina pagar por um serviço com 10 produções. Para o público em geral, isso não rola. O próprio pacote linear da HBO perdeu muito prestígio justamente ao perder conteúdos para o Telecine no passado, mesmo mantendo séries originais de elevado padrão.

 

Eu sinceramente não vejo uma pessoa que fale que assine e assista algo da AppleTV+. Obviamente leva tempo e de fato eles podem alçar o posto que já foi da HBO um dia, de conteúdo premium, e talvez seja esse o segredo pra Apple, que sempre se baseou na premissa de oferta premium de produtos e serviços.

 

Vale lembrar apenas que é mais um serviço que não se paga, já que a maior parte dos usuários tem por oferta de 1 ano grátis ao comprar um produto da empresa.

 

Enfim, tem muita água pra rolar nesse mercado, que vai se transformar muito mais ainda, já que ele hoje não abrange completamente soluções de monetizar off conteúdo, já que infraestrutura e produção custam caro e só assinaturas não são suficientes, vide exemplo da líder Netflix, então ainda teremos um caminho descobrindo como a publicidade será inserida nesses streamings e como isso vai afetar os preços, os faturamentos e lucros, e em especial, a experiência do usuário.,

A Apple ainda é nova no mercado, e, como citei no texto, é um olhar pro futuro. Ela tem muitos originais sendo desenvolvidos e o conteúdo tende a crescer imensamente. Ela também já começou à caçar conteúdo de fora, mas com parcimônia e responsabilidade com o que traz. Há espaço pra ela.

 

A Amazon, por exemplo, que já tem uma base de originais ou exclusivos maior, que permite que ela migre, no mínimo, para a semi-curadoria em um prazo de dois anos. O modelo Netflix é impraticável, como o @William Windsor falou. A dívida é crescente e já começou um movimento de críticas pesadas à plataforma. Honestamente, a experiência de achar algo lá é opressora. Prime tem uma péssima plataforma também, mas, dizem, vai mudar em breve, abandonando os excessos de conteúdo.

 

Claro que um PrimeVideo e AppleTv+ não pretendem liderar a corrida pelo primeiro lugar, mas vão redirecionar essa corrida para um lugar de boas experiências, eu espero. As duas, como o @Pedro Henriquedisse, não precisam disso a medio prazo. É um olhar pro futuro. O maior faturamento da Amazon hoje, por exemplo, é o AWS, que hospeda a grande maioria dos serviços de streaming. Eles não têm interesse em acabar com a concorrência, mas se colocarem em bom lugar.

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30 minutos atrás, Brandon disse:

AppleTV oferece uma interface sensacional, o app deles para smarts da Samsung é perfeito.

 

O duro é que o assinante precisa adquirir a maior parte dos conteúdos separadamente, aí não tem quem aguente.

A interface é excelente, inclusive porque tem um espaço entre os cards dos programas. Não fico tudo embolado. E o que não entendo é a dificuldade das plataformas organizarem seu conteúdo e colocar um dedinho de distância entre cada série ou filme. Será que é tão difícil assim?

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Não é só uma questão de qualidade, é uma questão de negócio e core business também. 

 

A Apple não tem como Core o streaming, então, ela consegue ter uma curadoria seleta e até mais lenta. Ela consegue trabalhar com mais tranquilidade e assertividade, sem contar que dinheiro não é um problema. Eu poderia encaixar a Amazon na mesma caixinha. Embora tenham posicionamentos diferentes, o conteúdo não é o Core business de nenhuma das empresas e elas têm dinheiro de sobra para investir. 

 

A Netflix é uma empresa de conteúdo por si só. Ela foi a precursora de tudo, mas se viu encurralada ao ver seu catálogo esvaziar, então, teve que correr pra fazer produções originais com apelo popular. Sinceramente, eu não julgo uma netflix da vida fazer filmes como Barraca do Beijo, porque isso está no objetivo da empresa de ser mainstream e de alcançar cada vez mais pessoas para poder dar lucro, algo que até hoje não aconteceu. 

 

A HBOMax está seguindo um caminho parecido, embora mais ousado, já que tem a linha editorial da HBO. Não é o mesmo posicionamento, é um popular com nível elevado e dificilmente uma série feita na HBO/Amazon/AppleTV vai funcionar na Netflix. Um exemplo disso é The Boys que foi feita pela Prime Video e vem fazendo um sucesso considerável. Uma aposta de uma série de super heróis hipócritas e violentos. Em maio estreia na Netflix O Legado de Júpiter, uma série sobre super heróis que é uma mistura de The Boys e Invincible, ambas da prime video. É quase como se a Netflix fosse a Globo e Prime, HBO e Apple fosse a TV Paga dos anos 2000. 

 

Então, no fim, acaba que cada player de streaming possui sua linha editorial de produções, alguns podem ousar mais, outros não tanto, mas vão se adaptando com o tempo.

 

Ah, eu citei Amazon e Apple, mas a própria Disney não tem o conteúdo como Core business da empresa, então, acredito que ela acabe se encaixando um pouco nisso também, embora seu posicionamento seja 100% family friendly

Edited by Jota
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4 minutos atrás, Jota disse:

Ah, eu citei Amazon e Apple, mas a própria Disney não tem o conteúdo como Core business da empresa, então, acredito que ela acabe se encaixando um pouco nisso também, embora seu posicionamento seja 100% family friendly

Amigo? Se conteúdo não é core business da Disney, qual é o deles?

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9 minutos atrás, C A R L O S disse:

Amigo? Se conteúdo não é core business da Disney, qual é o deles?

Até a era do streaming era o licenciamento dos canais pra tv paga. Era a maior fatia de negócio deles. Depois, se não me engano, vem os parques e resorts, depois vem licenciamento de produto e só aí vem os estúdios (conteúdo). É algo mais ou menos assim, mas a produção de conteúdo, por incrível que pareça, vem depois de todos esses.  

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Agora, Jota disse:

Até a era do streaming era o licenciamento dos canais pra tv paga. Era a maior fatia de negócio deles. Depois, se não me engano, vem os parques e resorts, depois vem licenciamento de produto e só aí vem os estúdios (conteúdo). É algo mais ou menos assim, mas a produção de conteúdo, por incrível que pareça, vem depois de todos esses.  

Achei uma imagem:

 

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2 minutos atrás, Jota disse:

Até a era do streaming era o licenciamento dos canais pra tv paga. Era a maior fatia de negócio deles. Depois, se não me engano, vem os parques e resorts, depois vem licenciamento de produto e só aí vem os estúdios (conteúdo). É algo mais ou menos assim, mas a produção de conteúdo, por incrível que pareça, vem depois de todos esses.  

Achei uma imagem:

 

Disney-Business-Segments-Revenues-and-Revenue-Share-FY14.png

 

 

1 - Media Network - TV Aberta e TV Paga

2 - Parks and Resorts 

3 - Studios Entertainment - Conteúdo

Edited by Jota
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3 minutos atrás, sergioc disse:

Tô amando ler vocês, e até ia mandar meu texto também, mas no final das contas só tem uma certeza, o futuro do streaming é tenebroso, simplesmente não dá pra saber o que vem por aí 

Acredito que o futuro em si é incerto, mas tem algo que deve acontecer e que já se especula: Devem permanecer uns 4/5 grandes players e os outros devem ser absorvidos pelos grandes. Netflix é algo MUITO incerto, pq possui um valor de mercado muito alto pra ser comprada por uma empresa de entretenimento e ao mesmo tempo não vejo a empresa dando lucro em um curto período de tempo. Só se a Apple ou a Amazon comprassem, mas acho que elas nem se interessam nesse movimento agora. 

 

Outra coisa que acho que devem se manter no futuro são os players locais. Cada vez mais os players locais estão produzindo séries de alta qualidade e que são exportadas pro mundo todo com um distribuição de players internacionais. É o exemplo do Atresplayer e do Globoplay. Esses devem se manter bem bem e exportar bastante conteúdo em uma parceria de distribuição internacional a longo prazo.

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