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pesquisa DATAFOLHA: 33% consideram governo ótimo/bom; 58% com medo do futuro e para 61% presidente fez menos do que o esperado


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Pesquisa do Datafolha indica a consolidação de uma divisão política do país após seis meses do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O Brasil está rachado em três.

 

Para 33%, o presidente faz um trabalho ótimo ou bom. Para 31%, regular, e para outros 33%, ruim ou péssimo. Com variações mínimas, é o mesmo cenário que se desenhou três meses atrás, no mais recente levantamento do instituto.

 

A pesquisa atual foi feita em 4 e 5 de julho e ouviu 2.860 pessoas com mais de 16 anos, em 130 cidades. Ela tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.

 

Com isso, Bolsonaro se mantém como o presidente em primeiro mandato com a pior avaliação a esta altura do governo desde Fernando Collor de Mello, em 1990.

 

Aos seis meses na cadeira, Collor tinha uma aprovação igual à de Bolsonaro (34%), mas 20% de rejeição. Todos os outros presidentes em primeiro mandato desde então se deram melhor.

 

A cristalização dos números se dá num momento em que Bolsonaro promoveu mudanças na cozinha do Palácio do Planalto e reduziu o poder dos militares que integram sua gestão. De abril para cá, houve duas manifestações de rua convocadas por bolsonaristas em apoio ao governo.

 

Na mais recente, no domingo retrasado (30), a motivação central era a defesa do ministro da Justiça, Sergio Moro, acossado pelas revelações de conversas com procuradores da Lava Jato quando era juiz.

 

No Congresso, o presidente segue sem base de apoio fixa. Conseguiu, após concessões, ver o relatório de sua reforma da Previdência aprovado em comissão na Câmara na semana passada, mas a tramitação ainda enfrentará obstáculos.

 

Sua maior vitória se deu no campo externo, com a finalização do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. Foi um trabalho de 20 anos acelerado na gestão anterior, de Michel Temer (MDB), mas os louros ficam com quem o assina. É um tema, contudo, bastante etéreo para apreciação popular.

 

A estabilização de Bolsonaro sugere um piso de seu eleitorado. Menor do que aquele que o elegeu no segundo turno em 2018, mas semelhante à fatia usualmente associada aos apoiadores de seu maior rival, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Na mão inversa, vem caindo a expectativa positiva em relação a seu governo.

 

De abril para cá, foi de 59% para 51% a fatia de entrevistados que preveem uma gestão ótima ou boa. A ideia de que será regular subiu de 16% para 21%, enquanto o pessimismo ficou estável na margem de erro (23% para 24%).

 

Isso espelha a percepção das realizações do presidente. Para 61%, ele fez menos do que o esperado, enquanto 22% consideram o desempenho previsível. Já 12% avaliam que ele superou a expectativa. Há três meses, os dados eram semelhantes.

 

No período, piorou a imagem do desempenho de Bolsonaro como mandatário.

 

O percentual daqueles que creem que ele age como um presidente deveria se comportar caiu de 27% para 22%. Já os que acham que ele não tem tal comportamento oscilou de 23% para 25%. Acham que na maioria das vezes ele segue a liturgia do cargo 28% (27% em abril), e 21% (20% antes) o reprovam sempre.

 

O perfil de quem aprova o presidente segue as linhas divisórias do eleitorado, já evidenciadas na disputa do ano passado. Ele é mais apoiado por brancos (42% o aprovam, ante 31% dos pardos e 25% dos negros, para ficar nos maiores grupos) e homens (38%, ante 29% de mulheres).

 

O presidente angaria maior aprovação entre os mais ricos e os mais escolarizados.

 

Como seria previsível dado ao apoio histórico à liderança de Lula na região, o Nordeste continua sendo um castelo oposicionista. Lá, Bolsonaro é ruim ou péssimo para 41%. Já o Sul segue sendo o bastião bolsonarista, com aprovação de 42% dos entrevistados.

 

Num corte partidário, um dado se sobressai como problema para um dos principais rivais potenciais de Bolsonaro em 2022, o governador paulista, João Doria (PSDB).

 

Entre os tucanos, apenas 17% acham o governo ruim ou péssimo, enquanto 35% o aprovam. No proverbial muro associado ao partido, a maioria dos simpáticos ao PSDB (48%) o acha regular.

 

O Datafolha aferiu melhora geral entre os que se dizem animados, felizes e tranquilos com o país, em relação aos números apurados antes do segundo turno, em outubro. 

 

Ainda assim, não é exatamente um cenário róseo. Todos esses grupos têm taxas pessimistas expressivamente maiores do que as otimistas: se dizem tristes com o país, por exemplo, 65%, ante 33% de quem se diz feliz.

 

E houve aumento entre os que afirmam ter medo do futuro (58%, ante 53% em outubro), e estabilidade entre os que têm mais medo do que esperança no país (de 51% antes para 53% agora).

 

Nesses itens as mulheres são muito mais pessimistas do que os homens. Nada menos do que 71% delas se dizem desanimadas com o Brasil; entre eles, são 55%.

 

Ao elencar de forma espontânea os problemas que estão a alcance do Executivo, em relação ao que era registrado em dezembro, antes da posse de Bolsonaro, houve uma queda expressiva na preocupação com a corrupção.

 

No levantamento anterior, 20% diziam que o tema era prioritário. Agora são 7%. Já quem mais subiu no ranking foi a educação, passando de 10% para 15%. A lista é seguida pelos assuntos segurança (19%) e saúde (18%).

 

O desemprego (14%) e a economia (8%) são os outros pontos de destaque na lista.

 

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/07/aprovacao-de-bolsonaro-se-estabiliza-em-33-e-consolida-divisao-politica-do-pais.shtml

Edited by Micael
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Ainda tá muito bem, pelo visto 30% é o gado fiel desse filho da puta. No máximo cai para uns 20% de aprovação só daqui a 1 ano, quando o povo não tiver mais a desculpa do "vocês queriam que ele fizesse tudo em apenas 6 meses?" pra poder defender esse lixo, e a taxa de desemprego continuar alta.

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4 horas atrás, Micael disse:

houve uma queda expressiva na preocupação com a corrupção.

 

No levantamento anterior, 20% diziam que o tema era prioritário. Agora são 7%.

 

Até o próximo "ciclo de corrupção" galera 

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Ai gente, mas caindo assim em 6 meses de governo, da ate pra ter expectativa de q ele não seja reeleito, faltam 3 anos e meio. O futuro é uma incógnita, mas as pessoas vão acordar e ver, em 2022, q não valeu a pena, q não ficaram mais ricas e q não mudou nada positivamente na vida delas e vão parar com essa idolatria doente. 

Ainda mais que tem o Doria...

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Agora, K.M disse:

Ai gente, mas caindo assim em 6 meses de governo, da ate pra ter expectativa de q ele não seja reeleito, faltam 3 anos e meio. O futuro é uma incógnita, mas as pessoas vão acordar e ver, em 2022, q não valeu a pena, q não ficaram mais ricas e q não mudou nada positivamente na vida delas e vão parar com essa idolatria doente. 

Ainda mais que tem o Doria...

Doria 2022 num grande acordo nacional, com o supremo com tudo?

 

Mas acho que o Dória faria as mesmas coisas que o Bolsonaro, só que sem trapalhadas

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40 minutos atrás, Henri disse:

Doria 2022 num grande acordo nacional, com o supremo com tudo?

 

Mas acho que o Dória faria as mesmas coisas que o Bolsonaro, só que sem trapalhadas

não duvido

inclusive é mais um em q não voto

dependendo, se a disputa ficasse entre Doria e Bozo, eu ainda votaria no Bolsonaro (a depender de como for esse mandato), pq entre duas bombas, eu temo muito mais o desconhecido. 

Mas, de qualquer forma, isso é só cogitando um candidato de peso q possa tirar o Bolsonaro, já q o q precisa atualmente é de alguém q agrade o eleitorado do Bolsonaro e eles tem muito ódio pela esquerda (ainda), então...

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RIO - Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira aponta um salto de 11 pontos da aprovação do presidente Jair Bolsonaro na parcela mais rica da população brasileira - em contramão ao observado em outros segmentos. De acordo com o levantamento, o percentual dos que avaliam a gestão como ótima ou boa é de 52% na faixa dos que ganham acima de dez salários mínimos. No levantamento anterior, em abril, este percentual era de 41%.

 

Além do avanço na aprovação, o percentual dos mais ricos que consideram o governo "ruim ou péssimo" recuou de 37% para 32%.

 

Já o percentual dos que consideram "regular" é de 15% entre aqueles que ganham acima de dez salários mínimos.

 

Segundo o Datafolha, a avaliação do governo Bolsonaro é mais crítica entre aqueles que recebem de cinco a dez salários mínimos. O percentual de aprovação nesta faixa de renda caiu de 43% em abril para 37% neste mês. Já a avaliação como "regular" oscilou de 26% para 29% nesta faixa. Entre os que consideram "ruim ou péssimo", o percentual oscilou de 28% para 32%.

 

De acordo com o levantamento, o governo Bolsonaro é aprovado por 33% dos brasileiros. Este é o índice de entrevistados que consideram ótimo ou bom o desempenho do presidente nesses primeiros seis meses de gestão. Para outros 31%, a administração de Bolsonaro é considerada regular e, para outros 33%, ruim ou péssimo.

 

Católicos e evangélicos

 

Na segmentação por religião, a pesquisa do Datafolha aponta que 66% dos que se declaram católicos consideram que o presidente Jair Bolsonaro fez menos pelo país do que se esperava neste início de mandato. Entre os evangélicos, 56% apresentam esta opinião, de acordo com o levantamento.

 

Segundo a pesquisa, o percentual geral dos que acreditam que Bolsonaro fez menos do que se esperava na Presidência até agora é de 61%. Outros 22% veem seu desempenho como previsível. Para 12% dos entrevistados, o presidente está acima das expectativas.

 

O levantamento, feito entre os dias 4 e 5 de julho, ouviu 2.860 pessoas com mais de 16 anos, em 130 cidades e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança - isto é, a probabilidade de que o resultado represente a realidade da população - é de 95%.

 

O Globo

Edited by Micael
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