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  1. 'Quem acredita na fama está perdido', diz Fernanda Montenegro Atriz fala de sua personagem em 'O Outro Lado do Paraíso', fama e tecnologia Fernanda Montenegro - Divulgação Na última semana de 'O Outro Lado do Paríso', a coluna tem a honra de publicar uma entrevista com Fernanda Montenegro, a Mercedes da trama de Walcyr Carrasco. Na entrevista a seguir, a grande dama da TV brasileira fala sobre sua personagem, fama, tecnologia, e revela que, se tivesse o poder de trazer alguém de volta à vida, traria o marido, Fernando Torres: "Foi uma vida encontrada não só nas particularidades, como também numa vocação mítica. Criamos nossos filhos nos palcos e eu acho que só tenho a agradecer, como diz a Mercedes, a Deus". O que a Dona Mercedes te ensinou? A Mercedes é um personagem totalmente novo na minha vida de TV. Achei mais do que interessante, achei um desafio e adorei fazer uma velhinha rezadeira porque eu sempre fazia as ricas, as bandidas ou as senhorinhas honestas (risos). Adorei fazer, agradeço por terem me convidado. Mercedes é muito especial... Ela tem uma mística que eu acho que tenho. Santo Agostinho diz que se você duvida, você acredita, e eu acho que a Mercedes tem um místico muito amplo, que é do povo brasileiro, da nossa crença popular. Eu tive uma formação no catolicismo e o meu bisavô rezava para se acalmar, sempre dentro dessa estrutura mais católica. O que a senhora tem a dizer sobre a novela? Essa novela trouxe cinco atores que estão indo de muleta para 100 anos. Tem a Nathalia Timberg, a Laura Cardoso, o Lima Duarte, eu caminhando para os 90 e o Juca de Oliveira. Tem também os que estão caminhando dos 60 para 70, mas isso ainda é adolescência (risos). Essa novela é corajosa porque colocou personagens importantes e que tiveram espaço nas nossas mãos. O Walcyr Carrasco deu esse espaço para nós que estamos caminhando, saindo dos 90. Isso é absolutamente novo na dramaturgia. Não tem, na história, cinco atores velhos numa novela. A cena em que a Mercedes fez um pacto com a morte, para não levar o Josafá (Lima Duarte), foi muito emblemática. Se você tivesse o poder de trazer alguém de volta à vida, você traria o senhor Fernando Torres? Ah, traria! Sem dúvida, traria o Fernando porque foram 60 anos de vida com muita cumplicidade, não só da porta de casa para dentro, mas principalmente na nossa profissão. Na potência que ele tinha, como homem de teatro, é marcante. Enquanto ele viveu, ele foi do teatro, da coxia até o espectador. Quando ele morreu, eu assumi isso durante um tempo, depois a vida me levou para o cinema e para a televisão. Mas se eu tivesse que fazer uma chamada de companhia eterna, seria o Fernando. A cena do casamento de Mercedes e Josafá lembrou o seu? Meu casamento foi há muitos anos. Eu conheci o Fernando em 1953. Nós namoramos, eu cheguei a noivar, casei de vestido de noiva protegido e hoje as noivas se casam quase com os seios de fora (risos). Foi uma vida encontrada não só nas particularidades, como também numa vocação mítica. Criamos nossos filhos nos palcos e eu acho que só tenho a agradecer, como diz a Mercedes, a Deus. Em outubro, no seu aniversário, será lançado seu livro de memórias. Como está sendo voltar ao passado? Nós já estamos trabalhando nesse livro há quatro anos porque são 63 de vida pública. Ali tem o que sobrou de fotos da vida particular. Eu comecei no rádio com 15 anos. Aos 19, cheguei no palco, mas o palco acabou logo e a televisão já começou. Na época, tinha essa ambição altamente cultural e é tanta coisa, tantos anos. O livro é o que sobrou de fotos e o que eu juntei na vida de documentos importantes, os prêmios todos. Ele será lançado em agosto, na Bienal do Livro de São Paulo. Também estou preparando uma autobiografia para a Companhia das Letras, como se fosse uma longa entrevista da minha vida. Tem algum momento, da sua vida, que você destaca? São muitos anos, muitas frentes. Eu seria injusta em destacar um momento porque foi sempre na alegria de estar fazendo a minha vocação, que é desafiadora. No palco, ou você é ou você não é, ninguém vai te salvar. Você escrevia um diário? Não. É muito interessante mexer nas memórias. Tem hora que você pensa que o assunto está esgotado, aí depois vem a lembrança de algo que aconteceu. É infindável. Como é que a senhora enxerga esse momento em que estão querendo desregulamentar a profissão do ator? A profissão continua, o que se discute é a formação para se chegar a ela. Eu acho que no vale de lágrimas que é a nossa profissão, toda maneira de amor é válida. Eu acho que vale a escola e vale o sindicato. A senhora acha que o Walcyr Carrasco, nessa novela, está ensinando que não se deve esquecer de quem já fez muito pela arte? Eu acho que o folhetim, que é a base das novelas, requer um leque de idades porque se fala de uma estrutura da classe média ou aristocrata e etc. Toda novela tem desde a criança até o velhinho. Tem que ter uma geração plena e uma que está começando. A senhora sempre faz questão de comprar os livros nos lançamentos, pagar pelas peças que vai assistir Artista tem que comer (risos). Você tem que entender que isso é um trabalho e a gente também paga o pão que come, a casa que mora. O Brasil tem uma coisa horrenda quando se fala de arte, que é achar que o que se pode comprar tem que ser convidado. Hoje o feminismo está em alta. Como a senhora vê? Eu acho que a batalha do feminino é importante, somos todos criaturas, independente de sexos. Eu tenho muito isso dentro de mim. Durante séculos, as mulheres não iam para a cena e a partir do momento que as mulheres vieram para a cena, foi um dos maiores ganhos do feminismo. Na cena, ela pode ser melhor que o homem, ele pode ser melhor que ela. O teatro necessita desse choque, da crise, da sexualidade. Em princípio, o espaço da existência teatral não tem sexo. Mas imagina isso nos velhos tempos, em que você não votava, uma viúva não podia chegar na janela sozinha, uma jovem tinha que ser virgem. Isso tudo já foi vencido. No início da novela, a senhora disse que seria um grande desafio gravar uma novela com produção cinematográfica. Qual é o balanço agora? É extremamente exaustivo. Essa novela das 21h é praticamente um longa por noite. A expectativa de vida do brasileiro está crescendo, mas o idoso não se encontra no mercado de trabalho. A senhora acha que o Brasil ainda está engatinhando nisso? Isso não é de agora. Não sei dizer. Tem coisas que eu não entendo. Para onde vai o dinheiro do imposto de renda?" Você considera a prisão do Lula uma política? Tudo na vida é política. Tem uma política engajada. Não vou entrar nessa temática, mas tudo na vida é política. Alguns atores mais novos ficam nervosos para gravar com a senhora. Como tem sido a troca? Eu acho que isso representa um reconhecimento a uma sobrevivência dentro de uma profissão que eles estão chegando. Eu sobrevivi e devo ter alguma qualidade a ponto de ainda estar agindo. Quando um jovem vocacionado olha para um ator que sobreviveu, é como no meu tempo, quando eu tinha 15 anos. A Bibi Ferreira me inspirou. Como a senhora lida com a fama? Você luta para fazer uma profissão e depois essa profissão te traz prestígio. Esse prestígio pulsa, tem solicitações de toda ordem, você sobrevive com duras penas. Essa glória é estranha. Às vezes, as pessoas pensam que quando você chega nessa glória, tudo vai ser fácil. Mas não é. Todo dia é um recomeço. O lado ruim da fama é a gente acreditar nela. Quem acredita na fama está perdido, vira massa de manobra, tem que estar alerta. A senhora já se acostumou com as selfies? No meu celular, eu só sei ligar para algumas pessoas. Não sei usar WhatsApp, nada. Acho que daqui a pouco vou aprender. Mas ainda prefiro ler um livro. Quando eu tenho que decorar, pego meu papel. Não sei como vai ser quando os capítulos não forem mais copiados numa folha. Por outro lado, é a era da ciência e da tecnologia e não vai ter volta. As pessoas que falam comigo, eu digo com alegria, não são invasivas. Só teve uma vez que eu estava no hotel e uma pessoa veio com uma câmera. Geralmente, a aproximação das pessoas é humanizada e eu não fico incomodada, vivo me exibindo. Qualquer tribo indígena tem aparelho de televisão hoje em dia. Tem o negócio da selfie, falam que a filhinha de 3 anos quer tirar, mas eu sei que ela nem sabe quem eu sou (risos). Quando eu posso, tiro. Na maioria das vezes, não tiro selfie. Como a senhora está mantendo o cabelo branco sem manchar? Foi aí que eu vi que estava todo branco (risos). A Mercedes me deu isso de felicidade. É um conforto e eu acho que, a não ser que exijam que mude, é esse cabelo que vai ficar. Tem um shampoo de cabelo branco que é violeta. É só pedir na loja de cosméticos que vendem. Fonte: Leo Dias (06/05/18) https://leodias.odia.ig.com.br/colunas/leo-dias/2018/05/5536627-quem-acredita-na-fama-esta-perdido.html#foto=1
  2. Papo reto com Chay Suede: de crush infantil por Giovanna Antonelli a estranha habilidade Chay Suede || Créditos: Reprodução/ Instagram Quem é Ícaro, novo personagem de Chay Suede, um rapaz bem problemático na novela “Segundo Sol”, substituta de “O Outro Lado do Paraíso”? Glamurama foi perguntar para o ator. “É um garoto privado da convivência com a mãe [Giovanna Antonelli]. Ela some e, pra ele, durante toda a vida, é como se ela fosse uma assassina. A irmã dele [Luisa Arraes] é adotada, ele não. É uma série de lacunas que o torna um pouco arredio. Frustrações não resolvidas nunca, feridas abertas que fazem com que ele se comporte muitas vezes como um adolescente”. A entrevista, talvez pelo gosto do rapaz por respostas sucintas, acabou em um estilo meio bate bola. Vem ler! Emendando trabalhos “Por que me chamam tanto? Acho pouca coisa. Fico mais agradecido do que especulando sobre por que me chamam. Mas fico feliz quando lembram de mim. Tô aí na luta, bicho”. Uma habilidade estranha “Sempre fui muito noveleiro, desde a infância, do tipo que se você falar um ano eu digo que novela estava passando…” João Emanuel Carneiro [autor de “Segundo Sol”] é… “Muito humilde. E meu autor favorito de novelas, como espectador. Gostei muito de ‘Cobras e Lagartos’ e ‘Da Cor do Pecado’. ‘Avenida Brasil’ talvez seja a melhor novela que já vi”. Por que humilde? “Na preparação antes da gente começar a gravar os capítulos, ele disse: ‘Sou um só e nem sempre escrevo como gostaria. Sintam-se à vontade para incluir coisas de vocês no texto’. Isso deixou a gente muito livre e causou uma empatia imediata”. Por que preferido? “Gosto do jeito nada óbvio que ele monta os personagens, sempre muito contraditórios… Você perde essa noção de mocinho e vilão, que é o que em geral um melodrama tem como ponto de partida. Subverter o lugar dos personagens, um texto perigoso, no qual coisas perigosas acontecem… Tudo com risco funciona bem”. Uma atriz que admira “Fabiula Nascimento. Vi em um filme e fiquei completamente louco pelo trabalho dela. E a Giovanna Antonelli, desde que eu me entendo por gente. Ela vai ficar p[…] comigo. Mas, na época de “O Clone”, ela era meu crush. Eu tinha uns 10 anos”. E agora Giovanna é mãe de Chay… “Parece que não é a mesma pessoa: o Chay que assistia [antes da fama] e o Chay que faz. Mas eu já fui filho de Fernanda Montenegro com Nathalia Timberg – em ‘Babilônia’ – e foi inesquecível, então entendo bem isso de fazer filho de quem admiro”. O que tem em comum com Ícaro? “Todas as minhas tatuagens, que não vou precisar esconder”. Ele é um garoto de programa… “Não sei se é. Ele se prostitui… Briga com a tia que o cria, sai de casa, tem um amigo que já esta na mamata e dá o caminho das pedras pra ele, que precisa de grana pra ontem… Achou que dava pé, foi. Depois ele descobre que o buraco é mais embaixo…” Algum hobby que a novela já te trouxe? “A capoeira. Nunca tinha feito e pretendo continuar. É um exercício completo. E tanto a parte musical quanto a histórica são muito lindas também. Na aula, não se divide uma coisa da outra. Gostei muito”. Chay está mais forte. “Estou, sim. Malhei”. (por Michelle Licory) https://glamurama.uol.com.br/de-crush-infantil-por-giovanna-antonelli-a-estranha-habilidade-um-papo-reto-com-chay-suede/
  3. Marieta Severo: 'O preconceito é a coisa mais estúpida e cruel que existe' Atriz confessa sofrer com os diálogos entre sua personagem Sophia e Estela Marieta Severo é Sophia de 'O Outro Lado do Paraíso' - Maurício Fidalgo/Divulgação Marieta Severo está sendo odiada. A culpa é de Sophia, sua personagem em 'O Outro Lado do Paraíso'. Em cena, ela maltrata a filha Estela (Juliana Caldas), que tem nanismo, mata seus rivais a tesouradas e não mede esforços para ser cada vez mais rica. Fora dos estúdios, a atriz é doce e repudia qualquer tipo de preconceito. Na entrevista a seguir, ela diz que sofre com os diálogos entre Sophia e Estela, e conta que sua família já foi vítima de preconceito. "Quando a Lelê (Helena Buarque) ficou grávida do Carlinhos (Brown), saíram comentários muito cruéis na imprensa e a nossa reação foi fazer o que fazemos agora, que é processar!". Como é a repercussão de ser a mulher mais perigosa do Brasil atualmente? Quem diria não é? Sou tão frágil, tão mignon e a Sophia mata cada 'homão'. São tesouras poderosas (risos). É muito bom poder fazer um trabalho com essa repercussão. A gente trabalha para isso, para levar ao público emoções das mais variadas, mesmo que seja raiva. O ator quando tem um personagem dessa força já trabalha contente. O que você tem escutado nas ruas? Ouço muito: 'Nossa Dona Nenê, como você está má!' (risos). Ouvi muito isso no início, agora só dizem coisas como: 'Estou com ódio de você'. É isso! Sobre o envolvimento da Sophia com o Mariano (Juliano Cazarré), você sabia ou foi uma surpresa? Não sabia. O que eu sabia é que a Sophia tinha aquela família disfuncional, uma filha transgressora, e um filho que batia em mulheres. Isso já estava previsto desde sempre e trabalhei nesse sentido, de criar uma mãe que desse margem àqueles filhos, e entender a trajetória dos filhos através da mãe. Pensei como seria essa mãe e descobri que existe o termo 'mãe tóxica', que é uma mãe que intoxica emocionalmente os filhos, e tem uma relação com afeto completamente bloqueada. Trabalhei muito nesse sentido. Não sabia do Mariano, das tesouras, nada disso. Você acha que a Sophia tem conserto? Basicamente sou uma pessoa que acredita no ser humano e em todas as possibilidades dele, inclusive de se regenerar. Está aí o Gael (Sérgio Guizé) como exemplo. Mas a Sophia é tão autocentrada, incapaz de ver o outro, age de acordo com os interesses dela acima de tudo, que são dinheiro, poder, então, não sei se ela teria solução fora desse redemoinho que ela vive. Ela diz que adora o Gael, mas ela o usa e manipula esse filho. Vejo tudo nela muito tóxico. Ela é um exemplo tão grande de uma camada da nossa sociedade, tão voltada para esses valores. Gosto de interpretar uma personagem que faz as pessoas pensarem através das más ações dela. Como ela pode ter um bom final, se ela não tem nada de afeto, empatia e solidariedade? O pior é que na vida real, pessoas como Sophia estão se dando bem. Quem sabe se ela se der bem no final fique uma coisa mais real, não é? Existem algumas teorias dizendo que no final, a Sophia vai sofrer um acidente, ficar paraplégica e ser cuidada pela Estela (Juliana Caldas), a filha que ela tanto rejeitou... É... Pode ser uma boa saída. Eu não gosto de ficar pensando. Quero seguir a trilha do autor. Você acha que ela é capaz de amar alguém de verdade? A si mesma acima de qualquer coisa. E as cenas que a Sophia mata pessoas? Elas são pesadas para você? São, mas eu já estou me acostumando (risos). A primeira foi horrível. Eu fiquei muito mobilizada. Me lembro de cada detalhe. Foi um dia inesquecível. Tenho que dar o máximo de veracidade possível às cenas, porque gestualmente sou pequena, magra, e ela até enterra o cara. Você viu a cova que a ela fez, com quase dois metros de altura? Tenho certeza que ela faz musculação (risos). Emocionalmente, as cenas com a Estela me custam mais. Vocês conversam antes? Conversamos. Mas na hora de ensaiar ela viu que eu já estava mal porque não aguentava mais falar aquelas coisas. São falas muito cruéis. Quando você começa, é uma linha que tem no personagem que é muito tênue. Quando começamos a ensaiar, e vou falando aquelas coisas, é muito doloroso. Mesmo com tantos anos de carreira, ainda é difícil não levar isso para a casa? Eu não levo para casa. Eu saio com cansaço físico e emocional por fazer uma personagem com essa carga, é uma carga pesada, mas enquanto estou ali. Como é a sua relação em família? Nunca fui uma mãe distante e mesmo trabalhando muito procurei estar presente na vida das minhas filhas e netos. Temos uma coisa familiar da qual me orgulho muito: qualquer coisa que acontece estamos falando e nos encontramos toda semana. Como é você dos dois lados, como atriz e empresária? Estamos em um momento social e econômico muito complicado, e espero que seja um momento de transição para coisas melhores para continuarmos no caminho de conquistas sociais que estávamos. A sensação é que está tudo andando para trás, mas acredito que a tendência é passar por esses momentos terríveis e as coisas plantadas florescerem. Ter dois teatros como nós temos neste momento é duro, mas ao mesmo tempo tão bonito porque estamos tendo tanta proporção de ocupação que é surpreendente. São atos de resistência mesmo. Você acha que a criação da Lívia (Grazi Massafera), Gael e Estela foi o que fez com que eles desenvolvessem aquele tipo de personalidade? Não, eu acho que nunca é uma coisa só falando de ser humano. Seria muito simples e nem Freud teve essa ousadia, mas creio que pode sim colaborar. Tem uma coisa que me passou pela cabeça agora: o Gael independente dessa mãe, é aquele menino criado se achando com direito a tudo. Ele seria um playboyzinho dessa elite que tem tudo o que quer. Me parece que ela deve ter compensado a falta de amor dela dando tudo materialmente. Acho que você pode entender alguma coisa do comportamento dele através dela, mas não completamente. Como está o Brasil para você? Está perigoso, muito difícil em que velhos temores vêm à tona. Gastei minha juventude toda, porque pensar que você é jovem, está na sua melhor energia de transformação e está sufocado dentro de uma ditadura, e isso me volta à cabeça. Sempre acho que as coisas mudam, mas tenho medo de ter que viver muito para ver esse jogo mudar. Você já pensou em se mudar do Brasil? Não, não tem a menor possibilidade. A situação de exilada é muito triste. Eu adoro viajar, mas quando tenho vontade. Nada como a liberdade, e temos que estar muito atentos porque têm muitas forças em jogo, retrógradas e violentas, que querem resolver as coisas de forma menos humanitária possível. Isso não me atrai e acho que temos muitos caminhos para o ser humano dessa sociedade. Na sua primeira novela, 'O Sheik de Agadir', você já havia feito uma serial killer não é? Sim, eu era o Rato, e agora em 'O Outro Lado do Paraíso', eu tinha um capanga chamado Rato. Fiquei toda boba achando que era uma homenagem, fui perguntar para o Walcyr (Carrasco), e ele disse que nem lembrava (risos). Um dos assuntos abordados na novela é o preconceito racial. Na sua família tem pessoas negras. Vocês já passaram por alguma situação de preconceito? Passamos. Quando a Lelê ficou grávida do Carlinhos, saíram comentários muito cruéis na imprensa e a nossa reação foi fazer o que fazemos agora, que é processar. Teve um jornalista de Goiás, que foi enquadrado até por não ser réu primário numa situação assim. O que podemos fazer é lutar contra isso. O preconceito é a coisa mais estúpida, absurda e cruel que existe: o preconceito racial. Cada vez que qualquer dessas coisas se manifesta, para a gente não se sentir completamente impotente, a gente processa para poder ter algum gesto. Já ouvi gente ser preconceituosa e argumentar: 'E minha liberdade de expressão?'. Gente, como assim? Vamos meditar sobre isso? E o coração de avó como fica vendo os netos trilharem pelo caminho da arte? Eu fico feliz por cada um trilhar o próprio caminho seja da arte ou não. Tenho 7 netos. O Chiquinho é o mais velho, está demonstrando essa vocação para a música. Espero que cada um deles descubra a própria vocação. É o que salva a gente. É uma benção quando a gente descobre na vida o que gosta, e consegue fazer. Esse cabelo loiro vai continuar com ele depois da novela? Eu não. Ainda mais com esse tamanho! Só a Sophia mesmo que é ridícula... A essa altura da vida, nessa idade, achando que pode usar esse cabelão aqui (risos). Eu, Marieta, só andava de cabelo preso. Outro dia fui ver a peça da minha filha de cabelo solto e ela disse: 'Mãe, você está de cabelo solto'. E eu respondi: 'É, acostumei né'. Eu não conseguia me ver com o cabelo assim. Já tive esse cabelão, mas quando eu era jovem, mas cabelo preto não dava pra ficar mais não, porque fico uma bruxa. O que você vai fazer depois da novela? Como sei que terminarei bem cansada, tirarei um tempo para descansar, e depois já tenho um filme para fazer que chama 'Aos Nossos Filhos', dirigido pela Maria de Medeiros. Fonte: Leo Dias (15/04/18) https://leodias.odia.ig.com.br/colunas/leo-dias/2018/04/5530341-marieta-severo--o-preconceito-e-a-coisa-mais-estupida-e-cruel-que-existe.html
  4. Patricia Pillar comenta feminismo, assédio, eleições e Ciro Gomes No ar em abril na supersérie ‘Onde nascem os fortes’, atriz diz que político 'nunca foi machista' em 17 anos de convivência RIO - Patricia Pillar entra na sala e pergunta: — Posso tirar o meu sapato? Com a mesma simplicidade com que cruza os pés descalços sobre o sofá na confortável cobertura onde mora, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, aquiesce quando a repórter comenta que ela parece feliz (“Estou numa fase bem boa mesmo”, admite). Patricia tem se dividido nas últimas semanas entre o Rio e o interior da Paraíba, onde grava a supersérie “Onde nascem os fortes”, com estreia dia 23 de abril na Globo. As externas em São João do Cariri e outras cidades próximas propiciam um mergulho num universo que a emociona. — O sertão para mim é algo que não tem nada de estranho. Eu me sinto em casa, me sinto bem. São essas pessoas que me comovem. No jeito de viverem, como lidam uns com os outros, na solidariedade. Minha avó materna era de Quixadá, tenho o interior do Ceará no meu sangue. Me sinto de lá. O sertão a sensibiliza tanto que, ao contar sobre a chuva que viu jorrar abundante sobre a região no início deste mês, lavando sete anos de seca, seus olhos espelham a água próspera. — Foi a coisa mais linda! Bonito de doer! Dias depois já estava tudo verdinho! — conta a atriz, repetindo as palavras que acompanham vídeos e fotos que tem postado no Instagram. PRESENTE NO CASO MARIELLE Ativa nas redes sociais, ela é seguida por 433 mil pessoas no aplicativo; tem ainda 1,257 milhão de seguidores no Facebook e mais 44 mil no Twitter. Em todos esses canais, nos últimos dias, imagens e textos sobre sua prazerosa vivência na série da TV se alternam com comentários sobre um trauma coletivo: o assassinato, no dia 14 de março, da vereadora Marielle Franco. — Votei nela. E, vamos dar nomes aos bois, isso foi um atentado contra a democracia. Foi para matar uma ideia, para matar a coragem. Quer dizer, quis matar, porque milhões de Marielles se levantaram. E é de uma violência... É preciso que esse crime seja esclarecido ou o Rio de Janeiro pode virar o caos. Quando a gente perde a possibilidade de justiça, o próximo passo é a barbárie. O assassinato, segundo ela, leva a outro ponto fundamental no país, hoje: o do “lugar de fala”. — Sempre me senti uma pessoa sensível para as questões das minorias. Defendo as questões do movimento negro, das comunidade LGBT e etc.... Entendo que agora é hora de eles próprios falarem, e isso é muito importante. Estamos todos surdos, ouvimos pouco, o outro quase nunca existe pra gente. Já em relação ao feminismo não há o que questionar. Ela fala com propriedade. Aos 54 anos, feliz com o namoro de dois anos com Carlos Henrique Schroder, diretor geral da Rede Globo, não tem dúvida de que toda mulher é feminista. — Pode não saber, e se não sabe é pura desinformação, ou má informação. Porque na verdade é uma luta por direitos iguais. Não tem por que uma mulher não ter as mesmas oportunidades que os homens. “O CIRO NUNCA FOI MACHISTA” O tema leva a um pergunta inevitável: como bateu para ela a declaração de 2002 de Ciro Gomes, então seu marido e candidato a presidente da República pela Frente Trabalhista, de que seu papel na campanha era dormir com ele? — Convivi 17 anos com ele e ele nunca foi machista. Naquela campanha, ele era uma alternativa ao PT e ao PSDB, e estava super exposto, apanhando dos dois lados. Todas as entrevistas dele em que eu estava presente aparecia essa pergunta e sempre de forma provocativa. E, neste dia, já era a terceira ou quarta. Ele já tinha respondido que eu era sua companheira, que conversávamos sobre tudo, porque era isso mesmo, compartilhávamos um projeto de Brasil. Mas aí perdeu a paciência e deu aquela resposta infeliz — diz ela. Patricia Pillar durante gravação da minissérie onde Nascem os Fortes - Estevam Avellar / Divulgação/TV Globo Patricia viu no episódio um sinal desses tempos de hipocrisia. — Para uma pessoa que não se tornou cínica, é muito difícil aguentar certas coisas. Só que as pessoas muitas vezes preferem os cínicos, os “educados”, que dizem coisas incríveis, mas que fazem o oposto. Isso é terrível. Ele me pediu desculpas, e eu compreendi imediatamente, pelo cansaço e pelo esgotamento que vivi junto com ele. E, hoje, votaria em Ciro Gomes para presidente? — Voto nele, claro. O panorama ainda está indefinido (Ciro é pré-candidato pelo PDT), mas não há a menor chance de o meu voto não ser dele. MUITOS 'NÃOS' PARA UM SAGRADO SIM ‘Onde nascem os fortes’ traz Patricia de volta à TV dois anos depois de “Ligações perigosas”, minissérie exibida em janeiro de 2016 na Globo. Requisitada por autores do núcleo de dramaturgia da emissora, ela segue uma intuição quase passional na hora de escolher seus papéis: — É como um enamoramento. Quando o projeto vem para mim, meu corpo diz sim. Ou não. Porque digo muitos nãos para poder dizer um sagrado sim. Há trinta e poucos anos é assim. Ela disse sim para a supersérie de George Moura e Sérgio Goldenberg, com direção de José Luiz Villamarim, tocada pela força da personagem, a engenheira química Cássia, que volta à sua cidade natal, a fictícia Sertão, depois que o filho desaparece. — É muito difícil para mim dissociar o trabalho da minha vida. Lá atrás, quando comecei a fazer teatro (aos 15 anos, no Tablado), descobri essa turma e essas pessoas que se interessavam pelas mesmas coisas. Descobri que eu podia desenvolver meu trabalho e ao mesmo evoluir como pessoa. É como se o personagem fosse me dar uma carona para algum lugar, abrir possibilidades, me enriquecer. Até hoje faço cinema e TV como se estivesse fazendo teatro — diz ela. No cinema, o público poderá vê-la em “Unicórnio”, de Eduardo Nunes, inspirado em dois contos de Hilda Hilst, com estreia prevista para julho. Dos palcos, está afastada desde 2004, quando atuou em “A prova”, dirigida por Aderbal Freire-Filho. Enquanto não surge um projeto que a atraia, vai pegando carona em papéis de destaque na TV, como a Isabel de “Amores roubados”, a Constância de “Lado a lado” (2012), a Angela de “O rebu” (2014), a Isabel de “Ligações perigosas” (2016). E, agora, a Cássia de “Onde nascem os fortes”. — Pensamos na Patricia para o papel porque ela preenche os silêncios com emoção — diz George Moura, que trabalhou pela primeira vez com a atriz em “O Rei do Gado” (1996) em que era assistente de direção de Villamarim. — Ela constrói a personagem como quem fura um poço artesiano: vai vencendo as muitas camadas, até que a água vem. Várias vezes me emocionei com as cenas que vi. Numa época em que fervilham, no ramo do entretenimento, denúncias de assédio sexual, Patrícia, provocada a falar do tema, olha para trás e afirma: passou imune. — Nunca tive um caso de assédio. Na minha geração, era comum deixar as piadinhas pra lá.... hoje felizmente já não são mais aceitáveis. Sempre fui muito topetuda, então pode ser que alguma coisa do meu jeito tenha mantido as pessoas longe. Mas obviamente muitas vezes fingi que não ouvi. Mas, na TV, nunca rolou? — Nunca — responde com ênfase. De um colega, um diretor? — Não, nunca mas muitas mulheres sofrem assédio todos os dias e em todos os lugares. Isso tem que acabar — proclama, em tom ameaçador, o mesmo que devia usar na escola municipal em que estudava, no Leblon, antes de sair no braço em defesa dos primos menores, quando eram vítimas de alguma injustiça. — Talvez esse meu jeito moleque tenha me preservado um pouco disso. Eu voltava sempre da escola com o uniforme rasgado, o bolso descosturado, tinha uma coisa de menino. Patricia conta que quando começou a fazer teatro e cinema era parte de uma geração que não via a televisão como uma finalidade. — Nunca fui pedir emprego na TV. Nunca precisei da televisão, nesse sentido. Porque o que eu queria não estava ali, propriamente. Hoje em dia, a TV é muito mais interessante. Claro que havia grandes novelas. Quando entrei (“Roque Santeiro”, 1985), já tinha feito teatro, cinema, eu estava inteira, e não me sentia disposta a perder nenhum pedaço. Em tempos turbulentos, ela, que superou um câncer diagnosticado em 2002, busca para si algo tranquilo. Que envolve mais tempo com o parceiro, com a família (é apaixonada pelos sobrinhos-netos, Olga e Joshua, que moram em Mossoró), os amigos e Godot, o cão que está com ela há seis anos: — Quero poucas coisas, mas quero o que importa — diz. Fonte: O Globo (25/03/18) https://oglobo.globo.com/cultura/patricia-pillar-comenta-feminismo-assedio-eleicoes-ciro-gomes-22523866 Vem @Pric @Rich @Helenaldo @Franklin
  5. Nessa entrevista ele fala ainda da Shirley, relação com o Silvio de Abreu, além de contar como é sua rotina. QUEM: Haja Coração vem alcançando números de audiência iguais aos de Cheias de Charme, um fenômeno no horário em 2013. A que atribui o sucesso? DANIEL ORTIZ: A novela tem uma mistura de todos os gêneros: comédia, romance, uma parte dramática. É vibrante e colorida, além de ter personagens bem construídos, que eu herdei do Silvio de Abreu. As três mulheres falidas agradam as donas de casa, temos um núcleo jovem... A trama atrai todo tipo de público. Essa mistura é uma espécie de guia para não errar? DO: Não existe fórmula para o sucesso, mas há ingredientes que dão certo. O melodrama sempre é algo seguro. Uma novela tem que ter um bom drama e humor. Alguns mistérios fazem com que o público se sinta intrigado. Se você souber dosar bem esses elementos, o trabalho tem chances de ir bem. Claro, também é preciso respeitar a situação que o público vive. É preciso entender o momento do país e saber que certas questões não serão bem aceitas. Que questões, por exemplo? DO: Vivemos um momento de tanta corrupção e violência, o povo está tão descrente, que a gente, como escritor, precisa tentar evitar que nas novelas as pessoas vejam essas mesmas coisas. Que outro sucesso você tem vontade de reescrever? DO: Na próxima novela quero fazer uma história original minha. Se tivesse de reescrever outra história, escolheria Jogo da Vida (1981), Cambalacho (1985) ou Brega e Chique (1987). Legal mesmo seria fazer uma mistura de várias novelas, como a Maria Adelaide Amaral fez em Ti-Ti-Ti (2010): ela misturou com Plumas e Paetês (1980) e Elas por Elas (1982). Sassaricando é uma história consagrada da teledramaturgia. Qual o maior desafio em reeditar um sucesso assim? DO: Não digo que houve uma grande dificuldade. Mas, quando você pega uma história da década de 80, é preciso criar uma roupagem atraente, não dá para seguir exatamente o que foi feito na obra original. Fiz atualizações. Lembro que, na época em que a novela foi exibida, a personagem Penélope (interpretada na versão original por Eva Wilma e, agora, por Carolina Ferraz) se envolvia com um sujeito mais novo que ela e aquilo era um tabu, era preciso ter cuidado. A Fedora, hoje, é uma menina ligada em redes sociais. Estou contando a história do meu jeito, a novela original era uma comédia total, eu tenho um lado mais romântico. Foi assim que surgiu a história da Camila (Agatha Moreira) e do Giovanni (Jayme Matarazzo), que não existia na primeira trama. Por que ressuscitou a Shirley (Sabrina Petraglia), personagem da novela Torre de Babel (1998)? DO: Eu gostava muito da personagem nessa novela. Quando o Silvio me autorizou a fazer essa reedição, eu quis substituir algumas coisas, porque, quando você pega a história de outra pessoa, você se identifica mais com um personagem ou outro. Como é a sua relação com o Silvio? DO: A gente é muito próximo. Trabalhamos desde 2009 juntos até o ano passado, com o final de Alto Astral (2014). Ele fala o que acha e o que pensa sem rodeios, mas é uma troca incrível, ele é um grande professor. Nós nos falamos toda semana. Como o conheceu? DO: Conheci o Silvio quando eu trabalhava no México, em um canal de TV de lá. Fomos apresentados por amigos em comum. Mantivemos contato durante anos. Um dos nossos pontos nesse contato foi o cinema mexicano dos anos 50, do qual ele é fã. Ele pedia para eu encontrar esses filmes por lá. Quando eu estava escrevendo uma novela para um canal do Oriente Médio, em Dubai, o Silvio me chamou para ser colaborador de Passione (2010). Ele é muito paternal com as pessoas que trabalham com ele. Não é à toa que ele está onde está hoje. Você faz parte de uma nova geração de autores. Já estava na hora de renovar? DO: Os autores que escrevem até hoje são maravilhosos, mas, ao mesmo tempo, existe um processo natural de renovação. Os profissionais que escrevem há 30 anos, em algum momento, vão querer se aposentar. A Globo está apostando em uma geração nova e isso está sendo muito bom, porque diversifica os estilos e já consigo identificar alguns. A gente sabe bem como é uma novela da Lícia Manzo, por exemplo. Há poucos autores de novela no país. Por quê? DO: Acho que existem muitos autores e colaboradores. O que não temos, talvez, seja uma escola que prepare essas pessoas para que elas possam virar autoras. Talentos existem e estão por aí. De onde tira as histórias? DO: Não me baseio em nada da minha vida. As histórias surgem quando começo a escrever. Assisto a filmes, leio livros para pegar inspiração, coloco uma música e as tramas vêm. Já passou por alguma turbulência em suas novelas? DO: Ainda não tive de mudar uma história inteira. Houve situações como a da Cleyde Yáconis e do Cauã Reymond, em Passione, que tiveram problemas médicos e precisamos alterar histórias. Em Alto Astral, houve um surto de conjuntivite no elenco e a Raquel Fabri ficou duas semanas afastada. Quando ela teve alta, tive de fazer um capítulo só para ela, porque a história dela era necessária para que a trama avançasse. Escrever novela é muito estressante? DO: Escrever novela dá muito trabalho, é muita ansiedade. É como colocar a seleção em campo todos os dias. Se o Brasil joga mal num dia, todo mundo tem um palpite. Se vai bem, todo mundo te exalta. É uma batalha diária. Tenho muita sorte com os elencos com os quais trabalhei, não tive problemas com ator ligando e exigindo cenas. Eu me protejo um pouco, não leio sites, a assessoria de imprensa faz chegar até mim só o que é relevante. Às vezes, é a opinião de uma pessoa e não corresponde à opinião do público. Como é sua rotina? DO: Acordo entre 8h e 9h, 10h30 começo. Num bom dia, termino na hora da novela, 19h30; em outros vou até 1h da manhã. Converso com o diretor, o Fred Mayrink, diariamente, sobre as cenas do capítulo exibido e questões de produção. Não paro um minuto. http://revistaquem.globo.com/Entrevista/noticia/2016/08/daniel-ortiz-autor-de-haja-coracao-quero-fazer-uma-historia-original-minha.html Tomara que não demore pro rei voltar. Do jeito que a fila está apertada...
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