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Bolsonaro diz que Moro é egoísta e não ajuda governo em crise do coronavírus


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Bolsonaro diz que Moro é egoísta e não ajuda governo em crise do coronavírus

 

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaroestá irritado com a postura do ministro da Justiça, Sérgio Moro, na crise do coronavírus. No final de semana, o presidente reclamou a interlocutores que Moro é “egoísta” e não está atuando para defender as suas posições no enfrentamento às medidas restritivas dos Estados e municípios como controle da covid-19. Bolsonaro, segundo o Estado apurou, reclama de estar desassistido juridicamente.

 

A irritação do presidente já é sintetizada em uma montagem que circula em grupos de WhatsApp bolsonaristas e mostra o ministro da Justiça em três versões. Na primeira foto, Moro está com uma máscara na boca. Na segunda, a proteção cobre os olhos. Na terceira, duas máscaras tapam os ouvidos.  

 

No final de semana, em conversa com interlocutores, Bolsonaro reclamou da postura do ex-juiz da Operação Lava Jato, dizendo que o ministro “só pensa nele” e “não está fazendo nada” para ajudar o governo na batalha que o presidente trava com os governadores. 

Nas redes sociais, Moro tem se isentado de abraçar o discurso de Bolsonaro, que defende que as pessoas fora do grupo de risco voltem ao trabalho.

 

Nesta segunda-feira, o ministro da Justiça, que já sofre pressão nos bastidores, deu seu recado no Twitter: “Prudência no momento é fundamental”.  A frase foi publicada junto com um artigo do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicado no jornal O Globo, em que faz um apelo aos magistrados dizendo que “é hora de ouvir a Ciência.” Moro fez questão de destacar um trecho do texto de Fux: “Está na ordem do dia a virtude passiva dos juízes e a humildade de reconhecer, em muitos casos, a ausência de expertise em relação à covid -19”. 

 

O governo federal tem perdido batalha consideradas caras a Bolsonaro contra governadores e prefeitos. Apesar de Bolsonaro defender um isolamento vertical, somente para idosos e pessoas com doenças, os Estados e municípios seguem adotando a quarentena como medida para controlar o avanço da covid-19. 

 

Na semana passada, a Justiça do Rio derrubou decisão de Bolsonaro de reabrir os templos e as casas lotéricas. Outra derrota foi imposta quando o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, decidiu liminarmente que governadores e prefeitos podem determinar sobre as restrições de circulação de transporte. A decisão derrubou um trecho da medida provisória que restringe ao governo federal determinar o que são serviços essenciais. 

 

No domingo, Bolsonaro disse que teve um “insight” para baixar um decreto para liberar “toda e qualquer profissão” a trabalhar. Auxiliares da área jurídica têm alertado o presidente que as decisões individuais da União, Estados e municípios podem acarretar uma série de ações judiciais questionando as medidas uns dos outros. Eles tentam convencer Bolsonaro que chegar a um consenso com governadores e prefeitos é mais eficaz. 

 

O presidente, no entanto, não está convencido. Para ele, Moro, o qual considera o mais experiente e tem mais popularidade, deveria ajudar o governo na disputa jurídica. A conclusão do presidente, segundo relatos ao Estado, é que Moro, ao optar por não buscar auxiliar o governo fora dos temas diretamente à sua pasta, demonstra atuar somente no que lhe dá capital político. Moro já assinou decretos para restringir a entrada de estrangeiros no País. 

 

A avaliação no círculo mais próximo de Bolsonaro é que o ministro André Luiz Mendonça, da Advocacia-Geral da União (AGU), embora seja tecnicamente bem preparado, é tímido politicamente e tem ficado aquém das expectativas do presidente na guerra que se transformou a crise do coronavírus. Já o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência e responsável pela Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ), mesmo tendo uma relação família com o presidente, tem adotado uma postura comedida. Para Bolsonaro, a parte jurídica está sem rumo.

 

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1 hora atrás, Marz disse:

Amooooooooooo

 

Que esse quengaral queima cada vez mais

 

Tomara q ele se estresse c o Moro, isso sim é capaz de balançar fortemente a base dos gados

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4 minutos atrás, Gorglor disse:

Estou comentando em relação a quem escreveu a matéria, já sei que quem publicou foi o Estadão. Foi um comentário retórico.

 

Tendi, sim, e o mesmo Estadão mais cedo cravou que o Bolsonaro esta com saco cheio do ministro da saúde, inclusive atribuindo frases a ele

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1 minuto atrás, paulo! disse:

 

Tendi, sim, e o mesmo Estadão mais cedo cravou que o Bolsonaro esta com saco cheio do ministro da saúde, inclusive atribuindo frases a ele

Matérias assim são complicadas pq têm toda estrutura de fofoca e especulação barata que o jornalismo estrangeiro dispensa e o tupiniquim insiste em usar como auge do jornalismo. Quando tinham o Bebianno como fonte até dava pra disfarçar.

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O que Bolsonaro queria que Moro fizesse? 
Ele se esquece que Sérgio Moro TB quer ser presidente e circula nos bastidores da política que Moro, será o candidato do PODEMOS em 2022. Se ele colocar as pessoas nas ruas de forma descuidada e centenas vierem à morrer, isso vai pra conta do Moro e dai suas chances presidenciais vão pra vala. Moro tá sendo esperto, ficando na dele. 

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