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Os bastidores da queda de Silvio de Abreu na Globo: Rusgas com Waddington vinha desde reprise de Por Amor e Pantanal às 21h | Ele não gostava de Órfãos da Terra


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Os bastidores da queda de Silvio de Abreu na Globo

Os bastidores da queda de Silvio de Abreu na Globo

Silvio de Abreu caiu da chefia de dramaturgia da Globo - Foto: Divulgação

 

A queda de Silvio de Abreu do cargo de diretor de dramaturgia da Globo não chegou a ser uma surpresa, já que estava confirmada há alguns meses e restava apenas o anúncio da emissora. Mas o tempo que antecedeu a saída do executivo e responsável por aprovar obras como Amor de Mãe (2019), A Lei do Amor (2016/2017) e A Força do Querer (2017) foi muito tumultuado com direito a dossiê contra ele e até um embate com Ricardo Waddington, novo diretor de entretenimento da casa.

Como o NaTelinha já havia antecipado, Silvio iria ser afastado de suas funções e os sinais estavam cada vez mais claros, inclusive com a possibilidade - agora real - de uma mudança geral na fila das próximas novelas. Mas ele já vinha sendo fritado nos bastidores da Globo por conta de sua relação difícil com autores e alguns embates com o novo chefão da casa, Ricardo Waddington.

Logo em sua entrada no cargo, Silvio passou a ser visto como uma espécie de ditador ao reescrever cenas de novelas sem o conhecimento dos novelistas titulares. Foi assim com Babilônia (2015) e com A Lei do Amor, duas produções fracassadas no Ibope e que sofreram intervenções do departamento, mas que não adiantou porque elas não reagiram.

Além disso, o executivo teve um problema sério com Benedito Ruy Barbosa nos idos de Velho Chico (2016). Abreu queria a todo custo intervir no texto da novela, mas o autor não aceitou e chegou a reclamar do comportamento do chefe diretamente com a família Marinho. O folhetim, inclusive, sequer foi aprovado pelo departamento de dramaturgia e a produção teve ordens de cima para ser feita.

A partir daí, Silvio de Abreu seguiu à risca o legado que pretendia cumprir em seu mandato e para o qual foi escolhido: renovar o elenco de autores. Sob a tutela dele, a Globo revolucionou a dramaturgia com novos nomes assinando novelas como nunca antes se tinha visto, como Ângela Chaves (Éramos Seis), Maria Helena Nascimento (Rock Story), Daniel Ortiz (Haja Coração) e Manuela Dias (Amor de Mãe), somente para citar alguns.

Mas isso causou um problema efeito dominó porque ele passou a dispensar e aposentar na marra medalhões que estavam há décadas na casa. Foi o caso de Manuel Carlos, Walter Negrão e o próprio Benedito Ruy Barbosa, que causou um incômodo daqueles por parte de outros roteiristas que respeitavam muito a história desses autores, que fizeram parte da emissora por décadas.

 

Dossiê contra Silvio de Abreu

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Ainda no meio da renovação e com fim dos contratos de Miguel Falabella e até de Aguinaldo Silva, foi criado uma espécie de dossiê dos principais autores da casa contra Silvio de Abreu. Parte dos roteiristas reclamaram com a cúpula da Globo de que o chefe não os ouvia e privilegiava apenas os novatos em detrimento de histórias mais diferentes e ousadas.

Enquanto nomes como Duca Rachid e Thelma Guedes escreveram apenas uma novela - no caso Órfãos da Terra, vencedora do Emmy Internacional - e Alcides Nogueira (Tempo de Amar), quem estava na trupe de Silvio garantiu retornos constantes ao ar, como Daniel Ortiz (Haja Coração, Salve-se Quem Puder), Elizabeth Jhin (Além do Tempo, Espelho da Vida) e Walcyr Carrasco (Verdades Secretas, Êta Mundo Bom, O Outro Lado do Paraíso e A Dona do Pedaço).

Esse dossiê mostrava as decisões consideradas equivocadas por parte dos autores e foi entregue diretamente para a cúpula do Grupo Globo, ou seja, acima de Carlos Henrique Schroder, que era visto como um protetor de Silvio e que também caiu na semana passada. Isso criou um incômodo e a queda do executivo passou a ser considerada como provável.

 

Silvio de Abreu x Ricardo Waddington

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Como diretor de produção, Ricardo Waddington podia palpitar sobre algumas áreas da dramaturgia e isso gerou algumas rusgas com Silvio. A primeira aconteceu no Vale a Pena Ver de Novo, quando eles divergiram sobre o estilo de tramas que deveriam voltar ao ar, enquanto o chefe de dramaturgia preferia produções leves, o chefe dos Estúdios Globo na época achava que o caminho era outro.

Waddington acabou vencendo a queda de braço e, pelas mãos dele, Amauri Soares, diretor de programação, aprovou a escolha de Por Amor, Avenida Brasil e, mais recentemente, Laços de Família. Inclusive, a escolha do furacão de João Emanuel Carneiro aconteceu depois de uma briga mais dura entre os dois, com direito até a conspiração nos bastidores.

A mais recente disputa entre Waddington e Abreu aconteceu já na pandemia com o diretor estando com os dias contados. Ele havia aprovado a fila de novelas para a faixa das 21h para os próximos anos e não gostou nada da sugestão do outro em colocar o remake de Pantanal no meio. A novela de Benedito Ruy Barbosa e que será refeita pelas mãos de Bruno Luperi estava prevista para ir ao ar no Globoplay, mas novamente Ricardo venceu a batalha e conseguiu colocar o remake para 2021, com direito até a reportagem no Fantástico.

 

A queda de Silvio de Abreu

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A queda de Silvio de Abreu não pegou os autores de surpresa, tanto que alguns deles estavam esperando o anúncio do substituto para enviar sinopses, já que não queriam o dedo dele no desenvolvimento do folhetim. E nem mesmo houve motivos para comemoração com o retorno da emissora no Emmy Internacional na categoria novela, já que para muitos, a Globo venceu apesar dele e não por ele.

É que Silvio não gostava da sinopse de Órfãos da Terra e chegou a dizer isso nos bastidores da emissora sem qualquer constrangimento. Chamando a sinopse de chata, o diretor chegou a promover uma dança de cadeiras das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes, colocando a produção para às 21h e depois novamente para às 18h, o que atrasou todo o processo.

Por tantas idas e vindas é que boa parte dos autores - tanto os que continuam contratados e os que perderam o emprego - não lamentou o fim da era Silvio de Abreu na dramaturgia da Globo.

 

https://natelinha.uol.com.br/televisao/2020/11/28/os-bastidores-da-queda-de-silvio-de-abreu-na-globo-154921.php

Edited by Marquinhos C.
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Tá aí várias respostas para as nossas dúvidas. O unico problema era só um: Silvio de Abreu. Velho imundo :clo4:

Apesar de que essa notas do Natelinha serem cara de fanfic 

Edited by Heitor
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58 minutos atrás, Marquinhos C. disse:

A novela de Benedito Ruy Barbosa e que será refeita pelas mãos de Bruno Luperi estava prevista para ir ao ar no Globoplay, mas novamente Ricardo venceu a batalha e conseguiu colocar o remake para 2021

Isso tem cara de ser fic, hein? Que eu lembre só o Natelinha falou desse remake de Pantanal no Globoplay

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Agora, Pedro H disse:

Isso tem cara de ser fic, hein? Que eu lembre só o Natelinha falou desse remake de Pantanal no Globoplay

Pois é, também desconfio disso.

 

Mas acho que o Ricco chegou a falar em Globoplay também..........

Edited by Marquinhos C.
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13 minutos atrás, Cupertino disse:

Já foi tarde. Vai lá fazer dobradinha com a filha do Bispo, estabelecendo as reprises da Recopia.

como se ele precisasse trabalhar ainda

gente, esquece

Aguinaldo, Silvio de abreu, esse povo pegou a época de ouro da Globo, devem ser riquíssimos

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Cheiro grosseiro de fic. Se Silvio não gostava de Orfãos da Terra, por qual motivo simplesmente não aprovou? Ele já derrubou uma novela das 21h delas em pré produção, não aprovar uma "sinopse chata" das 18h não seria nada.

 

E não entendo por todos os lados a insistência em colocarem Daniel Ortiz como privilegiado sendo que o intervalo entre Haja Coração e Salve-se quem puder foi de 4 anos, igual ao de varios outros autores "prejudicados". 

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