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Carlos Eduardo

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  1. Com cerca de 450 africanos da região do rio Congo, a escuna norte-americana Mary E Smith foi a última a tentar desembarcar escravizados no Brasil. No dia 20 de janeiro de 1856, ela foi capturada em São Mateus, no Espírito Santo, em uma operação que deixou claro que a Lei Eusébio de Queiroz, aprovada em 1850 proibindo a entrada de escravos, de fato pretendia acabar com o tráfico de escravos no país. Antes dela, tratados assinados por pressão da Inglaterra após a Independência ficaram conhecidos como "leis para inglês ver", pois na prática as próprias autoridades locais eram coniventes com o contrabando. Pesando 122 toneladas e com um valor estimado em US$ 15 mil dólares, a Mary E. Smith foi construída em Massachusetts especificamente para o tráfico negreiro. Antes mesmo de deixar Boston rumo à África, no dia 25 de agosto de 1855, a escuna chamou a atenção das autoridades britânicas e norte-americanas. Houve até uma tentativa de prisão na saída, mas o capitão, Vincent D. Cranotick, conseguiu expulsar os intrusos e partir. Poucas embarcações do tráfico foram tão monitoradas quanto a Mary E. Smith. A Marinha no Rio de Janeiro, ao receber a correspondência dos EUA, alertou oficiais britânicos, brasileiros e americanos sobre a chegada iminente da escuna. Ao se aproximar da costa, foi abordada pelo navio de guerra Olinda e levada para Salvador, na Bahia. A situação era preocupante. Majoritariamente jovens com entre 15 e 20 anos, os africanos padeciam de diversas doenças — nos 11 dias de viagem entre São Mateus e Salvador, mais 71 morreram. Quando os oficiais baianos condenaram a Mary E. Smith e levaram os sobreviventes para a cidade, a população teria entrado em pânico: desde agosto do ano anterior, Salvador enfrentava uma epidemia de cólera, e acreditava-se que a presença dos africanos doentes pioraria a situação. Mais africanos morreram nas semanas seguintes. No dia 14 de fevereiro, dos 213 que sobreviveram, 88 continuavam muito doentes, inclusive de cólera. O capitão também morreu na chegada da Mary E. Smith a Salvador, escapando da acusação por tráfico ilegal de escravos. No dia 30 de junho de 1856, 10 membros da tripulação foram julgados — destes, 5 eram cidadãos norte-americanos. As penas variaram de 3 a 5 anos de prisão, além do pagamento de uma multa de 200 mil réis (algo em torno de US$ 112 mil) para cada africano que teria entrado no Brasil. Recursos indiretos A história da Mary E. Smith é simbólica não só por marcar o fim do tráfico de escravos no país, mas por indicar a participação dos Estados Unidos na atividade ilegal. Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedições negreiras com destino ao Brasil. A estimativa é de que tenham transportado quase 430 mil africanos — foi o Camargo, um brigue americano, aliás, que em 1852 desembarcou com sucesso os últimos escravizados no país. Ao contrário dos africanos da Mary E. Smith, que foram emancipados e submetidos à tutela do Estado por 14 anos, os cerca de 500 que chegaram ao porto do rio Bracuí, na região de Angra dos Reis, não tiveram o mesmo destino. "Após desembarcarem, pela proximidade da Serra do Bananal onde havia plantações de café, os senhores começaram a escondê-los na senzala", diz a professora de História Martha Campos Abreu, da Universidade Federal Fluminense (UFF). As autoridades locais chegaram a tentar reaver os escravizados, decretando pela primeira vez uma busca pelas fazendas, em uma demonstração do que estaria por vir com a Mary E. Smith. Mas a tentativa foi quase em vão: segundo a professora de História Beatriz Mamigonian, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), somente cerca de 70 foram recuperados. O comandante do brigue, Nathaniel Gordon, por sua vez, conseguiu escapar. Após atear fogo no Camargo, fugiu para os EUA — uma década depois, foi enforcado por sua participação no tráfico, único norte-americano a sofrer pena capital pelo crime. Em 1896, o sociólogo W.E.B. Du Bois chamou a atenção para as relações entre os EUA e o Brasil no período do tráfico ilegal. "O tráfico americano de escravos finalmente passou a ser conduzido principalmente por capital dos Estados Unidos, em navios dos Estados Unidos, comandados por cidadãos dos Estados Unidos e sob a bandeira dos Estados Unidos", escreveu Du Bois. Autor de O Sul mais distante: os Estados Unidos, o Brasil e o Tráfico de Escravos Africanos (Companhia das Letras, 2010), o historiador Gerald Horne engrossa o coro de críticos americanos ao papel do país na escravidão brasileira. "O governo brasileiro deveria buscar reparação, porque esses traficantes de escravos estavam violando as leis do Brasil e praticando uma atividade ilegal. O fato de que aconteceu 170 anos atrás não diminui a reclamação, não existe um estatuto de limitação na legislação internacional por crimes contra a humanidade, e o contrabando era um crime contra a humanidade", disse Horne em entrevista à BBC News Brasil. "Mas há relutância em trazer justiça para, pelo menos, os brasileiros que são descendentes dos escravos trazidos por navios norte-americanos." O historiador da UFF Leonardo Marques, um dos maiores pesquisadores brasileiros da participação dos EUA na escravidão brasileira, aponta algumas ressalvas. Para Marques, os recursos norte-americanos estiveram mais presentes a partir de 1820, mas de forma indireta e ainda muito ligados a grupos específicos de contrabandistas portugueses. "Por muito tempo, acharam que eram americanos, mas hoje sabemos que muitos eram portugueses que chegaram a adquirir a cidadania para conduzir o tráfico", explica o professor, que teve a tese de doutorado sobre o assunto na Universidade Emory, The United States and the Transatlantic Slave Trade to the Americas 1776-1856, transformada em um livro publicado pela Yale Press em 2016. Segurança da bandeira O interesse nos Estados Unidos se dava por um conjunto de fatores. O primeiro era a qualidade das embarcações. Desde o período colonial, a região da Nova Inglaterra fortaleceu a tradição de construção naval, competindo com os próprios britânicos, e as guerras contra os colonizadores também contribuíram para o desenvolvimento dos barcos. "A qualidade deles era muito alta, eles eram a vela, mais rápidos, e aos poucos foram desbancando a própria frota britânica", conta Marques. Além de economizar tempo nas viagens, as embarcações eram consideradas capazes de despistar perseguidores da Marinha Britânica e piratas. A bandeira americana era também uma das poucas imunes a vistorias a bordo. A partir de 1807, a Inglaterra começou a fechar o cerco contra o tráfico de escravos — mais do que razões humanitárias, havia diferentes interesses econômicos por trás da pressão, entre os quais criação de mercado consumidor para produtos industrializados. Embora internamente tanto abolicionistas quanto escravistas (que acreditavam já ter uma população de africanos interna suficiente e autossustentável) tenham concordado com as medidas, os EUA se recusaram a autorizar vistorias em seus barcos, acusando os britânicos de ferirem a soberania da ex-colônia. Para os criminosos, a situação era perfeita: navios rápidos e com uma bandeira imune à fiscalização inglesa. Não à toa, conta Marques, no período havia várias companhias dos EUA que vendiam navios para traficantes no Rio de Janeiro. "No Jornal do Comércio, havia anúncios de navios como 'excelentes para transporte de escravatura'", diz o historiador. A situação chegou a gerar alguns incidentes diplomáticos, dividindo as autoridades entre as que acreditavam que a venda dos barcos e o uso da bandeira era legítima, e os que achavam que não. Em 1844, Henry Wise foi nomeado ministro dos EUA no Brasil e, em conjunto com o cônsul George Gordon, buscou eliminar a bandeira do país do tráfico. Entre as medidas, passaram a enviar envolvidos no tráfico para serem julgados nos EUA e promoveram o desmantelamento de esquemas de cidadãos norte-americanos que vendiam ou fretavam embarcações para traficantes brasileiros. Consumo financiado pela escravidão Um dos esquemas envolvia a companhia Maxwell Wright & Co, que combinava duas atividades que acabaram interligadas ao longo da década de 1840: de um lado, vendiam os navios para traficantes de escravos; de outro, exportavam o café produzido pelos mesmos escravos de volta para os Estados Unidos, onde o mercado consumidor crescia. Neste sentido, observa Marques, a participação dos EUA na escravidão brasileira transcende a questão econômica. "A identidade nacional que estava sendo construída no país, do americano tomador de café em vez de chá, está amarrada com a escravidão", diz. A professora Mamigonian, cuja pesquisa se concentra na abolição do tráfico e nas transformações da escravidão no século 19, complementa o raciocínio: "vemos um elemento muito próprio do capitalismo do século 19, quando a ascensão do consumo vai na contramão do abolicionismo." O problema, neste caso, não era restrito aos EUA. O próprio Reino Unido, que em 1833 aboliu a escravidão, continuou consumindo produtos brasileiros produzidos com mão de obra escrava e fornecendo itens industrializados para o comércio ilegal na África. O crescimento do mercado consumidor para os produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que vinculou os americanos ainda mais profundamente à escravidão no Brasil, corrobora a tese de que o tráfico existiria com ou sem a presença dos EUA. Em suas pesquisas, Marques observa que, embora uma cláusula no acordo entre EUA e Inglaterra permitindo a revista das embarcações possivelmente diminuiria a presença dos norte-americanos no tráfico, o controle da compra e venda de navios permaneceria ambíguo. Não à toa, traficantes portugueses acabaram criando suas próprias redes, principalmente em Nova York, adquirindo inclusive a cidadania do país. A conclusão dos especialistas é que, enquanto houvesse demanda pelos produtos do trabalho escravo no mercado mundial e a escravidão se mantivesse um mercado lucrativo (um escravo comprado na África por US$ 40 valia em terras brasileiras algo entre US$ 400 a US$ 1.200, em torno de US$ 48 mil), haveria criminosos dispostos a manter o sistema ativo. Tanto é que, quando a captura do Mary E Smith finalmente sinalizou que o tráfico para Brasil não era mais um bom negócio, muitos traficantes voltaram as atenções para Cuba, que adotou medidas semelhantes somente em 1862. O fim do tráfico nas Américas, por sua vez, só ocorreu de fato com a abolição da escravidão no Brasil, em 1888, último país do Ocidente a libertar africanos escravizados. FONTE
  2. Na noite de 2 de junho de 2019, Walter Lübcke foi executado com um tiro na cabeça em sua casa no Estado alemão de Hesse. Então presidente do distrito de Kassel, o político do partido da chanceler Angela Merkel recebia ameaças de extremistas de direita devido a suas posições pró-refugiados. Um ano depois do episódio, que chocou a Alemanha, teve início em 16 de junho o julgamento de dois neonazistas suspeitos pelo assassinato. O homicídio de Lübcke, o primeiro de um político em atividade na Alemanha por extremistas de direita desde a 2ª Guerra Mundial, não é, porém, um caso isolado. Segundo o relatório À sombra da pandemia: a última chance da Europa, ou Peace Report 2020, publicado por um grupo de institutos de pesquisa alemães em junho, o país tem o maior número de casos de violência de extrema direita na Europa. Entre 2016 e 2019, foram ao menos 16 vítimas fatais. Somem-se a esses casos os assassinatos com motivação racial de nove pessoas em Hanau, cidade próxima a Frankfurt, por um extremista em fevereiro deste ano (o suspeito também matou a mãe e depois cometeu suicídio). De janeiro a agosto de 2019, o governo alemão contabilizou 12.493 delitos "politicamente motivados" pela extrema direita, dos quais 542 foram crimes violentos. Além disso, apenas em 2016, registraram-se 988 ataques a centros de acomodação para solicitantes de refúgio no país. Mas o avanço da violência de ultradireita não é um fenômeno alemão. Em 2017, um homem avançou com uma van contra um grupo de muçulmanos que seguia para uma mesquita em Londres, matando uma pessoa. Naquele mesmo ano, um atirador matou seis pessoas em uma mesquita em Quebec, no Canadá. Em 2019, um homem descrito pela mídia como supremacista branco entrou atirando em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, matando 51 pessoas e deixando 49 feridas. Alguns meses depois, em El Paso, nos Estados Unidos, um atirador matou 23 em uma loja de departamentos no que foi visto como o pior ataque recente contra a comunidade latina no país. Apesar do número total de ataques extremistas, em grande parte de origem islâmica, ter registrado uma queda global de 43% entre 2014 e 2018, diz o estudo alemão, a tendência de ações violentas de extrema direita é oposta. Segundo os pesquisadores, "nos últimos anos, o número de vítimas de ataques terroristas de extremistas de direita na Europa, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia aumentou significativamente". "Existem muitas razões para [o avanço desses movimentos extremistas de direita], incluindo as plataformas sociais e o mundo digital. As ideias se espalham mais facilmente e informam os atos de violência, ou pelo menos os aspectos performáticos e execução desses atos", explica à BBC News Brasil Julian Junk, do Instituto de Pesquisa da Paz em Frankfurt (HSFK) e coautor de um capítulo do relatório sobre a transnacionalidade de movimentos de extrema direita. O estudo trabalha com dados referente a ataques com mortes entre 2000 e 2020. Neste intervalo, esses casos passaram de cinco em 2000-2001, para 16 ao fim daquela década, somando 29 mortos. Na segunda metade do período, ocorreram 31 ataques, que deixaram 278 mortos. Ao todo, foram registrados 47 ataques e 307 mortes. Desde 2014, 27 ataques de extrema direita ocorreram na Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, Reino Unido e Suécia. Ao menos 84 pessoas foram mortas somente em 2020. Embora os dados tragam casos em democracias ocidentais, isso não significa que o fenômeno ocorre apenas nessa região do mundo, destacam os pesquisadores. De acordo com o relatório, "pouco se sabe sobre o terrorismo de extrema direita em Estados autocráticos como a Rússia ou a Turquia", por exemplo. 'Propensos a violência' O serviço de segurança alemão atualmente classifica 12,7 mil de seus habitantes como extremistas de direita "propensos a violência". Destes, 53 entram na categoria de "ameaças" por serem conhecidos pela polícia ou suspeitos de terrorismo. "Esse dado é de pessoas que estão conectadas com estruturas mais organizadas. É claro que temos muito mais se olharmos para grupos e movimentos antimuçulmanos, que muitas vezes estão interligados a extremistas de direita", diz Fabian Virchow, diretor de pesquisa sobre extremismo de direita na Universidade de Ciências Aplicadas em Düsseldorf. Stephan E., acusado de atirar em Lübcke, por exemplo, tinha um longo histórico de violência: foi condenado por uma tentativa de ataque à bomba contra uma acomodação para solicitantes de refúgio em 1993 e pode estar envolvido em uma tentativa de assassinato, em 2003, contra uma professora opositora ao extremismo de direita. Após confessar o assassinato de Lübcke, Stephan E. retificou sua declaração e apontou Markus H. como autor do disparo fatal. Esse segundo homem responde por auxiliar o homicídio e por treinar Stephan E. no manuseio de armas de fogo. O caso ocorreu apenas um ano após a conclusão do julgamento de Beate Zschäpe, uma das figuras centrais da célula de extrema direita Nationalsozialistischer Untergrund (NSU). Ao longo de sete anos, o grupo executou nove membros da comunidade imigrante na Alemanha e uma policial em atos que incluíram dois atentados à bomba. O principal alvo dos ataques de extrema direita têm sido minorias. Há, contudo, outro elemento recente na violência ultradireitista: ataques a políticos cujas visões de mundo diferem das suas. A prefeita de Colônia, Henriette Reker, por exemplo, foi esfaqueada por um extremista que se opunha a sua posição pró-refugiados. Ela sobreviveu. E a bandeira anti-imigração ganhou força e popularidade, com o surgimento, há alguns anos do Pegida (Europeus Patrióticos Contra a Islamização do Ocidente), que faz reuniões públicas frequentes em Dresden, na Saxônia. Os eventos, não raramente, contam com a presença de políticos do Alternativa para a Alemanha (AfD), o terceiro maior partido do país — de base nacionalista, anti-imigração e envolvido em constantes polêmicas devido a ligações de parte de seus membros com grupos neonazistas. Em agosto de 2018, milhares de pessoas foram às ruas de Chemnitz, também na Saxônia, protestar contra a morte de um alemão em uma briga com dois estrangeiros. O protesto tornou-se violento, foram ouvidas palavras de ordem racistas e vistas saudações nazistas. Novamente, políticos do AfD foram vistos nas manifestações. Hans-Jakob Schindler, diretor sênior do Projeto Contra Extremismo (CEP), diz que os grupos de extrema direita e seus simpatizantes são, hoje, bem mais visíveis. "Eles fazem marchas agora. Não se trata mais de um pequeno segredo em um pequeno local de encontro. Estão no Centro da cidade." Mas teria o sucesso eleitoral do AfD estimulado a saída dos extremistas do armário? "Não sei o que reforça o quê", diz Junk. "Agora há uma voz no Parlamento com posições muito mais nacionalistas e extremistas na política alemã. Existe um terreno mais fértil e, portanto, algumas mudanças no que parece ser aceitável." Novo perfil O perfil da extrema direita alemã não é mais o ligado a skinheads ou jovens marginalizados. Iniciativas como o Movimento Identitário, surgido na França em 2012, que tem crescido em vários países europeus e visa "proteger a identidade europeia contra a islamização", são eficientes em esconder sua agenda discriminatória. O grupo foi classificado, em 2019, pelas autoridades alemãs como extremista e com objetivo de "excluir pessoas de origem não europeia da participação democrática e discriminá-las". Com isso, passou a ser vigiado pelo serviço de inteligência. "Essa nova geração de direita é muito lustrosa, bem falada e educada", destaca Schindler, que atuou na Organização das Nações Unidas (ONU) e no governo alemão em projetos de inteligência contra a Al-Qaeda, o Estado Islâmico e o Talebã. "Eles aprimoraram o estilo, limparam a aparência e a forma como agem. Todos têm empregos e são jovens." Sob o argumento de preservar uma "cultura homogênea" e sua identidades, esses indivíduos acabam, entretanto, embalando ideias de preconceito e discriminação de outros povos, explica ele. Como monitorar esses grupos? No meio de junho, o diretório do AfD no Estado de Brandemburgo foi colocado sob vigilância por haver evidências suficientes de que o partido estava "lutando contra a ordem democrática livre", segundo as autoridades. A decisão ocorreu no mesmo período em que o então líder regional, Andreas Kalbitz, foi expulso pela direção nacional por ter integrado a Juventude Alemã Fiel à Pátria, um grupo de extrema direita neonazista banido em 2009. Mas monitorar grupos e indivíduos que possam representar uma ameaça à democracia alemã não é simples. Devido ao contexto histórico do país com a perseguição nazista a opositores e a repressão brutal na Alemanha Oriental, é necessário obter evidências concretas para vigiar um movimento político. Quando esse processo é aprovado por um juiz, explica Schindler, há dois tipos de vigilância. A inteligência interna, cujo trabalho é monitorar, documentar e analisar os movimentos — incluindo ordens judiciais para grampear telefones, infiltrar-se em grupos e monitorar correspondências e meios eletrônicos. Caso a inteligência identifique a possibilidade de um crime grave, inicia-se o segundo tipo de observação. É quando a inteligência doméstica entrega as informações à Polícia Federal, que assumirá o monitoramento e tomará as medidas adequadas. Ainda que os mecanismos de vigilância sejam colocados em prática, há problemas como a dificuldade em observar todos aqueles com potencial de violência e o fato de muitos grupos utilizarem aplicativos de mensagem criptografados para planejar atos violentos. Além disso, avalia Junk, o ideal é prestar atenção também no nível local, pois a maioria dos extremistas de direita não pertence a grandes estruturas. Casos que envolvem políticos ou elevado número de vítimas costumam ganhar destaque nacional. Mas o potencial de danos de grupos "autônomos" pequenos e de indivíduos pode ser ainda mais assustador. "É muito difícil evitar que alguém saia em uma sexta-feira à noite e espanque aleatoriamente um estrangeiro, porque não há planejamento ou comunicação envolvidos", diz Schindler. "Como impedir alguém que, inspirado em propaganda de ódio, decidiu no sábado de manhã que era hora de matar um cara?", questiona. Sem fronteiras físicas Movimentos violentos de extrema direta têm se aproveitado da revolução criada pelas mídias sociais para espalhar suas mensagens, ideologias e narrativas — além de inspirar ataques — para além de suas fronteiras, alertam os pesquisadores do Peace Report 2020. E tudo isso sem que necessariamente cooperem entre si. Os ataques terroristas de Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas na Noruega em 2011, e dos extremistas de Halle e de Christchurch mostram semelhanças em como esses agressores se apresentam, incluindo o uso de vídeos, transmissões ao vivo, manifestos e o conceito neonazista de resistência sem liderança. Breivik, diz Junk, é um dos primeiros exemplos proeminentes de terrorista de extrema direita que não busca um levante popular, porque isso demandaria algum tipo de estrutura e/ou líderes. "[Sua abordagem mostrou] que os indivíduos podem resolver o problema por conta própria e que coisas horríveis são possíveis." Aplicativos de mensagens, mídias sociais e fóruns na internet também permitem que militantes de extrema direita se conectem no mundo real com indivíduos com ideais semelhantes. Segundo os pesquisadores, há extremistas de direita europeus em campo de batalha na Síria ou Ucrânia. E a violência deles pode estar aumentando. A revista alemã Focus, citando fontes da inteligência do país, informou recentemente que extremistas de direita estão recebendo treinamento paramilitar na Rússia. Esses "cursos" incluiriam o uso de armas e explosivos e combate corpo a corpo. "Não é como se os [extremistas de direita] franceses não conversassem com os alemães. Eles realmente se ajudam, se comunicam, se apoiam financeiramente e com ideias. Vemos uma rede europeia que parece estar indo muito bem", avalia Schindler. FONTE
  3. Autoridades na China aumentaram medidas de segurança sanitária depois que uma cidade na Mongólia Interior (região autônoma da China) confirmou um caso de peste bubônica. De acordo com relatos de autoridades estatais, o paciente, na cidade de Bayannur, um camponês, está em quarentena e em condição estável. Autoridades decretaram nível três de alerta — que proíbe a caça e consumo de animais que poderiam estar com a praga e pede que as pessoas reportem casos suspeitos às autoridades. A peste bubônica, uma das doenças mais temidas no passado, causada por uma infecção bacterial, ainda é letal, mas hoje é tratada com antibióticos comuns. O novo caso foi reportado no sábado. Ainda não está claro como o paciente poderia ter se infectado. Fatal, mas tratável Casos de peste bubônica ocorrem de tempos em tempos pelo mundo. Em Madagascar, houve um surto com 300 casos em 2017. Em maio do ano passado, duas pessoas na Mongólia morreram da peste, que foi contraída após a ingestão de carne crua de marmota. Uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Ulan Bator, capital da Mongólia, disse à BBC que a carne crua de marmota e os rins do animal são usados como remédio popular no país. A marmota é portadora da bactéria da praga e está associada aos casos da praga no país. A caça da marmota é ilegal. A peste bubônica é caracterizada por inchaço dos gânglios linfáticos. É difícil de se identificar a doença com muita antecedência porque os sintomas — geralmente parecidos com a gripe — costumam aparecer entre três e sete dias depois da infecção. Mas é improvável que a peste bubônica — que foi chamada de peste negra — leve a uma nova epidemia. "Ao contrário do século 14, nós agora temos uma compreensão de como essa doença é transmitida", disse Shanti Kappagoda, médico da clínica Stanford Health Care, ao site Healthline. "Nós sabemos como prevenir. Também sabemos como tratar pacientes que são infectados com antibióticos eficientes." No século 14, a peste negra matou cerca de 50 milhões de pessoas na África, Ásia e Europa. O último grande surto em Londres ocorreu em 1665, dizimando cerca de um quinto da população da cidade. No século 19 houve outro surto na China e na Índia que matou mais de 12 milhões de pessoas. FONTE
  4. O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, inaugurou o Projeto “Sarita-2|#500 voluntários” em Juiz de Fora, Minas Gerais, na semana passada. Trata-se, basicamente, de um estudo clínico para tratamento precoce da COVID-19. O objetivo é avaliar a carga viral, assim como os sintomas respiratórios, a taxa de internação hospitalar e os parâmetros inflamatórios em pacientes, após o tratamento com a nitazoxanida, princípio ativo dos antivirais mais conhecidos como Azox ou Annita. Juiz de Fora é o segundo município brasileiro a participar da pesquisa, coordenada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto tem direção do Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), apoio da Prefeitura de Juiz de Fora e pretende verificar os efeitos do uso precoce da medicação em pacientes de Covid-19 com sintomas gripais. Os trabalhos deverão se estender por um mês, e de acordo com a assessoria do HMTJ, a equipe da UPA atuará na sensibilização e preparo dos voluntários. “O projeto é um ensaio clínico intervencionista prospectivo randomizado controlado por placebo, duplo-cego, comparando-se nitazoxanida com o placebo em pacientes que apresentem pelo menos dois dos sintomas mais comuns de Covid-19 (febre e/ou tosse seca e/ou fadiga), até o terceiro dia do início da apresentação dos sintomas”, disse a assessoria do hospital responsável. O estudo clínico foi dividido em três etapas e teve aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Sendo assim, a primeira etapa aconteceu por meio de inteligência artificial, enquanto a segunda foi realizada com testes in vitro. Já a terceira etapa do estudo clínico foi autorizada em abril pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realização de testes clínicos em 500 pacientes, internados em 21 hospitais. No dia 15 de abril, o ministro Pontes divulgou que um estudo brasileiro com a nitazoxanida indicava eficácia de 94% de sucesso do medicamento contra células infectadas pelo novo coronavírus. Na ocasião, anunciou: “No máximo na metade de maio, teremos uma solução de tratamento. Um remédio sem efeitos colaterais, [com estudo] desenvolvido pela pesquisa brasileira com todo o rigor científico”, afirmou na época. FONTE
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  8. A artista Ana Vilela foi às redes sociais comentar sobre as críticas que recebeu em relação a faixa Trem bala — um grande sucesso de 2016. Segundo a cantora, muitas pessoas já lhe abordaram falando da canção, mas que ela tem muito mais trabalho para oferecer. “Tá bom gente já entendi que vocês acham trem bala ruim. É que ela me dá bastante dinheiro então infelizmente terei que continuar cantando mas você sempre tem a opção de CHOLAR MAIS”, escreveu no Twitter. Ao que alguns seguidores responderam que a faixa não era ruim, apenas muito explorada, Ana escreveu ainda que tinha mais trabalho para ser escutado: “Importante dizer que eu tenho mais dois álbuns pra vcs acharem chatos”. Entre os que defenderam a canção, teve até famosos como o apresentador Gregorio Duvivier: “Ana, acontece com tudo que faz um sucesso estrondoso. Seu único defeito foi hitar demais. Parabéns”. Ficou com saudades da canção? Então escute novamente: FONTE
  9. Tira 80 músicas da frente e é #1 Se tá achando fracasso conta de 1 até 81 pra ver se não é muito
  10. Ngozi Okonjo-Iweala, que atualmente preside ao conselho da Aliança Global para as Vacinas e Imunização (GAVI), recolheu apoio oficial da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e fontes diplomáticas, citadas pela imprensa africana, acreditam que irá recolher o apoio oficial da União Africana. A candidatura, descrita por um delegado da OMC à agência Reuters como sendo "certamente a favorita", ganhou força depois de Phil Hogan, da Comissão Europeia de Comércio, ter desistido de concorrer ao lugar. A economista nigeriana, de 66 anos, é também bem vista pela China e pelos Estados Unidos. O OMC lançou em junho o processo de seleção de um novo diretor-geral, depois de o atual, o brasileiro Roberto Azevedo, ter decidido deixar o cargo em finais de agosto, um ano antes do final do mandato. Mais concorrentes O anúncio da sua saída antecipada surpreendeu a comunidade internacional e abriu uma corrida ao lugar, que conta já com mais quatro candidaturas além de Okonjo-Iweala: o mexicano Jesús Seade Kuri, o egípcio Abdel-Hamid Mamdouh, o moldovo Tudor Ulianovschi e a coreana Yoo Myung-hee. O prazo para a apresentação de candidaturas, que decorreu durante um mês, termina na próxima quarta-feira. Outros africanos na corrida A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) endossou oficialmente a candidatura Ngozi Okonjo-Iweala em finais de junho, numa declaração oficial assinada pelo presidente em exercício da organização, o chefe de estado do Níger, Mahamadou Issoufou, que pediu o apoio de outros países africanos e não africanos para a candidatura. "Desde a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 01 de janeiro de 1995, sucedendo ao Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio (GATT) estabelecido em 01 de janeiro de 1948, nenhum africano assumiu o cargo de diretor-geral da organização", assinala-se na declaração. Fontes ligadas ao processo de escolha, citadas pela imprensa, sublinham que existe "um amplo consenso para a escolha de um candidato africano e uma mulher", uma vez que a organização baseada em Genebra nunca foi liderada, quer por uma mulher, quer por um candidato oriundo da África. Quem é Okonjo-Iweala? Okonjo-Iweala tem uma carreira de 25 anos no Banco Mundial, em Washington, tendo cumprido também dois mandatos como ministra das Finanças da Nigéria (2003-2006 e 2011-2015) sob a liderança dos presidentes Olusengun Obasanjo e Goodluck Jonathan, respetivamente. Nascida numa família real no Estado do Delta, o pai tornou-se o Eze (rei) da Família Real Obahai de Ogwashi-Ukwu. Okonjo-Iweala estudou na prestigiada Universidade de Harvard, tendo-se licenciado em Economia em 1976. Em 1981, obteve um doutorado em Economia e Desenvolvimento regional pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) com uma tese intitulada "Política de Crédito, mercados financeiros rurais, e a Nigéria". Okonjo-Iweala estudou na prestigiada Universidade de Harvard, tendo-se licenciado em Economia em 1976. Os críticos de Okonjo-Iweala argumentam que a sua especialidade são as finanças e que o direito comercial internacional "não está realmente no seu currículo". Por outro lado, é questionada a possibilidade de a sua candidatura estar a "jogar a carta do gênero" ao apresentar "uma mulher de sucesso próxima do setor privado". A candidatura da ex-ministra nigeriana merece também a oposição do Egito, que pediu à União Africana a sua desqualificação como candidata, alegando que tinha sido estabelecida a data de 30 de novembro para a formalização da corrida ao cargo e que Okonjo-Iweala só se apresentou em junho. A candidatura de Okonjo-Iweala foi apresentada apenas em junho, depois de a Nigéria ter substituído o seu primeiro candidato, mas a OMC esclareceu, em comunicado, que o período de candidaturas só termina em 08 de julho e admitiu oficialmente a nigeriana como concorrente. Entretanto, o Benim retirou o seu candidato e declarou apoio a Okonjo-Iweala. A União Africana, que tinha apoiado o egípcio Hamid Mamdouh meses antes da apresentação da candidata nigeriana, ainda não se pronunciou oficialmente, mas Okonjo-Iweala assegura que sente "forte apoio" da África e disse esperar que os líderes africanos se unam em torno da sua candidatura. FONTE
  11. De todas as montanhas de lixo geradas no mundo, a dos eletroeletrônicos é a que cresce mais rápido: são 53 milhões de toneladas por ano. Teoricamente, tudo poderia ser reciclado. Se as regiões com a maior produção per capita de lixo eletrônico forem escurecidas num mapa mundi, ficará escuro na Europa, na América do Norte, na Austrália e na Nova Zelândia. Um americano gera, em média, mais de 19 kg de lixo eletrônico por ano. Um alemão, cerca de 23 kg, e um norueguês, até mesmo mais de 28 kg. Em todo o mundo são 53 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, composto de todo tipo de aparelhos, como celulares, computadores, geladeiras e células fotovoltaicas, afirma o mais recente estudo sobre o tema, apresentado pela Universidade das Nações Unidas nesta quinta-feira (02/07). A maior parte desses produtos vai parar no lixo - ainda que eles não sejam, nem de longe, sem valor. Dentro deles há, com frequência, materiais como ouro, prata, platina, cobre, ferro ou terras raras, no valor total estimado de 57 bilhões de dólares. Mesmo assim, no ano passado menos de um quinto dessa montanha de lixo foi reciclada. O resto tem destino incerto. Em parte vai parar no lixo comum e acaba sendo largada num lixão ou queimada. Outra parte vai parar na mão de comerciantes que consertam eletrodomésticos e os revendem em países de renda per capita mais baixa do que as nações industrializadas. Uma parte considerável desse lixo (estimativas afirmam que de 7% a 20%) é exportada de forma ilegal, sob o manto do reaproveitamento ou sob o pretexto de que se trata de sucata. Assim, velhos equipamentos eletrônicos de países ricos vão parar em depósitos de lixo no Leste Europeu, na Ásia ou na África. Lá acabam sendo recolhidos e desmontados ou simplesmente queimados. Esse desmonte ocorre sem o uso de luvas ou qualquer tipo de proteção. A queima também é perigosa, tanto para a saúde humana como para o meio ambiente, pois, além de materiais valiosos, eletrodomésticos também podem conter substâncias venenosas. Todo o lixo eletrônico gerado no mundo contém cerca de 50 toneladas de mercúrio, 71 mil toneladas de produtos retardantes de chamas bromados e 98 milhões de toneladas de CO2 equivalentes, afirma o estudo. De todas as montanhas de lixo geradas no mundo, a dos eletroeletrônicos é a que cresce de forma mais rápida. "Nos últimos cinco anos, a quantidade de lixo eletrônico cresceu três vezes mais rapidamente do que a população mundial e 13% mais rapidamente do que o PIB de todos os países", afirma o presidente da Associação Internacional de Resíduos Sólidos, Antonis Mavropoulos. "Há uma classe média crescente em muitos países que, há alguns anos, ainda eram típicos países em desenvolvimento. E neles há uma grande demanda reprimida",comenta Rüdiger Kühr, um dos autores do estudo e diretor do programa de ciclos sustentáveis da Universidade das Nações Unidas na Europa. Além disso, há cada vez mais aparelhos elétricos, diz Kühr, mencionando como exemplos o carro elétrico, a bicicleta elétrica e até jogos de salão. E a velocidade com que novos computadores e celulares tiram do mercado os modelos antigos também aumenta. Assim, a quantidade global anual de lixo eletrônico poderá passar para 74 milhões de toneladas em 2030, calcula o estudo. Isso poderá resultar em tragédia para o meio ambiente e para a saúde de muitas pessoas. Mas não precisa ser assim. Kühr afirma que a cota de reciclagem de eletrônicos poderia chegar a 100%. Mas o mundo está longe disso. Mesmo na Europa, onde se queria chegar a 65% em 2019, a cota atual é de 42%. Kühr defende a criação de novos ciclos econômicos. Por exemplo, os consumidores não comprariam mais os produtos, mas o serviço por eles prestado. O produto continuaria sendo propriedade do fabricante. Como este teria interesse em oferecer o melhor serviço aos seus clientes, teria também interesse em oferecer bons produtos e em investir em inovações. Ele também teria interesse em fabricar produtos mais fáceis de serem consertados e de serem reciclados, pois venderia o serviço que o produto oferece e não o próprio produto. Esse modelo já existe em alguns países, por exemplo com celulares ou máquinas copiadoras. Kühr defende ainda que o consumidor exija dos fabricantes mais informações sobre os efeitos dos produtos sobre o meio ambiente e sobre a taxa de reciclagem deles. Essas informações já existem, mas não são utilizadas como argumento de compra. "Acho espantoso que, no atual debate sobre as mudanças climáticas, no qual o setor automobilístico e a aviação civil fazem publicidade com iniciativas ambientais, a indústria de eletroeletrônicos deixe completamente de lado esse tema", diz Kühr. FONTE
  12. Meu pai tá amando assistir Jiraya e relembrar a infância dele
  13. Minas Gerais subindo horrores Finalmente começaram a mostrar a realidade?
  14. É como se a infância e adolescência deles passassem super rápido e fossem "freando" quando vão se aproximando da velhice Mega interessante
  15. [[Template core/front/system/searchResult is throwing an error. This theme may be out of date. Run the support tool in the AdminCP to restore the default theme.]]


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