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CLINTON v. TRUMP | Escolha americana - eleições 2016


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As primárias acabaram e os partidos têm seus candidatos: o Partido Democrata escolheu a secretária de Estado Hillary Clinton e o GOP, o bilionário e apresentador de reality shows Donald Trump. A DNC e a GOP Convention, que irão nomear oficialmente esses nomes, ocorrerão nos dias 25 e 28 e 18 a 21 de julho, respectivamente. A partir daí, ambos os candidatos entrarão numa batalha de ataques e de estratégias acompanhada pela imprensa e pela população mundiais. 

 

Durante o último um ano e meio, as primárias serviram como lastro para medir os pontos fracos e fortes dos candidatos. Hoje, as equipes de Clinton e Trump têm diagnósticos precisos e estão traçando as estratégias que buscarão reverter os seus pontos negativos e turbinar os positivos, elaborando mensagens claras e objetivas que definam a agenda de cada candidato e montando ataques certeiros contra o adversário. Por trás do plano mais bem-sucedido pode estar o novo Presidente dos Estados Unidos - e um erro pode tirar o candidato do Salão Oval. 

 

As campanhas já estão aproveitando o período entre o fim das primárias e o início das convenções para reforçar e a moldar suas mensagens. Em geral, cada candidato - e ambos apresentam grandes taxas de reprovação - precisam superar os seguintes problemas:

 

Hillary Clinton

- falta de honestidade;

- falta de confiança;

- pragmatismo exagerado;

- ambição exagerada.

 

Donald Trump

- falta de experiência;

- desrespeito a minorias;

- mudança repentina de pensamentos;

- falta de postura para Presidente.

 

Trump tem buscado colar em Hillary a imagem de corrupta e mentirosa e a se mostrar como candidato fora do establishment. No Twitter, Trump se dirige a Hillary como 'Crooked Hillary' e dá corda a teorias conspiratórias, como a afirma que o Presidente Obama pôde ter interferindo nas investigações do F.B.I. sobre a controvérsia dos e-mails e repetindo argumentos da extrema-direita. 

 

Clinton tenta se livrar da imagem de pouco confiável com ajuda do Presidente Obama e do VP Biden, aproveitando a alta popularidade da administração Obama. Em discursos recentes, ela disse que acha normal que as pessoas desconfiem dela, afinal ela é foco agressivo dos republicanos há mais de 25 anos. No final de semana passado, em um comício, ela lembrou que, quando concorreu ao Senado pela primeira vez, os nova-iorquinos também tinham sérias dúvidas sobre ela, mas que foram superadas pelo seu trabalho sério e eficaz no Capitólio. Hillary tem aproveitado sua boa arrecadação para colocar propagandas de tv em estados-chaves não apenas para atacar Trump, mas para reforçar seu trabalho de uma vida adulta inteira dedicado às famílias, às crianças, às mulheres e às minorias. Hillary também tem buscado negócios mal-sucedidos na carreira de Trump para atacá-lo: investimentos que prejudicaram comunidades inteiras, calotes a empreiteiras e a funcionários e falências são usados para provar que, se Trump usar de sua experiência profissional para comandar a economia do país, a América está perdida. 

 
E, segundo a percepção dos eleitores, os pontos de qualidade de cada candidato são:
 
Hillary Clinton
- experiência;
- política externa. 
 
Donald Trump
- economia isolacionista;
- terrorismo. 
 
As questões domésticas mais importantes que estão em jogo:
- direitos da comunidade LGBT, continuidade das ações executivas da administração Obama para a causa (Hillary é a favor, Trump, contra);
- controle das armas (Hillary é a favor, Trump, contra);
- continuidade e ampliação do Affordable Care Act (Hillary é a favor, Trump, não);
- proteção do aborto e do Planned Parenthood e ampliação de saúde à mulher (Hillary é a favor, Trump, não);
- condições de financiamento ao ensino superior mais acessíveis (Hillary é a favor, Trump, não);
- energia limpa (Hillary é a favor, Trump, não);
- reforma tributária (Hillary é a favor, Trump não se manifestou);
- aumento do salário mínimo (Hillary é a favor, Trump, contra);
- mais direito aos trabalhadores, incluindo licença maternidade remunerada (Hillary é a favor, Trump, contra).
 
As questão externas mais importantes que estão em jogo:
- relação com a China: cooperação ou conflito?
- relação com a Rússia: enfrentamento ou miopia? 
- papel no Oriente Médio: hard ou soft power? Ou smart power?; 
- papel dos Estados Unidos com os países sub-desenvolvidos: ajudar ou ser indiferente?; 
- novos laços com a Cuba: estratégia ou erro - e os direitos humanos?;
- TTP: perda para os trabalhadores ou novas áreas de influência?;
- Ásia-Pacífico: velhos aliados e a China; 
- Afeganistão, Paquistão e Iraque: compromisso com a consolidação democrática - ou não?;
- EU: livre-comércio?;
- Israel e Palestina: um novo Estado?
 
O próximo presidente vai ter que lidar com questões cruciais como:
- consolidar o papel dos Estados Unidos no sistema internacional multipolar;
- turbinar a economia e deter o avanço da China;
- deter o terrorismo e grupos insurgentes; 
- fazer da América uma superpotência limpa - ou não.
- fazer a classe média voltar a ter ganhos na qualidade de vida.
 
O nosso tópico sobre as primárias está guardado no fórum Arquivo (o link estará logo abaixo) e servirá como um acervo histórico. Vamos fazer desse um novo acervo histórico, com notícias atualizadas, debates e análises? Espero a contribuição de todos vocês. 
 
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A trajetória de vida me faz apostar que o Trump escolheu o personagem para o negócio certo. Não sei por que acreditam fundamentalmente em algumas opiniões ácidas dele. É o tipo de cara que, se possível e necessário, mudaria radicalmente sua postura pelos votos. E justamente por esta capacidade dele, do trato político -- política não se faz só em instituições de governo -- é o que dará certo.

 

O choque violento de ideias é bom e necessário para repensar algumas coisas.

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Não acho que o choque violento de ideias esteja acrescentando alguma coisa à democracia americana, pelo contrário. Os Estados Unidos sempre a cada eleição se viram entre duas visões de mundo, de Estado e de sociedade bem diferentes, que geraram incansáveis debates e análises. Mas, apesar de grandes divergências, os dois lados sempre compartilhavam dos mesmos valores e as mesmas crenças que acompanham os Estados Unidos desde sua fundação. E isso fica claro quando a História americana é estudada por cima e todas as administrações, tanto democratas quanto republicanas, salvo raras exceções, lutam, de forma semelhante, pelos direitos humanos, pelos direitos democráticos e pela paz. 

 

Agora, Trump não se choca violentamente apenas contra o establishment republicano ou contra os democratas, ele se choca contra os valores americanos. É um absurdo alguém que esteja concorrendo à Presidência do país que salvou o mundo do fascismo, por exemplo, usar propagandas neonazistas para atacar sua adversária. É igualmente um absurdo alguém que esteja concorrendo à Presidência do Estado liberal exemplo na História tentar querer excluir e inferiorizar certas raças, certas crenças ou certas nacionalidades. 

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Não acho que o choque violento de ideias esteja acrescentando alguma coisa à democracia americana, pelo contrário. Os Estados Unidos sempre a cada eleição se viram entre duas visões de mundo, de Estado e de sociedade bem diferentes, que geraram incansáveis debates e análises. Mas, apesar de grandes divergências, os dois lados sempre compartilhavam dos mesmos valores e as mesmas crenças que acompanham os Estados Unidos desde sua fundação. E isso fica claro quando a História americana é estudada por cima e todas as administrações, tanto democratas quanto republicanas, salvo raras exceções, lutam, de forma semelhante, pelos direitos humanos, pelos direitos democráticos e pela paz.

Agora, Trump não se choca violentamente apenas contra o establishment republicano ou contra os democratas, ele se choca contra os valores americanos. É um absurdo alguém que esteja concorrendo à Presidência do país que salvou o mundo do fascismo, por exemplo, usar propagandas neonazistas para atacar sua adversária. É igualmente um absurdo alguém que esteja concorrendo à Presidência do Estado liberal exemplo na História tentar querer excluir e inferiorizar certas raças, certas crenças ou certas nacionalidades.

Mas ninguém estaria tratando e repensando o Estado Americano como é e foi, como está sendo, sem o Trump. Quando você não tem alguém que vem e lhe obriga a sair da zona de conforto ainda que para defender o que você tem e é, evidência, se for o caso, erros e acertos.

Não fosse o Trump, os Republicanos iriam tencionar para o candidato mais Democrata e isso esvaziaria o debate. Ficariam dois debatendo qual a melhor forma de continuar o governo Obama, que na verdade não foi tão espetacular ao ponto disso.

Eu não vejo puramente xenofobico ou qualquer coisa o discurso do Trump. Por muitas vezes pensamos sobre manutenção e cultura de algum povo. Claro que houveram momentos tristes da história usando argumentos parecidos, para os americanos mesmo, mas em si, os americanos não tem a obrigação de receber, digamos, um imigrante. Porém recebem e tão melhor que faz com que muitas vezes imigrantes vivem em péssimas condições de vida a lá mas melhor do que antes em seus países de origem.

Aí vem o Trump e pelo menos deveria provocar na gente: ok, ele é contra a imigração, eu sou a favor, mas até que ponto o fato é benéfico para quem vem e para quem está aqui?

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Há inúmeras outras formas de repensar o Estado americano. Roosevelt, Carter, Reagan, Clinton, Obama e até o Sanders fizeram campanha, foram eleitos ou trouxeram durante suas administrações mudanças no prisma sobre o Estado e sobre temas como impostos e imigração. Mas nem por isso eles passaram por cima dos direitos humanos, dos direitos democráticos e dos valores americanos. 

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Parabéns pelo tópico, Caio, você traçou um ótimo panorama do que poderemos esperar das eleições americanas. Só lamento muito que, dessa vez, um dos lados não apresente, nem de longe, a perspectiva de debater temas tão importantes e complexos com um mínimo de lucidez e seriedade. Infelizmente devemos acompanhar a eleição mais pobre e rasa da história recente americana. Saudade de Mitt Romney, John McCain e até mesmo George W.Bush: com seus vários defeitos, eles ao mesmo apresentavam um contraponto razoavelmente consistente ao Partido Democrata.    

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Eu tinha duvidas sobre a posição política de Trump. Mas uma coisa eu tinha certeza, ele não é liberal, não é de esquerda (by Bernie Sanders), e nem tem essência conservadora. Eu me perguntava onde ele se encaixava, aí até ler isso hoje: http://observador.pt/2016/07/06/marine-le-pen-admite-que-votaria-em-donald-trump/

 

Trump é mais nacionalista, né? Nacionalismo apesar de se confundir com o conservadorismo e, por vezes, em alguns pontos específicos do liberalismo, é bastante diferente. 

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EDITORIAL WASHINGTON POST: Ambos são impopulares, mas só um é uma ameaça. 

 

"Esta eleição", disse um porta-voz do senador Ben Sasse (R-Neb.) na quinta-feira, "continua a ser um incêndio lixo." Bem, sim, os dois candidatos para Presidente dos grandes partidos são historicamente impopulares. Mas se esta eleição é excepcionalmente ruim, não é porque ambas as partes escolheram candidatos ruins. Não há equivalência entre Donald Trump e Hillary Clinton - como até mesmo os republicanos responsáveis devem ser capazes de reconhecer.

 
Ms. Clinton é um político experiente, que foi corrigido muitas vezes. Ela entende e respeita a Constituição EUA. Ela sabe de política. Ela pode-se citar as realizações de interesse público, tais como a pressão através do programa de seguro de saúde a um importante programa infantil durante a administração de seu marido. Como senadora, ela era respeitado por colegas de ambos os lados do corredor. Ela completou quatro anos como secretário de Estado com críticas positivas. Ela começou sua campanha presidencial pela implantação de uma série de programas políticos importantes.
 
Nada disso significa que você tem que gostar Ms. Clinton ou acreditar que ela seria uma boa presidente. Você pode discordar com seus pontos de vista; temos feito tantas vezes o suficiente e vamos fazê-lo novamente quando achamos que ela está errada. Você pode acreditar que ela era louca para empurrar para a intervenção na Líbia, arrogante para manter seus e-mails para fora do servidor funcionário do Departamento de Estado, ávido de ter taxas de falar em grandes como um cidadão privado. Mas medido contra outros candidatos do principal-partido dos últimos tempos, a Senhora Clinton está bem dentro de limites estabelecidos de competência, conhecimento, compromisso e integridade. Ela não é um candidato lixo.
 
Sr. Trump, por outro lado, tem travado uma campanha baseada em preconceito, a ignorância e ressentimento. Ele não tem nenhuma experiência como um funcionário público, e seu registro particular de falências e exploração deve ser desqualificante. Ele circula regularmente falsidades. Ele não tem nenhum interesse discernível ou conhecimento da política. Apenas nos últimos dias, o Sr. Trump twittou para fora uma imagem anti-semita que circulam em sites neonazistas e atacou os meios de comunicação para relatar o fato. Ele chamou um senador de ser um perdedor e ameaçou outro, provando que ele não tem sequer uma familiaridade com a Constituição. Ele elogiou um dos ditadores mais infames do século 20.
 
Aqueles republicanos com a suficiente auto-estima de ser mortificado pelo homem que partido está prestes a nomear mantém a contínua esperança por alguma transformação mágica. No entanto, mesmo se o Sr. Trump capotou sua agenda - o que não é um problema para um homem que não tem quase nenhuma crença fixa - ele ainda seria o candidato que zombaram de um repórter desativado, propôs a proibição muçulmanos de entrar nos Estados Unidos, atacou um juiz com base em sua etnia, comemorou violência no seus comícios, humilhou mulheres e prometeu para arredondar para cima e deportar 11 milhões de imigrantes sem documentos. Ele ainda seria o candidato que saltou à proeminência política com ataques baseados em raça no atual presidente e lançou sua campanha chamando mexicanos estupradores.
 
Mr. Sasse provou ser um funcionário republicano rara com a coragem moral para falar da forma mais honesta sobre o Sr. Trump depois que ele conquistou a nomeação como fez antes. Não é surpreendente que o senador gostaria de demitir toda a campanha como uma bagunça, e não temos qualquer dúvida de que ele verdadeiramente teme a direção em que Hillary iria liderar a nação.
 
Mas a igualar os dois candidatos como produtos de forma indiferenciada não qualificados de um sistema fraudulento ou não só alimenta o cinismo público, enquanto borrar distinções que não deve ser turva. Ms. Clinton é um político, por muito tempo na arena, a quem você pode ou não pode suportar. Sr. Trump é um perigo para a república.
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O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o nome do vice na chapa.


Foi um anúncio discreto, feito numa rede social. O candidato republicano, Donald Trump postou: "É um prazer anunciar que o governador Mike Pence, do estado de Indiana, será meu companheiro de chapa".


O comício programado para confirmar o vice nesta sexta-feira (15) foi adiado para sábado (16) por causa do atentado em Nice, na França.


Pence é um ultraconservador do meio-oeste americano. Um evangélico fervoroso contrário ao casamento gay e ao aborto.


Com a escolha, o bilionário quer atrair os eleitores mais conservadores, que olham com desconfiança o empresário de Nova York cheio de amigos liberais e que já está no terceiro casamento.


A mais recente pesquisa eleitoral mostrou que Donald Trump e a democrata Hillary Clinton estão empatados, cada um com 40% das intenções de voto. A convenção republicana, que confirmará a candidatura de Trump começa na segunda-feira (18).


JN


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O nome do vice-presidente da Hillary deve sair dentro dos próximos dias. Democratas têm afirmado à imprensa que há nomes estratégicos para cada fatia do eleitorado (estados-chaves, latinos, brancos, homens, mulheres, especializados em política externa, centristas ou liberais), mas a prioridade de Hillary, e isso se deve às condições eleitorais sob controle, é escolher alguém que tenha uma boa afinidade para se relacionar no Salão Oval. Os nomes especulados são:

 

Elizabeth Warren:

 

Pontos positivos - agradaria a ala liberal; daria entusiasmo à campanha.

Pontos negativos - seria um desfalque no Senado; há muitas divergências com Hillary, principalmente na agenda econômica; tem próprias ambições políticas.

 

Thomas Perez:

 

Pontos positivos - impulsionaria a base latina; teve destaque na administração Obama;

Pontos negativos - pouca experiência política. 

 

Tom Wilsack

 

Pontos positivos - impulsionaria o público branco masculino; colocaria a América rural em destaque na campanha; relacionamento antigo com Clinton;

Pontos negativos - não agradaria a base liberal. 

 

James Stavridis 

 

Pontos positivos - política externa; boa ligação com os republicanos.

Pontos negativos - pouquíssima experiência política.

 

Donald Rumsfeld

 

Pontos positivos - experiência como Ministro da Defesa; boa ligação com os republicanos.

Pontos negativos - políticas da administração Bush.

 

Cory Booker e Sherrod Brown 

 

Pontos positivos - ambos são liberais e agradaria alas ligadas ao Sanders.

Pontos negativos - ambos trariam baixas no Congresso. 

 

Tim Kaine 

 

Pontos positivos - boa relação com Clinton; traria um estado-chave pra campanha; seu lugar no Senado ficaria com Terry McAuliffe, aliado de Clinton; agradaria os homens brancos; sem escândalos em toda vida política.

Pontos negativos - não agradaria em nada a base liberal. 

 

John Hickenlooper 

Pontos positivos - contatos com fundos de arrecadação; popular governador de um estado-chave; traria confiança para um candidato com problemas de credibilidade.

Pontos negativos - não é adepto a campanhas negativas; aversão à política pragmática eleitoral. 

 

A escolha do vice vai traduzir também o perfil da campanha que está por vir: ousada escolhendo um republicano ou equilibrada escolhendo um governador de um estado-chave; energética fazendo uma chapa feminina ou pragmática escolhendo um homem branco; fazendo ênfase a segurança nacional ou as minorias. 

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