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    Os únicos autores que escreveram novelas nas 3 principais faixas da Globo

    Seleto grupo de autores que escreveram novelas nas 3 principais faixas de novelas da Globo:
     
    Gilberto Braga

     
    Faixa I (18h): Helena, Escrava Isaura, Dona Xepa...
    Faixa II (19h): Corrida do Ouro
    Faixa III (20h): Vale Tudo, Dancin’ Days, Celebridade...
     
    Lauro César Muniz

     
    Faixa I (18h): Quem é Você?
    Faixa II (19h): Carinhoso, Corrida do Ouro, Transas e Caretas...
    Faixa III (20h): O Casarão, Roda de Fogo, O Salvador da Pátria...
     
    Maria Adelaide Amaral

     
    Faixa I (18h): Anjo Mau (1997)
    Faixa II (19h): Ti Ti Ti (2010), Sangue Bom
    Faixa III (20h): A Lei do Amor
     
    Ricardo Linhares

     
    Faixa I (18h): Agora é que São Elas
    Faixa II (19h): Lua Cheia de Amor, Meu Bem Querer
    Faixa III (20h): Tieta, Pedra sobre Pedra, Fera Ferida...
     
    Walcyr Carrasco

     
    Faixa I (18h):  O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea...
    Faixa II (19h): Sete Pecados, Caras & Bocas, Morde & Assopra
    Faixa III (20h): Amor à Vida, O Outro Lado do Paraíso, A Dona do Pedaço
     
    Walther Negrão

     
    Faixa I (18h): Pão Pão, Beijo Beijo, Fera Radical, Tropicaliente...
    Faixa II (19h): O Primeiro Amor, Supermanoela, Top Model...
    Faixa III (20h): Cavalo de Aço
     

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    Cinco prefeitos mais corruptos das novelas

    A corrupção é um tema bastante frequente na teledramaturgia. Assim como na vida real, diversos personagens ligados à política cometeram várias infrações e se meteram em grandes escândalos de corrupção. Por isso, na semana das eleições municipais, vamos relembrar alguns dos prefeitos mais corruptos das novelas.
     
    Prefeito Odorico Paraguaçu - O Bem Amado (1973)
     

     
    Com discursos inflamados e exagerados, o prefeito Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) iludia o povo da pequena cidade de Sucupira, no litoral baiano. A principal meta do político era inaugurar o cemitério local, mas ninguém morria. É aí que ele tem a ideia de contratar o matador Zeca Diabo (Lima Duarte) para encomendar o serviço.
     
     
    Félix Guerreiro - Porto dos Milagres (2001)
     

     
    Na trama de Aguinaldo Silva, Félix Guerreiro (Antônio Fagundes) e sua mulher Adma (Cássia Kiss) chegaram ao poder às custas de muitos golpes, fugas e assassinatos. Eles orquestraram a morte de Bartolomeu, irmão gêmeo de Félix e herdaram sua fortuna. Félix consegue se eleger prefeito de Porto dos Milagres e sonha um dia ser o governador da Bahia. O empecilho é o pescador Guma (Marcos Palmeira), filho bastardo de seu irmão que logo irá se candidatar também.
     
    Prefeito Vivaldo - Chocolate com Pimenta (2003)
     

     
    Disposto a se manter no cargo mais alto da cidade de Ventura, o prefeito Vivaldo (Fúlvio Stefanini) não mede esforços para arrecadar fundos para sua campanha, o que inclui manter a Fábrica de Chocolates na cidade e a dona Ana Francisca (Mariana Ximenes) casada com seu sobrinho Danilo (Murilo Benício). Em determinado momento da trama, ele chega a incluir o valor do vestido de sua noiva Jezebel (Elizabeth Savala) nos gastos públicos da cidadezinha.
     
    Prefeito Reginaldo - Senhora do Destino (2004)
     

     
     
    Vivido por Eduardo Moscovis, Reginaldo era prefeito de Vila São Miguel. Tinha sonho de alçar voos mais altos, tornando-se deputado federal, governador, senador e presidente. Além de outros crimes, ele fraudou a compra de material de construção para uma obra da prefeitura, usando o nome da própria mãe Maria do Carmo (Susana Vieira). Sua primeira mulher Leila (Maria Luiza Mendonça) morreu ao encontrá-lo com a amante Viviane (Letícia Spiller), com quem se casou posteriormente.
     
    Prefeito Aderbal Pimenta - Babilônia (2015)
     

     
    Prefeito recém-eleito da cidade fictícia de Jatobá, no estado do Rio. Era um pequeno comerciante mas, depois de se tornar conhecido com um programa de rádio numa emissora local, resolveu entrar na política para ganhar dinheiro. Esperto e corrupto, apela para o eleitorado mais conservador e é um falso moralista. Muda-se para um apartamento de luxo na Barra, com a família, mas finge ainda morar em Jatobá, em uma casa simples. É casado com Maria José e a trai sem pudores. A mulher que realmente manda nele é sua mãe, Consuelo.
     
    E aí, lembra de algum outro corrupto das novelas? Comente!

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    "Amor de Mãe" realmente é uma série disfarçada de novela?

    ATENÇÃO: O texto contém spoilers sobre acontecimentos importantes da trama. Se não quiser saber nada a respeito, não recomendo a leitura. Grato.
     
    Hoje vamos falar sobre um assunto que gera muito debate entre os foristas e fãs de novelas em geral: afinal, "Amor de Mãe" tentou ser desnecessariamente conceitual?
     
    Com a sua primeira parte exibida entre novembro de 2019 e março de 2020 e tendo sido interrompida devido à pandemia do novo Coronavírus, "Amor de Mãe" tem autoria de Manuela Dias e direção de núcleo por José Luiz Villamarim. Dias veio do universo das séries e escreveu sucessos para a TV Globo, como "Ligações Perigosas" e "Justiça". Em 2015 começou a desenvolver sua primeira novela para a faixa das 9, provisoriamente intitulada "Tróia".
     
    Quatro anos depois esta novela finalmente estreou, sob o título de "Amor de Mãe". Já em seu primeiro capítulo, surgiram diversos comentários criticando a fotografia e a estética da novela, além do texto. Muito se falou sobre a novela ser uma tentativa de transformar o gênero em série, mas aqui eu trago cinco provas de que Amor de Mãe é tão novela quanto qualquer outra.
     
    1 - HISTÓRIA CLICHÊ
     

    (Divulgação/TV Globo)
     
    "Amor de Mãe" gira em torno de três mulheres: Lurdes (Regina Casé), Vitória (Taís Araújo) e Thelma (Adriana Esteves). Cada uma tem a sua história e as três acabam se entrelaçando quando elas se encontram casualmente durante uma discussão.
     
    Lurdes teve o seu filho, Domênico, vendido pelo próprio pai aos dois anos para a traficante de crianças Kátia (Vera Holtz). Quando voltou do parto de Érica (Nanda Costa) e descobriu a atitude do marido, o matou acidentalmente e fugiu para o Rio de Janeiro com os seus três filhos em busca de Domênico. No meio do caminho encontra uma menina abandonada na estrada e a adota.
     
    Vitória é advogada e tem o sonho de ser mãe, mas não consegue de jeito nenhum fazer isso com o marido Paulo (Fabrício Boliveira). Pensa que o motivo tenha sido um aborto que sofreu após um julgamento em que defendeu um culpado de um homicídio. Por isso, acaba adotando o menino Tiago (Pedro Guilherme Rodrigues) e, durante uma noite de sexo casual com Davi (Vladimir Brichta) acaba engravidando de uma menina.
     
    Por último, Thelma é mãe de Danilo (Chay Suede), um homem complexado e que não aguenta mais ter a vida controlada pela própria mãe. Desde que salvou o filho de um incêndio, Thelma passou a ter este comportamento. Com isso ele decide conquistar a própria independência, sem saber que a mãe está com um aneurisma no cérebro e pode vir a falecer a qualquer momento. Vendo que o filho está saindo de suas asas, Thelma decide aproveitar a vida e realizar os seus últimos desejos, por mais obscuros e prejudiciais que possam ser a outras pessoas.
     
    Claramente não são tramas de outro mundo, como gostam de pintar por aí. A mais clichê e comum é a de Lurdes, que chegou a ser retratada de maneira diferente em novelas como Maria do Bairro (1995) e Senhora do Destino (2004). Além disso, outro clichê comum no audiovisual em geral é o de uma pessoa à beira da morte e que pensa em aproveitar a vida, já tendo sido mostrado anteriormente em Chiquititas (2013), do SBT.
     
    2 - CONFLITOS FAMILIARES
     

    (Divulgação/TV Globo)
     
    Em determinado ponto da trama, Lurdes começa a pensar que Sandro (Humberto Carrão) é o seu filho perdido. Os filhos ficam desconfiados, afinal nenhum teste de DNA havia sido feito até então. E a desconfiança maior parte de Érica, que acaba causando desconfortos em casa ao implicar com Sandro.
     
    Depois, em certo momento, é descoberto que Sandro é filho de Vitória. A advogada engravidou muito cedo, não contou para Raul (Murilo Benício), fingiu que ia viajar a estudos e escondeu a gravidez de sua família. Quando o bebê nasceu foi entregue a Kátia, que o criou como se fosse o seu próprio filho e o introduziu no mundo do crime. 
     
    Nos tempos atuais, Kátia o entrega para Lurdes antes de morrer como se fosse Domênico, o menino vendido pelo próprio pai no passado. Vitória acaba descobrindo a maternidade e precisa contar para a sua amiga e funcionária toda a verdade, o que gera cenas emocionantes entre Vitória, Raul, Lurdes e Sandro. Outro clichê de novelas: filhos que descobrem ter uma outra mãe.
     
    3 - CASAIS MELOSOS E DE HISTÓRIA COMUM
     

    (Divulgação/TV Globo)
     
    Dois casais considerados "melosos" são apresentados ao público: Betina (Isis Valverde) e Magno (Juliano Cazarré) e Camila (Jéssica Ellen) e Danilo. Ambos têm suas histórias mais tensas por trás.
     
    Betina é a enfermeira que cuida da esposa de Magno, Leila (Arieta Corrêa), que está em coma no hospital. No primeiro capítulo, voltando do trabalho, Magno vê uma mulher sendo estuprada. Durante a briga com o estuprador com o fim de defender a moça, ele acaba empurrando o bandido contra uma parede, que bate a cabeça e morre. Depois acaba sendo descoberto que este homem é o irmão de Betina. A este ponto os dois já estão perdidamente apaixonados, o que torna a história envolvente.
     
    Enquanto isso, Camila é uma professora recém-formada de uma escola pública que fica no subúrbio do Rio. Vive situações de risco diariamente, até que conhece Danilo e começa a enxergar um outro lado da vida.
     
    Porém a sua vida se torna um verdadeiro inferno quando ela se casa e precisa lidar com Thelma, a sogra completamente maluca e que faz de tudo para acabar com o casamento dos dois. Além disso, Danilo passa a se tornar um homem mais "solto" e isso acaba gerando diversos problemas conjugais.
     
    4 - VILÕES MANIQUEÍSTAS
     

    (Divulgação/TV Globo)
     
    Amor de Mãe conta com dois vilões principais: Álvaro da Nóbrega (Irandhir Santos) e Thelma. Ambos são apresentados como personagens dúbios.
     
    Álvaro é um homem completamente corrupto e sem escrúpulos. Para ele não existe qualquer diferença entre roubar, poluir rios ou ser o mandante de assassinatos. Seu comparsa é Belizário (Tuca Andrada), que mata Genilson, irmão de Betina, e tenta assassinar a própria. No entanto, mesmo sendo um bandido e um traidor, em suas cenas em casa vemos ele sendo um pai e marido amoroso com Verena (Maria Andrade).
     
    Enquanto isso, Thelma sofre com o seu aneurisma mas há uma grande história por trás disso tudo. Além de ser uma mãe controladora com Danilo e uma sogra completamente maluca com Camila, ela chega a furar as camisinhas do filho com o intuito de ter um neto antes de morrer. Depois, quando Camila perde o bebê, ela se oferece para ser a barriga de aluguel do casal e acaba obsessiva pelo próprio neto.
     
    Perto do capítulo 100 também é revelado que Thelma na verdade comprou Danilo nas mãos de Kátia e ele é Domênico, o filho perdido de Lurdes. Ela acaba concluindo isso quando vê uma foto de Domênico antes de desaparecer e reconhece o menino da foto como Danilo.
     
    A partir daí, a vilã passa a fazer de tudo para que ninguém descubra o seu segredo e acaba assassinando Rita (Mariana Nunes), a mãe biológica de Camila, que descobre tudo. Na volta da novela, ela também tentará conseguir o silêncio de Lurdes e irá sumir com Caio, filho de Camila.
     
    5 - EMBATES FORTES
     

    (Divulgação/TV Globo)
     
    A novela também tem uma série de embates bombásticos, o que é mais do que comum no gênero.
     
    Um dos mais memoráveis é quando a escola em que Camila trabalha é interditada por Álvaro e os alunos decidem fazer uma ocupação e invadem a escola no meio da madrugada. Durante a ocupação, Camila não deixa de dar as suas aulas de história e acaba sendo agredida por um policial mesmo estando grávida. A partir daí a guerra está travada e os policiais partem pra cima dos alunos, o que leva a um dos momentos mais emblemáticos da trama: Joana (Cacá Ottoni) sendo arrastada pelo chão junto com uma cadeira.
     
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    Acho que não restam dúvidas de que Manuela trouxe o mais puro do gênero novela para "Amor de Mãe", não podendo considerar o texto e a história como problemas que tenham atrapalhado no desempenho da trama.
    E não percam, em 2021, a fase final de Amor de Mãe.

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    Por que a vitória de Biden ajuda a salvar a democracia brasileira?

    De acordo até com as projeções mais pessimistas, o ex-senador e ex-vice-presidente Joe Biden deverá se tornar, ainda neste fim de semana, o 46º presidente dos Estados Unidos da América. Não bastasse isso, é preciso ressaltar que o político de quase 78 anos de idade será o mais velho a assumir a Casa Branca, e também o mais votado presidente de toda a história republicana dos Estados Unidos – que já dura mais de dois séculos.

    A vitória de Joe Biden é também histórica do ponto de vista interno. O democrata venceu em estados-chave que são símbolos do poderio republicano – Arizona e Georgia, sobretudo. O velhinho simpático tomador de sorvete – como é conhecido em Delaware, estado que representou por 36 anos no senado estadunidense – terá ao seu lado a primeira-vice-presidente mulher e negra de toda a história daquele país. Um fato curioso, afinal, ele havia sido entre 2009 e 2013 o vice-presidente do primeiro presidente afro-americano da história dos Estados Unidos.

    Mas, afinal, por que nós brasileiros estamos tão interessados nessa disputa? É importante destacar o sentimento de frustração da esquerda brasileira com a derrota nas eleições presidenciais de 2018. Para muitas dessas pessoas, qualquer vitória de um candidato minimamente progressista já é motivo para comemorar. E não faltaram motivos nos últimos tempos, no nosso continente: a direita saiu derrotada da Argentina em 2019; a esquerda voltou a vencer na Bolívia há poucos meses, após um golpe de Estado; e o Chile caminha para uma constituição cidadã, socialmente progressista e economicamente mais justa, com um olhar mais social e menos neoliberal. A vitória do pacato Joe Biden sobre o efusivo Donald Trump, que era tido como a onda precursora de vitórias da extrema-direita pelo mundo, representa segurança e recomeço.

    Que os mais entusiasmados não se enganem, pois as cenas deploráveis de um apático e derrotado Donald Trump, que insiste em não aceitar o resultado da eleição em seu país, estão servindo de laboratório ao presidente brasileiro. Jair Bolsonaro tem no bilionário muito mais que um ídolo: tem um espelho. Tudo o que está sendo feito lá, entre alegações sem comprovação, tweets inflamados e discursos mentirosos, será replicado aqui caso o chefe do Executivo veja a sua sucessão em risco.

    É necessário afirmar que, ao contrário dos Estados Unidos, cujas instituições são respeitadíssimas e praticamente inabaláveis – instituições essas que, aliás, tratam Joe Biden como presidente desde a quinta-feira (5) – o Brasil sofre de uma fragilidade crônica. O aparato institucional brasileiro aparentemente não tem a mesma capacidade de responder a ataques ao estilo daqueles que Donald Trump vem fazendo aos Estados Unidos. O medo de muitos democratas legítimos – à direita e à esquerda – reside no fato de que o nosso presidente já deu sinais, no plural, de que em caso de derrota eleitoral não entregará o poder ao sucessor.

    O poder não é físico, mas simbólico. Quando Donald Trump faz ameaças afirmando que não sairá da Casa Branca, ele apega-se ao maior símbolo material do poder americano, mas isso nada importará a partir do momento que legalmente o Estado for transferido para as mãos de seu novo mandatário – eleito pelo voto democrático de milhões e milhões de estadunidenses. E aqui, sinceramente, espero que o presidente brasileiro compreenda, com o fracasso do colega do norte, que tweets mal educados e ameaças à legalidade não serão capazes de manter ninguém com o poder político nas mãos. É preciso legitimidade, e essa legitimidade só é conquistada com a confiança da maioria das pessoas em sua figura e naquilo que você representa.

    Mas, afinal, por que Joe Biden garante segurança à democracia brasileira? Trabalhando com a provável hipótese de que Bolsonaro repita as cenas lamentáveis que assistimos durante a apuração dos votos nos Estados Unidos, ele só poderá oferecer qualquer tipo de resistência se tiver ao seu lado ou o Congresso Nacional, ou o Poder Judiciário, ou os militares. No caso do primeiro elemento, dificilmente políticos de saída darão vazão às loucuras de um presidente derrotado. É a máxima do “rei morto, rei posto”, tão repetida na política; no segundo caso, em 2022 o presidente brasileiro terá nomeado, na melhor das hipóteses, apenas 2 dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal; e o terceiro elemento, esse sim, pode impor ao país um regime de exceção vintage, ao melhor estilo de 64-85. 

    Ocorre que no último caso, o golpe militar de 1964 foi orquestrado e carimbado pelos Estados Unidos. Não quero nem entrar nas filigranas que ampararam os eventos daquela madrugada de 31 de março / 1º de abril, mas sim resgatar que, ainda que o presidente brasileiro conte com o Exército, não encontrará endosso nem apoio físico, tático e operacional das maiores potências do mundo – China, Estados Unidos e Rússia. Se isso acontecer, para além do fato de assistirmos os nossos vizinhos próximos fecharem as fronteiras e romperem relações conosco, na prática, vocês acham que o reconhecimento de Hungria, Eslovênia, Polônia, Emirados Árabes, Arábia Saudita e mais meia dúzia de repúblicas ditatoriais do leste europeu e regimes absolutistas do Oriente Médio serão capazes de passar ao mundo a imagem de que “tudo vai bem” no Brasil? Lembrando sempre que, por tabela, a vitória de Joe Biden também deve afastar o presidente brasileiro do premiê israelense. Netanyahu revisitará suas prioridades e dançará conforme a música do mais novo presidente americano.

    Ao posicionar-se à extrema-direita no espectro político-ideológico, Bolsonaro pensou que poderia contar com porta-aviões ancorados próximos ao litoral brasileiro, mas correrá o risco, mesmo, de receber uma chuva de sanções econômicas que fariam investidores simplesmente desaparecerem, jogando o Brasil no abismo econômico, sem superpotências para sustenta-lo, afinal, ele não irá querer fazer um turn over à esquerda, para receber as bênçãos chinesas e russas. Sozinhos, os militares brasileiros não terão elementos suficientes para “bancar” um déspota no poder.

    Na prática, sem Donald Trump, cai o sustentáculo retórico da chamada “ala ideológica” que via no comportamento do bilionário uma bússola. Isso não significa que eles – a extrema-direita – não lançarão mão de todo o tipo de subterfúgio, inclusive fisicamente violento, para permanecer no poder. Mas, esse terrorismo todo de nada adiantará. Sem legitimidade não há governo. 

    Portanto, se quiser permanecer ocupando o terceiro andar do Palácio do Planalto após 2022, é bom Jair Messias Bolsonaro ir adotando um tom ainda mais pragmático, mesmo que isso custe a corrosão da nossa âncora fiscal e a consequente explosão da já estratosférica dívida pública. Só que, ainda que ele opte por este caminho, corre o risco de se deparar com uma situação semelhante àquela que jogou Dilma Rousseff aos leões. A partir de janeiro, tempos difíceis aguardarão os políticos de extrema-direita ao redor do mundo.

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    OS FANTASMAS MAIS "VIVOS" DAS NOVELAS

    A morte é elemento bastante comum no universo da teledramaturgia. É normal que algum ou alguns personagens específicos morram durante as tramas que assistimos na televisão. É comum também que alguns desses personagens acabem voltando como fantasmas. Seja para alerta ou amedrontar os vivos, esses personagens precisaram “voltar” do além com algum objetivo. Por isso, confira a lista com alguns fantasmas bem “vivos” da TV:
     
     
    Angélica e Teresa, de “Carinha de Anjo”
     

    (Reprodução/Televisa)
     
    A mãe da pequena Dulce Maria (Daniela Aedo), Angélica (Marisol Santacruz) morreu tragicamente na novela mexicana de 2000. Porém, Dulce Maria pôde reencontrar a mãe num lugar secreto na escola conhecido como "O Quartinho Velho". Nesse ambiente, ela vê e fala com a sua mãe, Angélica, de quem ouve maravilhosas histórias. 
     

    (Divulgação/SBT)
     
    No remake brasileiro da novela, que foi ao ar em 2016 no SBT, a atriz e cantora Lucero interpretou Teresa, personagem equivalente a Angélica da trama mexicana.
     
     
    Ludovico, de “Chocolate com Pimenta”
     

    (Divulgação/Globo)
     
    Quando Ana Francisca (Mariana Ximenes) perdeu tudo na novela de Walcyr Carrasco, seu ex-marido Ludovico (Ary Fontoura), já morto há alguns anos, resolveu aparecer para dar alguns conselhos a moça. Ele havia escrito um livro com receitas secretas que viria a ser a grande sacada de Ana após perder a Fábrica de Chocolates Bombom numa batalha judicial com a ardilosa Jezebel (Elizabeth Savala), irmã de Ludovico.
     
    Com os conselhos do fantasma e o livro, Ana Francisca monta sua própria fábrica e começa a faturar com a venda dos curiosos “chocolates com pimenta”, que aguçaram os sentidos dos personagens da novela.
     
     
    Fernanda, de “Mulheres Apaixonadas”
     

    (Divulgação/Globo)
     
    O Brasil inteiro ficou impactado com a morte de Fernanda (Vanessa Gerbélli) no meio de um tiroteio em "Mulheres Apaixonadas". Ela deixou órfã a pequena Salete (Bruna Marquezine) que era constantemente maltratada pela avó gananciosa. Por isso, a personagem voltou em espírito para proteger a filha.
     
    Daniel, de “Escrito nas Estrelas”
     

    (Reprodução/Globo)
     
     
    No começo da trama de Elizabeth Jhin, os destinos de Daniel (Jayme Matarazzo) e Viviane (Nathália Dill) se cruzam. Os dois sofrem um grave acidente de carro, que tira a vida de Daniel. Viviane consegue sobreviver, porém fica em coma durante um mês.
     
    Ricardo (Humberto Martins) é pai de Daniel e um profissional bem sucedido e dono de uma clínica de fertilização humana. Com o sémen do filho congelado, ele busca uma mulher para ser a mãe de seu neto. Ele acaba escolhendo Viviane, despertando a fúria do espírito de Daniel.
     
    Nicole, de “Amor à Vida”
     

    (Reprodução/Globo)
     
    A milionária Nicole (Marina Ruy Barbosa) se apaixona por Thales (Ricardo Tozzi), que na verdade tinha um plano com sua namorada Leila (Fernanda Machado) para roubar a fortuna da moça. Diagnosticada com um câncer fatal, ela possui apenas mais 6 meses de vida. Ela ainda se casa com Thales, mas morre no altar. Após sua morte, a personagem retorna como um fantasma para infernizar a vida do casal que tramou o roubo de sua fortuna.
     
    Alexandre, Otávio e Diná, de “A Viagem”
     

    (Reprodução/Globo)
     
    Em “A Viagem”, de Ivani Ribeiro, a temática espírita permitiu que o tema “vida após a morte” fosse utilizado com vários personagens. Alexandre (Guilherme Fontes) foi responsável por assassinar o melhor amigo do advogado Otávio (Antonio Fagundes), que o colocou na cadeia. Protegido pela irmã mais velha Diná (Christiane Torloni) o rapaz morreu na prisão e seu espírito voltou para atormentar os desafetos, sobretudo Otávio e Diná, que se apaixonaram.
     
    Já o personagem Otávio Jordão (Antonio Fagundes) era um famoso advogado criminalista que colocou Alexandre (Guilherme Fontes) na prisão, despertando a ira de Diná (Christiane Torloni). Otávio morreu, e Diná faleceu pouco tempo depois se encontrando com ele no paraíso. Após a morte, Diná apareceu para a irmã Estela (Lucinha Lins) com frequência.

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    A eleição da zona de conforto

    Se nas eleições de 2018 o eleitor brasileiro votou por revanchismo na extrema-direita conservadora que prometia livrar o país da corrupção e dos maus políticos, o pleito de 2020 chega para mostrar que a situação do nosso país, no tocante aos desvios de conduta, segue praticamente idêntica ao que se via nos anos anteriores, com operações da Polícia Federal assustando políticos de madrugada e encontrando dinheiro escondido em lugares realmente inusitados.

    Embora o Presidente da República faça pouco caso da Operação Lava Jato, vociferando aos quatro ventos que em seu governo não há corrupção, é preciso rememorar que Jair Bolsonaro (Sem Partido) enfrenta problemas no Supremo Tribunal Federal no tocante ao inquérito das Fake News e em supostas interferências na Polícia Federal. Sua esposa segue sem responder a pergunta do ano: por que recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz? Seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) segue investigado no escândalo das rachadinhas.

    Localmente, a situação também é complexa. Além do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), outros dois mandatários estaduais foram alvos de processos de impeachment por má conduta administrativa: o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) e de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL). Além deles, a ex-senadora Juíza Selma Arruda (PSL/MT) considerada a “Moro de saias” perdeu o seu mandato por condenação de abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos durante a campanha de 2018. Recentemente, outro senador, Chico Rodrigues (DEM/RR) foi flagrado escondendo o valor de cerca de R$ 30 mil reais num local cujo decoro não me permite dizer. E, por fim, o atual prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella (Republicanos) foi considerado inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral e disputa sua reeleição amparado numa decisão monocrática do Tribunal Superior Eleitoral – isso sem falar que ele também se livrou por 1 voto de um processo de impeachment.

    O que todos os casos do parágrafo anterior tem em comum? Todos foram eleitos na esteira do bolsonarismo ou fizeram parte da sua base de sustentação no Congresso Nacional, nos estados e nos municípios. A corrupção, como podemos ver, é ambidestra e está presente em candidatos de todas as vertentes ideológicas.

    Eleição municipal é eleição de zeladoria. O prefeito é o responsável por cuidar do asfalto ruim, da iluminação pública, da coleta de lixo, enfim... É uma eleição “acessória” mesmo nas grandes capitais. Politicamente, no entanto, a disputa local sempre representou uma espécie de “laboratório” antecipando tendências que podem ser – ou não – replicadas nas eleições gerais nos dois anos seguintes. Em 2020, a grande lição que tiramos até o momento é de que o padrão da eleição anterior, de eleger outsiders da extrema-direita dará lugar aos insiders da centro-direita. O eleitor brasileiro arriscou muito em 2018, e parece estar disposto a ir por um caminho menos perigoso este ano.

    Se por um lado podemos afirmar que a extrema-direita bolsonarista não vencerá majoritariamente em 2020, também é correto dizer que esses votos não serão destinados a oposição. Das 26 capitais, a esquerda tem chances de sair vitoriosa em no máximo 8, com metade delas localizada no nordeste – cito: Belém (PA), Macapá (AP), Aracaju (SE), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Recife (PE), Porto Alegre (RS), e Vitória (ES) – mas o PT, tido até 2018 como o partido forte desse campo ideológico, dificilmente será capaz de emplacar um prefeito de capital. Sem as retóricas fortes do “golpe” de 2016 ou do “Lula Livre” de 2018, acredito que o PT deve aprofundar o péssimo desempenho já obtido nas últimas eleições locais, ocorridas logo após a queda da ex-presidente Dilma Rousseff.

    Portanto, cabe dizer que o eleitor de 2020 deverá reencontrar velhos conhecidos, como MDB, PSDB e DEM. Juntas, as três siglas somam 14 favoritismos entre as 26 capitais, dentre elas São Paulo, com o tucano Bruno Covas, e Rio de Janeiro, com o democrata Eduardo Paes. O grande vencedor dessa eleição será o que convenientemente chamamos de “centrão”.

    Um outro traço curioso dessas eleições é a quantidade elevada de candidatos favoritos à reeleição, ou o retorno de ex-prefeitos. A pandemia foi marcada por muitas vulnerabilidades do Brasil, e expôs o nosso principal problema que é a desigualdade social. Assim sendo, num cenário complicado e cheio de incertezas a partir de 2021, o eleitor tende a buscar na experiência de atuais e ex-prefeitos um nome para governar as nossas cidades pelos próximos 4 anos.

    A disputa de 2020 será a eleição dos insiders, ou seja, vai ser uma eleição da zona de conforto, da “velha política” localizada, sobretudo, numa direita mais conciliatória, mais moderada e mais experiente.

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    Pesou a mão! Cinco cenas de bofetadas que foram longe demais nas novelas

    É indiscutível o nível de profissionalismo da maioria das novelas produzidas no Brasil. Há sempre um grande cuidado com a integridade física dos atores, para evitar possíveis acidentes.
     
    Só que às vezes, algumas coisas acabam passando dos limites de forma acidental. Por isso, vamos conferir algumas bofetadas em novelas que foram longe demais...
     
     
    HAJA CORAÇÃO (2016)
     
    A atriz Mariana Ximenes acabou atingida no rosto por um soco de João Baldasserini na gravação de uma cena de ação de “Haja coração”, que por sinal, está sendo reprisada na Rede Globo. Mas não foi nada grave. A atriz ficou com o olho um pouco inchado, mas o roteiro não precisou ser alterado.
     

    (Reprodução/TV Globo)
     
    Na história de Daniel Ortiz dirigida por Fred Mayrink, Mariana interpreta a feirante Tancinha e João, o publicitário Beto. Ele torna-se aliado de Teodora (Gracie Gyanoukas) e tentará se aproximar da mocinha para afastá-la da família Abdalla. Mas Beto acabará se apaixonando por ela.
     
     
    ÊTA MUNDO BOM (2016)
    Um incidente em cena acabou criando um clima tenso nos bastidores de "Êta Mundo Bom". De acordo com Léo Dias, a atriz Bianca Bin que interpreta a personagem Maria na novela, errou uma marcação e deu um tapa no rosto de uma colega.
     

    (Reprodução/TV Globo)
     
    O tapa da doméstica acabou sendo de verdade e pelo visto doeu e as duas atrizes teriam se estranhado na novela de Walcyr Carrasco. Especula-se que a atriz tapeada em questão seria Flávia Alessandra, que vivia a vilã Sandra na novela.
     
     
    AMOR DE MÃE (2019)
     
    Em entrevista ao Altas Horas, da Rede Globo, a atriz Letícia Lima, que interpreta Estela na novela "Amor de Mãe", contou que deu um tapa de verdade em cena com Irandhir Santos, o Álvaro. 
     

    (Reprodução/TV Globo)
     
    “Esse tapa foi de verdade. Foi sem querer. A nossa novela é muito realista, tudo a gente faz, até cenas que usaríamos dublê a gente tenta fazer. O diretor pediu para não fazer o tapa fake. Como nunca bati no rosto de alguém, não tinha noção que ia pesar tanto. Fiquei tão mal porque ele ficou com os dedos no rosto”, disse a atriz.
     
     
    MULHERES APAIXONADAS (2003)
     
    Na última semana, foi ao ar a surra de cinto que o personagem Carlão (Marcos Caruso), de "Mulheres Apaixonadas" dá em Dóris (Regiane Alves). Na trama, a jovem maltratava seus avós na trama e, segundo o ator, o público pedia para que a cena ocorresse. Recentemente, ela comentou em seu Twitter que a novela a "impediu de sair na rua", por conta da repercussão na época.
     

    (Reprodução/TV Globo)
     
    "Foram 12 cintadas. Não pegaram nela onze. A 12ª... Foi. Ficou uma marca vermelha que acho que a Regiane tem até hoje. Foi um horror! A última cintada, ela deu um grito. Está no ar, isso. Acabou a cena, nós nos abraçamos. Ela chorava de dor, e eu chorava pela dor dela e por ter dado a cintada sem querer", contou.
     
    No Twitter, a atriz relembrou a cena e a cintada. 
     
     
     
     
    PÁGINAS DA VIDA (2006)
     
    Em 2012, a atriz Lilia Cabral revelou no "Programa do Jô" (Globo) uma história curiosa dos bastidores da novela "Páginas da Vida" (2006).
     
    Na trama, ela interpretou a megera Marta, que era casada com o bonzinho Alex, vivido por Marcos Caruso.
    Durante uma cena em que os dois discutiam, o ator a empurrou e ela acabou se machucando. Só que, mesmo assim, ela continuou gravando.
     
    “Nós não tínhamos opção, eu bati o rosto na mesa e ia ficar super inchado, teríamos que parar as gravações por um tempo!”, contou. “Então eu pedi para continuar, ficaria mais natural.”
     

    (Reprodução/TV Globo)
     
    “Como quem deu o empurrão na cena foi o Caruso, ele ficou se sentindo super culpado”, revelou. “Me levou para o hospital e me deu flores, coitado! Ficou super preocupado”
     
    “E quem diria que por causa desse pequeno acidente eu ia ser indicada ao Emmy?", disse. “Acho que eles não perceberam que foi de verdade”, revelou a atriz.
     
     
    E aí, lembra-se de outras cenas que foram longe demais? 

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    AS 10 NOVELAS MAIS VISTAS DE JANETE CLAIR

    #10 - SÉTIMO SENTIDO (1982)

    Luana é uma jovem professora, tímida e discreta. Seus pais deixaram uma fortuna nas mãos de Antônio Rivoredo, melhor amigo do pai de Luana, que agora se nega a devolver os bens que pertencem à jovem.
     
     
    #9 - O SEMIDEUS (1973)

    O jornalista Alex Garcia volta ao Brasil para realizar uma reportagem sobre o império industrial da família Leonardo. Ao mesmo tempo, o presidente das indústrias, Hugo Leonardo, some depois de um misterioso acidente de lancha.
     
     
    #8 - IRMÃOS CORAGEM (1970)

    A luta pela liberdade e contra a opressão são o tema central deste folhetim que narra a história dos irmãos Coragem: João, Jerônimo e Duda, na fictícia cidade de Coroado.
     
     
    #7 - SELVA DE PEDRA (1972)

    A jovem Simone se casa com Cristiano, filho de um pobre pregador evangélico. Ele se envolve com a charmosa Fernanda e fica dividido entre a vida simples ao lado de Simone, e o poder e dinheiro com Fernanda.
     
     
    #6 - FOGO SOBRE TERRA (1974)

    Os intrusos da cidade grande chegam à pacata Divinéia, no Mato Grosso, com uma missão: desviar o curso do rio Jurapori, que corta a cidade, e instalar uma hidrelétrica. A consequência disso seria o desaparecimento de Divinéia, submersa nas águas.
     
    #5 - O ASTRO (1977)

    Herculano se envolve com Neco em um golpe, mas é enganado pelo amigo, que foge com o dinheiro. Após fugir da cadeia, Herculano acaba conseguindo um emprego como mágico e vidente em uma churrascaria.
     
    #4 - PECADO CAPITAL (1975)

    José Carlos Moreno, o Carlão, é um motorista de táxi, noivo da operária Lucinha, que se vê diante de um dilema ético ao deparar com o dinheiro de um assalto, que fora esquecido em seu carro.
     
    #3 - CORAÇÃO ALADO (1980)

    Juca Pitanga é um artista plástico pernambucano, que deixa sua terra natal e vai para o Rio de Janeiro em busca de maior visibilidade na carreira. No Rio, ele se envolve com Catucha, filha do respeitável Alberto Karany, e Vivian, uma mulher simples.
     
    #2 - DUAS VIDAS (1976)

    Uma rua no bairro do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, é desapropriada para a construção de uma linha do metrô. Os moradores têm suas vidas alteradas pelo progresso da cidade, por suas relações familiares e amorosas.
     
    #1 - PAI HERÓI (1979)

    André Cajarana é criado na cidade de Paço Alegre, em Minas Gerais, pelo avô paterno. Com a morte do avô, ele vai ao Rio de Janeiro na tentativa de esclarecer a verdade sobre seu pai.

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    PERSONAGENS QUE VOLTARAM EM OUTRAS NOVELAS

    Alguns personagens de novela fazem tanto sucesso entre o público que os autores decidem homenageá-los em tramas posteriores. Por isso, vamos relembrar alguns personagens ‘ressuscitados’ nas novelas.
     
     
    SEGUNDO SOL - VERÃO 90
    Antes de “morrer” em Segundo Sol, o cantor Beto Falcão (Emílio Dantas)  emplacou o hit de Carnaval "Axé Pelô" na primeira fase da novela de João Emanuel Carneiro. que foi ao ar em 2018. Um ano depois, em 2019, ele “reapareceu” na novela Verão 90, de Izabel de Oliveira e Paula Amaral. 
     

    (Imagem: Divulgação/Globo)
     
    Ambientada nos anos 1990 como sugere o título, a novela das 19h mostrou um show do cantor de axé na Galeria Sibéria. Ainda na novela, a sensitiva Madá (Fabiana Karla) teve uma visão sobre o futuro do cantor. Ela chega a alertá-lo sobre um avião, Remy (Vladimir Brichta) e Karola (Deborah Secco), mas o cantor não entende nada. 
     
    Em Segundo Sol, a morte de Beto Falcão é forjada após um acidente de avião no qual ele não embarcou. Ele é mantido escondido numa ilha deserta através de uma armação dos vilões Remy, Karola e Laureta.
     
     
    TORRE DE BABEL - BELÍSSIMA
    Que o personagem Jamanta (Cacá Carvalho) não morreu em Torre de Babel (1998), todo mundo sabe. Tanto não morreu, que voltou em Belíssima (2005/2006), depois de ter escapado da explosão do shopping em Torre de Babel. Ambas as tramas são de Silvio de Abreu, atual chefe de dramaturgia da Rede Globo.
     

    (Imagem: Divulgação/Globo)
     
    Por falar em Silvio, o autor já “ressuscitou” alguns de seus personagens em várias tramas. A personagem de Aracy Balabanian fez tanto sucesso em Rainha da Sucata (1990), que voltou em Deus Nos Acuda (1992/1993). 
     
    Outra personagem do autor que “voltou” em outra trama foi Luzineide (Eliane Costa) de Torre de Babel que retornou na forma de Lurdinha (Simone Gutierrez), em Passione (2010/2011). As personagens não possuem falas.
     
     
    TOTALMENTE DEMAIS - BOM SUCESSO
    Não uma, mas três personagens da novela Totalmente Demais (2015/2016) retornaram na trama posterior da dupla Rosane Svartman e Paulo Halm, Bom Sucesso (2019/2020).
     
    A modelo vencedora do Concurso ‘Garota Totalmente Demais’ entrou em Bom Sucesso para participar do desfile de Paloma (Grazi Massafera). Lavínia Vlasak viveu a personagem Natasha Oliver em Totalmente Demais. Em 2019, a atriz reviveu a ex-modelo numa participação especial em Bom Sucesso. A personagem era uma aposta da Editora Prado Monteiro. 
     

    (Imagem: Divulgação/Globo)
     
    Por fim, a modelo internacional Dani Lieb Dich (Fernanda Motta) estava tendo um affair com Marcos e provocou ciúmes em Paloma. Ela participou de um dos desfiles de Bom Sucesso.
     
     
    A INDOMADA - O SÉTIMO GUARDIÃO
    Em A Indomada (1997), o prefeito Ypiranga amava obras e queria transformar a cidade de Greenville em uma pequena Londres. Ao seu lado, a fogosa Scarlet (Luiza Tomé) era uma primeira-dama muito animada, que chegava a uivar em noites de lua cheia. Esse casal inesquecível retornou em O Sétimo Guardião (2019) também escrita por Aguinaldo Silva. 
     

    (Imagem: Divulgação/Globo)
     
    Em Serro Azul, cidade em que O Sétimo Guardião é ambientada, a dupla volta para reformar um casarão antigo a mando de Valentina Marsalla, personagem de Lília Cabral, que vai voltar pra lá após anos fora. Ao fim da participação, o casal simplesmente deixou a cidade sobrevoando um automóvel.
     
     
    FORÇA DE UM DESEJO - TEMPO DE AMAR
     
    Quase duas décadas depois do fim de Força de um Desejo (1999/2000), a protagonista Ester Delamare retornou na novela Tempo de Amar (2018). Na trama, a cantora Carolina de Sobral (Mayana Moura) era filha de Ester e Inácio (Fábio Assunção), o casal protagonista da trama de Gilberto Braga e Alcides Nogueira. 
     

    (Imagem: Divulgação/Globo)
     
    Malu Mader reviveu a Baronesa e prestigiou uma apresentação da filha. "Muito obrigada. Dedico este recital à minha mãe, Ester Delamare de Sobral. Que muito honra-me e emociona com sua presença", disse a cantora. A personagem ainda teve um pequeno embate com Emília (Françoise Forton), ex-amante do seu marido.
     
    E aí, lembra-se de outro personagem que retornou em outras novelas?

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    Precisamos falar sobre democracia (dos EUA)

    “A democracia brasileira é frágil de origem”. Essa frase foi dita pelo professor e coordenador da FGV Escola de Relações Internacionais, Matias Spektor, num diálogo realizado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso no final de 2018, ainda sob os ânimos inquietos de muitos brasileiros pela ocasião da eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

    A opinião do professor Spektor não é isolada. Muito pelo contrário, hoje em dia há certo consenso em diversos ramos das ciências sociais de que estamos atravessando mais uma crise dos valores liberais, sobretudo no tocante à democracia. Essa desconfiança já aconteceu no século passado e foi responsável direta pela eclosão de regimes como o fascismo, na Itália, e o nazismo, na Alemanha, que acabaram entre outras coisas por protagonizar a Segunda Guerra Mundial. A vitória dos Aliados em 1945 restaurou em parte a confiança no liberalismo, e transformou os Estados Unidos no farol das nações ocidentais – pelo menos até 2008.

    Mas, a democracia estadunidense também carece de um olhar mais atento. Em ano de eleição presidencial, percebe-se o quão complexo e desigual é o sistema eleitoral daquele que se considera “a maior e mais antiga democracia do mundo”. Mesmo ali, no berço de todas as liberdades, o direito ao voto é por diversas vezes cerceado com a colocação de obstáculos sutis, mas muito engenhosos, que na prática segregam a sociedade e acaba por favorecer os conservadores republicanos. Tem muita coisa errada.
     

    Capa do bestseller Como as democracias morrem, da editora Zahar
    Foto: Divulgação
     
    No livro "'Como as democracias morrem" escrito por Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, os autores citam o colégio eleitoral como uma ferramenta pela qual se impede a ascensão de outsiders capazes de ameaçar as bases da democracia estadunidense, garantindo uma alternância entre insiders comprometidos com as regras eleitorais. Na prática, eles defendem que o sistema eleitoral dos EUA, da forma como foi construído, é imune a golpes de Estado vintages como os aplicados por militares, ou à deterioração da democracia em si, como ocorre em países tipo a Hungria, Polônia, Turquia e mais recentemente Brasil. Eles só esquecem de mencionar que as regras eleitorais do país “espelho da democracia” são injustas, e que elas favorecem um dos lados na disputa interna. 

    Nesse sentido, sugiro aos interessados que assistam a minissérie da Netflix “Explicando: o poder do voto” narrada por Leonardo DiCaprio e Selena Gomez. A produção deixa claro que ser um democrata, hoje em dia, é muito mais penoso que ser um republicano, politicamente falando. Para controlar o parlamento ou chegar à Presidência da República, por exemplo, uma vitória do Partido Democrata precisa ser avassaladora, com uma diferença de 10%, no número de votos, em média, para os republicanos – isso para os EUA é um número muito expressivo. Ou seja: na ausência de uma “onda azul” é muito difícil para um democrata governar o país com o mínimo de tranquilidade.
     

    Explicando: o poder do voto, minissérie da Netflix
    Foto: Divulgação

     Por lá, embora teoricamente o voto seja direto, secreto e universal, negros e imigrantes encontram dificuldades para exercerem o seu direito (ou privilégio) através do fechamento de seções eleitorais em regiões onde essas populações são maioria, ou simplesmente graças a um complexo e segregacionista sistema de registro ou recadastramento, que acaba por desestimular esse eleitorado – predominantemente democrata –  a ir votar. É importante lembrar que lá, ao contrário do Brasil, o voto não é obrigatório.

    Os representantes no legislativo são eleitos por distritos. Um desenho que tem, entre outros objetivos, aproximar a população do seu representante. Nesse sentido, o sistema funciona muito bem, não fosse pelo “redesenho” do mapa distrital em cada um dos estados durante um determinado período de tempo. Na prática, quem está no poder pode literalmente brincar de desenhar novos distritos – e apagar outros tantos – para favorecer aliados e prejudicar adversários.

    Esses são apenas alguns dos exemplos que explicitam os problemas graves da democracia estadunidense, que precisaria passar por uma ampla reforma em seu sistema representativo para contemplar a maioria da população que, ao longo dos últimos anos, não tem visto o seu voto surtir efeito. É como se os derrotados governassem o país. Isso causa um enorme desestímulo ao causar uma “fuga” de eleitores e que já prejudica ou minimamente levanta dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral e a consequente legitimidade dos eleitos.
     

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