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Sr.Solidão

Atendimento do Samu relacionado a suicídio cresce durante a pandemia

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O atendimento a casos de suicídio e de tentativa de suicídio aumentou com a pandemia de coronavírus. Essa é a avaliação dos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital paulista de acordo com Francis Fujii, seu diretor médico.

 

Mesmo que já fosse esperado um crescimento nesse tipo de chamado, devido à incerteza trazida pela covid-19 e à solidão favorecida pelo isolamento social, a situação não deixa de preocupar. Especialistas ouvidos lembram, contudo, que distanciamento físico não significa manter silêncio. Ainda mais na era dos aplicativos.

 

Apesar do Samu não contar com estatísticas sobre o tema, a avaliação de socorristas da capital é confirmada por outras bases do serviço, ouvidas pelo UOL, no litoral e no interior do estado. A reportagem solicitou dados à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, via Lei de Acesso à Informação, e aguarda resposta.

 

O risco de suicídio em uma sociedade sob estresse não é problema de rico, ao contrário do que o equivocado senso comum aponta. "Aqui os casos atingiram principalmente pessoas de classes C e D", afirma um dos socorristas que constatou o aumento da incidência desses atendimentos no litoral.

 

"Temos ouvido muito sobre a falta de diálogo dentro de casa, situação aprofundada pela crise, com famílias sendo obrigadas a conviver o tempo todo, muitas vezes em residências muito pequenas", avalia.

 

Uma análise publicada no Journal of the American Medical Association - Psychiatry, em abril, nos Estados Unidos, trata dos efeitos colaterais das necessárias medidas de isolamento e distanciamento social por conta da covid-19 que podem aumentar o risco de suicídio.

 

"Mortalidade por suicídio e Covid-19 - uma tempestade perfeita?" aponta, entre eles, o estresse econômico e a incerteza sobre a própria subsistência; a solidão e a desconexão social; a dificuldade no tratamento da saúde mental devido à sobrecarga do sistema pelos pacientes da pandemia; o medo diante de doenças pré-existentes; e o aumento na ansiedade diante da doença.

 

Mas também traz formas de prevenção, lembrando que distanciamento físico não precisa significar suspensão de contatos, e que a conexão social deve ser mantida através de vários meios - do telefone a aplicativos de vídeo. Também sugerem o acompanhamento por teleconferência por parte de profissionais de saúde mental.

 

O problema não é só a solidão, mas a incerteza

 

A pandemia está quebrando nossas certezas, mostrando que muitas das premissas com as quais construímos nossa vida não se sustentam, como, por exemplo, "se eu fizer as coisas certas, tudo vai dar certo" ou "sou uma pessoa do bem e as coisas não vão me atingir". A realidade contesta essas premissas sem que tenhamos tempo de refletir e reorganizar nossa vida. Isso faz com que muitos sintam dificuldade de cuidar da própria vida ou de enxergar uma luz no final do túnel. Perdemos nortes. Surge desalento.

 

 

A avaliação é de Maria Helena Pereira Franco, professora titular de Psicologia Clínica e coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto (Lelu), da PUC-SP. Ela recomenda que busquemos nossa rede de apoio, aquela que entendemos que nos sustenta, seja ela qual for. Família, amigos, vizinhos, igreja.

 

"Por que é com ela que a gente pode abrir o coração e pode chorar. Temos que ativar e fortalecer os vínculos que nos são significativos. Sentir-se só é péssimo. E sentir-se só não é uma questão física, você pode estar em casa com muita gente da família e se sentir só", explica. Ela também diz que é necessário aprender novos jeitos de se relacionar com essa rede de apoio. Para tanto, defende conversas em vídeo usando WhatsApp, Zoom, Skype ou qualquer outra plataforma.

 

Nem sempre há com quem conversar. Nesse casos, serviços como o Centro de Valorização da Vida (CVV) - organização que presta apoio emocional e atua na prevenção ao suicídio - podem ser acionados. Ele atende pessoas que precisem conversar, gratuitamente, 24 horas por dia, com garantia de sigilo.

 

UOL

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Essa quarentena vai gerar muitas sequelas, infelizmente...

 

Eu por exemplo, to aqui com a minha mãe em minas, mas mesmo assim sofro muito de ansiedade e depressão e antes da Pandemia eu tinha ido pra Ribeirão preto comer pizza com meus amigos e se soubesse q seria a última vez q eu ia ver eles poderia ter falado q eu queria ter posado com um deles...

 

Minha mãe até me falou q vai arrumar um psicólogo pra mim mas acho q mesmo assim, não vai adiantar muita coisa...

 

Só fico na esperança de vir logo um remédio pra tirar a gente desse sofrimento ou q a vacina venha logo, nem q fosse uma vacina minima....

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