Jump to content


Shaun

Membro
  • Content Count

    8,217
  • Joined

  • Last visited

  • Pontos

    3 [ Donate ]

Community Reputation

1,181 Muito Bom

About Shaun

Profile Information

  • Sexo
    Masculino

Recent Profile Visitors

5,223 profile views
  1. é um mês depois do atentado da bela, que vai ser na semana que vem no final do capitulo de terça pra quarta (uns 4 minutos de repetição)
  2. Seis anos depois da Palma de Ouro por "Azul é a cor mais quente", o diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche escandalizou Cannes com um filme produzido em grande parte em uma boate e com imagens pornográficas "gratuitas", de acordo com muitos críticos. Em "Mektoub My Love: Intermezzo", na disputa pelo maior prêmio, o diretor filma um grupo de jovens em uma cidade no litoral do sul da França. Após cenas na praia, o filme se concentra em uma discoteca, com uma profusão de imagens lascivas, incluindo uma cena de 13 minutos de sexo oral. À margem de uma série de diálogos banais, nas três horas e meia de filme, o cineasta se dedica aos corpos das mulheres, sobretudo nádegas, que se movem sem parar ao ritmo da música. Até chegar à cena explícita de sexo oral nos banheiros - imagens "pornográficas gratuitas", segundo The Hollywood Reporter. "Tentei mostrar o que me faz vibrar, os corpos, os ventres", justificou Kechiche, de 58 anos, na entrevista coletiva. O projeto do filme foi "celebrar a vida, o amor, a música, o corpo e buscar uma experiência cinematográfica", completou. Na véspera, na projeção de gala do filme, vários espectadores deixaram a sala, entre eles a atriz que protagoniza a cena de sexo oral, Ophélie Bau. Nesta sexta-feira, na sessão de fotos e na entrevista coletiva de imprensa da equipe, ela também não esteve presente. No final da projeção, Kechiche saiu literalmente correndo da sala, embora primeiro tenha pego o microfone para dizer: "Peço desculpas por manter vocês aqui sem adverti-los e agora vou embora!". - O 'desastre' de Cannes - "Mektoub My Love: Intermezzo" é a segunda parte de "Mektoub my Love: canto uno", um filme com imagens muito sensuais sobre alguns destes jovens na praia, apresentado na Mostra de Veneza em 2017, onde recebeu vaias, mas também elogios por sua estética. Em Cannes, a crítica não demorou a reagir ao filme que se tornou o mais polêmico de La Croisette. O "desastre" de Cannes, escreve Justin Chang, crítico do Los Angeles Times, que se pergunta se o Festival de Cannes está "trolando" os espectadores, ao incluir esta produção na competição oficial, onde concorrem grandes figuras da Sétima Arte, como o britânico Ken Loach, o americano Terrence Malick, ou o espanhol Pedro Almodóvar. O crítico do jornal espanhol El País, Carlos Boyero, admirador de "Azul é a cor mais quente", vai além em sua reação: "Que tipo de substâncias o diretor ingeriu e como afetaram seu cérebro para cometer tamanha e infinita estupidez?". Outros apreciaram o filme, como o crítico francês Philippe Rouyer, que considerou que Kechiche "radicaliza seu método para nos fazer compartilhar uma noite louca de desejos em uma discoteca. Parabéns a todos os intérpretes que se entregaram totalmente para recriar este transe magistralmente filmado". A forma de filmar os corpos femininos de Kechiche também incendiou as redes sociais. "Sem créditos, sem uma verdadeira narração. Uma introdução sobre um cu, planos sobre cus, e mais. Uma discussão sobre cus. Mais cus. E acaba com um cu. Praia. Discoteca. Cunni. Discoteca. Fim. Me agrada o cinema de Kechiche mas aí não acompanho...", lamentou o diretor francês Thibaut Buccellatto no Twitter. "Para você público, contei todos os planos que mostram cus no #MektoubMyLoveIntermezzo: tem 178. Se tirarmos isso, acho que o filme dura 20 minutos", tuitou a jornalista Anaïs Bordages. Não é a primeira vez que Kechiche causa polêmica. As atrizes principais de "Azul é a cor mais quente", Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, denunciaram duras condições de filmagem, pouco depois de ganhar a Palma de Ouro em 2013. Outro escândalo persegue o cineasta. Uma mulher de 29 anos o denunciou por agressão sexual no ano passado. No início de maio, uma fonte ligada ao caso afirmou que a investigação segue seu curso. Questionado hoje sobre o assunto, Kechiche considerou a pergunta "perversa" e garantiu ter a "consciência tranquila no que diz respeito às leis". https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/05/24/interna_internacional,1056343/escandalo-em-cannes-com-filme-no-limite-do-porno-na-disputa-pela-palma.shtml
  3. Lillyane hAss tinha que ter sobrenome alemão mesmo q hEss não me mate
  4. A GLAAD, organização norte-americana que lida com representatividade no entretenimento, lançou o seu mais recente estudo sobre a inclusão de personagens LGBTQ+ nos grandes lançamentos em Hollywood. Apesar de uma melhora em relação aos números de 2017, o levantamento sobre as produções de 2018 veio com várias críticas, especialmente à atuação da Disney no mercado. Como o estudo notou, a Walt Disney Pictures foi o pior estúdio de Hollywood em termos de representação LGBTQ+ no cinema. Segundo a GLAAD, os filmes da empresa do Mickey não incluíram nenhum personagem LGBTQ+ em 2018. Enquanto isso, 10% dos filmes da 20th Century Fox (4 longasmetragens), por exemplo, trouxeram representatividade deste segmento. Desta forma, o relatório também critica a compra da Fox pela Disney, que foi finalizada recentemente. Megan Townsend, diretora de pesquisa da GLAAD, falou com o site da Entertainment Weekly sobre o assunto: "Esta paisagem incerta que estamos vivendo na mídia atualmente, e especialmente no cinema, levanta preocupações quanto à diversidade e inclusão". "Não sabemos exatamente o que o relatório do próximo ano vai mostrar, mas sabemos que há uma grande inconsistência, ano após ano, entre os conteúdos lançados por diferentes estúdios. Estamos de olho em tudo o que está acontecendo, e todos os estúdios têm a oportunidade de trazer mais representatividade LGBTQ+ nos seus próximos projetos", completou. O certo é que, no relatório da GLAAD do próximo ano, a Disney não ficará com a mesma "nota zero" que recebeu aqui. Em "Vingadores: Ultimato", o estúdio incluiu uma breve cena em que o diretor Joe Russo interpretou um homem gay. Enquanto isso, os diretores prometem que novos personagens LGBTQ+ devem aparecer na franquia Marvel nos próximos anos. Quadro geral Além da reflexão sobre a Disney, no entanto, o relatório da GLAAD trouxe boas novas para a representação LGBTQ+ em Hollywood. 18,2% dos 110 filmes distribuídos por grandes estúdios norte-americanos no ano passado incluíram personagens abertamente gays, lésbicas ou bissexuais. A porcentagem de personagens LGBTQ+ marca uma alta em relação a 2017, quando apenas 12,8% de filmes trouxeram representatividade. O número de 2018 é também o segundo maior desde que a GLAAD começou a fazer o estudo, sete anos atrás. Apenas os filmes de 2016 tiveram uma porcentagem maior (18,4%). Entre os filmes de 2018 destacados pela GLAAD: "Com Amor, Simon", "Podres de Ricos", "Poderia Me Perdoar?", "Deadpool 2", "Não Vai Dar", "A Favorita", "Aniquilação" e "Millennium: A Garota na Teia de Aranha". Agora, algumas más notícias. Nenhum dos filmes contados incluiu um personagem transgênero, mais da metade deles deu aos seus personagens LGBTQ+ menos de três minutos em tela, e personagens LGBTQ+ não brancos voltaram a ser minoria (42%) após um pulo de representatividade em 2017. https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/23/estudo-de-representatividade-lgbtq-em-hollywood-critica-disney-e-compra-da-fox.htm
  5. 01.05 The 100 – Temporada 5 Missão Impossível – Nação Secreta Spawn, o Soldado do Inferno A Casa do Lago O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei A Casa é dos Cachorros Investigação Criminal – Temporada 6 Pokémon Sol e Lua (Ultra-aventuras) – Temporada 2 Angry Birds: O Filme Sangatsu no Lion – Temporadas 1 e 2 03.06 Guerras do Brasil.doc Resgate em Malibu – A Série 04.06 Regras Não Se Aplicam 05.06 Black Mirror – Temporada 5 A Química do Amor 07.06 3% – Temporada 3 Crônicas de San Francisco: Minissérie Designated Survivor – Temporada 3 Elisa y Marcela Rock My Heart The Chef Show O Pai da Black Music Pachamama 08.06 Tamo Junto 09.06 Billions – Temporada 4 10.06 A Garota no Trem O Bebê de Bridget Jones 12.06 Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese Jo Koy: Comin’ in Hot 13.06 Alvin e os Esquilos: Na Estrada Kakegurui xx 14.06 Aggretsuko – Temporada 2 Não Durma no Ponto Well-Intended Love Mistério no Mediterrâneo Cinderela Pop O Crime de Alcácer Provas Suspeitas 17.06 The Missing – Temporada 3 18.06 Bob Lazar: Área 51 e Discos Voadores 19.06 Hip-Hop Beats Democracia em Vertigem 21.06 Evangelion: Death (True) ² The End of Evangelion Dark – Temporada 2 Professor Iglesias Go! Viva do Seu Jeito – Temporada 2 22.06 Com a Palavra: Arnaldo Antunes Monster Trucks 24.06 Forest of Piano – Temporada 2 28.06 O Escolhido Vis a Vis – Temporada 2 Shaft A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell 7Seeds 30.06 Glee – Temporadas 1 a 6 O Homem nas Trevas O Chamado 3 Ainda em Junho Jessica Jones – Temporada 3 Gatunas https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/netflix-em-junho-2019/
  6. No último dia 13 de maio, o desenho animado “Arthur” iniciou sua 22ª temporada com um grande evento: o casamento do professor Mr. Ratburn com seu parceiro. A exibição do primeiro casamento gay no desenho, que recebeu o nome de “Mr. Ratburn and the Special Someone” (“Mr. Ratburn e o Alguém Especial”, em tradução literal) foi banida no estado do Alabama pelo Alabama Public Television (APT), rede estadual de estações de televisão. A decisão foi tomada em abril, quando o canal local da PBS foi notificado sobre o conteúdo do episódio, disse Mike McKenzie, diretor de programação da APT para o AL.com. McKenzie afirma que não existem planos para exibir o episódio no futuro. “Os pais têm confiado no Alabama Public Television por mais de 50 anos para providenciar programas infantis que entretenham, eduquem e inspirem. Mais importante, por mais que nós encorajemos fortemente que os pais assistam televisão com seus filhos e conversem sobre o que eles aprenderam depois, os pais confiam que seus filhos podem assistir APT sem sua supervisão. Nós também sabemos que crianças que são mais jovens do que o público alvo de ‘Arthur’ também assistem ao programa”, disse o diretor. No episódio em questão, Arthur e seus amigos se questionam sobre a pessoa com quem o professor vai se casar. Somente na cerimônia as crianças descobrem que ele vai se casar com outro homem, eles então ficam felizes pelo casal. Confira um trecho: O Alabama é conhecido como um Estado conservador, tendo aprovado recentemente uma lei anti-aborto que vem causando muitas discussões entre as artistas gringas. Até mesmo Lady Gaga deu seu parecer sobre a situação no estado americano. É uma pena que cenas tão importantes como a exibida em “Arthur” ainda cause tanto estranhamento no público. Mas ficamos felizes pelas produtoras de TV estarem produzindo filmes, séries e desenhos animados que retratem tão bem a realidade de maneira sincera e pura. https://www.papelpop.com/2019/05/alabama-se-recusa-a-exibir-casamento-gay-no-desenho-arthur/
  7. Brinquedos ao resgate! Woody e os demais brinquedos de Bonnie precisam salvar o Garfinho no novo trailer de Toy Story 4. O vídeo, que traz diversas cenas inéditas da animação, revela que Bonnie e sua família saem em uma viagem de férias, e logo o brinquedo favorito da garota entra em apuros, fazendo com que os outros saiam no encalço para resgatá-lo. Confira! Toy Story 4, além de trazer de volta alguns dos personagens favoritos da trilogia original, tem as adições de novos personagens. Garfinho é dublado originalmente por Tony Hale, Keanu Reeves dá voz a Duke Kaboom. Keegan-Michael Key e Jordan Peele são Patinho e Coelhinho, que serão dublados por Marco Luque e Antonio Tabet na versão brasileira. Toy Story 4 tem direção de Josh Cooley e chega aos cinemas no dia 20 de junho. http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-148236/
  8. O filme "Era Uma Vez em... Hollywood", estrelado por Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e dirigido por Quentin Tarantino, ganhou trailer hoje. Em uma das cenas da prévia, que chega a do massacre do cinema em "Bastardos Inglórios", DiCaprio surge armado e disparando rajadas de fogo contra nazistas em uma filmagem. Ambientado na efervescente Los Angeles do fim da década de 1960, o novo filme de Tarantino conta a história de Rick Dalton (DiCaprio), um ator de TV que busca o sucesso no ambiente competitivo de Hollywood ao lado do dublê Cliff Booth (Brad Pitt). A dupla acaba mergulhando no submundo e sendo levada aos assassinatos realizados por Charles Manson na época, incluindo o da atriz Sharon Tate (Margot Robbie), que estava grávida do diretor Roman Polanski (Rafal Zawierucha). Destaque no Festival de Cannes,"Era Uma Vez em... Hollywood" ainda traz no elenco nomes como Al Pacino, Timothy Olyphant e Kurt Russel. A estreia no Brasil está marcada para o dia 15 de agosto. https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/21/leonardo-dicaprio-tava-fogo-em-nazistas-em-trailer-de-era-uma-vez-em-hollywood.htm
  9. A Netflix divulgou hoje os trailers dos três episódios da quinta temporada de "Black Mirror", que chega à plataforma no dia 5 de junho. Um episódio bastante aguardado é o estrelado por Miley Cyrus. Ele se chama "Rachel, Jack and Ashley Too". O personagem dela aparece na TV apresentando uma robô que parece fofo. Enquanto apresenta as dificuldades que Ashley Too sofre, a robô de "cabelo" roxo ganha vida. O resultado não deve ser dos melhores: Com Anthony Mackie, de "Vingadores: Ultimato", a história "Striking Vipers" mostra um casal tentado engravidar. "O aplicativo diz que a gente precisa transar em uma hora", diz a personagem. O episódio aparenta tratar da relação estremecida entre eles, que não se encontram no campo amoroso: Já "Smithereens" é retratado no vídeo de quase um minuto, com uma alerta: "Não esqueça de avaliar seu motorista". Confira: O vídeo foca em um motorista de aplicativo, que em certos momentos aparece tentando relaxar com mensagens no celular, mas que em outros perde o controle, inclusive ameaçando um passageiro com uma arma. A nova temporada A série, que fez fama com suas visões de um futuro não tão difícil de imaginar, anunciou na semana passada seu retorno, com os primeiros episódios desde o interativo "Bandersnatch", em dezembro. A companhia anunciou a volta falando sobre três histórias "sobre o futuro que já devíamos ter previsto". O anúncio de uma quinta temporada já havia sido feito em março de 2018, mas sem detalhes. A produção ainda chegou a ter adiada sua estreia por conta da complexidade de "Bandersnatch", de acordo com o criador Charlie Brooker. Além de Miley Cyrus e Anthony Mackie, o elenco conta com Yahya AbdulMateen II, Topher Grace, Damson Idris, Andrew Scott, Nicole Beharie, Pom Klementieff, Angourie Rice, Madison Davenport e Ludi Lin, entre outros. https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/21/black-mirror-divulga-trailer-de-episodio-da-nova-temporada-smithreens.htm
  10. Já imaginou se a maconha fosse legalizada em São Paulo? Tal realidade alternativa é o cenário de Pico da Neblina, nova série nacional da HBO, que ganhou seu primeiro teaser. Confira! Sob direção geral de Quico Meirelles, a história acompanha a inusitada parceria de Biriba (Luís Navarro) e Vini (Daniel Furlan) no mercado (agora legal) da maconha. O primeiro é um ex-traficante que precisará lidar com as pressões do seu passado. O segundo é um sócio pouco experiente, mas determinado a investir nesse comércio. Seguindo o exemplo de Cidade de Deus, 18 atores foram selecionados a partir de convites pelas redes sociais, dando oportunidades para moradores de regiões periféricas de São Paulo. Os dez episódios serão dirigidos por antigos parceiros da O2 Filmes, como o próprio Quico Meirelles, Luis Carone, Rodrigo Pesavento e Fernando Meirelles — que também assume o cargo de produtor, junto com Andrea Barata Ribeiro (Cidade dos Homens), Bel Berlinck (Cidade de Deus), Luis F. Peraza (PSI), Roberto Rios (A Vida Secreta dos Casais) e Eduardo Zaca (Elogio da Liberdade). Pico da Neblina chega à programação da HBO em agosto, sem data específica definida. http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-148206/
  11. BREAKING BAD (2008-2013) A história da jornada de Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) é uma de construção de tensão do início ao fim, da montagem lenta de um quebra-cabeças que foi, ao longo do tempo, apontando para um desfecho inevitável. Mas, mesmo que o capítulo final deste drama tenha um desfecho do qual era impossível fugir, o caminho traçado para chegar até ele na quinta temporada da série de Vince Gilligan é um dos mais brilhantes já vistos nas telinhas, sobretudo quando discutimos os três episódios anteriores ao final. Durante cinco temporadas, Breaking Bad obrigou o público a questionar a forma como olha para os protagonistas, encarando de frente um desenvolvimento brutal, dúbio e desesperador de personalidade. Por isso, o desfecho de Walt e Jesse tem um desafio redobrado: o rompimento de expectativas em relação ao protagonista-vilão de uma história sem “bons-mocismos” requer um desfecho definitivo e que honre os dois lados dos personagens. E isso a série faz muito bem. “Eu entendo o impulso de Gilligan para terminar desta forma, e também entendo por que tantos de vocês acharam ‘Felina’ tão satisfatório,” escreveu o crítico Alan Sepinwall. “Você passa muito tempo escrevendo, ou assistindo a um personagem, e um laço emocional se desenvolve, não importa o quão horrível [o personagem] seja. Apesar de tudo o que Gilligan fez Walter White fazer ao longo dos anos, ele ainda queria que Walter pelo menos tentasse se redimir antes do fim. Apesar do quão horrorizados nós ficamos com as várias coisas que Walt disse ou fez, uma série que termina com a cena final de ‘Ozymandias’, ou com Walt ainda esperando pelos policiais no final de ‘Granite State’ deixa o espectador se sentindo pior e mais vazio do que ver Walter [fazendo o que ele faz no episódio final]. Catarse é algo valioso, mesmo que você tenha problemas com a forma como se chega a este momento catártico.” MAD MEN (2007-2015) Don Draper (Jon Hamm) é uma das melhores sínteses dos “homens difíceis” da terceira era de ouro da televisão, e o encerramento de sua jornada o coloca em um lugar difícil de se prever, mas que funciona paralelamente em dois sentidos: é inegavelmente surpreendente tendo em vista a jornada do personagem e seu histórico — por isso, uma agradável surpresa; sob uma ótica mais ampla, estabelece um diálogo direto tanto com as questões existencialistas da série quanto com a época em que se insere. Acima de qualquer outra coisa, o episódio final de Mad Men deixa claro que os mocinhos ganharam, mas os vilões também, exatamente porque os conceitos se misturam o tempo todo. Existe uma irônica sensação de paz, que faz deste encerramento algo bonito, feliz e ao mesmo tempo cínico — em virtude de todas as referências a anúncios e a sugestão de que toda aquela paz tão almejada por Don, no fim das contas, também vira produto para ser exposto e vendido. “O que ‘Person to Person’ realmente quer fazer está bem ali no título. A dissolução que dominou a primeira parte [da 7ª temporada] deu lugar a uma tentadora reconstrução de pontes entre os personagens. Nem todo mundo nessa série teve algum nível dramático de crescimento, mas todo mundo teve algum tipo de crescimento, e este episódio quer destacar exatamente isso,” escreve o crítico Todd VanDerVerff. BUFFY THE VAMPIRE SLAYER (1997-2003) O fim de Buffy the Vampire Slayer curiosamente é um que deixa o caminho livre para que a história continue por anos a fio — como continuou, em formato de quadrinhos —, mas não é por isso que parece um final incompleto. É justamente o contrário: é o encerramento trágico de uma jornada inventiva e muito mais ambiciosa do que possa parecer à primeira vista, que não poupa o público de sacrifícios e das reais consequências de decisões que voltam para assombrar os protagonistas em suas horas finais. Sem meias palavras: o final de Buffy é doloroso, mas também é um dos mais satisfatórios que existem. Desta forma, ele aponta para os melhores elementos da série, para o empoderamento feminino, a inteligência e o humor rápidos que fizeram a produção romper barreiras e se tornar um improvável marco da televisão, à frente de seu tempo e uma prova de que existe carga dramática e aprofundamento de sobra em séries de temática adolescente. SIX FEET UNDER (2001-2005) Como encerrar uma série cuja premissa gira em torno de uma casa funerária? Six Feet Under nunca teve muitas opções para inovar ou ser subversiva em seu episódio final, mas ainda assim, consegue ser ousada e emocionante. Alan Ball brinca com o fantástico e sua queda pelo hipersensorial para encerrar os arcos de cada um de seus protagonistas da melhor forma possível — com um pouco de exagero, alguns toques de pieguices e no clima de que tudo é finito, o que ele mesmo já havia sido determinado desde a primeira cena do primeiro episódio da primeira temporada. É o felizes para sempre mais cruel de todos os tempos, e por isso mesmo um episódio que jamais será esquecido. THE SOPRANOS (1999-2007) O final de Tony Soprano (James Gandolfini) pode até levantar algumas polêmicas, mas é uma verdadeira obra de arte, e uma que faz o público se perguntar o que aconteceu depois que a tela escureceu mesmo mais de 10 anos após a exibição do episódio final. Mas esta é uma pergunta que foi feita para ficar sem resposta, e este era o espírito desde o início. Assim como os melhores episódios finais — e aqueles elencados aqui nesta lista, o de Família Soprano não pega o público pela mão ou apresenta a ele o encantador caminho de tijolos amarelos do final feliz e da história conclusiva que jamais vai levantar perguntas ou gerar debates. E esta é a mágica: o mistério e a ambiguidade fazem parte do teatro, parte do espetáculo. Questionar o que aconteceu depois, o significado de determinados diálogos, de um sorriso ou de um olhar é a graça da história. Não entender absolutamente tudo faz tão parte do processo quanto se debruçar por horas estudando cada minuto de ação. E, no fim das contas, o que separa uma series finale inesquecível de uma tragédia não-anunciada como o infame fim de Dexter. http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-148144/
  12. Prova de Amor, porque além de tudo tinha consciência ecológica, nunca vou me esquecer da cena da Clarice nos mostrando a importância de não se jogar lixo na areia da praia.


×
×
  • Create New...

Important Information

By using this site, you agree to our Terms of Use.

×