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  1. Metacritic é um website americano que reúne críticas de álbuns, videogames, filmes, programas de televisão, DVDs e livros. Para cada produto, um valor numérico de cada crítica é computado e daí retirado uma média aritmética ponderada. Um trecho de cada crítica é citada junto com um hyperlink para a fonte. Além disso, as críticas são ilustradas com três cores — vermelho, amarelo e verde —, resumindo a avaliação de cada produto. Cada nota é convertida para uma nota percentual, com alguns veículos recebendo um peso maior dependendo da categoria. O site apresenta ainda a possibilidade de os usuários cadastrados publicarem suas críticas, mas essas notas não entram no cômputo "oficial".
  2. A televisão já nos entregou alguns grandes exemplos de séries sobre médicos, indo desde o clássico E.R. (ou Plantão Médico), até a longeva Grey’s Anatomy. Ainda que cada uma dessas tenha suas diferentes abordagens, certos elementos, como o melodrama, o foco nas relações amorosas entre os médicos, dentre outros, podem ser destacados como pontos chave de tais seriados. Infelizmente, graças à superutilização de alguns desses pontos, muitos deles podem ser percebidos como clichês, o que acaba, invariavelmente, afligindo The Good Doctor: O Bom Doutor, mais nova obra de David Shore, criador de House. Não ajuda muito o fato de que essa nova série também traz elementos particulares muito similares à mencionada Dr. House, principalmente no que tange seu protagonista, que traz certas idiossincrasias, que o tornam essencialmente diferente daqueles ao seu redor. A diferença é que House era peculiar graças à sua persona, enquanto que o Dr. Shaun Murphy (Freddie Highmore), protagonista de The Good Doctor, assim o é em razão de seu autismo, algo que os roteiros desses dois primeiros episódios do seriado – Burnt Food e Mount Rushmore – fazem questão de nos lembrar a todo e qualquer momento, por mais que a interpretação de Highmore já dê conta do recado. Sim, trata-se de uma adaptação da série Sul-Coreana de mesmo nome, mas o simples fato de Shore estar envolvido com o projeto, que traz muito em comum com sua série médica anterior, já levanta questões sobre a originalidade do projeto. Antes de entrarmos em mais detalhes, no entanto, vamos à trama dos dois capítulos inaugurais de The Good Doctor. Burnt Food, que dá início à série, nos apresenta o Dr. Murphy, que, a caminho do hospital, para sua entrevista de emprego, se depara com um acidente envolvendo um jovem garoto, em um aeroporto. Prontamente, o aspirante a cirurgião toma as rédeas do caso, no próprio saguão do local, estabilizando o paciente antes dele ser levado para o hospital, que, por acaso, é o mesmo para onde o protagonista deve ir. Enquanto isso, o Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff), diretor do hspital, advoga pela contratação de Murphy, quem conhece há anos, tendo de lutar contra as opiniões contrárias do restante da administração, particularmente contra o preconceito de que o jovem médico não seria capaz de desenvolver suas funções, apropriadamente, por ser autista. Já o segundo episódio, Mount Rushmore, deixa clara a estrutura procedural da série, apresentando um novo problema médico, o tumor maligno de uma paciente, enquanto que Murphy é relegado a funções secundárias dentro do hospital, pelo chefe dos cirurgiões, que também não acredita no jovem. Enquanto acompanhamos essas histórias, também assistimos trechos de flashbacks da vida do protagonista, quando ainda era criança ou adolescente. Um dos grandes problemas de The Good Doctor é que ele não faz nenhum esforço para tornar seu melodrama mais discreto – de fato, a série o amplifica através do constante e intrusivo uso da trilha sonora e dos próprios diálogos, que chegam a tentar inserir aspectos de imparcialidade, quando se trata da proficiência de Murphy, mas sem obter êxito. É natural que o cirurgião-chefe, o Dr. Neil Melendez (Nicholas Gonzalez) tenha preocupações sobre ter alguém com autismo em sua equipe, mas o seriado vende essa preocupação única e exclusivamente como preconceito. Ao menos, nesses dois capítulos inaugurais, os roteiros mostram que Murphy não é exatamente perfeito. Sim, seus diagnósticos estão sempre certos, mas ele é péssimo em lidar com os pacientes, algo que afeta não apenas eles próprios, como todo o funcionamento do hospital (envolvendo desperdício de recursos e afins). Nesse quesito há um grande foco no contraste entre objetividade e emoção, algo deixado bem claro não somente pelo protagonista, com seus flashbacks, que diretamente dialogam com as situações nas quais ele se insere, como pelos dois outros residentes do hospital, a Dra. Claire Browne (Antonia Thomas) e o Dr. Jared Kalu (Chuku Modu). Em Burnt Food, os dois claramente são colocados em oposição à objetividade do protagonista – eles contam com uma relação íntima, que não afeta necessariamente os seus trabalhos, mas contrasta com a dificuldade de Murphy em se relacionar. Esse assunto também se estende para outros personagens, como Melendez e Glassman, que também funcionam como representantes da razão e a emoção, respectivamente. Claro que esses são somente um dos aspectos que formam a personalidade desses personagens, com o tempo, como já foi mostrado nesses dois primeiros episódios, há de se esperar que eles se tornem mais complexos. Para um início de série, a relativa simplicidade funciona. Infelizmente, enquanto há simplicidade nessa construção de personagens, não há na montagem e até mesmo no roteiro, principalmente no primeiro capítulo. The Good Doctor tem um sério problema de ritmo em ambos os episódios, fruto de constantes vai e vem entre passado e presente, além do mal encadeamento de seus núcleos. Os flashbacks, que deveriam complementar uma situação do presente, muitas vezes não servem como algo mais do que pura encheção de linguiça e, nesses casos, nem mesmo servem para desenvolver o protagonista, já que lida cin características que já conhecemos no personagem. A troca entre os núcleos também não ajuda e isso fica bastante evidente no primeiro episódio, no qual passamos conhecemos Browne e Kalu antes mesmo de Murphy chegar ao hospital, o que causa estranhamento imediato, por eles não serem apresentados sob a ótica do personagem principal. Claro que a montagem poderia resolver isso, não interrompendo repetidamente a mesma cena envolvendo Murphy no aeroporto, mas tudo que é capaz de fazer é fragmentar a narrativa consideravelmente. Ao menos, o trabalho de Freddie Highmore, que já havia chamado a atenção em Bates Motel, mais do que dá conta do recado de recapturar nossa atenção repetidas vezes. Mesmo com seu personagem tendo dificuldade em se relacionar com os outros, Highmore o interpreta de tal forma que transmite confiança e, mais importante, nos faz enxergá-lo como uma pessoa verdadeiramente boa, o que diretamente dialoga com o título da série. Highmore ainda se encaixa perfeitamente bem com o auxílio visual, que constantemente aparece na tela, trazendo números, imagens e mais, simulando a linha de raciocínio e o pensamento do protagonista – página tirada diretamente de Sherlock, com quem, não por acaso, Murphy se parece. O ator, de fato, parece estar pensando o tempo todo, seja sobre o problema de um paciente, ou sobre como se relacionar com aqueles ao seu redor – essa sua constante luta e, claro, seu bom coração, imediatamente capturam a afinidade do espectador, que não há como não gostar do personagem. Esforço nenhum de ator, contudo, seria capaz de nos fazer esquecer, ou até mesmo não perceber, os diversos problemas que esses dois primeiros episódios de The Good Doctor carregam. Trata-se de uma série com potencial, certamente, mas que ainda está presa demais nos inúmeros clichês de produções do subgênero, além de contar com sérios problemas de montagem e roteiro. Dito isso, é totalmente possível que os próximos capítulos passem a melhorar essa nova série de David Shore, que pode encontrar sua própria identidade e desenvolver uma abordagem diferenciada das outras grandes séries sobre médicos que a televisão já nos entregou. 3/5 Uma série com potencial, mas que ainda não foge do comum. https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/criticas/criticas-de-series/2019/08/critica-the-good-doctor-o-bom-doutor
  3. Criei dois tópicos hoje, nenhum falava sobre a anitta, e nos dois, algum hater falou sobre ela ou o trabalho dela. Não gostar, eu até entendo, mas vcs AMAM falar dela.
  4. "Alguns, criticam por não denunciar, rapidamente, o reacionário presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, com rapidez suficiente, como se a sua existência não fosse uma repreensão à sua mistura tóxica de misoginia e homofobia." - The Guardian sobre Anitta "Em seu álbum crossover de 2019, Kisses, e em sua música de abertura, Atención, Anitta não tem imediatamente a melhor voz que você já ouviu, mas é forte e maleável, perfeita para sua música, uma torre oscilante de moagem, funk, o reggaeton, o pop, r&b e o urbano. A encenação é, como seu repertório, descomplicada, eficiente, calculada para criar resultados empolgantes." - The Guardian sobre Anitta https://www.theguardian.com/music/2019/aug/10/nile-rodgers-meltdown-review-anitta-chic-kokoroko-southbank
  5. https://www.google.com/amp/s/www.forbes.com/sites/hughmcintyre/2019/08/09/katy-perrys-new-single-small-talk-is-an-unprecedented-bore/amp/ Matéria no link
  6. Como funciona: Cada membro que se disponibilizou a participar deve, na sua vez, indicar 1 Filme da Semana para os outros membros participantes assistirem e avaliarem aqui no tópico através de uma postagem sobre o filme e/ou uma enquete aberta com opções de notas de 0.5 a 5. O filme indicado de cada membro será revelado com o passar das semanas, sempre aos sábados, seguindo ordem de sorteio. Será postado também links de download para o filme em questão. Calendário de indicações: 29/06 - @namewho - Carol (2015) - Dir. Todd Haynes - Consenso: Bom 06/07 - @Felipe_MacedoBA - Gattaca (1997) - Dir. Andrew Niccol - Consenso: Ótimo 13/07 - @Caio ⚕ - Um Contratempo (2016) - Dir. Oriol Paulo - Consenso: Ótimo 20/07 - @Santinho - Rua Cloverfield, 10 (2016) - Dir. Dan Trachtenberg - Consenso: Bom Regras: - Os filmes indicados não podem extrapolar as 3 horas de duração.
  7. Há algum tempo atrás, o talentoso comediante americano Louis C.K. – que caiu em desgraça ao confirmar algumas acusações de assédio moral relacionadas ao seu comportamento ultrajante no ambiente de trabalho, na presença de mulheres que eram suas colegas de profissão – disse em um talk show americano que se, à época, tivessem parado de produzir filmes pornôs em definitivo pelo mundo todo, ainda existiria pornografia para se ver daqui até o fim da humanidade. Exageros à parte, o comediante tem razão ao comentar a relevância e crescimento da pornografia nos últimos trinta anos, ainda mais depois da chegada da internet em nossas vidas cotidianas. Desta maneira, a Netflix resolveu produzir uma série japonesa, baseada no livro de não-ficção Zenra Kantoku Muranishi Toru Den, escrito por Nobuhiro Motohashi, que nos conta com detalhes explícitos como foi a trajetória de Toru Muranishi, inovador e controverso diretor de filmes adultos no Japão que recebeu a alcunha de o imperador do pornô com suas produções que tiveram início na década de 80, no norte do país, região de Hokkaido. Seu estilo semi documental de gravar cenas de sexo representou um marco nas produções para entretenimento adulto, que perdura até os dias de hoje como um dos gêneros pornográficos mais populares entre o público. Assim, a série produzida por Masaharu Take nos embarca em uma jornada de dramas e risos, desta vida repleta de grandes ambições na espetacular montanha-russa de emoções que foi o começo da indústria pornográfica na terra do sol nascente. Em apenas oito episódios – com média de duração de 50 minutos cada um – a provedora mundial via streaming entrega O Diretor Nu, estrelado por Takayuki Yamada como o vendedor – que vai de porta em porta – de enciclopédias na língua inglesa que um dia se tornaria um dos grandes nomes da produção adulta japonesa. A melhor maneira de se começar a discorrer sobre O Diretor Nu, é citar o próprio e, a complexa e multifacetada atuação de Yamada como Muranishi. Mais do que ser capaz de ir de 0 a 100 km/h, o ator de apenas 35 anos de idade, o fez com nuances cativantes que magnetizam a sua presença na tela. Sem deixar de apresentar alguns momentos de fibra que acabam por elevar ainda mais sua performance na trama. Logo no primeiro episódio, fica difícil não estabelecer ligações entre sua personagem e Walter White da aclamada série de sucesso Breaking Bad, estrelada por Bryan Cranston. Muito fácil encontrar algumas similaridades entre os primeiros episódios de cada uma das séries. Também é possível descobrir um tanto de Mark Zuckerberg do excepcional A Rede Social, dirigido por David Fincher e escrito por Aaron Sorkin. Se duvidar desta última parte, apenas acompanhe o desenrolar das situações que acontecem a partir de uma simples frase como – “Você nunca me fez gozar. Nem uma vez!”. Isto foi mais que o suficiente para dar ignição no íntimo e mente transgressora do inseguro Toru Muranishi, que começou vendendo revistas de conteúdo adulto em várias revistarias na região de Hokkaido, chegando até a capital, Tóquio. Esta ascensão repentina foi transformando o protagonista da história. E, cada vez mais, ao lado de seu companheiro Toshi, interpretado por Shinnosuke Mitsushima – com atuação elétrica e extremamente vigorosa – sobem em uma espiral de loucuras que irá provocar lembranças à la O Lobo de Wall Street de Martin Scorsese. Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Takayuki Yamada e Shinnosuke Mitsushima provam por A mais B que empreendedorismo e insanidade são faculdades irmãs. Óbvio que com isso, abra-se espaço para o humor penetrar – literalmente – em O Diretor Nu, algo que a série dispõe de maneira desembaraçada, conseguindo estimular risos e sorrisos ao longo de alguns momentos mais leves dentro da trama. Mesmo nos mais estapafúrdios, como na cena onde Muranishi grava uma encenação sexual dentro de um ônibus escolar rondando um campo de beisebol no terceiro episódio da série original Netflix. Não é algo simples tentar trazer para a superfície de um filme ou série que aborda tais assuntos, certa leveza como a produção de Masaharu Take consegue fazer. Um bom exemplo para se compreender tal feito seria indicar um comparativo com o surpreendente Magic Mike de 2012, dirigido por Steven Soderbergh. Lá, o cineasta mundialmente conhecido conseguiu equilibrar com brilho a doçura de Channing Tatum com certa rudeza presente no ato teatral de tirar a roupa do striptease masculino. Sexy sem ser vulgar?! Aqui, ou no longa de Soderbergh isso não existe. Sexy é vulgar, e vice-versa. E, isto é transpassado de maneira muito madura, até com admirável sensibilidade como no memorável quinto episódio que possui a cena mais quente – e põe calor nisso! – da série. A jovem atriz Misato Morita deu um show à parte nestas cenas! Falando em sensibilidade, um dos pontos altos de O Diretor Nu é a abordagem que o enredo faz, pontuando duas discussões atuais muito relevantes em nossa sociedade. A grosseira e infantiloide percepção masculina das mulheres que se estabelecem como dominantes no ato sexual; e a compreensão prática de como ocorre o consentimento pré-coito na relação homem/mulher. Morita, que interpreta Megumi – que adota o nome artístico de Kaoru Kuroki – remete à sensualidade debochada e pulso firme de Isabelle Huppert em Elle, excelente obra cinematográfica realizada pelo trocista cineasta holandês Paul Verhoeven no ano de 2016. Não se enganem, pois só há uma pessoa no controle aqui, e esta é a jovem atriz japonesa. Devidamente cirúrgico é o conceito desta série Netflix de que homens se surpreendem – e até se amedrontam – com a sexualidade feminina mais latente, tentando conscientizar a ideia de que, talvez, ela queira te usar mais do que você quer dela. Já, em relação ao consentimento sexual: é bem didático o parâmetro de comparação que podem ser vistos nos episódios cinco e sete. Notam-se duas abordagens distintas, que geram reações opostas. Pode-se levar daqui uma lição moral útil e necessária para um melhor e mais respeitoso convívio na sociedade. Infelizmente, entre tais episódios, encontra-se um descartável sexto episódio que mais parece uma aventura no arquipélago havaiano com um pouco de ação e alguns atores americanos. Até tentaram imbuir um pouco de contextualização política com a relação Estados Unidos/Japão que se encontrava meio bamba à época – inclusive citaram o ataque a Pearl Harbor no meio disso tudo. Porém, este capítulo fica mais próximo de um momento qualquer da repetitiva série de televisão Havaí 5.0. O Diretor Nu também coloca no ringue em seus capítulos derradeiros uma alegoria sobre Davi versus Golias. Sendo ainda mais específico, o choque entre orgânico e celestial, vide os nomes das produtoras rivais: Sapphire e Poseidon – no traduzido, a pedra Safira e o deus da mitologia grega dono dos mares, respectivamente. Tal temática é muito familiar a todos em suas variadas formas narrativas, seja na cultura oriental ou ocidental. No mesmo Japão, o mundialmente celebrado anime Os Cavaleiros do Zodíaco, hoje, com uma nova versão produzida pela Netflix já narrava tais fundamentos com clareza; agora em Hollywood, talvez um dos exemplos mais populares seja a luta entre o “rochoso” Rocky Balboa contra o deus sol Apollo Creed. Outro aspecto a ser exaltado recai na trilha sonora eclética: temos J-pop, rock, eletrônica, com canções como “Back to Black” de Amy Winehouse a “Dont Dream Its Over” do Crowded House. Também é notável a inspiração nos trabalhos de Trent Reznor e Atticus Ross, duo que encabeça o grupo de hard rock industrial Nine Inch Nails; e Cliff Martinez – ex-baterista da banda funk rock Red Hot Chili Peppers – que produziu trilhas para filmes, como o hipnotizante Drive e o pavoroso O Demônio de Neon, ambos com a assinatura de Nicolas Winding Refn. Resumindo: música para todo tipo e gosto, assim como a pornografia e seus excêntricos fetiches. Quem dera todos os materiais produzidos pela Netflix apresentassem tamanho carteado como foi o caso de O Diretor Nu que teve a capacidade de tocar no assunto sexo de maneira tão profunda – pontilhando as ramificações sem esquecer de comentar o bônus e o ônus da indústria de vídeos adultos – e sensível na humanização destes personagens em busca de alguma segurança. 4/5 Série original Netflix japonesa adentra o mundo da pornografia com liberdade, fibra, precisão e maturidade para abordar os baixos e altos deste nicho popular. https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/criticas/criticas-de-series/2019/08/o-diretor-nu-critica-1a-temporada
  8. Mais uma produção nacional da HBO, o primeiro episódio de Pico da Neblina não só procura explorar as especulações prometidas pela proposta da série, como também apresenta os dilemas de seu protagonista em tramas atrativas de se acompanhar. Dirigida por Quico Meirelles (filho de Fernando Meirelles), Pico da Neblinase passa em uma São Paulo fictícia, onde a comercialização e consumo recreacional de maconha foi legalizada no Brasil. Este é um cenário especulativo que não chega a ser tão absurdo de se imaginar em algum futuro, com a série baseando suas primeiras consequências hipotéticas na realidade da Califórnia, onde um produtivo mercado foi construído em volta da substância. Enquanto o processo de legalização é debatido no meio político, acompanhamos Biriba (Luis Navarro) um jovem que vende maconha para membros de diferentes classes da sociedade, e que é reconhecido por seus métodos diferenciados ao tratar o produto com mais consideração do que se costuma ter notícia. O protagonista não apenas repassa a maconha “prensada”, como também a lava e a separa de formas variadas, podendo vendê-la dividida por diferentes categorias e funções. Pico da Neblina já começa procurando se distanciar das representações clichês sobre os temas e cenários que aborda, tratando a rotina do protagonista com descontração, e construindo um ambiente mais casual do que se costuma ver em outras produções. A ideia por aqui, pelo menos de início, não é aprofundar um retrato sobre as características e peculiaridades deste universo com realidades gritantes, nem tentar impactar o espectador com alguma sequência chocante envolvendo o dia a dia do tráfico. Ao invés disso, Biriba segue sua rotina de trabalho ao lado de seu amigo Salim (Henrique Santana). gerente da “biqueira” onde pega seu estoque. Em uma cena politicamente provocativa, ambos assistem a votação sobre a legalização da maconha, onde deputados que argumentam contra a legalização e dizem defender “valores éticos” e a “família brasileira”, são ironicamente ovacionados pelos traficantes. Fica clara, a proposta da série de denunciar a hipocrisia e os debates tendenciosos que envolvem este tema político já tão amplamente discutido pela sociedade, e no meio desta “politicagem”, Biriba e Salim apenas discutem seus futuros neste novo cenário. De forma produtiva para as discussões que aparentemente irão permear a série, os dois amigos possuem personalidades e pensamentos contrastantes. Salim quer avançar na hierarquia do tráfico, enquanto Biriba encara seu trabalho de forma mais pragmática e se mantém fiel a certos ideais, como não vender drogas mais pesadas. Após a legalização ser aprovada, o protagonista começa a flertar com a ideia de começar a vender maconha legalmente, ideia esta que acaba sendo impulsionada por um de seus clientes. O cliente em questão, Vini (Daniel Furlan), é um empreendedor fracassado que segue diversos clichês atribuídos ao empreendedorismo superficial desta geração. Mesmo com suas tentativas iniciais frustradas, é bem possível que o personagem ainda tenho muito o que acrescentar para uma exploração mais aprofundada sobre tais clichês durante os próximos episódios, em um retrato mais instigante sobre a classe média atual dentro deste cenário especulativo. Mas embora Pico da Neblina chame a atenção dos espectadores por conta de tais especulações provocativas (ainda mais considerando o ambiente político atual), a série realmente acaba excedendo expectativas com seus esforços de construção narrativa, nos apresentando um protagonista facilmente relacionável em tramas que fogem de abordagens mais padronizadas ou de caricaturas desgastantes. Seria difícil imaginar que a série teria material suficiente para render seus próximos episódios apenas com a exploração de seu cenário político, e ao produzir uma reviravolta durante os momentos finais deste piloto, consegue escapar de boa parte da previsibilidade de sua proposta e de suas discussões. A relação entre Biriba e Salim com certeza ainda trará muitos momentos de tensão e drama para manter o espectador engajado, mas é a trajetória do protagonista em si que realmente acaba trazendo expectativas ainda mais empolgantes após os acontecimentos finais. Pico da Neblina começa trazendo o padrão de qualidade visual já reconhecido internacionalmente da O2 Filmes, e a construção de sua história também mostra-se digna de atenção, ao nos apresentar uma trama cujo valor não aparenta ser meramente político ou transgressivo. Com um primeiro episódio eficiente e um protagonista cativante, a série abre caminhos interessantes para serem explorados durante esta primeira temporada, e quem sabe ainda possa incitar debates relevantes, até mesmo para o mais casual dos espectadores. O primeiro episódio de Pico da Neblina não se mantém restrito às suas especulações políticas e prepara uma trama empolgante, digna de atenção. https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/criticas/criticas-de-series/2019/08/pico-da-neblina-critica-episodio-1
  9. A V A L I A Ç Ã O D E F I L M E S A partir de agora nós teremos este espaço para avaliarmos os mais diversos filmes que assistimos ao longo da vida e os próximos que virão. COMO FUNCIONA? ✤ Você deve indicar o nome do(s) filme(s) que queira avaliar e atribuir uma quantidade de estrelas que ele(s) merece(m), de acordo com sua crítica. ✤ Você não precisa escrever o porquê está dando "X estrelas", isto é OPCIONAL. Tenha apenas coerência e bom senso e nunca avalie algo que não assistiu. ✤ Você pode fazer avaliações A QUALQUER MOMENTO, de QUAISQUER FILMES. Então não precisa preparar um listão de uma só vez. Vá postando no tópico aos poucos, ao longo dos dias, meses, ano. ✤ Você pode debater sobre as críticas dos demais usuários à vontade. Não é um tópico fechado só para atribuição de estrelas. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ✤ Será realizado um cálculo com as médias atribuídas para um mesmo filme, de acordo com as críticas que os usuários forem postando. Por exemplo: 10 usuários avaliaram o filme "Titanic", então as estrelas serão somadas e divididas pelo número de usuários e a média será definida. ✤ A média das estrelas estabelecerá um RANKING que será atualizado sempre que houverem novas críticas postadas. Este ranking ficará disponível na página inicial do tópico. ✤ Para atribuir estrelas, você deve considerar apenas NÚMERO INTEIRO ou CASA DECIMAL 0,5. Leve em consideração a legenda a seguir. As estrelas vão de 0,5 a 5. LEGENDA (5) - Obra-prima/Fabuloso/Espetacular (4,5) - Ótimo/Incrível/Inesperado (4) - Muito bom/Interessante (3,5) - Bom/Jóia/Bacana (3) - Legal/Recomendável (2,5) - Razoável/Assistível (2) - Falível/Chato/Dispensável (1,5) - Ruim/Desgosto/Tristeza (1) - Muito ruim/Desinteressante (0,5) - Péssimo/Irrecomendável/Lixo RANKING ATÉ 01/08/2019 ÀS 11H08 (apenas filmes com pelo menos 3 críticas já realizadas): #01 Vingadores: Ultimato (5,00) baseado em 3 críticas #01 Homem-Aranha: No Aranhaverso (5,00) baseado em 3 críticas #02 Titanic - (4,92) baseado em 6 críticas #03 Doze Anos de Escravidão - (4,83) baseado em 3 críticas #04 Me Chame Pelo Seu Nome - (4,50) baseado em 6 críticas #05 Histórias Cruzadas - (4,50) baseado em 4 críticas #06 Guerra Infinita - (4,50) baseado em 3 críticas #06 Roma - (4,50) baseado em 3 críticas #07 O Homem de Aço - (4,40) baseado em 3 críticas #08 O Diabo Veste Prada - (4,34) baseado em 3 críticas #09 Infiltrado na Klan - (4,30) baseado em 5 críticas #09 Viva: A Vida é Uma Festa - (4,30) baseado em 5 críticas #10 Pantera Negra - (4,20) baseado em 5 críticas #11 Guardiões da Galáxia Vol. 2 - (4,20) baseado em 3 críticas #12 Mulher Maravilha - (4,13) baseado em 8 críticas #13 Corra! - (4,13) baseado em 4 críticas #14 Aquaman - (4,00) baseado em 4 críticas #14 Green Book - (4,00) baseado em 4 críticas #15 O Destino de uma Nação - (4,00) baseado em 3 críticas #15 Procurando Dory - (4,00) baseado em 3 críticas #16 Lady Bird - (3,83) baseado em 6 críticas #16 Três Anúncios para um Crime - (3,83) baseado em 6 críticas #17 Homem-Formiga e a Vespa - (3,83) baseado em 3 críticas #18 Batman vs Superman: A Origem da Justiça - (3,75) baseado em 4 críticas #19 A Forma da Água - (3,70) baseado em 5 críticas #20 Vice - (3,70) baseado em 4 críticas #21 Capitã Marvel - (3,50) baseado em 6 críticas #21 Nasce uma Estrela - (3,50) baseado em 6 críticas #22 The Post: a guerra secreta - (3,50) baseado em 4 críticas #23 Guerra Fria - (3,40) baseado em 3 críticas #24 Homem-Aranha: De Volta ao Lar - (3,34) baseado em 3 críticas #25 Bohemian Rhapsody - (3,13) baseado em 4 críticas #26 Esquadrão Suicida - (2,70) baseado em 3 críticas #27 O Rei Leão (2019) - (2,66) baseado em 3 críticas #28 Liga da Justiça - (2,50) baseado em 7 críticas #29 Thor Ragnarok - (2,17) baseado em 6 críticas
  10. @Madonna da [email protected]@Carlos [email protected] Rei das 9 @Laura @Luiiz @Rique @Joel Neto Que texto foda (grifos meus) OPINIÃO | TESTE DE RELEVÂNCIA PARA MADONNA EM FASE DECADENTE DA MÚSICA POP Um mês após o lançamento de “Madame X”, Madonna também está de volta à plena forma nos videoclipes com a estreia do controverso “God Control” Leïlah Accioly 14/07/2019 - 11:06 / Atualizado em 14/07/2019 - 11:13 Há 30 anos, Madonna chocava o mundo com o videoclipe de “Like A Prayer”, uma fábula urbana e atemporal tratando de religião, racismo e sexo. Em 2019, Madonna não demonstra estar em plena forma apenas musicalmente, com seu álbum “Madame X”, lançado há um mês, mas também em outra frente que sempre dominou, o videoclipe. “God Control”, seu mais recente vídeo, é um épico de oito minutos que aborda o espinhoso tema do controle de armas misturando doses agudas de realismo e espetáculo. Dirigido por Jonas Akerlund, que carrega um histórico de vídeos banidos pela MTV e cuja estética parece-se com um encontro de Quentin Tarantino com David LaChapelle, o clipe está sendo aclamado pelos fãs da artista como seu statement político audiovisual definitivo. “God Control” é para muita gente um bem-vindo retorno à veia polêmica que havia parado de pulsar em 2003, quando a própria Madonna lançou, para rejeitar em seguida, o seu clipe-manifesto anti-guerra em plena era George W. Bush, “American Life”, num inédito gesto de autocensura. Mas nem todos estão contentes com o clipe em que a cantora e sua entourage são abatidas a tiros de metralhadora numa pista de dança, fazendo referência ao massacre na boate Pulse, em Orlando, em 2016. A ativista pelo controle de armas, Emma González, sobrevivente de outro massacre, ocorrido em Parkland, no ano passado, criticou duramente o clipe no Twitter, defendendo que a obra é desrespeitosa com a memória de vítimas de tiroteios em massa e seus familiares. Curiosamente, é a mesma Emma González que teve um trecho de discurso sampleado na introdução da música “I Rise”, que fecha o álbum “Madame X”. “Por mil vezes morri, e fui capaz de sobreviver”, canta Madonna nessa mesma faixa. Parece que de repente, no apagar das luzes de uma década profundamente conturbada, em que os sistemas político, socioeconômico e cultural estão em xeque desde a sua raiz — o trabalho —, Madonna é relevante novamente. Mas para chegar até aqui, houve um processo em que ter se distanciado dos Estados Unidos foi decisivo, e não há como não perceber aí um sinal importantíssimo sobre os rumos de nossa sociedade. Principalmente se lembrarmos que o maior fracasso do qual a performer nunca pareceu se refazer de todo, foi justamente “American Life”. “Madame X” parece vir expurgar esse trauma, sendo ainda mais político que aquela que foi sua obra mais combativa até o presente momento. O clipe de “God Control” sintetiza tudo que está no álbum: revolta, pavor, determinação lado a lado com a hesitação (Madonna bate a letra da música à máquina e amassa o papel várias vezes), e como consequência, uma vontade imperiosa de transcender a violência destes tempos. Quem com tamanho alcance na música pop está clamando por uma “nova democracia“? Qual norte-americana está usando sua voz de privilegiada para tocar em feridas como escravidão, belicismo, violência urbana, racismo, perseguição religiosa e sexual? Não há nada mais iconoclasta, arriscado e bizarro que Madonna continuar perseguindo sua redenção artística por meio de um canônico álbum de música pop acompanhado de videoclipes, em pleno 2019. Madonna, de certa forma, ainda é a garota que foi para Nova York aos 19 anos buscando ser aceita pelo maior número de pessoas possível, conciliando diferenças e dando nó em paradoxos. Mas ela tem consciência da tarefa ingrata que é perseguir autoafirmação lírica, sexual e audiovisual aos quase 61 anos, diante de um mundo que recusa o envelhecimento, enquanto vive num estado permanente que alinha terror e torpor. Essa autoafirmação se expressa dentro de um mercado que a própria Madonna ajudou a inventar entre 1983 e 1986, quando atuava como um primeiro experimento de blockbuster musical e visual, aliando um infalível senso comercial a qualidades que só grandes bandas e músicos de rock demonstravam até então, como legitimidade e ousadia estética. Os anos 10 foram duros e hostis para Madonna Ciccone. Ultrapassar os 50 como bastião da reinvenção num jogo que, de certa forma tem retrocedido — voltando à era dos singles dos anos 1950 e 60, com uma parada tediosamente uniforme, sovada de fórmulas que se orgulham de ser fórmulas — é algo simplesmente inédito. Fala-se demais da idade de Madonna, mas não se toca no assunto “o pop é papa”. Ou seja, o pop nunca foi tão velho e institucionalizado. A música pop envelheceu. Não é mais a porta-voz número um de transgressões comportamentais e socioculturais, não tem uma emissora oficial validando suas peças audiovisuais, nem suas paradas tradicionais como a da Billboard valem como número absoluto. Em tempos de streaming, importa mais quantas vezes o público de um nicho escolhe tocar um artista. Ainda assim, para Madonna, uma artista que representou tão bem o triunfo da narrativa pessoal ou a ascensão do ego no discurso cultural, faz sentido continuar perseguindo mais êxitos na parada da Billboard. É um signo de um sistema de consumo e distribuição de música sob o qual ela viveu a maior parte do tempo e que dominou implacavelmente, como provam seus impressionantes 38 singles no top 10. Talvez, Madonna aceite mais a passagem do tempo para ela mesma que essa avançada idade que a música pop atingiu, sem que isso tenha se traduzido em maturidade ou capacidade de desafiar-se. Desafiar-se foi o que Madonna fez quando deixou a zona de conforto da ponte NY-Londres para encarar ser uma “soccer mom” em Portugal. Mal sabia ela que com essa mudança, abriria um portal para uma nova atitude que significou, na forma, escapar do tédio das batidas inócuas do pop desta década e no conteúdo, deslocar-se do centro do megapalco do pop para reaproximar-se das rodas de música, dos bares, da rua, e tomar o posto de observadora do mundo novamente. Lisboa, essa capital-aldeia europeia que vem tentando se cosmopolizar e funcionar ao mesmo tempo como refúgio para aposentados abastados globais e velhos jovens foragidos de metrópoles em processo de desmonte, teve um papel fundamental nessa redescoberta do mundo, responsável por renovar seu olhar, inclusive, em direção à sua terra natal. Os sotaques árabe, indiano, chinês, brasileiro, africano, latino e europeu de uma cidade nostálgica mas ávida por futuro, multicultural mas essencialmente conservadora, foram capturados em “Madame X”, que marca o retorno de Madonna ao lugar de farol para um mundo que ela já não conseguia mais decodificar ou desconstruir nos três últimos álbuns. A cantora disse no documentário sobre a confecção do álbum, “World of Madame X”, recém-lançado pelo Amazon Prime, que não vê o resultado como apropriação cultural, mas sim, como “oportunidade de dar uma plataforma para uma música incrível que o mundo não tem o privilégio de ouvir”. O mundo é mesmo a personagem central na trama da misteriosa e outsider Madame X. “O mundo é selvagem, o caminho é solitário”, canta num português esforçado, na canção “Killers who are partying”, com seu título tudo-menos-pop, porque como sabemos, pop é festa. Mas desta vez, a festa está soturna, como deixa claro “God Control”. No mesmo documentário, a cantora declara que o mundo, hoje, dança um “dark ballet” (“balé sombrio” em tradução livre), fazendo referência à música que compôs sobre Joana D’arc, faixa que chega solapando a cerimônia hedonista de “Medellín”, em que Madonna se concede o prazer de voltar à liberdade e inconsequência dos 17 anos. Mais que um disco, esse é o maior teste de relevância para uma artista que muita gente adora odiar mas que segue sem ser ultrapassada. A própria dá o recado em “Future”, “nem todo mundo está vindo para o futuro, nem todo mundo está aprendendo com o passado”. São versos que estão expressos desde a própria estrutura de “Madame X”, que simultaneamente volta às raízes de lutas identitárias pelas quais Madonna gritou no auge de sua carreira, até porque nunca estiveram tão ameaçadas quanto agora, e apresenta questões atuais com vitalidade renovada, sobre uma ânima musical tribal e moderna. Com “Madame X”, Madonna resiste ao sexismo, etarismo, racismo, neofascismo e às limitações de um gênero musical esgotado em severa crise de identidade cujos maiores baluartes estão todos mortos. Madonna está mais viva do que nunca e como se não bastasse, nos dando excelentes videoclipes. https://epoca.globo.com/opiniao-teste-de-relevancia-para-madonna-em-fase-decadente-da-musica-pop-23807393?fbclid=IwAR1pXlvAmKY7LEOmz2zWYBuWwoRYakQNCjIRHOj5YhG9PFyA3qfs1gPFyis
  11. Azeitada para atender a nostalgia do seu público sem quebrar os moldes, a máquina de remakes da Disney tem em O Rei Leão seu maior desafio. Reescalar elenco, atualizar o texto e regravar as canções de Elton John são questões periféricas se comparadas com a principal: como manter a expressividade dos personagens - tanto na tragédia de matriz shakespeariana quanto nos números musicais - dentro de um projeto cuja principal novidade é o fotorrealismo dos leões de Jon Favreau. Não é apenas a questão de transformar um clássico da animação tradicional em um longa em live-action com computação gráfica. Quando fez seu Mogli, Favreau contava com um protagonista humano expressivo e algumas escolhas pontuais de caricatura e fisionomia, como do Rei Louie e de Baloo, para sustentar a entrega da dramaturgia e da graça. No caso de O Rei Leão, essa transição é mais problemática (antes de mais nada porque exige que seus animais de CGI façam um Hamlet convincente) e não acontece de forma tão suave quanto em Mogli. Assim como no seu filme anterior, Favreau aposta primeiro no deslumbre. Detalhes da natureza aparecem na tela com uma riqueza de texturas que era impossível no filme de 1994, e se esses travelings (do rato, do pêlo do leão, dos insetos) acontecem frequentemente em planos-sequências em O Rei Leão é porque Favreau pretende preservar até o limite do corte esse interesse do olhar do espectador. É como Simba encantado com o bater das asas de um besouro: um efeito hipnotizador, que encanta enquanto dura. O deslumbre obviamente não sustenta o filme. Dos remakes da Disney, talvez este seja aquele em que o serviço da dramaturgia mais depende da nostalgia para funcionar. Favreau sabe disso e faz mudanças mínimas e respeitosas, sem desconstruir o original. O texto não muda demais; é atualizado em questões mais sensíveis (quando Simba pergunta se o reino será seu, Mufasa responde que o reinado é uma responsabilidade, não uma posse) e em momentos mais leves (como no segmento da floresta, agora sustentado em piadas autorreferentes). A seleção de canções é refeita na base do prestígio de Beyoncé e Donald Glover - não há nostalgia que resista à tentação da venda casada com o mercado fonográfico, afinal - e as interpretações também não fogem muito do original nos arranjos. O resultado é o que se esperaria dessa receita protocolar. O Rei Leão transcorre como se fosse aquele experimento de assistir a O Mágico de Oz acompanhado de Dark Side of the Moon, mas com um especial do Disneynature passando enquanto toca por cima o áudio do filme de 1994. Os travelings de Favreau são bons para deslumbrar nas tomadas de paisagem e nas cenas de ação, mas os close-ups não funcionam como deveriam, e o diretor visivelmente lhes diminui a frequência nos momentos emocionais. Está se tornando uma unanimidade dizer que Timão e Pumba roubam o filme e as razões são evidentes. Os dois personagens formam a resistência, são o bastião do antropomorfismo e do cartunesco. Suas fisionomias naturalmente se prestam à expressividade (o sobe e desce do suricate, as jogadas de pescoço; o focinho proeminente e os dentes de Pumba, que parece estar rindo o tempo todo). As cenas na floresta e no deserto se valorizam com eles num efeito de contágio; além da caracterização dos personagens, o texto se oxigena, preparado para fazer piada com o original (só Simba engorda na montagem do salto temporal), e Favreau parece mais ágil, confiando no close-up cômico de Timão e na correria com câmera na mão com Pumba. Até uma canção surpreende, na coreografia e na função de "The Lion Sleeps Tonight". Timão e Pumba são também exemplos felizes de como injetar personalidade nos animais a partir das escolhas de vozes. Billy Eichnerfaz a sua melhor variação de Nathan Lane para recriar um Timão dândi e a interpretação de Seth Rogen como Pumba deixa mais que claro que "Hakuna Matata" sempre foi um grande código para o estilo de vida canábico. Se toda a sequência na floresta parece um filme de Judd Apatow, muito disso se deve à participação de Rogen. Num filme fotorrealista em que as vozes têm o fardo pesado de carregar a interpretação nas costas, esse tipo de escolha desequilibra a balança. Glover, particularmente, termina eclipsado, sem encontrar um casamento específico de sua persona com seu Simba, e a Disney por tabela está cavando uma nova polêmica ao dar para a alemã de origem ugandense Florence Kasumba, a única atriz com um sotaque mais "exótico", o papel de Shenzi. Não que isso vá reacender toda a discussão sobre o Apartheid e a apropriação cultural que cercou o filme de 1994. Os tempos são outros, hoje a Disney assume para si não uma cultura específica mas todo o discurso politicamente correto e assim se blinda da problematização. Resta ao público, de mãos dadas com o conglomerado, assistir a O Rei Leão pelo que ele tem a oferecer, uma grande demonstração de extravagância. 3 OVOS (Bom) https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/o-rei-leao
  12. A equipe se esmerou: não há tonalidade da savana que não esteja reproduzida à absoluta perfeição quando Musafa, rei dos animais, mostra a Simba, o seu príncipe recém-nascido, aquilo que um dia caberá a ele governar – tudo o que a luz do sol toca. As revoadas de pássaros acompanhadas por suas sombras no capim dourado, as girafas de pescoços ondulantes, as fileiras de elefantes tão majestosos quanto os baobás, as manadas de zebras e gazelas que bebem dos olhos d’água plácidos nos quais os hipopótamos descansam. Da mesma forma, não há um pelo da juba de Musafa que não se agite de maneira perfeitamente crível com a brisa – e Simba é um filhote tão tenro e vivo que a reação da plateia a ele é fisiológica, e portanto inevitável: apego imediato. Se a questão é a memória afetiva do desenho de 1994 (o maior sucesso da animação da Disney até hoje, ultrapassando com folga Frozen em valores atualizados), o diretor Jon Favreau cuidou dela com a mesma minúcia de seu trabalho anterior, Mogli, o Menino Lobo: com uma ligeira mudança aqui ou ali, o roteiro é o mesmo de 25 anos atrás, para que ninguém se enerve com revisões indesejadas. Boa parte do apelo desta versão, aliás, não vem do que está na tela, e sim daquilo que o espectador carrega consigo para dentro da sala de cinema. Mas, apesar de todo esse zelo e de tanta beleza, o novo O Rei Leão tem algo de inanimado, quase frio, e provoca no espectador uma cisma que poucas vezes, durante as duas horas de filme, deixa de o incomodar: é difícil conciliar o fotorrealismo das imagens, quase impossíveis de distinguir daquelas que passam todas as horas do dia na National Geographic ou no Animal Planet, com a fantasia da ideia de que esses bichos falam com voz de gente. Daí decorre um problema adicional: tudo aquilo que no desenho original de 1994 foi “esticado” de maneira tão cativante – as expressões humanizadas dos animais, a sua expressão corporal teatralizada – não cabe no hiperrealismo 100% manufaturada em computação gráfica. A responsabilidade dos dubladores dobra. E tem-se aí outro problema: pelo menos na versão original, nem todos eles estão à altura da tarefa que se exige deles. Deixam a desejar Chiwetel Ejiofor, de 12 Anos de Escravidão, que é um grande ator, mas precisaria comer muito feijão ainda até equiparar sua atuação ao espetáculo de sarcasmo, inveja, sedução e mesquinhez em que Jeremy Irons transformou o leão sem trono Scar, em 1994. Donald Glover, de Atlanta, faz o Simba adulto parecer um adolescente indeciso, e Beyoncé não confere nenhuma personalidade a Nala. Na coluna dos grandes acertos ficam James Earl Jones, tão insubstituível como Musafa que tiveram de usar novamente sua voz; o comentarista político John Oliver, do Last Week Tonight, um deleite como Zazu (um deleite providencial, aliás, já que pássaros não têm expressão facial – nenhuma – e Zazu precisa de toda ajuda que seu dublador pode dar a ele); Billy Eichner como Timão; e, reinando supremo sobre todos, Seth Rogen como Pumba. Rogen está tão bem, mas tão bem como o javali que os trechos em que ele está em cena são os únicos em que O Rei Leão consegue aquilo que, idealmente, deveria conseguir o tempo todo: fazer a plateia crer que bichos por natureza falam e pensam como gente. O suricato Timão e o javali Pumba já roubavam a cena no desenho de 1994, e aqui repetem a façanha (a aparição de Pumba, como uma miragem no deserto, é para dar alegria aos aficionados de Lawrence da Arábia). A dupla tem a distinção, também, de protagonizar o único número musical em que a produção de Pharrell Williams demonstra alguma inspiração: uma versão em boomboxing, com os animais imitando instrumentos musicais, da maravilhosa The Lions Sleeps Tonight – um achado composto em zulu, em 1939, pelo sul-africano Solomon Linda, incontáveis vezes regravado em inglês nos anos 50 e 60, e a única faixa da trilha original que não era assinada por Elton John e Tim Rice (em contraste, o dueto de Simba e Nala em Can You Feel the Love Tonight ficou de uma breguice constrangedora; Jane e Herondy fariam melhor). Vindo já na esteira de outras tantas versões live-action – ou quase isso – da Disney para seus desenhos, O Rei Leão representa um futuro que não tem volta; quando mais o cinema avança tecnicamente, mais irresistível sempre será a possibilidade de refazer e reimaginar aquilo que já foi feito. A excelência da execução, porém, não é tudo. Sobra um bom espaço, ainda, para aumentar o grau de inspiração e, neste caso, de alma e sentimento. Veja Beyoncé pisada
  13. Sempre polêmica e crítica, a renomada Pitchfork publicou o que eles acharam de “Spirit“, single de Beyoncé para o live-action de “O Rei Leão”. O site não aprovou a canção, dizendo que a música “não foi o suficiente” e que ela tentou imitar, sem sucesso, o que Kendrick Lamar fez com o álbum para “Pantera Negra”. Para o “The Gift”, disco para o filme que trará artistas globais, a cantora também apostou em ritmos africanos e também músicos do continente, assim como o rapper para o longa da Marvel. A Pitchfork destaca que o single decepciona na primeira prévia da promessa da grandeza do trabalho. Depois da abertura em Swahili da faixa, a crítica afirma que a letra cantada no início por Bey “não significa nada”. Eles também disparam: “Quando ela atinge as notas altas parece apenas um artifício para esconder o vazio e a linearidade da produção”. A Pitchfork explica que tem consciência que é uma música para a Disney, inclusive produzida pelo aclamado Labrinth, membro do trio LSD, ao lado de Diplo e Sia, e também próximo a Max Martin, mas que mesmo assim é decepcionante. Também é destacado que “Spirit” tem a clara intenção de fazer com que Beyoncé ganhe seu primeiro Oscar. “Deixe ela conseguir”, debocham eles. Portal Famosos Brasil
  14. Um dos álbuns menos vendidos de Madonna nos anos 80 e 90 é tb um dos mais lembrados. Quando se pensa na Rainha do Pop, eu diria que 3 imagens vêm à cabeça (de pessoas normais, haters sempre pensarão em coisas ruins), essas imagens são: A noiva de Like a Virgin, os cones de Gaultier na Blond Ambition e, por fim, a dominatrix de Erotica. Mas pq Erotica foi mais marcante do que discos que venderam mais, como Bedtime Story, por exemplo? Por um motivo muito simples: Vanguardismo. Nunca antes a sexualidade havia sido colocada daquela forma na música, com a mulher e seus desejos à frente. Este vídeo do Rock & Roll Hall of Fame fala da importância e do legado de Erótica. É desses trabalhos que quem vive obcecado por charts não seria jamais capaz de fazer @Madonna da Silva @Carlos Eduardo @RuPaul @Caco @Luiiz @O Rei das 9
  15. Madonna’s World Pride Closing Set Was Absolutely Legendary “We have been on this journey together, and I am so proud and honored to share this historical evening with you.” BY ROSE DOMMU JULY 01 2019 1:15 PM EDT As the sun set on Pride weekend, marking the end of the celebration of 50 years since the Stonewall Riots ignited our movement, Madonna asked the audience a question she’s been asking since 1990: “What are you looking at?” Yes, the Queen of Pop began her headlining set with what might be her biggest hit, “Vogue,” accompanied by a swarm of dancers all outfitted as Madame X in matching blonde wigs and trench coats. One sat at a typewriter, the sound of the keys filling in for the iconic snaps of the songs intro, flawlessly fusing her most iconic hit with her new era — in the music video for “God Control,” released last week, Madonna writes her manifesto at the very same typewriter. That marriage of her classic songs and her new material was on display throughout her entire four-song set, which also included “American Life,” “God Control,” and the anthemic “I Rise.” The staging was beautifully choreographed and Madonna was in top form. Each song was perfectly interpreted for this exact performance. It felt special, like we were seeing a unique show that would only exist this one night. Despite the thousands of people in the crowd, it felt intimate. Between songs, Madonna spoke to the crowd, highlighting the history of Pier 97, which was once an infamous gay cruising spot. “God knows it has a lot of history.” Wearing custom Versace — Donatella was in attendance, Madame X told us as one of her leather daddy dancers changed her shoes onstage — the Material Girl was effusive about her love for the LGBTQ+ community, reflecting on the significance of World Pride and the anniversary of Stonewall. “Fifty years people. Fifty years of revolution, 50 years of freedom fighting, 50 years of putting up with discrimination, hatred and indifference, 50 years of blood, sweat and tears, 50 years of not bowing down to fear. That’s what I’m talking about.” “We have been on this journey together, and I am so proud and honored to share this historical evening with you,” she said. “You really don’t know. Since I came to New York as a wee little girl, I have always been embraced by queer nation. I always felt like an outsider but you made me feel like an insider. You must know how much I love and appreciate everyone here tonight. All members of the LGBTQ community. Thank you from the bottom of my heart.” I had never seen Madonna live, and I’ll admit I was nervous. How could any one performer live up to the legend I’d seen in music videos my entire life? But that’s the thing about Madonna: she is that legend, and the experience was better than I ever could have anticipated. The only disappointing part of the evening was the crowd. Madonna’s performance was so powerful and celebratory, but the energy from the audience was...well, chaotic is putting it nicely. Massive pride events like the Pride Island have steep ticket prices, which means they’re filled with the most privileged in our community, and unfortunately that air of entitlement means that anyone who isn’t a white cis muscle gay walking around shirtless can be made to feel extremely unwelcome — one friend I ran into told me how a group of white muscle gays had shoved him and called him ugly — during Pride! In our Lyft back to the W Hotel, my friend and I commiserated over how sad it was that the message of unity Madonna imparted during her set wasn’t reflected by those privileged enough to share the experience. But what an experience it was. After speaking with Madonna ahead of Pride and hearing the emotion in her voice when she spoke about her decades of queer activism, I was struck more than ever by the surety that Madonna isn’t an ally. She’s one of us, and there’s no one I would rather have celebrated Pride with. To quote a friend, “Madame X is a faggot.” https://www.out.com/pride/2019/7/01/madonnas-world-pride-closing-set-was-absolutely-legendary @Madonna da Silva @RuPaul @Rique @Carlos Eduardo @RafaLucherini @O Rei das 9
  16. Não é novidade nenhuma que Madonna, assim como Gretchen, foi uma mulher destemida que quebrou tabus e chocou a sociedade em décadas remotas, onde havia muita resistência em aceitar a liberdade de expressão feminina. De alguma forma, essas duas mulheres tiveram momentos muitos similares, seguindo por caminhos idênticos até se tornarem o que são, senhoras aposentadas reverenciadas por um legado. Vejamos Ambas começaram a carreira em programas de auditório Ambas começaram a ser chamadas de rainha logo no início de suas carreiras: Madonna de rainha do pop e Gretchen de rainha do bumbum Ambas lançaram discos polêmicos muito cedo Ambas tiveram suas rivais na mídia Ambas se aventuraram no seguimento pornográfico e sofreram duras críticas por isso, vendo suas carreiras irem ao fundo do poço Ambas tiveram casamentos conturbados e diversos maridos Ambas passaram por reality shows Ambas ganharam a atenção da novela geração graças a um clipe com a personalidade da mídia Katy Perry Ambas tem 60 anos com carinha de 100
  17. Achei uma gracinha esse filme! Vamos aos pontos negativos: Os atores não aparentavam estar totalmente prontos para interpretar os personagens, faltava um pouquinho de emoção, mas eles até que conseguiram ter um desempenho legal e todos foram extremamente fofos e amigáveis, nada de irritante. Os laços deveriam ter sido mais profundo emocionalmente, acho que faltou uma pitada de emoção em relação ao valor da amizade. Teve uma cena que eu realmente me emocionei, mas eu esperava um pouco mais de momentos como aquele. O humor até que funciona, mas o Cascão e a Magali poderiam ter trabalhado mais nessa parte e fazer cenas que tirassem muita gargalhada, não estou dizendo que não faz rir, aliás, teve algumas cenas bem divertidas, mas faltou uma pitada de humor. Acho que faltou um pouquinho mais de aparição das outras crianças. Muitas delas aparecem na cena final, e a caracterização ficou bem parecida e rapidamente nos fez lembrar qual era o personagem. Pontos positivos: A direção de Daniel Rezende ficou MUITO BOA! Ele conseguiu trabalhar perfeitamente, e nos trouxe um olhar muito bom com as cenas. Teve umas duas cenas poéticas e bonitas, que eu realmente amei... O jogo de câmeras tbm ficou bem legal. A participação rápida e mais do que especial do Maurício de Souza me deixou bem animado, me fez abrir um sorriso enorme. O Rodrigo Santoro arrasou muito como o Louco, e ele conseguiu fazer o personagem exatamente do jeito que eu imaginava. A trilha sonora ficou excelente, as músicas se encaixavam perfeitamente com as cenas, inclusive a música "Laços" do Tiago Iorc me fez ficar de uma certa forma emocionado. Concluo que o filme conseguiu ter um bom desempenho, acho que dou uma nota 7 ou 8. Eu sempre fui muito fã dessa turminha, desde criança eu comprava os gibis e isso me ajudou bastante na fase de aprender a ler! Eles realmente fizeram muita parte da minha infância. O trabalho final foi bem legal, e confesso que quero muito uma continuação!
  18. 1. Deja Vu (Featuring Jay-Z) 2. Get Me Bodied 3. Suga Mama 4. Upgrade U (Featuring Jay-Z) 5. Ring The Alarm 6. Kitty Kat 7. Freakum Dress 8. Green Light 9. Irreplaceable 10. Resentment 11. Encore For The Fans (Bonus Track) 12. Listen (From Dreamgirls) ICONICOOOOO
  19. Na música, a Madonna canta em inglês e português com um sotaque que não compromete. Tirando a parte em que cantam em dueto, a Anitta canta míseros 12 segundos! Pô Madonna, até a Iggy foi mais generosa. Há um momento onde a música vira uma batucada de samba com um arranjo mais moderno. É talvez a maior diferença da música original. 'Faz Gostoso' é sem dúvida a melhor do álbum, junto com 'Crazy' e 'God Control'. Gosto muito de 'I Rise' também. É o tipo de música pra ouvir no último e esquecer da vida. Sobre 'Faz Gostoso' tenho apenas uma ressalva. O refrão é repetido exaustivamente, chega a cansar, poderia ter mantido os 3 minutos da música original. Resumindo 'Faz gostoso' é muito boa, e a Anitta mesmo com pouco destaque, pode ser a responsável pelo maior sucesso do álbum da rainha do pop!
  20. @Madonna da Silva @RuPaul @Rique @Carlos Eduardo Madonna releases jarring 'Dark Ballet' video inspired by Joan of Arc Madonna's latest music video -- for a song called "Dark Ballet" -- evokes religious images and symbols reminiscent of her controversial music videos from the 80s and 90s. The intense new music video the artist released is for a single off her upcoming album, "Madame X." The video is inspired by the French Catholic saint, Joan of Arc, and echoes her 1989 video for "Like A Prayer," which was condemned by the Vatican because it featured burning crucifixes and sexual role-play on an altar, among other things. "She fought the English and she won, still the French were not happy. Still they judged her," Madonna said in a statement. "They said she was a man, they said she was a lesbian, they said she was a witch, and, in the end, they burned her at the stake, and she feared nothing. I admire that." The video stars rapper Mykki Blanco as Joan of Arc, who at the end of the video has a quote that reads, "I have walked this earth, Black, Queer and HIV-positive, but no transgression against me has been as powerful as the hope I hold within." Madonna is no stranger to shocking viewers with her over-the-top visuals. Just take her 1984 video for "Like A Virgin." She was criticized for its overt sexuality, which included scenes of her writhing around in a wedding dress. Another example: the video for "Papa Don't Preach," released in 1986 and centered on a young girl who tells her father she's pregnant. "Dark Ballet" is fresh proof that Madonna has never been afraid to push the limits. "Madame X" is expected to be released June 14.
  21. Em face da catástrofe, Natalie Mering sempre encontra serenidade. Ao longo de seu quarto álbum como Weyes Blood , as marés estão subindo, as árvores estão caindo, a internet está arruinando o romance, o capitalismo está levando os trabalhadores à beira da exaustão, e a realidade está partindo seu coração. Na esteira de tudo isso, Mering continua a procurar as estrelas para a salvação. Crença - em si mesmo, em outro, nos mitos - é o único pedido do Titanic Rising . "Eu quero ter certeza de que todos sentem que merecem estar vivos", disse ela à Pitchfork. "Espero que você possa ter um sorriso durante o apocalipse." Construindo sobre o pessoal de câmara psicodélico do Assento Front Row de 2016 na Terraessas convicções levam a compositora de 30 anos ao seu trabalho mais ambicioso e complexo até agora. O Titanic Rising aborda esses problemas modernos através de uma lente nitidamente sentimental. Mering se referiu a si mesma como uma "futurista nostálgica", e aqui ela se inclina para esse título, examinando as formas estranhas que a tecnologia moldou o romance moderno através das letras sinceras e arranjos gigantescos e dourados dos compositores pop dos anos 1970. Mas, ao contrário de Joni Mitchell ou dos Carpenters, cujos casos de amor eram obscurecidos por ansiedade e desespero , os problemas de amor de Mering são obscurecidos por algoritmos. Enquanto ela procura o amor verdadeiro no animado “Everyday”, o desejo de Mering por companheirismo brota como um gêiser. Quando ela grita “Preciso de um amor todos os dias” sobre um clavinete barroco, é com uma determinação hercúlea. Mesmo no mais otimista, Mering se apóia na realidade. No grandioso abridor “A Lot's Gonna Change”, Mering anseia por retornar à pureza da infância, uma época em que o mundo parecia se encher de maravilha e possibilidade. Mas ela encurta sua fantasia e admite que, como o progresso é impossível escapar, por que não se concentrar no que importa agora? Mais tarde, “Mirror Forever”, ela é a mais franca: “Ninguém nunca vai te dar um troféu / Para toda a dor e as coisas que você passou / Ninguém sabe além de você.” Esse conselho é quase tão urgente quanto e confirma a aceitação do Titanic Rising das verdades difíceis. Fonte: https://pitchfork.com/reviews/albums/weyes-blood-titanic-rising/
  22. “Dois anos e só assim / Minha cabeça ainda me leva de volta / Pensei que estava feito, mas eu / Acho que nunca acabou”, Katy Perry canta em “Never Really Over”. Graças a Deus ela não está falando sobre sua fase de Witness, Álbum de 2017 que a encontrou fazendo afirmações políticas banais e trivialidades pessoais. Apesar de seu último ciclo de gravação ter tentado algo próximo de profundidade e maturidade, Perry nunca prosperou como esse tipo de estrela pop. Ela se destaca no tipo de megahits açucarados que soam como comer glacê de um frasco. Seu novo single, no entanto, parece um caminho promissor. Produzido por Zedd, “Never Really Over” joga em tudo, menos na pia da cozinha - relógios, acordes de piano que lembram “Baba O’Riley”, uma linha de bateria, um refrão de sintetizador digno de um CRJ - e termina com uma surpresa quantidade de sutileza. Ela poderia ter ficado sem o óbvio trecho de uma música sobre a passagem do tempo, e a bateria poderia deixá-la em apuros com o Beyhive, mas apesar de tudo, “Never Really Over” é seu melhor single desde Walking On Air. Particularmente notável é o fato de que as letras não são terrivelmente extravagantes (um ponto fraco para Perry e seus co-roteiristas), em vez disso captar habilmente a atração conflituosa de um amor que você não pode desistir. Todo mundo tem seu próprio Mr. Big em um ponto ou outro: a pessoa que você deixa entrar, mesmo que dói, mesmo que você tenha jurado que você terminou. Em vez de encobrir essa noção em grandes armadilhas e um rap torturado (ver: Everytime de Ariana Grande), Perry brinca sobre perseguição on-line e oferece o seu mais impressionante coro amarrado à língua até o momento. Ela toma decisões ruins soando atraentes. https://pitchfork.com/reviews/tracks/katy-perry-never-really-over/
  23. Desde a divulgação de seu primeiro trailer, a minissérie Olhos que Condenam se apresenta como um projeto incomum quando comparada a boa parte das obras desenvolvidas para colocar luz sobre os problemas do sistema carcerário, judiciário e - por que não - social norte-americano quando se trata de julgamento racial. Dirigida por Ava DuVernay, - indicada ao Oscar de Melhor Direção, em 2014, por Selma - que também integra o time de roteiristas composto por Robin Swicord (O Curioso Caso de Benjamin Button) Attica Locke (Empire), Yusuf Hassan e Michael Starrbury, a produção entrega em quatro episódios uma história repleta de nuances. Uma obra que, de forma direta, consegue fazer com que a audiência se relacione com cada um dos personagens retratados e a dificuldade que cor, classe social e local de onde vêm, invariavelmente, acarreta em uma sociedade acostumada a utilizar do viés racial/cor da pele como fator de inocência, merecimento ou monstruosidade/culpabilidade. Com isso em destaque, DuVernay conta - em pouco mais de cinco horas - a história de cinco jovens (quatro negros e um latino) que são acusados, sem nenhuma prova, de estuprar uma jovem branca de classe-média, no Central Park, em Nova York. A partir desse ponto tem início uma caçada por culpados - que precisam confessar e receber punição rapidamente. Por meio de uma narrativa centrada não só na apresentação da história dos personagens, mas também preocupada em dar destaque a alguns detalhes do jogo de interesses da polícia e seus agentes, a série tem seu início marcado por um ritmo acelerado, desenvolvido graças a sobreposição de acontecimentos que evidenciam como o ego dos agentes de justiça em conjunto com a “oportunidade” da fama molda toda a conduta referente à apuração do caso. Esses elementos formam a receita ideal para criar um show midiático no qual os condenados são as pessoas que já vêm com o carimbo de culpa. E é desse ponto que a trama conversa de forma mais clara com o título em inglês When They See Us (Quando eles nos veem). Ou seja, quando eles nos enxergam, nós somos criminosos e culpados desde o primeiro momento, principalmente se estivermos fora do espaço delimitado - nesse caso, fora do Bronx, passeando pela área nobre de Nova York. A partir de então somos inseridos em uma sequência de situações que se desenvolve por meio das ações da promotora de justiça de Nova York, Linda Fairstein (Felicity Huffman), que poucas horas depois do acontecido no parque passa a chamar os jovens - que seriam interrogados como testemunhas - de animais, e muda o status de todos para suspeitos. Essa mudança gera uma força-tarefa focada na extração das confissões dos jovens, a todo custo, com a polícia buscando por pessoas que se encaixem na narrativa roteirizada pelo departamento para que seja possível julgá-los, condená-los e encerrar o caso. Depois desse processo, o choque vem rápido. DuVernay mostra com agilidade e intensidade como a polícia arrasta cada um dos garotos para a delegacia e os submete a abusos morais e físicos, sem que pais e responsáveis estejam presentes. Nesse momento, a opção por planos próximos, incomoda, justamente por não permitir que os olhos se desviem da ação, da tortura física e psicológica que homens formados impõem aos jovens com idades entre 14 e 16 anos, colocando o espectador de frente com o olhar e a sensação de pânico de cada um dos personagens. As ações para conseguir a confissão acontecem de forma arbitrária e tem como fator de desequilíbrio não só os policiais e a promotora, mas também a promotora de justiça da Procuradoria Distrital de Nova York, Elizabeth Lederer (Vera Farmiga), que faz parte do time que coleta os depoimentos e instrui os policiais sobre o que precisa ser registrado para que as informações tenham apelo para a condenação do júri. Com tudo isso apresentado somente na primeira hora da série, o incômodo dá o tom e não para de crescer, minuto a minuto, culminando com um dos diálogos mais doloridos que uma criança pode se submeter: “Por que eles nos tratam assim?”. “De que outra maneira eles iriam nos tratar?”. A espetacularização como aliado de uma condenação injusta A partir daí, o ritmo acelerado com que os momentos mais intensos vão sendo colocados na tela surpreende. Se no início, o contato para entender um pouco do lado humano de cada personagem é apresentado de forma muito rápida, a jornada de desumanização de cada um deles, por parte de quem os acusa e de quem os mostra para o público comum, acontece de maneira ainda mais intensa. De um lado temos o frisson da imprensa norte-americana (não muito distante do que vemos hoje no Brasil), trabalhando sobre visões preestabelecidas, tratando o caso não como algo a ser compreendido e investigado (apesar de todas as indicações de que algo está errado), mas simplesmente esperando a condenação de um grupo de jovens negros e cobrando esse resultado com uma moral e abordagem distorcida: uma punição rápida para confirmar o que grande parte do público queria ver. Até Donald Trump, em imagens da época, aparece pedindo o retorno da pena de morte ao estado, algo que não acontecia desde 1963, e mostrando que seu conceito de compreensão humana sempre foi distorcido ao afirmar que os “negros têm muitos privilégios”. Como contraponto dessa fala, é possível acompanhar a reação das mães e de como uma leitura social básica, feita de cima para baixo - como parte dos privilégios de ser branco, rico, entre outras coisas - simplesmente faz com que a ideia de soluções “simples” sejam ventiladas como algo oportuno dentro de uma sociedade complexa e que tem como parte de uma situação extrema - é importante reforçar - a cor da pele, a origem dos acusados e suas situações sociais como fatores preponderantes na relação como a sociedade os vê e os julga. Até esse momento, enquanto o público acompanha o desdobramento dos fatos que irão levar os cinco jovens à prisão, mesmo com uma narrativa impactante, DuVernay não perde a mão. Em conjunto com o diretor de fotografia Bradford Young, ela encontra equilíbrio na forma de mostrar a história, seja apresentando uma conversa dramática, seja conduzindo o espectador por um passeio rápido e instigante por alguns pontos de Nova York. Fim do julgamento: As relações perdidas A partir do momento em que o julgamento e os desdobramentos legais são encerrados passamos a ter contato com as mudanças do dia a dia de cada um dos jovens, as relações das famílias e suas relações que foram construídas e encerradas tão rapidamente. Nesse ponto, apesar de termos a chance de ficar mais próximos do que acontece quando uma fase importante da vida de cada um deles é levada embora, quando famílias se despedaçam, a história perde um pouco do ritmo. Parece que na tentativa de mostrar detalhes mais profundos, alguns pontos se apresentam de forma desnecessária e o tempo narrativo se esgarça. Porém, vale a pena seguir. A prisão nunca mais sai de você Nas mais de duas horas que transcorrem até o final da minissérie, somos jogados dentro do vórtice que é estar preso, de famílias sem dinheiro, e de como o Estado - por meio de ferramentas de controle - leva a vida de um ex-presidiário para sempre. A possibilidade de reintegração social é quase impossível, algo que fica claro, quando um dos - agora - ex-presidiários comenta: “Uma vez que eles te pegam, eles ficam com você”. Mesmo com um pouco de dificuldade para contextualizar o tempo e a saída dos personagens (agora adultos) para as ruas, a abordagem segue para mostrar como - após cumprir com o destino que parece vir marcado à ferro na pele de quem nasce pobre e com a pele mais escura - é praticamente impossível conseguir escapar do trajeto predeterminado. Toda essa jornada apresentando os problemas e os desdobramentos que uma condenação causa na cabeça e na vida de cada personagem, acaba servindo para destacar um ponto que quase sempre fica de fora das histórias: Como retomar a vida depois da prisão. Essa abordagem faz com que seja possível ter a compreensão de quão difícil e complexo é esse recomeço e ganha ainda mais potência quando proporciona a chance de nos relacionarmos com a história de cada um dos personagens, com seus problemas e suas tentativas de retorno. Essas nuances são trabalhadas de forma interessante e com uma sutileza ímpar (que contrasta com o início da série) que humaniza ainda mais cada um dos momentos, tornando a conexão com esses - agora - adultos ainda mais forte. Assim, o grande trunfo desse ponto da história fica por conta da possibilidade de compreender como algo que esses homens não controlam (cor, classe social e local de nascimento) influencia o desdobramento de suas vidas, em todos os momentos: Antes e depois da prisão. O peso de um sistema que trata um jovem como um adulto A parte final de Olhos que Condenam fecha o arco centrando a narrativa na trajetória de Korey Wise (Jharrel Jerome), que, por ter 16 anos na época do crime, é enviado para uma prisão comum. Sua trajetória dentro de toda a história é uma das mais chocantes, principalmente por causa do fator que o levou até a delegacia e então para a prisão. Wise passa mais de onze anos cumprindo pena. Nesse processo perde o contato com a mãe e sofre com a impossibilidade de ter qualquer tipo de suporte financeiro da família, situação que não só retira sua liberdade, mas também inviabiliza - em uma fase complexa da vida - o contato com pessoas que ama e precisa. É uma construção intensa que nos coloca no dia a dia de Wise, até o nosso limite e o dele. No fim, sua liberdade, assim como sua prisão, acontece por acaso da vida que - se não tivesse sido documentado - ninguém acreditaria. Porém, mesmo com uma entrega brilhante de Jerome e a narrativa cuidadosa dosada, parece que DuVernay se perde em alguns pontos nesse momento de conclusão, possivelmente pela possibilidade de ter mais tempo para conduzir o público até o lugar para o qual gostaria. Ver para gerar movimento Com todo esse contexto em jogo, histórias, ilegalidades e vidas destruídas por causa de algo que ainda hoje interfere de forma brutal no dia a dia de milhões de jovens negros nos Estados Unidos e no mundo, Olhos que Condenam é uma produção que precisa ser vista, com calma, e sem prejulgamentos. Um registro necessário, justamente por funcionar como uma possibilidade de aproximar o público da narrativa que foi imposta aos cinco jovens e causar, de alguma forma, o que obras artísticas precisam: Revolta, reflexão e movimento. 4 ovos / Ótimo https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/olhos-que-condenam
  24. Texto traduzido por https://rainhamadonna.com/desculpa-taylor-mas-madonna-tem-o-melhor-clipe-de-2019/?fbclid=IwAR06vqxMEEGtiI6XtE8XWMOyQMmiykIqgjez9WyrQGAU9M1prdMTSnQjoNQ (tradução bem ruinzinha e literal, mas é o q tem, eu q não vou traduzir pra ngm ler) DESCULPA TAYLOR, MAS MADONNA TEM O MELHOR CLIPE DE 2019 2019, e um forte argumento poderia ser feito que Madonna lançou o vídeo musical mais convincente de qualquer grande artista pop americano puro até agora este ano. Por um lado, isso não deve ser uma afirmação muito controversa. Madonna é uma mestre da forma (na verdade, ela provavelmente não teria se tornado uma superstar global sem seus recursos visuais convincentes). Seus reflexos ainda são aguçados e os truques do comércio que ela emprega ainda dão frutos. Em suma, ela sabe muito bem o que está fazendo. Por outro lado, seu vídeo “Medellín”, com a estrela colombiana Maluma, não será confundido com ninguém por sua carreira. Nem é provável que você possa apontar qualquer medida objetiva como prova de sua superioridade. O projeto certamente não será o clipe mais assistido da semana, e por enquanto o #1 no gráfico de vendas do Latin Songs da Billboard, já é seu auge. Os fãs de Madonna certamente são extremamente leais (suas vendas de ingressos ainda são notoriamente fortes, e provavelmente não veremos seu acampamento em Vegas por algum tempo), mas eles não são o tipo de colocar um vídeo do YouTube em repetição por horas a fio. Um tempo para inflar pontos de vista, nem tentar fazer as pessoas baixarem a música no Twitter com promoções falsas da Starbucks. Eles são principalmente adultos. Eles têm empregos. É assim que eles compram os ingressos para os shows. Ainda assim, Madonna sabe como adquirir um visual novo e único. Os artistas multimídia espanhóis Diana Kunst e Mau Morgo dirigiram o vídeo, e suas únicas façanhas anteriores no meio são dois vídeos para Rosalia e um para A $ AP Rocky e FKA Twigs. Há também o fato de que ela sabe o que fazer quando uma câmera está sobre ela. Volte à sua filmografia e você notará que a maioria dos vídeos inclui pelo menos um set-up em que Madonna está isolada, geralmente em cima de uma parede ou fundo aleatório, e improvisada por meio de dança. Essa estratégia está por trás de pelo menos alguns de seus vídeos mais baratos produzidos. Aqui, o take acontece com Maluma em uma cama. Ela acaba lambendo os dedos dos pés em um momento que não parecia pré-planejado. É estranho, mas também é um clássico da Madonna. Mesmo com todas as explosões estilísticas, Madonna ainda pode subir a qualquer outro aspecto do vídeo apenas sendo ela mesma. Seja pelas telas salientes de um aparelho de TV dos anos 80 ou do seu MacBook Air, Madonna tem uma maneira de olhar através de uma tela e encará-lo maliciosamente até que você tenha a sensação de que essa mulher poderia fazer qualquer coisa na época. Ela geralmente faz isso. É por isso que ela é uma estrela. Compare isso com o outro grande videoclipe desta semana, o comeback de Taylor Swift e Brendon Urie, “Me!” O vídeo colorido de 29 anos parece ter lugar dentro do que acontece dentro da cabeça de rabo de cavalo de Jojo Siwa. Tem sido comparado a uma estética Instagram já aquecida, e talvez a melhor maneira de descrever o vídeo é que é o produto de alguém que ouviu La La Land ter sido livremente inspirado pelo musical francês The Umbrellas of Cherbourg, e então decidiu que o clássico de Jacques Demy’s deve ser reiniciado como um filme original da Disney Chanel. Provavelmente, deixa alguém que já apresentou um retorno de imposto sentindo-se flácido. Alguns até teorizaram que Swift está alvejando intencionalmente o poderoso demográfico infantil do YouTube com o vídeo. Ei, essas visualizações de vídeo para “Baby Shark” não são brincadeira. Seja qual for o caso, em apenas quatro minutos e oito segundos, o vídeo consegue obscurecer qualquer sensação de autenticidade, sofisticação crescente ou complicações pessoais que a Swift acumulou. Não é uma reinvenção. É um retiro. Os ícones do pop millennial da Swift não fizeram muito melhor em 2019. Os “7 Rings” de Ariana Grande e “Break Up With Your Girlfriend, I’m Bored” foram úteis para suas canções supostamente superiores, mas certamente não eram esteticamente clássicas. Ex-garotas do Fifth Harmony, Normani e Lauren Jauregui prometem, mas ainda não estão totalmente formadas como artistas solo. O mesmo para Ava Max. Deseja-se que Ciara, sempre um talento adormecido, tenha mais dinheiro para seu vídeo “Greatest Love”. Se Lady Gaga, Rihanna ou Beyoncé tivessem lançado videoclipes este ano, talvez não estivéssemos tendo essa conversa. Para ter certeza, ainda há muitos artistas trabalhando fora do conceito mainstream de estrelato pop que fizeram ótimos efeitos visuais este ano (o vídeo de “Binz”, de Solange, está transfixando sua confiança e intimidade). Ainda assim, se Madonna inventou a estrutura de carreira para a estrela pop moderna, ela serve como uma régua útil para comparar os outros. Isso não é bom para a nossa evolução cultural geral, onde ela ainda é a líder do grupo. Texto: W Magazine Tradução: RainhaMadonna.com
  25. Concordo com o 1º e o 2º lugares. As outras eu teria que pensar mais a respeito. O q sim discordo, é de 4 Minutes na frente de Medellín. Prefiro Medellín @Madonna da Silva @RuPaul @Andreza 14. “Give Me All Your Luvin'” (MDNA) It’s only fitting that Madonna’s worst album was introduced by her worst lead single. Time has actually been rather kind to “Give Me All Your Luvin'” (as usual the pop icon was ahead of the curve), but nothing can change the fact that this was more of a marketing exercise than an artistic endeavor. That being said, the video is stunning and the cheerleader chanting is undeniably catchy. 13. “American Life” (American Life) More than a decade later, and I’m still torn about this song. On the one hand, I love it when Madonna trolls her fans (and the public at large). On the other, the verses are so underwhelming in comparison to the majestic chorus. And then there’s the fact that there were so many better songs on American Life. The era might have turned out very differently if she had kicked things off with “Nothing Fails” or “Love Profusion.” 12. “Everybody” (Madonna) This is technically considered to be the lead single from Madonna, even if it dropped a year before the album was released. Everything Madonna touched in the ’80s turned to gold and “Everybody” is no exception. It’s just not in the same league as classic bops like “Lucky Star” or “Borderline,” which were also on that album. 11. “Living For Love” (Rebel Heart) Rebel Heart was a mangled trainwreck from the moment it leaked three months ahead of release. And it just got worse from there. “Living For Love” is actually a bop and could have been (a minor) hit, but someone had the great idea of making the video a SnapChat exclusive — thus taking all-important video streams out of the chart equation. By the time Madonna fell performing the song at the BRITS, the entire era felt cursed. Having said all that, the 60-year-old tried to give the gays exactly what they wanted (i.e. a club banger) and it’s not her fault that most of them had already illegally downloaded it on their phone. 10. “Medellín” (Madame X) It’s a little too early to rank the Queen’s latest single. It could move up or down this list in a couple of months, but I’m currently in the honeymoon phase. I love how bizarre “Medellín” is. From the unexpected clash of cultures to the unusually slow tempo and lengthy running time, it’s Madonna’s most dynamic single in a decade. I just wish the chorus was a little beefier and Maluma’s role was somewhat reduced. 09. “4 Minutes” (Hard Candy) Time has been rather unkind to “4 Minutes.” Like everything else Timbaland produced in the ’00s, it sounds a little dated. On the other hand, the song was a genuine pop culture moment. It was also the catchiest song on Hard Candy, so Madonna — and/or her label — made the right choice. I just wish it sounded more Madonna and less Nelly Furtado circa Loose. 08. “Like A Virgin” (Like A Virgin) From this point on, the rankings are arbitrary. “Like A Virgin” is one of the most iconic pop songs of all time, and sheer fatigue from hearing it so often is the only reason it ranks so low on this list. However, if I had to choose one song that summed up Madonna’s mastery of shock value and the three-minute pop song, this would be it. The world hasn’t been the same since it dropped in 1984. 07. “Erotica” (Erotica) Speaking of controversial anthems, “Erotica” is one of Madonna’s best. In retrospect, it was a wildly experimental single for the biggest pop star on the planet to release. And I’m not just talking about the highly sexualized lyrics. “Erotica” is more about mood and atmosphere than pop hooks. Which makes it one of the living legend’s most interesting lead singles. (I would argue that “Rain” would have been a wiser choice but that’s beside the point). 06. “Secret” (Bedtime Stories) Is Bedtime Stories Madonna’s most underrated album? I’d say it’s a close tussle between this and American Life. An ever-evolving superstar, M was trying new things in the ’90s. She flirted with a more urban sound on “Secret,” but kept it just pop enough to appease the faithful. This is a dreamy, understated, rudely-forgotten gem. 05. “Music” (Music) I really wore this CD single out. After pulling off a memorable comeback with Ray Of Light, Madonna kept the momentum going with Music. The title track topped the charts around the globe and stands out as one of her catchiest singles. More importantly, this feels quintessentially Madonna. In that it’s a balls-to-the-wall banger about letting go and having a good time. The stars truly aligned on this one. 04. “Live To Tell” (True Blue) Contrary to popular belief, at least with next-gen fans, Madonna kicked off True Blue with “Live To Tell” instead of “Papa Don’t Preach.” While the latter was a bigger hit, “Live To Tell” showcased the pop star’s artistry and underrated vocal chops in a way we hadn’t seen before. It also deserves credit for being her only lead single that could be classified as a ballad. Not only that, but it still sounds flawless today. This has stood the test of time like the pyramids of Egypt. 03. “Frozen” (Ray Of Light) Goth-donna was that girl and “Frozen” ranks as one of my favorite singles of the ’90s. At a time when grunge was all-powerful and singer/songwriters set the tone on pop radio, Madonna overhauled her sound to fit the alt-trend without losing herself in the process. It was also one of her most personal singles and demonstrated immense artistic growth. A moment of pop genius. 02. “Hung Up” (Confessions On A Dance Floor) Has there ever been a better comeback single than “Hung Up”? (Ok, maybe Cher’s “Believe”). Madonna was knee-deep in drama and reeling from the backlash to American Life when Confessions On A Dance Floor dropped in 2005. It would take one of the best pop songs of all time to win back the general public and that’s exactly what she delivered with “Hung Up.” From the ABBA sample to the majestic chorus, everything about this is utter perfection. 01. “Like A Prayer” (Like A Prayer) How do you decide between two of the best lead singles of all time? Well, you go with your gut. And when I think of Madonna’s most perfectly executed era, Like A Prayer comes to mind. The title track arrived in a blaze of outrage in 1989, setting the template for post bubblegum-pop Madonna with its controversial tone, religious imagery and lingering trace of sadness. In a perfect world, this would have won every Grammy. http://www.idolator.com/7752032/madonna-14-lead-singles-ranked?utm_medium=share-btn&utm_content=share-btn&utm_campain=share-btn&utm_source=share-tw&chrome=1
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