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CORONAVÍRUS | Cobertura sobre a pandemia no Brasil e no mundo

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Os números do PR 

Alguém que mora lá pode me afirmar se as coisas tão “tranquilas” mesmo? 

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Não me conformo com esses números de fim de semana, ridículos. Caindo quase pela metade de ontem pra hoje. Terça feira vai ser uma explosão

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Se aqui os casos mais que dobraram de sábado pra hoje, não duvido de vir +100/+150 de segunda pra terça :meudeus:

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A quem interessar, fiz um levantamento semanal do Brasil e dos estados mais atingidos.....

 

BRASIL - Mortes por Covid-19 a cada 7 dias:

 

22/03: 25
29/03: 136 (+111)
05/04: 486 (+350 - +257%) 
12/04: 1.233 (+747 - +154%)
19/04: 2.462 (+1.229 - +100%)
26/04: 4.205 (+1.743 - +71%)
03/05: 7.025 (+2.820 - +67%)
10/05: 11.123 (+4.098 - +58%)

 

Hoje: 16.118 (+4.995 -  +45%)

 

SÃO PAULO

22/03: 22
29/03: 98 (+76 - +345%)
05/04: 275 (+177 - +181%) 
12/04: 588 (+313 - +114%) 
19/04: 1.015 (+427 - +73%)
26/04: 1.700 (+685 - +67%)
03/05: 2.627 (+927 - +55%)
10/05: 3.709 (+1.082 - +41%)

 

Hoje: 4.782 (+1.073 - +29%)

 

 

RIO DE JANEIRO

29/03: 17
05/04: 64 (+47)  
12/04: 170 (+106 - +166%)
19/04: 402 (+232 - +136%)
26/04: 645 (+243 - +60%)
03/05: 1.019 (+374 - +58%)
10/05: 1714 (+695 - +68%)

Hoje: 2.715 (+1.001 - +58%)

 

CEARÁ

29/03: 5
05/04: 26 (+21)
12/04: 74 (+48)
19/04: 186 (+112 - +151%)
26/04: 327 (+141 - +76%)
03/05: 663 (+336 - +102%)
10/05: 1.114 (+451 - +68%)

 

Hoje: 1.641 (+527 - +47%)

 

 

PERNAMBUCO

29/03: 5
05/04: 14 (+9) 
12/04: 85 (+71)
19/04: 216 (+131 - +154%)
26/04: 415 (+199 - +92%)
03/05: 652 (+237 - +57%)
10/05: 1047 (+395 - +61%)

 

Hoje: 1.516 (+469 - +45%)

 

 

AMAZONAS

29/03: 1
05/04: 14 (+13) 
12/04: 62 (+48)
19/04: 182 (+120 - +193%)
26/04: 304 (+122 - +67%)
03/05: 548  (+244 - +80%)
10/05: 1004 ( +456 - +83%)

 

Hoje: 1.413 (+409 - +41%)

 

 

PARÁ

05/04: 1 
12/04: 13 (+12) 
19/04: 34 (+22)
26/04: 100 (+66)
03/05: 309 (+209 - +209%)
10/05: 652 (+343 - +111%)  

 

Hoje: 1.239 (+587 - +90%)

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A pesquisa que estão fazendo está  passando agora no Fantástico. Fecharam a de Manaus, a pesquisa por amostragem mostrou que o número de casos reais por lá chega a 200 mil, nos dados oficiais, são  pouco mais de 10 mil confirmados.

 

Por Isso a taxa de letalidade altíssima, 9%. Com os dados da pesquisa, a letalidade cai para 0.5%, números  parecidos com os dos países da Europa. 

 

A pesquisa está sendo feita em todo o país, são feitos 250 testes em casa cidade.

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Mas já era esperado isso amigo, o Brasil enquanto não testar em massa, não vamos ter um número correto. É igual a Gripe de Hong Kong que ocorreu em 68/69, mas só muitos anos depois estimaram a verdadeira letalidade.

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Já vi alguns documentários e já li sobre amigo, vou dar uma pesquisada e ponho aqui.

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Como foi mais ou menos a Gripe de Hong Kong?

Se puder deixe links

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Discreta e letal, a pandemia da gripe de 1968 não ocupou manchetes

 

 

O vírus influenza A (H3N2) matou milhões no mundo; Só na França foram 31 mil mortos

A epidemia de gripe H3N2, detectada em meados de 1968 em Hong Kong, percorreu o mundo em um ano e meio (AFP)

 

Um vírus respiratório surge na China, atravessa fronteiras, se torna uma pandemia e provoca milhares de mortes em países como Estados Unidos e França. O coronavírus de 2020? Não, a gripe de Hong Kong do final dos anos 1960.

 

Essa epidemia de gripe H3N2, detectada em meados de 1968 em Hong Kong, percorreu o mundo em um ano e meio, matando um milhão de pessoas.

 

"As pessoas chegavam de maca, em estado catastrófico. Morriam de hemorragia pulmonar, com cianose nos lábios, completamente cinzas. Havia pessoas de todas as idades, 20, 30, 40 anos ou mais", lembrava em 2005 no jornal francês Libération o infectologista Pierre Dellamonica.

 

Os corpos se amontoavam nos "hospitais e necrotérios" durante o pico da epidemia na França em dezembro de 1969, explicou o historiador especialista em questões de saúde Patrice Bourdelais.

 

Na época, porém, a pandemia não ocupou as manchetes, o governo não tomou nenhuma ação e nem houve alerta de saúde. "A calma superou uma possível mobilização", diz Bourdelais.

 

Como explicar essa placidez? Naquela época, o ambiente médico, os líderes, a mídia e a população em geral tinham fé quase cega no progresso e em suas novas armas, como vacinas e antibióticos milagrosos, que haviam funcionado, por exemplo, com a tuberculose, de acordo com o especialista.

 

Além disso, a sensibilidade à morte não era a mesma de hoje: "As 31 mil vítimas da gripe de Hong Kong (na França) não criaram nenhum escândalo, passaram despercebidas por várias décadas", comenta o historiador. Tivemos que esperar 2003 e o trabalho do epidemiologista Antoine Flahault para conhecer esse número.

 

"Doença do Antropoceno"

Era também a época dos "30 gloriosos", do boom econômico após a Segunda Guerra Mundial. "Nesta curva de progresso multidimensional", um acidente como uma gripe mortal não era tão intolerável como hoje.

 

As tensões internacionais com guerras em andamento como a do Vietnã e a crise humanitária decorrente do conflito de Biafra na África tornaram possível relativizar a miséria causada por uma epidemia mais mortal que as outras.

 

Tudo o contrário de hoje: a epidemia da Covid-19 exterminou qualquer outra coisa da esfera pública e levou a uma paralisia gigantesca. Talvez porque a saúde tenha se tornado a principal preocupação individual e porque a sociedade estivesse inconscientemente convencida de que possuía todas as armas para combater epidemias, de acordo com Bourdelais.

 

Para o geógrafo Michel Lussault, a enorme importância dada à pandemia da Covid-19 reflete simplesmente "a escala das grandes mudanças da globalização", com extrema mobilidade internacional de bens, pessoas e informações.

 

O infectologista Philippe Sansonetti ilustra a propagação internacional do coronavírus no hemisfério norte, mostrando um mapa de voos internacionais da China para a Europa e América do Norte: a propagação do vírus corresponde perfeitamente à densidade das conexões aéreas.

 

"Essas doenças infecciosas emergentes são doenças do antropoceno", época em que a incidência da atividade humana na Terra se torna predominante e "estão relacionadas exclusivamente à apropriação do planeta pelo homem", explica Sansonetti, professor de "Microbiologia e Doenças Infecciosas" no College de France.

 

A pandemia da Covid-19 conta uma história em três episódios: um "salto de espécie", com a passagem do coronavírus de um animal para o homem, um "transbordamento", com a disseminação do vírus entre humanos, e um "terceiro estágio que precisa ser relacionado à explosão do vírus devido à ação do homem no planeta, através do transporte intercontinental", afirma.

 

Em 1968 e 1969, levou vários meses para o vírus influenza A (H3N2) passar da Ásia para os Estados Unidos e Europa. Desta vez, algumas semanas foram suficientes.


AFP

 

https://domtotal.com/noticia/1442009/2020/05/discreta-e-letal-a-pandemia-da-gripe-de-1968-nao-ocupou-manchetes/

 

Vi em um outro artigo, que pode ter passado de 1 milhão de mortes*, mas até hoje, não existe a certeza.

Edited by Heidy
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Se lembrar de algum documentário ou vídeo sobre o assunto, me marca, por favor 

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Eu favoritei aqui, vou em busca e assim que achar ponho aqui e marco vocês.

Edited by Heidy

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Talvez, realmente, a covid-19 não seja a maior pandemia dos últimos 100 anos, pode ser que ela seja a mais noticiada. Porque, vejam bem, a Gripe Asiática matou 4 milhões de pessoas entre 1957-1958, a Gripe de 1968 matou algo entre 1-2 milhões de pessoas entre 1968-1969. Distante dos 50 milhões de mortos da Gripe de 1918, mas ainda assim números muito altos. 

 

Eu não estou subestimando o coronavírus, não, viu? Ele se equipara à Gripe Asiática e a Gripe de 1968. 

 

Caso não tivéssemos uma cobertura ostensiva  da mídia e essa mobilização global, passaríamos por essa pandemia sem ter dimensão sobre ela. 

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