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Ricardo Viz

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  1. O jornalismo político televisivo do Brasil é um lixo. SBT e Record desde sempre são putinhas do oficialismo. Band costumava ser independente, mas talvez por estar mal em $ infelizmente mudou a postura. Quer dizer, só sobrou a Globo, que por autonomia financeira consegue se manter razoavelmente isenta, o que é corroborado nos ataques dos dois espectros. E isso deve ser valorizado. ALGUMA coisa certa ela está fazendo. Ah, ela tem seus posicionamentos: é pro-economia de mercado, pro-Lava Jato, não gosta do Bolsonaro, não gosta do Lula... Você pode discordar, achar esses posicionamentos errados, mas nada justifica essa obsessão meio doida, essa necessidade que Bolsonaro e Lula têm de atacar a emissora e seus jornalistas (é bom lembrar que os dois volta e meia disseminam ódio contra Miriam Leitão) a todo momento ou de intimidá-a/ameaçá-la de alguma forma (Bolsonaro falando em não renovar a concessão, Lula em criar Lei de Meios para fechar empresas do Grupo Globo). Por isso até compreendo ela não querer dar palanque e soltar notas de repúdio quando julga pertinente.
  2. Viagem sua. Lula pagou duramente pelos crimes em que foi condenado e simplesmente saiu, como deve ocorrer com todo mundo num Estado Democrático de Direito. Ninguém fica preso para sempre. Concordo que a Globo poderia ter dado bem mais destaque, acho que ela simplesmente não quis dar palanque mesmo, julgou desnecessário. Globo tem sua linha editorial e isso é legítimo. Tem seus defeitos também, longe de ser perfeita. Mas se gera raiva em dois gados ao mesmo tempo é porque no mínimo alguma coisa certa está fazendo.
  3. Globo faz bem em não se rastejar por ninguém. Essa postura lúcida e independente irrita os dois gados, mas não afeta a credibilidade e a audiência da emissora.
  4. Augusto Nunes foi um jornalista respeitado nos anos 1980 e 1990. O livro “Notícias do Planalto” (focado na ascensão e queda de Collor) fala muito dele. Aos poucos, porém, foi se perdendo e entrando em decadência. Hoje, é um ex-jornalista em atividade: amargurado, raivoso, chapa branca e muitas vezes (como nessa briga com o Glenn) covarde. Não gosto do Glenn (seu antissemitismo e sua relação com a extrema direita americana me incomodam), mas nesse episódio ele está coberto de razão do início ao fim. Como Record e Jovem Pan vão se posicionar em relação ao Nunes depois disso? Mantê-lo no cargo é complicado, bem complicado. Se bem que a Record manteve o PHA uma eternidade, então não seria surpreendente...
  5. Bem, jornalismo tampouco é por si só um valor ético, mas concordamos então em discordar. A Globo poderia perfeitamente publicar um editorial sobre valores também. É uma empresa séria, responsável, que gera emprego, riqueza e cumpre suas obrigações. Eventuais pendências tributárias em um país complicado como o Brasil de forma alguma a desabonam. É uma empresa que teria, sim, até que evidenciem o contrário, total autoridade ética e moral para questionar os valores pouco ou nada republicanos de Bolsonaro.
  6. Minha discordância está aqui. No meu entendimento, o tema é jornalismo, não valores éticos subjetivos da administração da empresa. Vou fazer outra analogia: imagine se amanhã o Bill Clinton publica um textão exaltando o desempenho econômico de seu governo e você diz que ele não pode fazer isso porque traiu a Hillary com a Monica Lewinsky? Não faz nenhum sentido, o texto dele seria sobre economia, não ética conjugal. E, além do mais, no caso da Globo essa "traição" seria mais uma ilação, sequer teria evidências muito concretas.
  7. Não, estamos falando de jornalismo, não da probidade tributária/fiscal da empresa - e repito, mesmo em termos de probidade não é possível nem de longe afirmar categoricamente que a Globo é antiética. Comparar um ser humano monstruoso como Beira-Mar a um grupo de comunicação é despropositado e sem sentido.
  8. Conde, você sinceramente considera razoável essa analogia entre Globo e Fernandinho Beira-Mar? Por favor.... Já imaginou se amanhã o Grupo Globo solta um editorial exaltando a importância de sua dramaturgia para a formação do Brasil e você argumenta que a Globo não pode encher a boca para falar disso porque supostamente (há mais ilação do que evidência concreta) é corrupta? Não dá. Insisto: o editorial em questão é sobre jornalismo. É difícil negar a seriedade e a independência da Globo nessa seara nas últimas 2/3 décadas; nos anos 1960, 1970 e 1980 aí sim nós podemos apontar a relação promíscua do grupo com agentes do poder (em prejuízo do bom jornalismo).
  9. O editorial fala em jornalismo, não em probidade fiscal ou algo parecido. Não acredito que, considerando os últimos 20/25 anos de excelente jornalismo do grupo, a Globo esteja descredenciada a encher a boca para falar disso. O mesmo vale para Folha e Estadão, por exemplo, que de forma geral também têm um jornalismo sério e independente.
  10. Excelente editorial. Globo não tem absolutamente nenhuma responsabilidade pela eleição do Bolsonaro. De fato, um mercado extremamente concentrado. Existem 2 caminhos para mudar essa realidade: 1 - Perseguir os grandes grupos de comunicação atuais, obrigando-os a fechar algumas de suas empresas de comunicação. 2 - Estimular a abertura do mercado, a concorrência, permitir que grupos estrangeiros participem com menos amarras da mídia brasileira. Infelizmente o autoritário primeiro caminho é de longe o mais defendido. Aí fica difícil, bem difícil... Perfeito. A palavra "isenção" não é usada no editorial no sentido de "imparcial" (até porque imparcialidade não existe), mas no sentido de ser editorialmente independente de governos, igrejas, partidos.... De fato, a Globo nem sempre foi isenta ao longo de sua história (muito pelo contrário), mas dá para afirmar que nos últimos 20 anos alcançou um bom grau de isenção - não por acaso é veementemente atacada à esquerda e à direita.
  11. É verdade, o bolsonarismo que se escondia nas pessoas de certa forma deu as caras pela primeira vez com mais clareza nesse BBB do Dourado. Foi mesmo um precursor relevante, sem exagero. E lembro que na época ninguém entendeu, foi um choque a vitória do Dourado da maneira com que aconteceu - ainda mais considerando a enorme rejeição ao Rogerio apenas 5 anos antes.
  12. Boas escolhas. Bom trabalho aos novos colaboradores/moderadores (menção especial ao @Henri) e parabéns ao @Ben pelo merecido reconhecimento
  13. Exato. No começo de 2019 havia todo um clima pós-eleição, início de um novo (e polêmico/barulhento) governo etc. Com o passar do ano tudo foi ficando mais morno, natural que a audiência não se mantenha no mesmo patamar. O que não impede críticas à programação, evidentemente.
  14. Saudade de novelas das 21h bem desenvolvidas, com grandes (e longas) cenas, textos sofisticados, momentos verdadeiramente emocionantes.... Minha impressão às vezes é que a Globo desaprendeu.
  15. Esses campeonatos estaduais são longos/cansativos demais e prejudicam muito o resto da temporada. O Paulista por exemplo poderia ser assim: 16 times divididos em 4 grupos, 1 turno só, 2 primeiros colocados de cada grupo se classificam, confrontos eliminatórios de 90 minutos (sem ida e volta) a partir das quartas. Quer dizer, o mesmo formato da Copa do Mundo, mas com a metade dos times. Pronto, apenas 6 datas em vez de 16/18, já ficaria bem mais atrativo, rápido e daria mais chance para times pequenos irem longe (formatos de tiro curto tendem a ser melhores para azarões). Nos outros estados não seria difícil fazer o mesmo, com os devidos ajustes (já que em geral são 12 times em vez de 16). O problema é que as federações estaduais nunca aceitariam pois perderiam dinheiro. Pior para o calendário do futebol brasileiro, que praticamente joga 3 meses no lixo com esses Estaduais insossos....


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