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Gael

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  1. Gael

    Minuto a minuto (21/07)

    SP parando pra ver a Patrícia se exibindo dizendo as coisas que ela e o Neymar tem
  2. A briga entre os apresentadores do “Fofocalizando” e do “Tricotando” teve mais um capítulo na tarde do último sábado (20). A confusão se deu após Val Marchiori rasgar o verbo na RedeTV! para opinar sobre Leo Dias. Na ocasião, a loira falou sobre o “cala boca” que Décio Piccinini mandou para Leo Dias na atração do SBT. “‘Cala boca’ é feio, mas tudo bem, o cara é doente mesmo faz parte, vai saber o que acontece antes e depois, mas vou me abster desse assunto“, disparou a famosa. Diante disso, o jornalista do SBT respondeu a dona do bordão “hello!” no Instagram. “Sra. Valdirene, eu não entendi as suas palavras. No momento em que a senhora foi atacada no meu programa, permaneci calado, pois não tinha certeza se seu passado é realmente ligado à prostituição. E se for também, eu não tenho problema algum quanto a isso“, começou Leo. “Tenho problema sim com gente que faz chacota com algo que me atormenta, refiro-me à minha adicção. Da mesma maneira que eu respeito seu passado de meretriz, peço reciprocidade. Grato“, rebateu. “Ah, mais uma coisa: lamento profundamente que o Sr Amílcare Dallevo, um senhor íntegro, trabalhador voraz e merecedor de tudo o que conquistou e a quem eu sou eternamente grato, autorize dar voz ao ódio. Enquanto o mundo tenta buscar a tolerância, essa senhora vai no sentido contrário. O planeta precisa de menos gente como dona Valdirene“, finalizou Dias. Os seguidores do jornalista opinaram nos comentários. “Adorei suas palavras Leo. Pessoas como essa mulher aí não merecem nem discutir“, disse uma. “Essa mulher é uma coitada! Espírito ruim pairando por esse mundo; uma hora a conta chega“, disparou outra. “Ainda dão espaço na mídia pra uma mulher tão fútil e vazia como essa“, reclamou uma terceira. Uma usuária da rede, porém, “intimou” Leo Dias: “Ah, você pode falar de todo mundo, mas ninguém pode falar de você? Pelo jeito a verdade dói em ti né? Reciprocidade para você vem de galope…“. “Uma coisa é falar da pessoa dele, relacionamentos, outra é zombar de uma doença que possui. Gente imunda,sem escrúpulos“, defendeu uma fã. Confira: https://rd1.com.br/apos-ser-criticado-leo-dias-chama-val-marchiori-de-meretriz/
  3. A Globo escalou Maria Helena Nascimento, autora de “Rock Story” (2016), para a faixa das 21h, conforme adiantado pela jornalista Patrícia Kogut. Desta forma, a emissora ampliou a fila do horário, que já contava com Manuela Dias, Licia Manzo, João Emanuel Carneiro e Gloria Perez. Às 18h, o canal também soma vários projetos encaminhados. Mas com relação às 19h, silêncio absoluto. Após “Verão 90”, de Izabel de Oliveira e Paula Amaral, finalizada na próxima sexta-feira (26), a Globo irá exibir “Bom Sucesso”, de Rosane Svartman e Paulo Halm, e “Salve-se Quem Puder”, de Daniel Ortiz. O que virá depois disso talvez nem Silvio de Abreu – diretor do departamento de dramaturgia da casa – sabe. Dos 20 autores que passaram pela faixa das 19h nesta década, excetuando Maria Helena, Rosane, Paulo e Daniel, um está fora da emissora – Bosco Brasil, de “Tempos Modernos” (2010). Já Silvio de Abreu, que assinou o remake de “Guerra dos Sexos” (2012), afastou-se dos folhetins. Maria Adelaide Amaral, de “Tititi” (2010) e “Sangue Bom” (2013), dedica-se à supersérie “O Selvagem de Ópera”, com estreia agendada para 2020. Miguel Falabella, de “Aquele Beijo” (2011), responde no momento por “Eu, a Avó e a Boi”, produção original Globoplay. Filipe Miguez, de “Cheias de Charme” (2012) e “Geração Brasil” (2014), dedica-se às séries, assim como Carlos Gregório, de “Além do Horizonte” (2013); parceiro de Carlos, Marcos Bernstein migrou para o horário das 18h com “Orgulho e Paixão” (2018). Alcides Nogueira, de “I Love Paraisópolis” (2015), idem. O que há de concreto, até o momento, é que Cláudia Souto (de “Pega Pega”, 2017) desenvolve sinopse para às 19h. Izabel de Oliveira e Paula Amaral também trabalham em um novo projeto – não se sabe se para a faixa que ocupam atualmente. Daniel Adjafre, de “Deus Salve o Rei” (2018), teve uma sinopse para o horário – em parceria com Cláudia Gomes – recusada recentemente. Já a proposta de Suzana Pires, de “Sol Nascente” (2016), passa por reformulações. Não há informações acerca das atividades de Vincent Villari, de “Sangue Bom”, na casa. Em meio à incerteza, a rádio corredor já cogita a presença de Walcyr Carrasco, no ar com “A Dona do Pedaço”, às 19h. O autor costuma ser escalado ano sim, ano também. O mesmo se dá com Mário Teixeira, de “I Love Paraisópolis” (2015) e “O Tempo Não Para” (2018), hoje envolvido com a série “Aracy, o Anjo de Hamburgo”. https://rd1.com.br/globo-amplia-fila-de-novelas-das-18h-e-21h-mas-faz-suspense-as-19h/
  4. O repórter Mateus Marques foi surpreendido com um golpe característico de lutas das artes marciais, durante um link ao vivo para o jornal “Bom Dia Rio Grande”, da RBS TV, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul. O jornalista conduzia a pauta sobre o “Dia do Desafio”, que contou com uma programação voltada ao esporte, quando decidiu encarar uma “luta” com um dos atletas que entrevistava. Mas ele não esperava pela intensidade do golpe que recebeu, sendo jogado ao chão com bastante força. Marques chegou a levantar cambaleando e a ficar sem palavras ao tentar disfarçar o constrangimento com a queda. Ele ainda arriscou derrubar outro adepto da luta, mas logo passou a bola de volta para o estúdio, no qual o apresentador tirou sarro da situação. Nas redes sociais, Marques levou a situação na esportiva. “Essa aí doeu um pouquinho sim. Fiquei até sem palavras! Hahaha“, afirmou ele nos comentários de um publicação que trouxe o vídeo. Confira: https://rd1.com.br/reporter-de-afiliada-da-globo-recebe-golpe-e-vai-nocaute-ao-vivo/
  5. Não é que está morta, é que realmente com esses últimos anos de crise não tem sido uma boa investir alto.
  6. Essa semana, "Por Amor" chegou na metade de sua exibição e as especulações para saber qual novela lhe substituirá no Vale a Pena Ver de Novo já começaram! A disputa maior está entre tramas de Manoel Carlos para manter a essência do autor na faixa vespertina, coisa que vem dando ótimos resultados na repercussão e na audiência, e outros sucessos do horário das 18h da emissora. Quer saber quais são? Então dê o play e fique por dentro!
  7. Auge forçar amizade com produtor de elenco da Record. Vai tentar uma vaga na Globo, se até a Bárbara Evans conseguiu.
  8. O “Domingo Legal” tem muita história e momentos épicos na TV brasileira. No programa do SBT já passaram várias personalidades e quadros bem inusitados. Mas, nesta sexta-feira (19), resolvemos tirar “Do Fundo do Baú” uma cena marcante da atração: Jean-Claude Van Damme e sua ereção ao dançar com Gretchen ao vivo. O ano era 2001, Gugu Liberato ainda estava à frente do dominical – atualmente Celso Portiolli comanda o formato – e costumava fazer clássicas disputas entre famosos. Em um dos intervalos das competições, no entanto, o apresentador pediu para a eterna “Rainha do Rebolado” mostrar ao astro dos filmes de ação o motivo pelo qual ela tem esse título. “Mostra para ele porque você é a rainha do bumbum”, pediu Gugu para a dançarina, que começou a rebolar os seus hits. Van Damme arriscou alguns passos, mas garantiu as gargalhadas dos convidados e da plateia ao ficar bem “animado” com a dança da morena. “Que isso? O homem se empolga pra caramba”, disparou o apresentador ao ver a animação do ator belga. Em seguida, Gretchen dançou o “Conga La Conga” e empolgou ainda mais o convidado. Gugu, então, fez questão de mostrar o volume do Van Damme e fazer piada com o momento. “Que que é isso?”, disparou o comunicador, visivelmente chocado. “Ele não gosta de mostrar o bumbum? Então”, afirmou a cantora, enquanto o astro tentava esconder as partes íntimas. Assista ao momento épico: https://rd1.com.br/o-dia-em-que-van-damme-ficou-excitado-com-gretchen-e-deixou-gugu-sem-reacao/
  9. Ana Maria Braga lembrou do seu trabalho na Record e a mudança para a Globo, no “Lady Night”, do Multishow. A apresentadora lembrou que, em 1992, olhou a construção da sede da emissora carioca e sonhou em trabalhar no local. “Eu pensava: ‘vou trabalhar aí’. Um dia incomodei tanto, minha audiência era tão boa lá do outro lado que foram lá me buscar”, afirmou a artista. Em seguida, a “mãe” do Louro José aproveitou para relembrar a apresentação do “Note e Anote” e as dificuldades que passava com o cenário da Record. “Na outra emissora a minha cozinha não existia. Era uma tábua, a geladeira era pintada na parede, os vasinhos pintados… Não tinha móvel, não tinha pia, eu precisava botar embaixo da tábua um balde com água para de vez em quando lavar a mão”, confessou. Ana Maria Braga, inclusive, falou para Tatá Werneck que foi a “precariedade” da Record que a fez criar um de seus maiores bordões na televisão. “Eu falava ‘chama os cachorros’ para poder lavar a mão. Tinha que dar um jeito, como eu ia explicar que eu sumia?”, brincou ela. https://rd1.com.br/ana-maria-braga-lembra-precariedades-na-record-e-explica-ida-a-globo/
  10. Val Marchiori voltou a causar no “Tricotando”, da RedeTV!. Nesta quinta-feira (18), a socialite comentou sobre o pequeno desentendimento de Leo Dias com Décio Piccinini durante o “Fofocalizando”, do SBT. No programa da concorrência, Lígia Mendes e Franklyn David explicaram o pronunciamento do jornalista sobre o caso e deixaram claro que ele estava elétrico – como os internautas comentaram – por causa de tanto trabalho. Val Marchiori, então, chegou a afirmar que se recusava a falar e deu risada enquanto o apresentador estava falando. “O Leo tinha feito esse post dizendo que ele tinha dormido mal”, disse Franklyn, enquanto a socialite ria. “Chegou cansado e ainda ajudou a produção do programa, então ele teria chegado elétrico no SBT por conta disso”, continuou. Em seguida, o loiro lembrou que o amigo de Lívia Andrade lutou contra uma doença muito grave. “Todo mundo sabe que o Leo tem um problema, tem uma dependência química, muito sério e em momento algum a gente pode brincar e nesse post que ele fez, ele tratou de deixar claro, muito claro que ele está limpo, ele se tratou e que ele está bem”, explicou. A convidada, então, se pronunciou com uma insinuação. “‘Cala boca’ é feio, mas tudo bem, o cara é doente mesmo faz parte, vai saber o que acontece antes e depois, mas vou me abster desse assunto”, disparou a famosa. https://rd1.com.br/val-marchiori-causa-com-deboche-e-insinuacao-sobre-doenca-de-leo-dias/
  11. Acho que antigamente o Leão pegava dos outros as notícias e fingia que era dele no programa, por ser mais jovem do que é hoje tinha que fingir credibilidade
  12. Um dia depois de debochar de um caso de violência doméstica no “Fofocalizando” e de levar um “cala a boca” de Décio Piccinini ao vivo, Leo Dias desabafou no Instagram e anunciou uma decisão. Na legenda de um vídeo com a música “Epitáfio”, do Titãs, ele se desculpou e disse que é apenas coadjuvante no vespertino do SBT. “Desculpem o auê de ontem. De terça pra quarta, mal conseguia respirar, não dormi”, explicou. “Pela manhã ajudei a fazer o programa com a produção via telefone e, de repente, peguei no sono. Eram 14h45 quando acordei. Voei pro SBT. Cheguei correndo e nervosíssimo”, disse ele sobre o dia da confusão ao vivo. “Saibam, senhores, que meu trabalho no Fofocalizando não se resume a uma hora e quinze no ar ao vivo. Eu penso no programa o dia todo. Sou o único que não lê o teleprompter. Sabe por que? Porque eu ajudei a fazer tudo o que você vê no programa”, completou. “Junto com a produção e, lógico, sei sobre o assunto detalhadamente. Faço porque amo. Ninguém me obriga. Tenho opinião. Não faço ‘linha’, não tenho vergonha do que faço. Se estava elétrico, foi porque nunca havia me atrasado”, revelou. “Estava limpo e eufórico. Não nasci lindo e sei que carrego muito preconceito comigo. Se interrompi meus colegas, peço desculpas. Se fiz humor inadequado, foi apenas para descontrair”, disse. “E quando acabou o programa, todos foram para suas casas ficar com as suas famílias, né? A minha tá longe, no Rio. Eu? Fui gravar uma entrevista pro programa de hoje. Ninguém me obrigou. Eu marquei. Eu quis. Pelo bem do programa”, garantiu Leo Dias. “Para mim, o Fofocalizando não acaba às 16h15. Pago um preço alto por não mentir e por expor meus defeitos. Não faço merchan, estou a léguas de distância da perfeição digna dos comerciais de Margarina e (de verdade) nem quero ter”, lamentou. “Não sei vender, não tenho perfil para isso e sei exatamente que o meu papel ali é outro. Sou coadjuvante. Meu grande mérito como profissional é amar o que eu faço. Não estou ali para parecer bonito nem querer ser ‘povão'”, afirmou. “Podem falar o que quiserem de mim, mas a paixão pelo que faço – e a a minha verdade – são muito evidentes – até no vídeo. Quando vivo uma relação, mesmo de amizade, faço tudo pela pessoa. TU-DO”, prosseguiu. “Mesmo que ela tenha uma imensa dificuldade em perceber. Pelas empresas por onde passei, deixei muitos amigos. Sei perdoar, sei ‘zerar’, no verdadeiro sentido da palavra. Até porque estamos aqui para evoluir”, continuou. “Não vivo um personagem. Esse sou eu. Gostem ou não. Não vivo de mentiras, segredos nem de aparências. Errei por amar demais, me envolver demais, me entregar demais”, disse. E finalizou anunciando a sua decisão: “Um novo Leo Dias surge a partir de hoje”. https://rd1.com.br/leo-dias-diz-que-e-coadjuvante-no-fofocalizando-e-anuncia-decisao/
  13. Todo mundo sabe onde essa história termina: começam tentando fazer algo diferente e não dá nem 2 meses direito e já começam a colocar apresentações de cantores no palco pra ocupar tempo misturado com bate papo de artistas.
  14. Mara vai ficar vingada se esse programa sai do ar com menos de 1 ano após a saída dela
  15. 18 de julho de 1994. O brasileiro amanhece de “peito cheio”, celebrando o tetra conquistado por Bebeto, Romário, Taffarel e companhia na Copa do Mundo dos EUA. A vitória no futebol afaga quem ainda lamentava a morte de Ayrton Senna, vítima de uma colisão no GP de Ímola, Itália, de Fórmula 1. Enquanto isso, Itamar Franco, alçado à presidência da República em 1992 após a renúncia de Fernando Collor de Mello – horas antes de ter seus direitos políticos suspensos – reabilitava a economia com o Plano Real. Neste cenário “brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, a Globo exibia, naquela noite, o primeiro capítulo de “Pátria Minha”. Autor da trama, Gilberto Braga negava o tom ufanista. Preferia falar em “otimismo”, após duas novelas que explicitaram o mau-caratismo reinante no país – “Vale Tudo” (1988) e “O Dono do Mundo” (1991) – e uma minissérie sobre a Ditadura Militar que levou o telespectador à rua, na luta contra Collor – “Anos Rebeldes” (1992). Mas, ao longo de seus 203 capítulos, “Pátria Minha” se converteu em frustrações. Para o autor, para a estrela Vera Fischer e para o público. Relembre abaixo 25 curiosidades, algumas polêmicas, do folhetim. 1 – A sinopse de “Pátria Minha” nasceu do poema de Vinícius de Moraes, de mesmo nome. “Por causa do impeachment [de Fernando Collor], sinto no ar uma gana geral de pôr fim à impunidade, aos abusos. O que não sentia, absolutamente, em 1988, quando fizemos ‘Vale Tudo’. Começamos a falar de amor à pátria, eu lembrei do poema do Vinícius que eu estudei, garoto, no Pedro II, do Humaitá. Li em voz alta e todos acabamos achando que era um bom tema“, declarou Gilberto Braga ao jornal “O Globo” (17 de julho de 1994). O poema foi apresentado, em off, no primeiro capítulo, nas vozes de José Mayer e de Vinícius de Moraes. 2 – Questionado pela Folha de São Paulo (4 de julho de 1994) sobre uma possível influência de “Pátria Minha” na campanha para a Presidência da República, centrada em Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Gilberto Braga foi enfático: “A história começa em julho de 1993, só vamos passar para 1994 depois das eleições. De qualquer forma, o discurso dos candidatos é sempre tão parecido, ninguém faz campanha dizendo ‘quando eu for eleito e vou roubar muito’. Não sei como uma novela pode ria influir no resultado de uma eleição presidencial“. 3 – Por conta do Horário Político, aliás, a novela foi exibida com uma hora de atraso, passando de 20h30 para 21h30. A Globo, que já havia esticado a antecessora “Fera Ferida” (1993), evitando a estreia de “Pátria Minha” durante a Copa do Mundo, pensou em manter o folhetim de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares no ar até o final das eleições – o que garantiria quase 100 capítulos extras à produção. 4 – Em cena, como em “Vale Tudo” e “O Dono do Mundo”, honestidade versus oportunismo: Pedro (José Mayer) leva uma vida confortável como imigrante nos Estados Unidos; conduz limusines enquanto a esposa, Ester (Patrícia Pillar), faxina apartamentos. Ele, porém, deseja voltar para o Brasil e viver ao lado de “gente de bem” como Alice (Cláudia Abreu), colegial idealista que testemunha um ato criminoso do poderoso Raul Pellegrini (Tarcísio Meira). O mesmo Raul que está na mira da alpinista social Lídia Laport (Vera Fischer). Mayer, Cláudia, Tarcisão e Vera foram os primeiros convocados para o elenco. Já Sônia Braga declinou do convite para Ester. 5 – “Pátria Minha” também jogou luz em outros temas já debatidos por Gilberto. A virgindade de Márcia (Malu Mader), causadora da celeuma que derrubou os índices de “O Dono do Mundo”, agora preocupava Alice, que dialogava “de boa” com a mãe sobre o tema. O debate dominou os primeiros capítulos, assim como o adultério tardio de Tereza (Eva Wilma), que após 39 anos ao lado do execrável Raul, se entrega ao professor Rafael (Fúlvio Stefanini). Já a produção independente de Solange (Lídia Brondi) em “Vale Tudo” voltava à cena através de Natália (Renata Sorrah), mãe solteira de Alice. 6 – O autor inseriu campanhas a favor da camisinha e de prevenção da AIDS. E defendeu a Ação da Cidadania Contra a Miséria Pela Vida, promovida pelo sociólogo Herbert de Souza (Betinho), do primeiro ao último capítulo. Referências ao regime militar também tomaram a narrativa por um breve período, quando Loreta (Marieta Severo) participou de um concurso de vitrines batizado “Zuzu Angel” – estilista que, por anos, buscou pelo filho Stuart, torturado e morto por autoridades em um órgão da Força Aérea Brasileira, no auge da repressão. 7 – “Pátria Minha” promoveu as estreias de Alexandre Morenno (Kennedy), Cássia Linhares (Luciana), Emílio de Mello (Pastor) e Janaína Diniz (Rita) – filha do cineasta Ruy Guerra e da atriz Leila Diniz, falecida em um desastre aéreo em 1972. Rodrigo Santoro, intérprete de Nando, o primeiro namorado de Alice, foi selecionado pelo próprio Gilberto Braga após testes. Já Lilia Cabral voltava à Globo após uma breve passagem pelo SBT. Contratada para a novela “Mariana, a menina de ouro” – que nunca saiu do papel –, Lilia acabou rescindindo contrato, por não conseguir encaixe em “Éramos Seis” (1994), texto escalado para a vaga de “Mariana”. 8 – A novela contou com várias participações especiais, expediente recorrente nas novelas posteriores de Gilberto Braga. Aracy Balabanian – Rosário, reacionária que perturba a diretora de colégio Marininha (Renée de Vielmond) –, Eduardo Tornaghi como um delegado incorruptível, Luigi Baricelli – Dudu, rapaz envolvido em um golpe de Max (Carlos Vereza) –, Mário Lago na pele do advogado Marco Antonio, Tony Tornado como uma tratorista e Yoná Magalhães interpretando a juíza do processo que prova o parentesco de Alice e Raul, neta e avô. 9 – Na primeira reunião de elenco, Gilberto Braga mostrou-se preocupado com a caracterização de Tereza / Eva Wilma. O autor considerou o cabelo da atriz excessivamente curto. “Se um cabelo não agrada o país, não se fala em outra coisa!“, declarou ao jornal “O Globo” (5 de junho de 1994), lamentando o ocorrido com Vera Fischer em “Brilhante” (1981), também escrita por ele. O corte curto com permanente da atriz desagradou a audiência, obrigou a equipe a repaginar o visual da personagem – criando um adereço que virou moda, o lenço no pescoço – e irritou Tom Jobim, que ao compor o tema de abertura, “Luiza”, fez referência aos longos cabelos de Vera. 10 – “Pátria Minha” enfrentou sua primeira grande crise antes mesmo do início da produção. Com seu habitual parceiro Dennis Carvalho à frente de “Fera Ferida”, Gilberto Braga se uniu a Luiz Fernando Carvalho, aclamado por “Renascer” (1993). O diretor-geral deixou o projeto em março de 1994; jornais apontavam a falta de sintonia de Gilberto e Luiz Fernando, afirmando que este último queria sempre “dar a palavra final sobre a novela”. Carvalho se defendeu em texto publicado em “O Globo” (13 de março de 1994). “A respeito de ‘dar a palavra final sobre a novela’; jamais tive essa pretensão desumana. […] Tive alguns encontros com o Gilberto e o que, para resumir, ficou claro entre nós é que as nossas expectativas em relação à próxima novela eram diferentes e eu gostaria de respeitá-las”, afirmou Luiz Fernando Carvalho, revelando a promessa de uma minissérie em parceria com Gilberto – o que nunca aconteceu. Dennis Carvalho acabou deixando “Fera Ferida” aos cuidados de Marcos Paulo e assumindo a substituta. Implantar “Pátria Minha” não foi tarefa fácil. Um equipamento que ampliava a qualidade de imagem deu trabalho aos responsáveis por cenários, figurinos, caracterização… A equipe precisou recorrer a filtros de luz e à regravação de sequências, o que atrasou os trabalhos. A novela estreou com apenas oito capítulos prontos; a frente, distância entre as cenas gravadas para as que estão indo ao ar, costumava ser de, no mínimo, doze capítulos. 11 – Dezoito pessoas compunham a equipe deslocada para Nova Iorque, onde as primeiras cenas de “Pátria Minha” foram realizadas; dentre os atores, José Mayer, Patrícia Pillar, Antonio Grassi (Carlos) e Bete Mendes (Zuleica). Mayer e Grassi tiveram aulas de direção de limusine com um brasileiro alocado na cidade há anos. Os trabalhos no Central Park foram comprometidos, dois dias seguidores, por fortes chuvas, o que também afetou o cronograma. 12 – No Brasil, os cenógrafos Danilo Gomes, Mário Monteiro e Raul Travassos construíram uma favela de 3,5 mil metros quadrados. Danilo fez a “pesquisa de campo”, buscando referências nas comunidades Borel, Dona Marta, Pavão Pavãozinho e Rocinha. Foram erguidas casas de alvenaria, com interior, barbearia, birosca, ferro velho, salão de beleza e até chiqueiro! A cidade cenográfica contava ainda com inúmeras antenas parabólicas, esgoto a céu aberto, luz elétrica que funcionava de verdade, vazamentos de água, sistema de alto-falantes e um lixão com quase uma tonelada de sujeira – além de símbolos da facção Comando Vermelho. Já o Garnier Palace Hotel foi inspirado no Copacabana Palace – e seu dono, Evandro Aboim (Carlos Zara), remetia à família Guinle, proprietária do Copa. O luxo ia do calçamento, com pedras portuguesas e asfalto de verdade, à decoração, seguindo o estilo neoclássico francês dos anos 1920. Os quatro andares contavam com piano-bar e casa de chá. Na entrada, uma pedra de 12 metros de largura, tombada pelo Ibama, que passou por tratamento paisagístico e ganhou iluminação especial ao ser transformada em uma “escultura viva” do hall. Tanto o hotel quanto a favela foram “superdimensionados” com efeitos de computação gráfica. A comunidade foi “destruída” após os primeiros dez capítulos – no roteiro, uma enchente desalojou os moradores do local, incluindo a família de Pedro. Para o temporal, a produção contou com dez caminhões-pipa e uma maquete, preservando parte da construção para folhetins futuros. As vítimas da chuva foram alojadas em 17 casas germinadas, de alvenaria e telhado de amianto, de 40 metros quadrados, também erguidas, com o máximo de realismo, na cidade cenográfica. 13 – “Pátria Minha” contou ainda com uma casa alugada em Santa Teresa, datada de 1895, submetida a um tratamento especial para, literalmente, pegar fogo. Na ficção, o imóvel pertencia a Loreta, sobrinha de Raul que se aproveita do incidente para se aboletar na casa do tio. E uma mansão em Petrópolis, de 1850, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, com fachada e estrutura reformadas pela Globo, servindo justamente de abrigo para Raul Pelegrini. Ainda, cenários adornados por quadros de artistas plásticos brasileiros, selecionados por Edgar Moura Brasil – companheiro de Gilberto Braga –; apenas as obras do imóvel de Raul somavam R$ 1 milhão. 14 – A abertura da novela, ao som de “Onde o céu é mais azul” – composição de Alberto Ribeiro, Alcyr Pires Vermelho e João de Barro, em versão instrumental – contou com mais de cem figurantes, vestidos de azul, em um labirinto formado por 230 peças de madeira e reproduzido em maquete, para que a câmera pudesse enquadrá-lo do alto no fim da vinheta. Dentre os figurantes, Taís Araújo, lançada como atriz no ano seguinte em “Tocaia Grande”, da Manchete. A direção do projeto ficou por conta de Nilton Nunes e Cininha de Paula, então responsável pela “Escolinha do Professor Raimundo” (1990); coube à ela fazer os figurantes posarem com “cara de esperança” e não de “desespero”, por estarem “perdidos”. 15 – O famoso efeito de final de capítulo, aqui transformando o último take em uma gravura, esteve presente em “Pátria Minha” graças ao trabalho de Eduardo Halfen, responsável pelos efeitos visuais da trama – que havia reconstruído o Rio de Janeiro da Era Vargas em “Agosto” (1993) e causado a chuva de ouro de “Fera Ferida”. A ideia era adotá-lo a cada bloco, como aconteceu em “Corpo a Corpo” (1984), também de Gilberto e Dennis. A equipe, porém, chegou à conclusão de que o público poderia se cansar dos quadros. 16 – Escalada para Beatriz, rival de Alice na disputa pelo amor de Rodrigo, Carolina Ferraz descobriu-se grávida da primeira filha, Valentina, logo após o início das gravações. A atriz deixou a novela assim que a barriga começou a aparecer. Depois, Beatriz seguiu para Roma, Itália. E de Portugal veio Bárbara (Deborah Evelyn, recém-saída de “Fera Ferida”), sobrinha de Tereza com quem Rodrigo acabou se casando em dado momento da trama – enquanto Alice se uniu a Albano (Pedro Cardoso). O retorno de Beatriz chegou a ser cogitado no final, como testemunha de defesa de Rodrigo, então acusado de tentativa de assassinato. A volta não se concretizou e tal função coube a Cláudia (Flávia Alessandra), ex-aluna de Marininha. 17 – Outro percalço, o Horário Eleitoral, foi tranquilamente contornado. Mesmo entrando no ar às 21h30, uma hora depois do habitual, “Pátria Minha” manteve-se entre os 45 e 50 pontos de audiência na Grande São Paulo; o primeiro capítulo atingiu 54. As pesquisas com telespectadores também atestavam o êxito da narrativa. Neste período de propaganda partidária obrigatória, porém, “A Viagem”, então no ar às 19h, registrava médias superiores à novela das 20h. 18 – Nas últimas semanas de outubro de 1994, Vera Fischer se ausentou das gravações após sofrer uma fratura no antebraço esquerdo – dizem, alvo de uma violenta briga com o então marido Felipe Camargo, também presente no elenco (Inácio). As cenas românticas de Felipe com Isadora Ribeiro (Cilene) teriam motivado o entrevero. A frente de oito capítulos caiu para dois. Coube ao produtor executivo Roberto Costa rearranjar o roteiro de gravações, após adendos de Gilberto Braga e equipe, transferindo cenas de Lídia para a melhor amiga dela, Simone; a vilã foi então colocada em uma clínica de sonoterapia. 19 – Na ocasião, Lídia centralizava o enredo. Após separar Tereza e Raul, ela se unia ao empresário. Padecendo com a sovinice do temido Pelegrini, e interessada em retomar o romance do passado com Pedro, Lídia decidiu roubar o cofre do marido. O jardineiro Kennedy (Alexandre Morenno) foi acusado pelo crime que a madame cometeu, numa cena em que Raul disparava impropérios contra negros – como “vocês quando não sujam na entrada, sujam na saída” e “o cérebro de vocês é diferente do nosso”. A ação de Raul e o silêncio de Kennedy causaram reações de grupos como o SOS Racismo de São Paulo. Um dos colaboradores, Sérgio Marques, classificou a investida, a princípio, como um atentando à liberdade de expressão. Dias depois, ainda sob protestos e ameaças de processos, a emissora se retratou. E os autores conceberam uma cena em que Zilá (Chica Xavier), madrinha de Kennedy, exaltava a cor de sua pele e combatia o racismo. Uma equivocada citação de Osmar (Nuno Leal Maia) sobre a lei Afonso Arinos, que definia o racismo como contravenção penal e que já não vigorava mais, também foi corrigida; a discriminação racial tornou-se crime inafiançável após a promulgação da Constituição em 1988. 20 – Vera Fischer voltou à novela em novembro, conseguindo junto à Globo vetar a presença de jornalistas nos estúdios enquanto gravava. Em janeiro, porém, a emissora emitiu nota anunciando o fim de Lídia Laport e de Inácio. “Por determinação da direção da Rede Globo, o autor Gilberto Braga retirou de ‘Pátria minha’ os personagens Lídia Laport e Inácio, interpretados, respectivamente, por Vera Fischer e Felipe Camargo. A decisão da direção da Rede Globo se deve a constantes indisciplinas de horários dos dois atores, prejudicando o ritmo das gravações e o andamento da novela. A Rede Globo mantém em vigor os contratos de Vera Fischer e Felipe Camargo”. Ao jornal “O Globo” (13 de janeiro de 1995), Gilberto Braga declarou: “Artisticamente, o resultado da dupla era bom. Eu gostaria de ficar com os dois até o fim de ‘Pátria minha’. Mas foi uma decisão da alta direção da Rede Globo por problemas de produção escapam da minha alçada. Vai ficar mais difícil sem eles, principalmente porque a Lídia era uma personagem muito forte”. Ao todo, Gilberto e equipe reescreveram 22 capítulos da novela: 18 após o acidente de Vera e 4 em razão da saída definitiva, quando Lídia e Inácio foram vítimas de um incêndio. 21 – Para cumprir a função de Lídia como par romântico de Pedro, a produção cogitou Bruna Lombardi, Christiane Torloni (recém-saída de “A Viagem”), Maitê Proença e até Cristiana Reali – atriz brasileira radicada na França – e Patrícia Pillar, como sósia da falecida Ester. Sílvia Pfeifer, protagonista de “Tropicaliente”, finalizada em dezembro de 1994, chegou a ser formalmente convidada por Gilberto Braga. A Globo acabou recrutando Luiza Tomé, destaque como Remédios em “Fera Ferida”. A atriz assumiu a personagem Isabel, reeditando com Gilberto e Dennis Carvalho a parceria de sua novela de estreia, “Corpo a Corpo”, exibida dez anos antes. E o par com José Mayer, de “Tieta” (1989). 22 – A audiência, que havia caído para índices próximos dos 40 pontos quando Vera Fischer se afastou da novela, reagiu após a chegada de Luiza Tomé e com o início do romance de Raul e Cilene. Mas “Pátria Minha” acabou passando longe do êxito de suas antecessores na reta final. Enquanto “De Corpo e Alma” (1992) – impulsionada pelo brutal assassinato de Daniella Perez – atingia 53 pontos, “Renascer” batia 60 e “Fera Ferida” consolidava 53, “Pátria Minha” girava em torno dos 45 de média. O último capítulo registrou 54 pontos, o pior desempenho desde os 51 de “O Dono do Mundo”, em janeiro de 1992 – abaixo dos 64 de “De Corpo e Alma” e dos 61 de “Pedra Sobre Pedra” (1992), “Renascer” e “Fera Ferida”. 23 – O “Casseta & Planeta, Urgente!” transformou a novela em “Pátria Mantinha”, satirizando especialmente as sequências de Alice e Lídia. A estudante, interpretada por Marcelo Madureira, ouviu da mãe, Natália (Reinaldo), enquanto estudava anatomia por método Braile em um colega de colégio: “Estuda direitinho senão vai levar pau, hein?”. Já Lídia (Bussunda), ao chamar o marido Raul (Beto Silva) para a cama – enquanto ele praticava boxe numa velhinha – obteve como resposta: “Ih, Lídia, não vai dar. Estou sem trocado. Você já tá aceitando cartão de crédito?”, uma referência ao comportamento “prostituta de luxo” da vilã. 24 – “Pátria Minha”, aliás, foi uma novela de alta voltagem sexual. Alice dispensou Nando e perdeu a virgindade com Rodrigo. Cláudia Abreu não ficou nua em cena; em compensação, Fábio Assunção surgiu de bumbum de fora numa sequência de cama com Carolina Ferraz. Já Vera Fischer, que apareceu nua diante de um espelho, ganhou um dublê de corpo, Marta Moesch, em cenas de banho de mar. 25 – Pelo desempenho como Raul, Tarcísio Meira levou o Troféu Imprensa de melhor ator de 1994. Já Marieta Severo dividiu o APCA de melhor atriz coadjuvante com Zezé Polessa (a Firma, de “Memorial de Maria Moura”); Marieta Severo revelou em entrevista que o tom da cretina Loreta foi encontrado em uma das cenas mais lembradas da personagem: quando ela pede “duas gotas e meia de adoçante” para o copeiro Breno (Jarbas Toledo). Rosita Tomaz Lopes, por sua vez, foi agraciada com o título de “madrinha dos figurantes”, dividindo seu reinado com Tarcisão. https://rd1.com.br/nos-25-anos-de-patria-minha-25-curiosidades-da-novela/
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