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pesquisa DataPoder: 41% aprovam e 50% desaprovam governo Bolsonaro


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O governo do presidente Jair Bolsonaro tem 41% de aprovação e 50% de desaprovação, segundo levantamento de opinião do DataPoder360 realizado nesta semana, de 8 a 10 de junho de 2020, com 2.500 pessoas em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Antes de perguntar sobre aprovação e desaprovação, o DataPoder360 começou indagando se o entrevistado achava o trabalho do presidente ótimo/bom, regular ou ruim/péssimo. Os percentuais apurados mostram que a rejeição segue em trajetória de alta, tendo ido de 44% para 47% em duas semanas. A taxa de regular variou de 23% para 20%. A aprovação ficou na mesma, em 28%.

A curva ascendente da rejeição criou 1 novo ambiente na política nos últimos 15 dias. Começaram a ganhar espaço grupos defendendo a troca de governo e a criação de uma “frente ampla” anti-Bolsonaro. Surgiu também 1 movimento chamado “Somos 70%” argumentando que o presidente tem apenas cerca de 1/3 do eleitorado a seu favor –e que 70% seriam contrários a ele.

A grande dúvida neste momento é sobre para onde vai o grupo que classifica o governo como regular –hoje, 20% dos entrevistados.

O DataPoder360 cruzou as respostas de quem acha Bolsonaro regular com as de quem aprova ou desaprova o governo.

Nessa comparação de respostas chega-se à conclusão de que o presidente da República herda 59% do grupo que o classifica como regular. Ou seja, por enquanto, a teoria do “Somos 70%” não tem aderência com a realidade.

DataPoder360-avaliacao-regular-Bolsonaro.png

A pesquisa, realizada de 8 a 10 de junho de 2020 pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 518 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. Conheça mais sobre a metodologia lendo este texto.

REJEIÇÃO EM ALTA

Há 1 dado claramente negativo para Bolsonaro nos últimos 2 meses: a curva de rejeição (os que acham o governo “ruim” ou “péssimo”) está em alta. Na pesquisa de 13 a 15 de abril, o percentual era de 33%. Hoje, está em 47%.

Essa trajetória da rejeição ao trabalho de Bolsonaro coincidiu com o recrudescimento da pandemia de covid-19 e com vários episódios em que o presidente se contrapôs a outros Poderes da República, ofendeu a mídia, perdeu 3 ministros (Sergio Moro, da Justiça, e Henrique Mandetta e Nelson Teich, ambos da Saúde) e participou de atos em que alguns ativistas pediam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

Para complicar, houve a recente controvérsia sobre a divulgação dos novos casos comprovados de covid-19 e de mortes. O governo chegou a retirar do ar por alguns dias as informações completas. Houve uma reação negativa da mídia, que acabou criando 1 consórcio para apurar diariamente os dados sobre coronavírus. A pesquisa do DataPoder360 foi realizada nessa conjuntura, com noticiário amplamente negativo para o Planalto nas TVs, rádios, internet e mídia impressa.

datapoder-10jun-bolsonaro-copy-1.png

 

MULHERES REJEITAM MAIS

Há grande diferença na avaliação de Bolsonaro entre homens e mulheres. Para 35% dos entrevistados do sexo masculino, o presidente faz 1 trabalho “bom” ou “ótimo”. Entre mulheres, o percentual cai para 22%.

Da mesma forma, a rejeição de Bolsonaro é de 44% entre homens, mas vai a 50% entre mulheres.

Quando se trata de renda, o presidente tem seu melhor desempenho no grupo que não tem salário fixo ou ganha até 2 mínimos por mês: a taxa de aprovação entre esses entrevistados vai a 33%.

A pesquisa indica ainda 1 novo movimento entre os apoiadores do presidente. Houve uma alta significativa de rejeição entre as pessoas com menor grau de instrução: de 21 pontos percentuais. Na última pesquisa, 36% dos que não foram à escola rejeitavam o governo. Agora, são 57%.

Os mais instruídos (com ensino superior) continuam sendo os que mais avaliam como como ruim ou péssima a atuação de Bolsonaro. Sendo antes 57%, agora o percentual foi a 63%.

A parcela dos que mais aprovam a administração federal é observada entre os moradores das regiões Centro-Oeste (38%) e Norte (37%). Também entre os entrevistados de 60 anos ou mais (38%).

datapoder-10jun-bolsonaro-copy-2.png

APROVAÇÃO ESTRATIFICADA

É possível analisar como se dividem os diversos grupos demográficos nas respostas sobre aprovação e desaprovação do governo.

O percentual positivo para o presidente é melhor entre homens: 47% aprovam o governo, contra 35% entre as mulheres.

Considerando o nível de escolaridade, dos que não frequentaram a escola, 56% desaprovam o governo e 42% aprovam. A aprovação cai para 33% entre os que têm nível superior e aumenta para 65% no mesmo grupo.

A desaprovação do presidente é maior entre os que recebem de 5 a 10 salários mínimos (69%). Já a aprovação é maior entre quem está desempregado ou não possui renda (43%).

As regiões Centro-Oeste e Norte também são os locais onde o governo lidera em aprovação no país: com 62% e 54%, respectivamente.

datapoder-10jun-bolsonaro-copy-4.png

https://www.poder360.com.br/datapoder360/41-aprovam-e-50-desaprovam-governo-bolsonaro-diz-datapoder360/

 

 

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Aprovação dele ainda muito elevada. Isso inviabiliza qualquer impeachment. E agora com um governo viável politicamente, essa possibilidade fica cada vez mais remota.

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21 minutos atrás, Sphinx disse:

Aprovação no sudeste: 

 

51% reprovam

40% aprovam

10% não sabem

 

Total: 101% :brit9:

Arredondamento

50,6666666%
39,6666666%
9,6666666%

 

dá 100%, mas arredondando é 51, 40 e 10

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a gente fica crendo demais que o "regular" tem só gente que "arrependeu", mas não é bem assim... 

nesse "regular" pode ter muito empresário que tá chateado porque o governo não é tão privatista, reformista e liberal como prometeu e muito marmanjo que tá achando muito "devagar" as pautas do armamento e a questão ideológica. Então assim, são pessoas que podem estar frustradas, mas frustradas pelo fato do governo não ter radicalizado o quanto prometeu e que ainda assim, se as eleições fossem hj, votaria no Bolsonaro pq ele foi o único que propagou esses discursos. 

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Eu fico olhando aquele povo na internet bradando aos 4 cantos que "somos 70%"... O buraco é bem mais em baixo. Não se pode só somar o ruim/péssimo com o regular e dizer que é 70%

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