Jump to content
×
×
  • Create New...


  • Articles

    Portal do Eplay

    Hiperfragmentação partidária, democracia e eleições municipais

    Atualmente o Brasil conta com 33 partidos políticos devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

    A lista abaixo está organizada pela data de registro - do mais antigo para o mais recente:

    1 - Movimento Democrático Brasileiro (MDB)
    2 - Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)
    3 - Partido Democrático Trabalhista (PDT)
    4 - Partido dos Trabalhadores (PT)
    5 - Democratas (DEM)
    6 - Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
    7 - Partido Socialista Brasileiro (PSB)
    8 - Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)
    9 - Partido Trabalhista Cristão (PTC)
    10 - Partido Social Cristão (PSC)
    11 - Partido da Mobilização Nacional (PMN)
    12 - Cidadania
    13 - Partido Verde (PV)
    14 - Avante
    15 - Progressistas (PP)
    16 - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU)
    17 - Partido Comunista Brasileiro (PCB)
    18 - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB)
    19 - Democracia Cristã (DC)
    20 - Partido da Causa Operária (PCO)
    21 - Podemos (PODE)
    22 - Partido Social Liberal (PSL)
    23 - Republicanos
    24 - Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
    25 - Partido Liberal (PL)
    26 - Partido Social Democrático (PSD)
    27 - Patriota
    28 - Partido Republicano da Ordem Social (PROS)
    29 - Solidariedade
    30 - Partido Novo (NOVO)
    31 - Rede Sustentabilidade (REDE)
    32 - Partido da Mulher Brasileira (PMB)
    33 - Unidade Popular (UP)

    É preciso ressaltar que 24 desses 33 partidos tem assento na Câmara dos Deputados; e 16 tem representantes no Senado Federal.

    A hiperfragmentação partidária é um dos grandes gargalos na política brasileira da atualidade. Isso exigiria uma reforma política gigantesca que os políticos, até o presente momento, não estão dispostos a encampar. Essa condição traz problemas políticos graves ao nosso país. Na chamada Terceira República, nenhum presidente foi capaz de obter maioria "puro sangue" no nosso parlamento. Isso o obriga a praticar o Presidencialismo de Coalizão em todas as suas dificuldades.
     
    Essa gigantesca quantidade de partidos favorece o fisiologismo e a corrupção. Poucos foram os presidentes que conseguiram alianças programáticas no nosso parlamento desde 89, e o fator MDB (partido pega-tudo, expoente do poder local) torna essa equação ainda mais complexa. Diante de tudo isso, lembrando que temos um Congresso bicameral e governadores que exercem influência sobre as bancadas, não é preciso ser um expert para reconhecer que governar um país do tamanho e com as complexibilidades do Brasil não é, nem de longe, uma tarefa simples.
     

    O MDB é o partido mais antigo com registro na Justiça Eleitoral: 30 de junho de 1981.
    Foto: Divulgação
     
    O ponto positivo, na minha visão, é que essa quantidade elevadíssima de partidos, se dificulta a governabilidade, também faz com que as pretensões de perpetuação no poder por déspotas esclarecidos sejam tão ou igualmente difíceis. Dificilmente viraremos uma Hungria ou Rússia. 
     
    Jair Bolsonaro é, para todos os lados que se olhe, uma ameaça à estabilidade democrática. A qualidade da nossa democracia foi se deteriorando ao longo do tempo, mas não podemos dizer que o presidente faz o que bem entende, e que os freios e contrapesos não estão funcionando. O presidente tem maioria no Congresso Nacional, mas trata-se de um apoio estritamente condicionado. Mesmo que os partidos ao seu redor venham a apoiar mudanças bruscas nas regras do jogo democrático - para se favorecerem igualmente - essa costura não se dará de forma perene. Isso, de certa forma, nos alivia.
     
    Nos Estados Unidos, por exemplo, a democracia corre risco porque Donald Trump tem ares de um autocrata. Se vencer as eleições, comandar as duas casas do Congresso e tiver maioria na Suprema Corte, quem segura? Por sorte, os EUA não são como nós e não tem instituições vacilantes.
     
    No caso brasileiro, essa gama de partidos faz com que o Presidente da República fique sempre atento. Nenhum chefe do Executivo pode dizer que goza de uma governabilidade estável, mas essa instabilidade o obriga a permanecer na mesa de negociações e a jogar o jogo democrático.
     
    Para esta eleição municipal existem algumas regras que farão toda a diferença na hora da apuração. Com a proibição das coligações proporcionais - para os cargos do legislativo -  cada partido só poderá contar com os votos da própria chapa de vereadores.
     

    O Unidade Popular é o partido político mais recente com registro no TSE, aprovado em dezembro do ano passado.
    Foto: Divulgação.
     
    Para que as legendas obtenham mais visibilidade, ou seja, para que aumentem a possibilidade de eleger pelo menos um representante nas casas legislativas pelo País, muitas optam por lançar candidatos aos cargos majoritários de prefeito e vice-prefeito, além de dependerem cada vez mais dos famosos "puxadores de voto" - políticos experientes ou subcelebridades. Diante desse cenário, é possível dizer sem medo de errar que teremos recorde nas candidaturas à prefeito este ano.
     
    A última minirreforma eleitoral ocorrida em 2017 também estabeleceu uma cláusula de barreiras branda, mas que se tornará robusta com o passar dos anos. 

    Ela faz com que as legendas só tenham acesso ao fundo partidário e à propaganda no rádio e na TV se alcançarem um desempenho mínimo nas eleições de 2022: ao menos 2% dos votos válidos para a Câmara em 9 estados ou eleger onze deputados em 9 unidades da federação. Os partidos se movem com a crença de que mais vereadores elevam as chances de emplacar deputados daqui a dois anos. 

    Essa cláusula de barreira se tornará ainda maior até 2030, quando os partidos terão de obter nas eleições para a Câmara, pelo menos 3% dos votos válidos, distribuídos em, no mínimo, 1/3 das unidades da federação, com ao menos 2% dos votos válidos em cada uma delas; ou ter eleito pelo menos 15 deputados, distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades da federação.
     

    O Aliança Pelo Brasil, partido que visa abrigar o presidente Jair Bolsonaro, é um dos 77 que buscam registro na Justiça Eleitoral.
    Foto: Divulgação.

    O objetivo da cláusula de barreira é fazer sumir do mapa os chamados "partidos nanicos". Outros de pequeno porte, alguns dos quais até com assento no Congresso Nacional, caminham para um processo de fusão com outras siglas - é o caso do PCdoB, que já anunciou que pretende fundir-se ao PSB.

    Mesmo assim, de acordo com dados da Justiça Eleitoral de dezembro do ano passado, cerca de 77 partidos encontram-se "em formação", ou seja, estão em processo de registro. O mais famoso deles é o 'Aliança Pelo Brasil' anunciado para abrigar o presidente Jair Bolsonaro.

    3 comments
    117 views

    AS MOCINHAS MAIS MALVADAS DAS NOVELAS

    Mocinhas bondosas, de coração puro e caráter irreparável sempre foram o ponto forte de diversas novelas que fizeram sucesso em todo mundo. Nas tramas mais maniqueístas, o bom é sempre bom, e o mau é sempre mau, e muitas novelas seguem essa cartilha à risca.

    Porém, vez ou outra, alguns autores de novelas resolvem brincar com as facetas das protagonistas femininas de suas tramas. Por isso, hoje iremos conhecer algumas mocinhas tão malvadas que poderiam ser as vilãs das suas histórias.
     
    Clara (Passione, 2010)
    Em sua última novela inédita no horário nobre, Silvio de Abreu, atual chefe da dramaturgia da Rede Globo trouxe uma história com núcleos interligados. À beira da morte, Eugênio Gouveia (Mauro Mendonça) revela à sua esposa Bete (Fernanda Montenegro) que o filho que eles tiveram há 55 anos está vivo. 
     

    (Créditos: Divulgação/TV Globo)

    A enfermeira da família Clara (Mariana Ximenes), interessada na herança deixada pelo milionário, parte na busca para encontrar Totó (Tony Ramos), o filho perdido. No decorrer da trama, Clara revela-se uma grande assassina, disposta a cometer todos os tipos de crimes para conseguir o que deseja: dinheiro e poder.

    No último capítulo de Passione, Clara terminou impune dos crimes que cometeu, olhando para o mar, na mesma profissão de enfermeira do início da trama.
     
    Teresa (Teresa, 2010)
    Com a característica frase “Ser, ou não ser, e eu sou”, Teresa mirou no seu objetivo principal na trama que levava seu nome: sair da pobreza extrema e conseguir ascender socialmente. 

    Em busca desse objetivo, ela se envolve com Paulo (Alejandro Nones), o melhor aluno do curso preparatório em que ela estudou graças a uma bolsa de estudos. Porém, ele termina com ela quando descobre sua condição financeira e a vingança de Teresa vem anos depois com Paulo mergulhado no mundo das drogas.
     

    (Créditos: Divulgação/Televisa)

    Com ambição desmedida, Teresa procura outro amor para ascender na vida. O escolhido agora é Artur (Sebastián Rulli), o professor que decide bancar os estudos dela na melhor universidade do país. Apaixonado por ela e enganado por suas mentiras, o homem acaba abrigando Teresa em sua casa.

    Durante a exibição de Teresa, surgiram algumas críticas sobre a possibilidade da trama ter plágio de Rubi (2004), cujo original data o ano de 1968. Porém, a primeira versão de Teresa é de 1959. No Brasil, Teresa também ganhou uma versão na tela da Rede Tupi, em 1965.
     
    Rubi (Rubi, 2004)
    Por falar nela, a ambiciosa Rubi (Bárbara Mori) também é uma das mocinhas mais controversas das novelas. Dona de uma beleza incomparável, Rubi foi capaz de passar por cima até da “melhor amiga” Maribel (Jacqueline Bracamontes) para conquistar um homem rico. 
     

    (Créditos: Reprodução)

    Com um final trágico, a “descarada” Rubi ainda preparou sua sucessora - Fernanda -, sua própria sobrinha, para continuar seu legado nas maldades e ambição. 
     
    Jezabel (Jezabel, 2019)
    Acostumada a produzir novelas inspiradas em tramas bíblicas com jovens heróis épicos, a Record TV resolveu inovar em 2019 ao lançar uma trama protagonizada por uma mulher má. Pelo menos é essa a descrição bíblica da princesa fenícia Jezabel (Lidi Lisboa). 

    Malvada, vingativa, perversa e sedutora, Jezabel casou-se com o príncipe Acabe (André Bankoff) e tornou-se a rainha de Israel. Para mostrar seu poder, Jezabel promovia sacrifícios públicos com sangue, além de outras excentricidades. 
     

    (Créditos: Divulgação/Record TV)

    Ao final, após uma profecia de Elias (Iano Salomão), Jezabel foi arremessada de um prédio e devorada por cães. O spoiler está na própria Bíblia na passagem: “Então voltaram e contaram isso a Jeú, que disse: ‘Cumpriu-se a palavra do Senhor anunciada por meio do seu servo Elias, o tesbita: Num terreno em Jezreel cães devorarão a carne de Jezabel’”, 2 Reis 9:36.
     
    Xica da Silva (Xica da Silva, 1996)
    A escrava mais famosa do Brasil Colônia merece destaque nesta lista. A novela da Rede Manchete escrita por Adamo Angel (Walcyr Carrasco) é livremente baseada nos romances "Chica que Manda" de Agripa Vasconcelos e também no romance homônimo de João Felício dos Santos. A trama foi marcada por forte violência e erotismo. 
     

    (Créditos: Divulgação/TV Manchete)

    Xica da Silva (Taís Araújo) se apaixona pelo homem mais importante de Minas Gerais na época, o Contratador João Fernandes de Oliveira (Victor Wagner). Já alforriada, Xica passa a viver com luxo e nobreza numa fazenda construída pelo próprio Contratador. 

    Para defender sua união com ele, Xica foi capaz de cometer as maiores atrocidades com as mulheres que cruzaram seu caminho. Isso incluiu mandar cortar a boca de Fausta (Lu Grimaldi), as orelhas de Clara (Adriane Gaslisteu), arrancar a cabeça de Caetana (Thalma de Freitas) e os dentes de Almerinda (Mônica Moura de Castro). Todas elas tiveram um romance com João Fernandes. 
     

    (Créditos: Reprodução/TV Manchete)

    Ela ainda mandou costurar a boca de Paulo (Déo Garcez) e fazer uma feijoada com o corpo de Damião (Romeu Evaristo). Foi um duelo de gigantes com a verdadeira vilã da novela Violante (Drica Moraes). 

    7 comments
    179 views

    Ao som de... Laços de Família, pt. 1

    Depois de muita luta, finalmente, temos nossa terceira, e por enquanto, última coluna musical. Por alguns imprevistos de minha vida, tive que adiá-la por duas vezes. Mas, hoje, nesta data mais que especial, já que comemora os 70 anos da televisão brasileira, iremos falar da trilha de Laços de Família (2000), novela que sucede o fenômeno Êta Mundo Bom (2016) na faixa do "Vale a Pena Ver de Novo". A novela faz, junto a Mulheres Apaixonadas (2003) — que está em cartaz no Viva — e Por Amor (1997), parte da trinca de ouro de Manoel Carlos.
         "Ah, Otis, mas por que esta é a última coluna?". Porque não pretendo postar as colunas em sequência semanal como fiz com Mulheres Apaixonadas e Brega e Chique (1987), e seria com a de Laços, se não fossem os imprevistos. Não tenho tempo, nem criatividade pra manter algo sozinho nesse ritmo (risos), e também, porque quero escrever sobre outros temas também. Daqui em diante, a coluna será postada eventualmente apenas.
         Laços de Família gira em torno de um triângulo amoroso entre mãe e filha: Helena (Vera Fischer) conhece Edu (Reynaldo Gianecchini) após uma batida entre os carros dos dois. Edu, que está se formando em Medicina, acaba cuidando da musa. A atração física entre os dois, que estão em suas melhores formas físicas, será inevitável. No entanto, a diferença de 20 anos entre os dois acabou dividindo opiniões, entre elas, a de Alma (Marieta Severo), tia de Edu, que desaprova a relação. O relacionamento sofrerá outro baque quando Camila (Carolina Dieckmann) volta ao Brasil, e se descobre apaixonada pelo namorado da mãe.
         Hoje, iremos falar apenas do primeiro álbum da trama: Laços de Família - Nacional. A capa e o encarte são ilustrados pela belíssima Vera Fischer:
        



    Capa, disco e encarte do álbum Laços de Família - Nacional (2000). (Fotos: Reprodução / Internet)
     
         A faixa que abre o álbum é Como Vai Você?. Composta originalmente por Antônio Marcos e Mário Marcos para Roberto Carlos, em 1972, a canção foi regravada por Daniela Mercury, e é acompanhada por acordes de violão. É tema de Helena. A canção, que foi a 8ª mais tocada nas rádios voltadas à música nacional, integrou mais tarde o álbum Sol da Liberdade, do qual foi faixa bônus. (Como vai você? / Eu preciso saber da sua vida / Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia / Anoiteceu e eu preciso só saber / Como vai você?).
     

    Reynaldo Gianecchini em 2000. (Foto: Fernanda Fernandes / Estadão)
     
         Para Edu, par romântico de Helena, foi escolhida a Balada do Amor Inabalável. Cantada pelo grupo Skank, sob composição de seu vocalista, Samuel Rosa, e de Fausto Fawcett. Foi idealizada num encontro dos dois compositores em um boteco de Copacabana. A música tem uma pegada que mescla pop anos 2000 com Bossa Nova, tendo direito a presença de berimbau em determinados trechos. Casa-se perfeitamente com o jeitinho boêmio e apaixonante do protagonista da história. (É só tocar essa balada / De swing inabalável / Que é oásis pro amor / Eu vou dizendo / Na sequência bem clichê / Eu preciso de você).
     
         Para a abertura da trama foi escolhida Corcovado (Quiet Nights of Quiet Stars). A canção, de autoria de Tom Jobim, ganhou letras em português e inglês. Na gravação presente na trilha da novela, os dois idiomas são misturados. Lançada em 1963, para o álbum Getz/Gilberto, a versão trazia Astrud Gilberto cantando os trechos anglófonos, e seu marido na época, João Gilberto, responsável por dar voz aos trechos em nossa amada língua materna. Contava ainda com o americano Stan Getz no saxofone, e no piano, Tom Jobim. O álbum é considerado o responsável por popularizar a bossa nova mundialmente, e contém outros clássicos como The Girl From Ipanema (Garota de Ipanema) e Desafinado. Além disso, ganhou o Grammy de melhor disco, em 1965. (E eu, que era triste / Descrente desse mundo / Ao encontrar você eu conheci / O que é a felicidade, meu amor).
     

    Marieta Severo em 2000. (Foto: Helvio Romero / Estadão)
     
         Agustín Lara dá o ar das graças mais uma vez numa novela do Maneco. Dessa vez, na voz inconfundível de Nana Caymmi. Solamente una Vez é um bolero composto pelo mexicano em 1941. Tema de Alma, a música contava originalmente com os vocais de Ana Maria González. Três anos mais tarde, ganhou uma versão em inglês cantada pela igualmente mexicana, Dora Luz. Ela está presente na animação da Disney, Você já foi à Bahia? (1944). Curiosamente, o nome do álbum do qual a versão de Nana faz parte chama-se Sangre de Mi Alma. Teria ele batizado nossa vilã? (Solamente una vez / Amé en la vida / Solamente una vez / Y nada más / Una vez nada más / En mi huerto / Brilló la esperanza / La esperanza que alumbra el camino / De mi soledad). [trad.: Somente uma vez amei na vida. Somente uma vez e nada mais, uma vez nada mais. Em minha horta, brilhou a esperança. A esperança que ilumina o caminho de minha solidão]
     
         Outro destaque da trilha é Samba de Verão, executada à exaustão durante a novela na voz de Caetano Veloso. A canção foi composta por Marcos Valle, e teve estreia em 1963, numa versão instrumental feita pelos Catedráticos. Dois anos mais tarde, foi lançada uma versão cantada pelo próprio Marcos. Em seguida, ganha as paradas americanas numa nova versão instrumental. Dessa vez, pelo Walter Wanderley Trio, e rebatizada como So Nice (Summer Samba). A música fala, de maneira poética, sobre um flerte com uma garota que passava por uma praia carioca. (Você viu só que amor nunca vi coisa assim / E passou, nem parou, mas olhou só pra mim / Se voltar, vou atrás, vou pedir, vou falar / Vou contar que o amor foi feitinho pra dar / Olha é como o verão quente o coração / Salta de repente só pra ver a menina que vem).
     
         A trilha internacional da novela trouxe ainda uma versão em inglês da música, também batizada de So Nice (Summer Samba). Aqui, ela é cantada por Bebel Gilberto, filha de João Gilberto e Miúcha. Esta letra também já foi cantada nos anos 60 por Astrud Gilberto. (Someone to hold me tight / That would be very nice / Someone to love me right / That would be very nice / Someone to understand / Each little dream in me / Someone to take my hand  / And be a team with me). [trad.: Alguém pra me apertar, isso seria bem lega. Alguém pra me amar, isso seria bem legal. Alguém para entender cada pequeno sonho em mim. Alguém pra pegar minha mão e ser um time comigo]
     

    Deborah Secco como Íris em Laços de Família. (Foto: Divulgação / TV Globo)
     
         Indo ao núcleo do haras, vamos falar da segunda faixa do álbum nacional: Próprias Mentiras. A canção é tema de íris (Deborah Secco) e veio do álbum homônimo da Deborah Blando, lançado em 1998. O disco foi produzido por Marc Moreau, também conhecido por seus trabalhos com Madonna, entre eles, Ray of Light (1998). A faixa foi o último single da produção de Blando, e foi lançado, tardiamente, após a inclusão na trilha da novela. A letra da música traz uma garota rebelde e dona de si, e se encaixa perfeitamente no perfil da inconsequente Íris. (Mais fácil julgar / Do que ter que olhar / Pras próprias mentiras / Mas agora chega / Não sou a ovelha negra em qualquer menina).
     

    Helena Ranaldi e José Mayer como Cynthia e Pedro em Laços de Família. (Foto: Divulgação / TV Globo)
     
         Um dos dois temas internacionais que entraram de "penetra" no álbum é Man! I Feel Like a Woman!, de Shania Twain. Foi lançada como single em março de 1999, quase dois anos após o lançamento do álbum Come on Over (1997), do qual faz parte. A música celebra a liberdade feminina, e em seus versos, demonstra uma mulher satisfeita em fazer o que quer sem se importar com qualquer regra de etiqueta imposta ao sexo feminino. O clipe traz Shania utilizando uma cartola, um vestido e uma bota na cor preta, além de uma roupa social branca. O look contrasta com o cenário vermelho da obra.
        Foi o tema de Cynthia (Helena Ranaldi), namorada de Pedro (José Mayer) no início da trama, com quem vive às turras graças ao temperamento machista do criador de cavalos. O single de Shania alcançou a primeira posição da Hot 100, e seu álbum, Come on Over, é o quarto disco mais vendido de todos os tempos — e o mais vendido por uma mulher. (The best thing about being a woman / Is the prerogative to have a little fun and / Oh, oh, oh, go totally crazy, forget I'm a lady / Men's shirts, short skirts / Oh, oh, oh, really go wild, yeah, doin' it in style / Oh, oh, oh, get in the action, feel the attraction / Color my hair, do what I dare / Oh, oh, oh, I wanna be free, yeah, to feel the way I feel / Man! I feel like a woman). [trad.: A melhor coisa de ser uma mulher é o privilégio de ter um pouco de diversão e ficar totalmente louca. Esquecer que sou uma dama. Camisa masculina, minissaia. Me soltar com estilo. Entrar em ação, sentir a atração. Colorir meu cabelo, fazer o que der na telha. Quero ser livre para me sentir do jeito que me sinto. Cara! Estou me sentindo uma mulher!]
     
         O tema de Pedro, responsável por cuidar do haras de Alma, é Peão Apaixonado. Primeiro single do disco de 1997 de Rionegro & Solimões, a música é um dos grandes hits da dupla, e era presença constante nas festas sertanejas e juninas do final dos anos 90 até meados dos anos 2000. (Pula boi, pula cavalo / Pula cavalo e boi / Coração pula no peito / Lembrando o amor que se foi / Foi felicidade / Felicidade, sim / Coração pula no peito / Saudade que não tem fim).
     

    Carolina Dieckmann como Camila em Laços de Família. (Foto: Divulgação / TV Globo)
     
         Para Camila foi entregue o tema Baby, d'Os Mutantes, na ocasião formado por Rita Lee, Arnaldo Baptista, Sérgio Dias, Liminha e Dinho Leme. A música, originalmente, está presente no álbum de estreia da banda e no álbum Tropicália, sendo que neste último, a canção foi cantada por Gal Costa. Ambos os álbuns foram lançados em 1968. Originalmente em português, chegou à novela traduzida ao inglês. Esta versão faz parte do álbum Tecnicolor, que contém sucessos da banda traduzidos ao inglês, francês e espanhol. Produzido em 1970, o disco só foi lançado em 2000, em virtude de problemas relacionados a direitos autorais. De acordo com esta análise, a letra parece satiriza o consumismo e a americanização dos costumes brasileiros. Curiosamente, o trecho da canção original "Você precisa aprender inglês" foi adaptado para "Você precisa aprender português" na nova versão. (You know, you must try the new ice cream flavour / Do me a favour, look at me closer / Join us and go far / And hear the new sound of my bossa nova). [trad.: Você sabe, precisa experimentar o novo sabord de sorvete. Faça-me um favor, olhe mais perto pra mim. Se junte a nós e vá longe. E ouça o novo som da minha bossa nova]
     

    Tony Ramos, Flávio Silvino e Júlia Feldens como Miguel, Paulo e Ciça em Laços de Família.
     
            Miguel (Tony Ramos) é o dono da livraria Dom Casmurro. Perdeu sua esposa num acidente de carro, no qual também estava seu filho, que ganhou sequelas geradas pelo acidente, e por isso, Miguel decide cuidar do rapaz. O tema do personagem de Tony Ramos é Abraçável Você, escrita por Carlos Rennó e cantada por Jane Duboc. Lançada em 1999, a canção é uma tradução de Embraceable You, composta pelos irmãos George e Ira Gershwin. Ela foi performada pela primeira vez em 1930, por Ginger Rogers no musical Crazy Girl. (Me abrace / Doce abraçável você / Me abrace / Incomparável você / Em seus braços tudo é muito ardente, meu bem / É tão bom mas não muito decente, meu bem / No entanto / Glorifiquemos o amor / Garanto / Levá-la a extremos no amor).
     
           Miguel se apaixona por Helena, e como tema do casal foi escolhida My Way , de Paul Anka. A canção, um clássico de 1969, ficou famosa na voz de Frank Sinatra, do qual tornou-se uma de suas canções assinatura. É baseada na francesa Comme d'habitude, de Claude François, Jacques Revaux e Gilles Thibaut. Retrata uma pessoa que ao fim de sua vida faz reflexões de seus atos, assumindo seus erros e acertos ao longo de sua trajetória e como eles ajudaram a tornar o ser humano que ele é hoje. (Regrets, I’ve had a few / But then again, too few to mention / I did what I had to do / And saw it through without exemption / I planned each charted course / Each careful step along the byway / And more, much more than this / I did it my way). [trad.: Arrependimentos, eu tive alguns. Mas aí, novamente, pouquíssimos para mencionar. Eu fiz o que devia ter feito, e passei por tudo consciente, sem exceção. Eu planejei cada caminho do mapa. Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho e mais, muito mais que isso. Eu o fiz do meu jeito]
     
           Paulo (Flávio Silvino) é o filho mais velho de Miguel (Tony Ramos). Sofreu um grave acidente de carro que o deixou com sequelas neurológcas que prejudicam sua fala e andar. O personagem foi feito para o ator, que também se recupera de um grave acidente de carro que sofreu em 1993, que o deixou em coma por três meses. O desejo de Manoel Carlos em criar o personagem vem desde História de Amor (1995). Para compô-lo, Uua pesquisadora acompanhou o dia-a-dia do ator. O tema escolhido para ele foi Mensagem de Amor, na voz do baiano Lucas Santtana. A canção foi composta por Herbert Vianna — que também viria a sofrer um grave acidente — para o segundo álbum dos Paralamas do Sucesso, O Passo do Lui (1984). O rock dos Paralamas, aqui ganha uma roupagem mais suave. (Os livros na estante já não tem mais tanta importância / Do muito que li, do pouco que sei, nada me resta / A não ser, a vontade de te encontrar / O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado).
     
         Para Ciça (Júlia Feldens), filha mais nova de Miguel, foi escolhida Perdendo Dentes, da banda mineira Pato Fu. O rock suave dá um tom juvenil à personagem, que é uma universitária mimada e inconsequente. A letra possui diversas interpretações, e num sentido literal, fala de uma pessoa que parece não se contentar com as vitórias de sua vida, e que as derrotas parecem abalá-la mais. O que seriam essas derrotas? Bom, a interpretação vai desde um processo de amadurecimento do eu lírico a amor platônico. No caso da personagem, pode retratar um pouco suaa imaturidade, já que não gosta da atenção dada ao seu irmão deficiente, o qual trata sem muita paciência, talvez numa tentativa de chamar atenção. (As brigas que ganhei / Nem um troféu / Como lembrança / Pra casa eu levei / As brigas que perdi / Estas sim / Eu nunca esqueci / Eu nunca esqueci).
     

    Alexandre Borges como Danilo em Laços de Família. (Foto: Reprodução / TV Globo)
     
         Por fim, chegamos as duas últimas faixas: Sentimental Demais e O Pai da Alegria. O primeiro é tema de Danilo, marido de Alma, com quem vive uma relação aberta. Cantado por Simone, a faixa está presente no álbum Fica Comigo Esta Noite (2000). A música, originalmente, é um sucesso de Altemar Dutra, lançada nos anos 60. (Romântico é sonhar / E eu sonho assim / Cantando estas canções / Para quem ama igual a mim / E quem achar alguém / Como eu achei / Verá que é natural / Ficar como eu fiquei / Cada vez mais sentimental).
     
         E finalizando a coluna de hoje, trazemos o samba de Martinho da Vila, tocada nos happy hours (favor, não confundir com o subfórum de nosso amado eplay) dos funcionários da Clínica Naturallis. Fez parte do álbum Definitivo (2000). (Se é pra sambar, entra na roda / Vem requebrar que a roda gira / Quer me ganhar e olha de banda / Mas também tá minha mira / Samba, menina que eu quero ver / Você mexer a anatomia / Samba mainha, papai quer ver / Você trazer só alegria).
     
         Enfim, amigos. Por hoje é só! Em breve, aparecei por aqui pra gente chorar ao som de Love by Grace ou fazer o coro: "WON'T YOU SAAAAAAVE MEEEE?" juntos, toda vez que aparecer cenas da Camila e do Edu. Até!
     
    Veja também:
    Trilha de 'Mulheres Apaixonadas" - parte 1 Trilha de "Brega & Chique"  


    10 comments
    225 views

    A disputa pelo poder local e o Brasil neocoronelista

    Imagem: Divulgação
     
    Desde a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o Brasil já teve 38 presidentes entre oligarcas e liberais; progressistas e conservadores; 37 homens e 1 mulher; atentados, golpes de Estado e impedimentos; duas ditaduras, e algumas renúncias. Nesses quase 131 anos, nosso país também contou com seis constituições e uma série de regras eleitorais que vão desde o chamado “voto de cabresto” até as modernas e invioláveis urnas eletrônicas.
     
    Um marco importante na política republicana precisa ser destacado. Após um período agitado de marechais na Presidência da República – período que ficou conhecido como “República da espada” – resultado do golpe civil-militar que lançou a nossa decadente monarquia pelos ares, o novo regime recém-nascido só veria a estabilidade com seu 4º mandatário, ou seja, quase dez anos após a proclamação.
     
    O paulista Campos Sales instituiu uma política calcada no poder dos governadores – onde na prática estava concentrado o poder político – em troca de um parlamento onde o Governo Federal praticamente não tinha oposição. É importante ressaltar que, ao contrário do que ocorre hoje em dia, na Velha República o poder legislativo tinha a função básica de deliberar sobre questões estritamente orçamentárias.
     

    O presidente Campos Sales (1898-1902)
    Foto: Divulgação
     
    Na prática, Campos Sales institucionalizou a prática coronelista no Brasil. Mais de um século depois, em muitos estados nós continuamos a assistir uma alternância de poder pouco efetiva, mas sempre com a participação das novas gerações de “figurões” do passado.
     
    Na Bahia, o atual prefeito de Salvador é neto do ex-governador e ex-senador Antônio Carlos Magalhães. O prefeito ACM Neto encerra seu mandato gozando de alta popularidade, com grandes chances de fazer seu sucessor. Especula-se que ele seja o candidato do DEM – antigo PFL, partido do avô, e que hoje está sob sua presidência nacional – ao Senado Federal ou ao governo da Bahia.
     

    Coronéis do cacau de Ilhéus, Bahia. Foto: Reprodução/Blog Cinzas e Diamantes
     
    Em Pernambuco, a neta e o bisneto de Miguel Arraes devem disputar a prefeitura do Recife. Marília Arraes (PT) e João Henrique Campos (PSB) aparecem se alternando nas primeiras posições em todas as pesquisas divulgadas até o momento. No caso do jovem João Campos, ele herda o espaço político do pai, o ex-governador e ex-ministro Eduardo Campos, morto em 2014, no início da sua campanha presidencial.
     
    A presença da família Sarney ainda é sentida também no Maranhão. Depois de governar direta – com José Sarney e Roseana Sarney – ou indiretamente – através de indicados e correligionários – o estado pelo período de 41 anos, o peso da família segue sendo preponderante para qualquer candidato que queira obter o mínimo de competitividade nas disputas locais.
     
    Em Goiás, embora não tenha candidato a prefeito assinando seu sobrenome, o apoio do governador Ronaldo Caiado será bastante solicitado em muitas das cidades do estado. Além dele, um outro clã – dos Vilela – pretende governar a capital. O candidato da vez é o ex-governador, ex-senador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, tido como herdeiro natural do capital político de outro cacique recém-aposentado: Íris Rezende Machado – cuja esposa, que aliás também se chama Íris, já foi candidata à Vice-presidência da República na chapa do paulista Orestes Quércia, em 1994.
     
    Existem mais situações. Os Barbalho tem o governador, um senador e uma deputada federal eleitos pelo Pará. O Rio de Janeiro constituiu uma espécie de neo-oligarquia ao dar lastro político para os membros da família Bolsonaro; em Roraima, pesquisas apontam que o líder na corrida pela capital, Boa Vista, é o ex-senador Romero Jucá – mesmo ele tendo afirmado que não concorrerá a nada este ano.
     
    Os exemplos acima citados exemplificam que o Brasil permanece, de alguma forma, afeito ao mandonismo familiar, tão comum nos anos iniciais da República. Não se trata apenas de um fenômeno político, mas sim de um traço marcante, atrelado à nossa sociedade. Não que o eleitor não queira se livrar desse tipo de liderança política, mas quando a renovação apregoada em campanha não se reflete na prática, o povo tende a voltar para os braços dos velhos conhecidos, que muitas vezes fazem uma política confortavelmente arcaica, com direito ao lema atribuído por vezes a Getúlio Vargas: “aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei”.
     
    No interior do país, em meio às disputas pelas prefeituras, esse sentimento é ainda mais presente. Famílias rivais se engalfinham ferozmente pelo controle da política local que pode dar àqueles aliados do eleito quatro anos de paz e tranquilidade, enquanto os amigos próximos do derrotado sofrem, pelo mesmo período, alijados da boa vida que o serviço público ainda proporciona nos rincões do Brasil.

    3 comments
    386 views

    CINCO VEZES QUE A GLOBO FEZ REMAKE DE NOVELAS DE OUTRAS EMISSORAS

    Algumas novelas fizeram tanto sucesso fora dos domínios globais que até a própria líder de audiência se rendeu a elas. Desde tramas da Rede Tupi, SBT e até a extinta Rede Manchete, vamos conhecer as cinco vezes que a Rede Globo fez remakes de tramas de outras emissoras.
     
    PANTANAL (Pantanal, Rede Manchete, 1990)
     
    Uma das mais famosas pedras no sapato da emissora carioca, a novela Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa vai ganhar remake no horário nobre em 2021. O anúncio oficial foi feito durante reportagem especial no Fantástico.]
     
    Caso não haja imprevistos, a nova versão de Pantanal deve estrear em setembro de 2021, sob a direção de Rogério Gomes.
     

    Pantanal - TV Manchete (1990) - Créditos: Divulgação
     
    Pantanal é o maior sucesso da história da Rede Manchete e ameaçou a liderança da Globo por diversas vezes. Benedito levou o projeto da novela à Manchete após recusa da própria Globo se recusar a produzi-la, alegando que a produção teria um alto custo.
     
     
    ÉRAMOS SEIS (Éramos Seis, SBT, 1994)
     
    A obra Éramos Seis, da escritora Maria José Dupré, já inspirou diversas obras na televisão brasileira. Em 1958 foi adaptada pela primeira vez como telenovela pela RecordTV, escrita e dirigida por Ciro Bassini e trazendo Gessy Fonseca como protagonista.
     

    Éramos Seis - Record (1958) - Créditos: Reprodução
     
    Em 1967 a Rede Tupi realizou a segunda versão, escrita por Pola Civelli e dirigida por Hélio Souto, ainda na época das novelas ao vivo, trazendo no papel principal a atriz Cleyde Yáconis.
     

    Éramos Seis -  TV Tupi (1967) - Créditos: Reprodução
     
    Em 1977 a Tupi realizou outra versão da novela, sendo escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, protagonizada por Nicette Bruno. 
     

    Éramos Seis - TV Tupi (1977) - Créditos: Reprodução
     
    Em 1994 foi adaptada pela quarta vez pelo SBT, trazendo novamente o texto de Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. Essa versão contou com Irene Ravache como protagonista.
     
    Em julho de 2017, a Rede Globo adquiriu os direitos autorais de uma nova adaptação de Éramos Seis. A base dos roteiros foram os próprios textos escritos por Silvio de Abreu no SBT, ja que agora o autor é diretor de teledramaturgia da casa.
     
    O CRAVO E A ROSA (O Machão, Rede Tupi, 1974)
     
    Que O Cravo e a Rosa é baseada na obra A Megera Domada, de William Shakespeare, todos nós sabemos. Agora que a novela é remake de O Machão, de Ivani Ribeiro, poucos sabem. A trama, foi um sucesso nos anos 70 na Rede Tupi e também era um remake de outra novela da Ivani Ribeiro - A Indomável, de 1965.
     

    O Machão - TV Tupi (1977) - Créditos: Divulgação
     
    Sucesso em todas as versões, a trama conta a história do rude e determinado Julião Petruchio que, à beira de perder sua fazenda, aceita se casar com uma rica herdeira paulista na década de 1920. 
     
    A novela de Walcyr Carrasco fez tanto sucesso que foi prolongada por mais de 100 capítulos logo após a estreia, ultrapassando os 200 capítulos finais.
     

    O Cravo e a Rosa - TV Globo (2000) - Créditos: Divulgação
     
    SONHO MEU (A Pequena Órfã e Ídolo de Pano, 1968 e 1974)
     
    A novela Sonho Meu, de Marcílio Moraes, fez bastante sucesso na tela da Rede Globo em 1993.
     

    Sonho Meu - TV Globo (1993) - Créditos: Divulgação
     
    Para sua concepção, o autor inspirou-se em duas outras novelas do autor Teixeira Filho: A Pequena Órfã, extinta TV Excelsior, de 1968 e Ídolo de Pano, da também extinta TV Tupi, de 1974.
     

    Ídolo de Pano - TV Tupi (1974) - Créditos: Divulgação
     
    De A Pequena Órfã, o autor pegou o trecho sobre a amizade entre uma garotinha de um orfanato e um bondoso velhinho e de Ídolo de Pano ele se inspirou na disputa de dois irmãos pelo amor da mesma mulher.
     
    Curiosamente, em 2005, foi a vez da Record adaptá-la, dentro da novela Prova de Amor, de Tiago Santiago.
     
    A VIAGEM (A Viagem, TV Tupi, 1975)
     

    A Viagem - TV Globo (1994) - Créditos: Divulgação
     
    Uma das novelas mais famosas de Ivani Ribeiro na Rede Globo é um remake de uma novela de mesmo título da própria autora. A Viagem foi transmitida originalmente entre 1975 e 1976 pela TV Tupi.
     

    A Viagem - TV Tupi (1975) - Créditos: Reprodução
     
    Para escrever A Viagem, Ivani Ribeiro inspirou-se nos livros Nosso Lar e E a vida continua, que foram psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier, com autoria atribuída ao espírito André Luiz.
     

    Ivani Ribeiro - Créditos: Divulgação
     

    11 comments
    460 views

    CONTRA-IDEIA: O QUE É A MORALIDADE BRASILEIRA?

    A moralidade é algo instrucional nesse país, só que a sua moralidade pode não ser a mesma da outra pessoa. A moral é diferente em cada lugar e em cada pessoa, entre outros aspectos. Alguns estilos de moral são coletivos e cultuados por muitos e outros são regionais e pouco compreendidos em outras regiões. A fé, a sociedade e o jogo de poder, podem e influenciam na moralidade do Brasil desde 1500. Então, o tema de hoje é “O que é a moralidade brasileira?”.
     

     
    1° - O que seria no seu espectro, dentro da visão do campo político, essa moralidade brasileira que tantos políticos perpetuam em nome de votos?
     
    A moralidade defendida pelos atuais políticos se baseia na moralidade cristã, principalmente difundida pelas igrejas neopentecostais, mas é apenas uma ferramenta usada por eles para poder manipular as pessoas e crucificar quem eles bem entenderem, ou quem atrapalha o caminho deles. O confuso caso da Flordelis existe para atestar essa realidade. ( @Pedro Henrique )
     
    Esses políticos que falam de moral, geralmente se baseiam em crenças advindas do cristianismo. E utilizam um livro feito por homens como se fosse a palavra de uma divindade. Sendo ou não, a questão é que se eles acreditam, o problema é deles, os outros não têm culpa. Os políticos que se aproveitam dessa retórica misturam a deturpação dos valores deste segmento religioso com a vontade de se meter na vida dos outros. ( @PedroHenrique! )
     
    2° - Desde que o Brasil se tornou uma colônia, a moral foi usada pela política. Mas até onde a moral deles impacta na moral da sociedade?
     
    Impacta na opinião pública, no que se fala, mas na maior parte das vezes, não no que se faz, então é aquela coisa: “Faça o que digo, não faça o que eu faço”. E é isso que reflete na sociedade, justamente essa hipocrisia de criticar, mas pouco fazer de verdade, o que acaba jogando para as pessoas, essa necessidade de atacar tudo e todos há todo tempo, e isso pega em todos os lados. ( @Pedro Henrique )
     
    Quem tem valores de verdade, baseados na ética e na honestidade, não precisa ficar pregando aos quatro ventos que é “isso ou aquilo”. Mas a sociedade compra o peixe, geralmente, daqueles que são os defensores ''da moral, da família e dos bons costumes''. Os próprios políticos impedem a população, através de baixos investimentos em educação, de terem pensamento crítico sobre tais temas em sua essência. ( @PedroHenrique! )
     
    3° - Existem diversas formas de você ter uma moral ilibada, quase indestrutível. Até onde é que essa falsa verdade que se usa muito em campanhas políticas, é certa? Ou você acredita que sim, existem pessoas que realmente tem uma moral impecável na política?
     
    Não existe moral impecável, isso é totalmente impraticável, talvez um monge budista que passou 50 anos meditando em baixo de uma árvore consiga, mas um político do Congresso? Acho muito difícil. ( @Pedro Henrique )
     
    Quem tem valores de verdade, baseados na ética e na honestidade, não precisa ficar pregando aos quatro ventos que é isso ou aquilo. Mas a sociedade compra o peixe, geralmente, daqueles que são os defensores ''da moral, da família e dos bons costumes''. Os próprios políticos impedem a população, através de baixos investimentos em educação, de terem pensamento crítico sobre tais temas em sua essência. ( @PedroHenrique! )
     

     
    4° - Vários países veem a moral do Brasil como baixa, quase inexistente, isso diminui o nosso poder de força no mundo. Qual a sua percepção a esse fato?
     
    De fato, o Brasil está perdido há anos, completamente fora de rota, e não tem como ver isso de outro jeito, estamos andando em círculos, perseguindo a nós mesmos, ao invés de tentar achar pontos em comum, estamos atacando cada vez mais nossas diferenças. ( @Pedro Henrique )
     
    Grande parte da sociedade brasileira é muito conformada, sem ideais, sem pensamento de longo prazo, sem pensamento crítico, isso reflete em líderes interesseiros e a imagem fica sendo passada de tal forma. ( @PedroHenrique!)
     
    5° - Na política atual, a gente tem visto que grandes nomes da política venderam sua moral por propina em diversos setores, até na pandemia. Até quando moralidade brasileira vai ser vista atrelada à corrupção?
     
    Até ela deixar de ser usada como ferramenta política, e é aí que mora o problema, você atrelar seu modo de ver a vida à política, no fim tudo que você faz será atrelado a esse modo também, é quase uma auto sabotagem, quem concorda com você talvez deixe de concordar, ou não, mas definitivamente o outro lado vai passar a concordar cada vez menos. ( @Pedro Henrique )
     
    A transformação nesse sentido é bem lenta e gradual, mas as novas gerações já estão ''acordando para a vida'' nesse sentido. Temos algumas décadas de caminhada até a melhoria deste aspecto. ( @PedroHenrique! )
     
    6° - Vemos que o atual presidente fala dos bons costumes e da moral que a sua família tem. No entanto, não é isso que observamos nas capas de jornais. A partir do exemplo do Bolsonaro, como podemos ver o nosso interior, mudar a forma de ver o país e ajudar a mudar a moral dele?
     
    Cabe às pessoas, aprenderem com os erros de levarem em conta apenas discursos bonitos e vazios como o de Bolsonaro. Mas isso é bem complicado, porque o povo quer acreditar no homem que vai salvar o Brasil, e isso independe de renda ou estudo, é uma questão muito mais complexa, só sentindo na pele para eles entenderem. ( @Pedro Henrique )
     
    Cada um fazendo sua parte bem, vivendo a vida de uma maneira correta, sem recorrer a práticas desonestas, ou ao ''jeitinho brasileiro'', sem usar de hipocrisia, sem querer se meter com a vida alheia, será possível ajudar no todo com essas pequenas atitudes. ( @PedroHenrique!)
     
     
    Publicado originalmente em 10/09/2020 no meu blog: https://thewalklandplay.blogspot.com/2020/09/contra-ideia-o-que-e-moralidade.html
    Revisão: @Jordan
    Imagens: The Bookworm Scientist, Os Mais e Fia

    2 comments
    182 views

    Aquecimento A Fazenda: Os 50 ex-peões mais seguidos no Instagram

    #50 SERGIO MALLANDRO - 638 mil seguidores

     
    #49 MARCELO BIMBI - 647 mil seguidores

     
     
    #48 NANY PEOPLE - 708 mil seguidores

     
    #47 AMARAL - 758 mil seguidores

     
    #46 FELIPEH CAMPOS - 770 mil seguidores

     
    #45 JOÃO ZOLI - 793 mil seguidores

     
    #44 MARCELO ZANGRANDI - 858 mil seguidores

     
    #43 MONICK CAMARGO - 890 mil seguidores

     
    #42 NETTO DJ - 904 mil seguidores

     
    #41 MATEUS VERDELHO - 969 mil seguidores

     
    #40 ALOÍSIO CHULAPA - 1 milhão de seguidores

     
    #39 PERLLA - 1,1 milhão de seguidores

     
    #38 NADJA PESSOA - 1,1 milhão de seguidores

     
    #37 MARCOS HÄRTER - 1,1 milhão de seguidores

     
    #36 BIFÃO - 1,1 milhão de seguidores

     
    #35 PEDRO LEONARDO - 1,1 milhão de seguidores

     
    #34 LIZI BENITES - 1,1 milhão de seguidores

     
    #33 MATHEUS LISBOA - 1,1 milhão de seguidores

     
    #32 ANA PAULA MINERATO - 1,3 milhão de seguidores

     
    #31 LUCIELE DI CAMARGO - 1,3 milhão de seguidores

     
    #30 BÁRBARA EVANS - 1,4 milhão de seguidores

     
    #29 YUDI TAMASHIRO - 1,4 milhão de seguidores

     
    #28 ARYANE STEINKOPF - 1,5 milhão de seguidores

     
    #27 MARA MARAVILHA - 1,5 milhão de seguidores

     
    #26 LUANE DIAS - 1,5 milhões de seguidores

     
    #25 DANIELLE SOUZA - 1,5 milhão de seguidores

     
     
    #24 ANDRESSA SOARES - 1,7 milhão de seguidores

     
    #23 TATI DIAS - 1,7 milhão de seguidores

     
    #22 GOMINHO - 1,8 milhão de seguidores

     
    #21 BABI ROSSI - 1,9 milhão de seguidores

     
    #20 ANDRESSA URACH - 2,2 milhões de seguidores

     
    #19 FLÁVIA VIANA - 2,3 milhões de seguidores

     
    #18 LUCAS VIANA - 2,3 milhões de seguidores

     
    #17 GRETCHEN - 2,4 milhões de seguidores

     
    #16 GEISY ARRUDA - 2,5 milhões de seguidores

     
    #15 THAYSE TEIXEIRA - 2,5 milhões de seguidores

     
    #14 LÉO STRONDA - 2,6 milhões de seguidores

     
    #13 ANA PAULA RENAULT - 2,6 milhões de seguidores

     
    #12 FERNANDA LACERDA - 2,7 milhões de seguidores

     
    #11 GABI PRADO - 2,9 milhões de seguidores

     
    #10 DANI BOLINA - 2,9 milhões de seguidores

     
    #9 VALESCA POPOZUDA - 3 milhões de seguidores

     
    #8 MIRELLA SANTOS - 4,2 milhões de seguidors

     
    #7 SCHEILA CARVALHO - 4,7 milhões de seguidores

     
    #6 SHEILA MELLO - 5,3 milhões de seguidores

     
    #5 NICOLE BAHLS - 6 milhões de seguidores

     
    #4 KARINA BACCHI - 7,9 milhões de seguidores

     
    #3 HARIANY ALMEIDA - 9 milhões de seguidores

     
    #2 ANDRESSA SUITA - 10,3 milhões de seguidores

     
    #1 VIVIANE ARAÚJO - 10,4 milhões de seguidores

     
    (Dados coletados em 07/09/2020. Revisão: @Augusto)

    15 comments
    451 views

    Para entender o Brasil

    Especialmente para a semana que comemoramos a independência do Brasil, separei alguns livros que eu pessoalmente li e considero cruciais para aqueles que desejam entender as bases históricas, sociais e políticas sob as quais o Brasil foi fundado. Particularmente, considero livros escritos por historiadores algo muito monótono devido a sua linguagem acadêmica. Prefiro livros narrados por jornalistas com afeição ao tema. Informa e até entretém. E os clássicos, evidentemente.
     
    Abaixo segue a lista:
     

    Box Coleção Brasilis: 4 Livros – A Viagem Do Descobrimento; Náufragos, Traficantes E Degredados; Capitães Do Brasil E A Coroa, A Cruz E A Espada.
    Autor: Eduardo Bueno
    Link na Amazon
     

    Brasil: uma história
    Autor: Eduardo Bueno
    Link na Amazon
     

    Raízes do Brasil
    Autor: Sérgio Buarque de Holanda
    Link na Amazon
     

    Trilogia: Getúlio
    Autor: Lira Neto
    Link na Amazon — Livro 1
    Link na Amazon — Livro 2
    Link na Amazon — Livro 3
     

    Trilogia: 1808, 1822 e 1889
    Autor: Laurentino Gomes
    Link na Amazon — 1808
    Link na Amazon — 1822
    Link na Amazon — 1889
     

    Box Coleção Ditadura
    Autor: Elio Gaspari
    Link na Amazon (ebook)
     

    Casa Grande e Senzala
    Autor: Gilberto Freyre
    Link na Amazon
     

    Brasil: Uma Biografia
    Autora: Lília Schwarcz
    Link na Amazon
     

    História da Riqueza no Brasil
    Autor: Jorge Caldeira
    Link na Amazon
     

    Coleção Pedro Doria
    Autor: Pedro Doria
    Link na Amazon — 1565 e 1789
    Link na Amazon — Tenentes: A Guerra Civil Brasileira
    Link na Amazon — Fascismo à Brasileira
     

    O Povo Brasileiro: A Formação e o Sentido do Brasil
    Autor: Darcy Ribeiro
    Link na Amazon

    1 comment
    206 views

    Eplay Esporte: Os gols da 8ª rodada e a classificação atualizada do Brasileirão

    Flamengo 2 x 1 Fortaleza
     
    A oitava rodada do campeonato brasileiro começou com um golaço de Éverton Ribeiro para o Flamengo. Juninho empatou de pênalti para o Fortaleza. O primeiro tempo do jogo foi bem movimentado, com chances para os dois lados.
     
    Se o primeiro tempo foi bom, não podemos dizer o mesmo do segundo. A defesa de ambos os times estava bem postada, o que reduziu drasticamente as chances de gols. O jogo estava encaminhando para um empate, mas no finalzinho, Gabigol virou para o Flamengo.
     
    O resultado fez com que o rubro-negro encostasse nas primeiras posições.
     
     
    Corinthians 2 x 2 Botafogo
     
    Fagner, de pênalti, abriu o placar para o Corinthians e fez o primeiro gol da Neo Química Arena, novo nome da arena do Corinthians. Bruno Nazário igualou para o Botafogo de falta. Foi o terceiro jogo seguido em que Cássio falhou, o segundo gol de falta.
     
    No segundo tempo, Salomon Kalou desencantou e virou para o Botafogo. O Corinthians teve um gol anulado de Otero pelo VAR. Jô, nos acréscimos, empatou para o Timão.
     
     
     
    Ceará 0 x 1 Santos
     
    O Santos foi ao Castelão enfrentar o Ceará e saiu de lá com a vitória. O destaque do jogo foram os seis cartões vermelhos distribuídos na etapa final.
     
    O único gol da partida foi de Felipe Jonatan, ex-Ceará, com assistência de Marinho.
     
    No segundo tempo, o jogo esquentou. Samuel Xavier, do Ceará, e Luan Peres, do Santos, foram expulsos de campo após confusão em falta sobre Marinho. Bruno Pacheco, do Ceará, tomou o segundo amarelo e também foi expulso. Em seguida, Alison, do Santos, também foi expulso. Após o apito final, Leandro Carvalho, do Ceará, assim como o técnico Guto Ferreira também foram expulsos, desta vez por reclamação.
     
     
    RB Bragantino 1 x 2 Palmeiras
     
    De virada, o Palmeiras venceu o Bragantino na estreia do técnico Maurício Barbieri. No segundo tempo, Claudinho abriu o placar para o RB. Os gols da virada vieram de Gabriel Veron, que estava seis meses afastado por lesão, e Willian.
     
    Os palmeirenses ainda reclamaram de um pênalti não marcado após toque de mão de Aderllan. Vale lembrar, que em lance parecido no meio de semana para o Internacional, o pênalti foi marcado.
     
     
    São Paulo 3 x 1 Fluminense
     
    O São Paulo manteve a segunda posição depois de vencer o Fluminense de virada no Morumbi.
    Wellington Silva abriu o placar pro tricolor carioca ainda no primeiro tempo.
     
    No segundo tempo, Brenner saiu do banco e empatou para o tricolor paulista, Luciano virou e Vitor Bueno ampliou.
    No artigo passado, foi destacado que o Crystal Palace estava de olho em Evanilson, do Flu, mas o Porto atravessou a negociação e anunciou o atacante na tarde desta segunda.
     
     
    Internacional 2 x 2 Bahia
     
    Em um jogo com polêmica marcação de pênalti, Internacional e Bahia ficaram no empate.
     
    Rodriguinho fez o primeiro gol do jogo para o Bahia. Patrick empatou para o Internacional.
     
    No segundo tempo, de pênalti, Tiago Galhardo virou para o Internacional, pênalti este que foi muito contestado pelos torcedores do Bahia.
     
    Mas, nos acréscimos, o VAR sinalizou um pênalti para o Bahia e Clayson empatou.
     
     
    Vasco 1 x 0 Athlético-PR
     
    O Vasco voltou a vencer depois de três jogos. A vítima foi o Athlético-PR em São Januário. Cano fez o gol da partida. O Athlético-PR não vence há 6 jogos.
     
     
    Atlético-GO 1 x 1 Grêmio
     
    Edson abriu o placar para o time da casa. Isaque empatou para o Grêmio. A campanha do time de Renato Gaúcho não é boa até aqui. O tricolor gaúcho só venceu um jogo no campeonato até o momento.
     
     
    Sport 2 x 1 Goiás
     
    O Sport conseguiu a segunda vitória seguida ao bater o lanterna Goiás. O primeiro gol foi de Leandro Barcia. Elton, contra, empatou para o Goiás e Marquinhos fez o gol da vitória do Sport.
     
     
    Coritiba 0 x 1 Atlético-MG
     
    O time de Sampaoli emplacou mais uma vitória no campeonato. Foi a quinta. O único gol do jogo foi marcado por Eduardo Sasha. O galo ocupa a terceira posição, mas tem um jogo a menos que Internacional e São Paulo, primeiros colocados. O Coritiba ocupa a décima sétima posição e é o primeiro time na zona do rebaixamento.
     
     
     
    GOL DA RODADA
     
    Em uma rodada cheia de gols fora da área, o gol elegido é de dentro da área. Seria um pecado se eu não elegesse o golaço do Everton Ribeiro como gol mais bonito da oitava rodada. Everton sendo eleito pela segunda rodada consecutiva.
     
     
     

     
     
    MERCADO INTERNACIONAL
    O time inglês Everton anunciou James Rodríguez. O colombiano vai trabalhar novamente com o técnico Carlo Ancelotti, com quem trabalhou no Real Madrid e Bayern de Munique.

    1 comment
    149 views

    As semelhanças entre o Caso Flordelis e A Lei do Amor

    O Brasil acompanha passo a passo os desdobramentos em torno do “Caso Flordelis”, onde a deputada federal e pastora é acusada de orquestrar a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, numa emboscada. O que parecia ser um crime perfeito, começa ser elucidado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. 
     
    A Operação Lucas 12, deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Civil, prendeu cinco dos 55 filhos de Flordelis e apontou a parlamentar como mandante do assassinato do próprio marido.  
     
    Diante do ocorrido, muitas pessoas levantaram o questionamento: essa história daria uma ótima novela, não? Ou uma série. Alguns supostos nomes para encarnar a deputada na ficção foram palpitados na internet. Mas, o fato é que, uma história bem parecida com essa já foi contada na televisão. 
     
    Em outubro de 2016, ia ao ar (após perder a fila para Velho Chico) a novela A Lei do Amor, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário das nove da Rede Globo. A trama contou com elementos bastante parecidos com o caso criminal que assusta o país. Caso o leitor não tenha acompanhado a novela, que possui a segunda pior audiência da faixa iremos relembrar alguns pontos neste texto. Vamos lá? 
     
    Título da trama 
    Inicialmente, a novela se chamaria "Sagrada Família", ou "Minha Sagrada Família" em alusão ao núcleo familiar da personagem Magnólia, interpretada por Vera Holtz. Cristã, a vilã, passa a novela tentando passar uma boa imagem, mantendo os bons costumes da sociedade tradicional. O título foi trocado exatamente por futuros problemas que essa associação à Igreja Católica poderia trazer.  
     
    Na vida real, Flordelis prezava pela família perfeita, sem escândalos, todos vivendo em paz e harmonia. 
     
    Matriarca 
    Para manter esse status de boa mãe e cristã, Flordelis chegou a adotar mais de 50 filhos, entre crianças e adolescentes que cresceram ao seu lado. Ela chegou a ganhar até um documentário em 2009, contando sua história. 
     

    (Créditos: Reprodução)
     
    Na ficção, Magnólia era considerada uma santa na cidade de São Dimas e defendia a estrutura familiar com unhas e dentes, não se importando nem mesmo em tomar medidas que deponham contra sua sempre ostentada bondade, pois tudo justificava a união e a manutenção da célula familiar. 
     

    (Créditos: Divulgação)
     
    Aspiração política 
    Por conta de sua popularidade, Flordelis foi eleita Deputada Federal nas eleições 2018 no Rio de Janeiro. 
     

     
    Na novela, Magnólia chega a cogitar uma candidatura a prefeita da cidade fictícia, uma vez que seu marido e ex-candidato Fausto Leitão (Tarcísio Meira), após dois mandatos consecutivos, está cansado do jogo político e resolve recomeçar a vida em outra carreira. 
     

    (Créditos: Divulgação)
     
    Segredos de família 
    Na vida real, Simone, filha biológica de Flordelis teve um romance com Anderson, um dos adotados de sua mãe, no passado. Mas o namorado acabou se casando com sua sogra. 
     

    (Créditos: Divulgação)
     

    (Créditos: Divulgação)
     
    Em A Lei do Amor, Magnólia também teve um caso com o namorado da filha Vitória (Camila Morgado). Ela apóia o relacionamento dela com Ciro (Thiago Lacerda) e mantém um caso com o genro em segredo. 
     
     

    (Créditos: Divulgação)

    (Créditos: Divulgação)

    (Créditos: Divulgação)
    O crime 
    Na novela, o patriarca dos Leitão, Fausto, descobre que a esposa Magnólia tem um caso com o marido da filha. Ele resolve fugir com sua amante Suzana (Regina Duarte), mas sofre um atentado orquestrado pela vilã. Suzana morre e Fausto fica em coma. Magnólia teme que Fausto acorde e conte seus segredos. 
     

    (Créditos: Divulgação)

    (Créditos: Divulgação)
     
    Já na vida real, Flordelis é acusada de ser a mandante do atentado que assassinou seu marido Anderson, mas, diferente da novela, Anderson não poderá voltar para contar o que, de fato, aconteceu na trágica noite de sua morte. Cabe à Polícia Civil investigar o caso. 
     

    (Créditos: Reprodução)

    (Créditos: Reprodução)
     
    Gostaria de agradecer o apoio de Flavio Jotaponto, do grupo Novelão, do Facebook, cujo texto inicial foi escrito por ele e editado por este jornalista, resultando neste artigo. 
     

    25 comments
    515 views
  • Recently Browsing   0 members

    No registered users viewing this page.





Important Information

By using this site, you agree to our Terms of Use.