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Se Lula tivesse sucedido Dilma em 2015, o Brasil estaria na situação em que está hoje?


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É sabido de muitos que Lula, mesmo não tendo declarado publicamente tinha o objetivo de ser candidato do PT para Presidente em 2014:

 

https://brasil.elpais.com/brasil/2014/04/09/politica/1397000108_059210.html - Cresce o movimento “volta Lula”, mas o ex-presidente nega candidatura

 

https://exame.com/brasil/nome-de-lula-esta-colocado-para-2014-diz-ex-porta-voz/ - Nome de Lula está colocado para 2014, diz ex-porta voz

 

Por tudo isso, provavelmente agora seria o quarto mandato de Lula (querendo ou não, ele tem ainda força eleitoral). Será que ele seria bem sucedido governando nesse tempo de "vagas magras"? 

 

@CondeOlaf @Faxi @Henri

Edited by Vida
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Penso que Lula se sairia melhor porque, apesar do discurso inflamado, ele era MUITO mais pragmático que Dilma na economia e sabia se relacionar muito bem com o Congresso.

 

Não evitaria o quadro de dura recessão com aumento forte da inflação que tivemos - essa crise já estava contratada há tempos e só foi crescendo conforme Dilma empurrou o problema para frente -, mas com uma agenda focada mais em reformas do que em cortes orçamentários fortes e abruptos como os de 2015, acho que conseguiria, sim, amenizar o trauma econômico da época.

 

Vale lembrar que Lula tentou convencer Dilma a chamar Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda no fim de 2014. Mas Dilma não gostava do Meirelles, então o Plano B (também indicado pelo Lula) foi o Luiz Carlos Trabucco, banqueiro do Bradesco, que recusou o convite e indicou o Joaquim Levy, Plano C.

 

Quer dizer, essas indicações nos norteiam quanto à visão econômica de Lula e de que forma ele via a saída da Crise naquele momento. Se fosse eleito em 2014, provavelmente #ChamariaOMeirelles de novo, mas dessa vez para a Fazenda.  

 

Agora, não seria simples, custaria muita popularidade, governar um país numa baita recessão é obviamente muito mais difícil que um país recém-estabilizado pelo Real, pelos aprimoramentos subsequentes e por uma conjuntura internacional favorável. O Brasil de 2002/2003 é um país com dificuldades momentâneas, mas um norte muito firme e claro. 

 

No segundo semestre de 2002, há uma piora abrupta em vários indicadores econômicos do país (inflação, risco Brasil etc.) basicamente porque o mercado teme que Lula faça loucuras e destrua as conquistas do Real. Até rolar a dívida se torna difícil. Basta ele mostrar claramente que seu governo é continuidade à política econômica anterior para o Brasil voltar a crescer com mais força, embarcando pouco depois no boom das commodities e da China. Aquele cenário foi um (pequeno) revés econômico imensamente menos complexo de se resolver que o tombo de 2014/16.

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