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clovis

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  1. Não confio num bom desempenho vespertino dela, nesse ponto acho Eta mais assertiva. Quanto a confiar na informação, acho que é melhor esperar.
  2. Desde sempre reprisaram novelas de 3 anos, reclamavam é bombada, não só com o Walcyr. Não vamos tratar como novidade o que não é. Eta deve bombar porque tem o estilo da faixa, e é a hora de uma reprise de potencial, pois o Se Joga no Limbo vem aí, e pertinho do fim do ano.
  3. Pessoal reclama, reclama e assiste. Sempre foi assim com as reprises recentes e quando flopavam nem era por isso. Não dá para ter base por causa deu uma hashtag ou outra. Eta tem o perfil do público da faixa e deve ir bem quando vier, agora ou em outro momento.
  4. Sim, idem. Mantém a ponderada da forma que está que é o correto. O resto foi só divisão e bagunça. Coisa que nada tem a ver com SP.
  5. Acho que foi aquela zona dela não ser exibida quarta só em alguns lugares.
  6. Título: Cidadão Brasileiro Horário: 20h30/21h20/22h Emissora: Record Exibição: 13/03 a 20/11/2006 Duração: 213 capítulos Reprises: não houveram Outras versões: Escalada (Globo, 1975) De: Lauro Cesar Muniz Direção: Flavio Colatrello Jr e Ivan Zettel Audiência: 10,5 Um grande investimento da Record, com um autor ex-global, de grandes sucessos, revisitando uma de suas grandes obras, essa foi a cartada que a Record deu para se inserir no horário nobre, e foi bastante feliz nisso. Apesar do enredo não fazer muito o meu estilo pessoal, é inegável a sua qualidade técnica, a sua relativa ousadia, visto a emissora que foi exibida, com um elenco de excelentes nomes e alguns problemas técnicos de bastidores, que culminaram na troca de diretor da trama. O grande problema nisso tudo não partiu da novela em si e, sim, da própria emissora, que começou a mudar a novela de horário e fragmentar a sua audiência, que era excelente, um grande número para a faixa, jogando-a cada vez mais contra a novela das 21h da Globo e, na sua reta final, após o seu término, mas aí a novela já tinha quebrado o seu público e não era mais exibida às quartas, que era o melhor dia para a faixa. Se fosse exibida regularmente em seu horário inicial, provavelmente teria um resultado melhor, mas fica ainda como uma obra feliz de sucesso da Record, quando ainda trazia boas tramas. Quem sabe uma reprise sua na segunda faixa de reprises tenha um bom rendimento. SINOPSE A ação se desenvolve de 1955 a 2006, contando a trajetória de Antônio Maciel (Gabriel Braga Nunes) em sua árdua escalada social, com conquistas, fracassos e conflitos amorosos envolvendo duas mulheres de temperamentos e níveis sociais opostos: Carolina (Carla Regina), mulher da terra e rude, e Luiza (Paloma Duarte), moça fina e estudada. Luiza pertence à poderosa família Salles Jordão, donos da maior fazenda de Guará, cidade do interior paulista, e líderes políticos da região. Seu irmão Atílio (Floriano Peixoto) se torna o maior rival de Antônio. Ele é um produtor de café de temperamento agressivo, arraigado à terra e conservador. A trama se divide nas quatro fases da vida de Antônio. No início, ele é um vendedor de defensivos agrícolas que acaba de fazer uma boa venda, mas perde tudo: é roubado por uma mulher aventureira, Fausta (Lucélia Santos). Desempregado e endividado, Antônio persegue Fausta e chega a Guará. Lá, a vilã aplica um golpe na família Salles Jordão se passando por uma representante do governo que ajudará na campanha eleitoral. Antônio vinga-se de Fausta e a usa como trampolim para ascender na cidade. Apesar de amar Luiza e ser correspondido, acaba se casando com Carolina após engravidá-la. Luiza, por sua vez, casa-se com Camilo (Taumaturgo Ferreira), negociante de algodão, e o casal parte para os Estados Unidos. Antônio elege-se prefeito de Guará, mas é obrigado a deixar a cidade ao ser mal-sucedido nos negócios. Brasília começa a ser construída e Antônio vislumbra uma nova chance: participar da construção da nova capital. Trabalhando dia e noite, consegue se firmar novamente, associando-se a Edouard Girard (Gilbert Stein), um poderoso empreiteiro de obras. Inaugurada a capital, Antônio volta a São Paulo. Ansioso por novos desafios, luta contra concorrentes poderosos e conquista uma sólida posição. Bem relacionado com pessoas ligadas ao poder, Antônio reencontra Fausta. Por meio dela, conhece o empresário Otávio Gama (Luis Carlos Miele) e, após a morte dele, torna-se o presidente de suas empresas. Já separado de Carolina, envolve-se com a viúva de Otávio, Manuela (Françoise Forton). Antônio passa então a gerir uma fortuna que jamais imaginou controlar. Luiza, também vivendo uma crise no casamento, retorna ao Brasil e os dois voltam a se relacionar. Maduro, com o casamento desfeito, Antônio passa a rever suas prioridades. A felicidade com Luiza passa a ser seu maior objetivo, junto com o futuro do filho, Toni. No mundo dos negócios, sem deixar de lado o característico espírito empreendedor, Antônio atinge uma situação confortável e, vitorioso, compra as principais fazendas de Guará: a de seu sogro Nestor Castanho, que registra no nome do filho, e a do hoje falido cafeicultor Atílio. Os Salles Jordão, na década de 1970, já não são os milionários de antes, abatidos pelas sucessivas crises da lavoura de café. No final, aos 80 anos, Antônio relembra sua trajetória no cinema que mandou construir na cidade. E morre após declarar mais uma vez seu amor por Luiza. ELENCO 1- GABRIEL BRAGA NUNES – Antônio Maciel 2- PALOMA DUARTE – Luiza 3- LUCÉLIA SANTOS – Fausta (Faustina) 4- CARLA REGINA – Carolina 5- FLORIANO PEIXOTO – Atílio Salles Jordão 6- TUCA ANDRADA – Homero 7- TAUMATURGO FERREIRA – Camilo Góes 8- CLEYDE YÁCONIS – Joana 9- GRACINDO JÚNIOR – Nestor Castanho 10- LUIZA THOMÉ – Tereza Castro 11- BRUNO FERRARI – Marcelo 12- MAYTÊ PIRAGIBE – Eleni (Silvana) 13- LEONARDO BRÍCIO – Celso 14- MÔNICA CARVALHO – Maura 15- ADRIANA LONDOÑO – Carmem 16- BÁRBARA BRUNO – Cleonice 17- FERNANDA MUNIZ – Laís 18- LUIZA CURVO – Lívia 19- LÉA GARCIA – Dadá 20- CECIL THIRÉ – Júlio 21- RÚBENS CARIBÉ – Emílio 22- KITO JUNQUEIRA – Laércio Rocha 23- ETTY FRASER – Mariazinha 24- SÔNIA GUEDES – Maria 25- ANDRÉ VALLI – Gasosa 26- XANDO GRAÇA – Toc-Toc 27- BENVINDO SIQUEIRA – Alfredo 28- JOSÉ DUMONT – Alcides 29- WÁLTER SANTOS – Dr. Décio Leão 30- VANESSA GOULART – Julieta 31- THIAGO CHAGAS – Nilo Ramos 32- GUSTAVO HADDAD – Agnaldo 33- SUZANA ALVES – Zezé 34- MILHEN CORTAZ – Américo Pereira 35- CAMILA GUEBUR – Cristina 36- IVAN DE ALMEIDA – Tião 37- RICARDO VASCONCELOS – Locutor Salatiel 38- FERNANDO SAMPAIO – Beto 39- MARCOS CEZANA – Pereira 40- GUSTAVO RODRIGUES – Daniel 41- CLEMENTE VISCAÍNO – Renato Dias 42- JECE VALADÃO – Abelardo Pinto 43- PAULO CORONATO – delegado 44- SILVIA POGGETTI – dona da pensão 45- CARLOS MECENI – Sr. Salgado (patrão de Antônio) 46- PAIXÃO DE JESUS – Olga 47- LUIZ CARLOS BAHIA – Lourenço 48- FRANCISCO CARVALHO – Argemiro 49- LUI STRASSBURGER – Eduardo Ramos (pai de Nilo) 50- FRANÇOISE FORTON – Manuela Gama 51- LUÍS CARLOS MIÉLE – Otávio Gama 52- GILBERT STEIN – Edouard Girard 53- DANNI CARLOS – Renée (Fernanda) 54- KARINA BACCHI – Bruna 55- JAYME PERIARD – Victor 56- FERNANDA NOBRE – Tatiana 57- GABRIEL GRACINDO – Caio 58- TICIANE PINHEIRO – Cláudia 59- JOSÉ ROBERTO JARDIM – Edu (João) 60- MAURÍCIO MACHADO – Henrique (Jonas) 61- FÁBIO FERREIRA DIAS – Valdir 62- BLOTA FILHO – Cássio 63- GABRIEL MOTA – Toni 64- RAFAEL CHAGAS – Toni (criança) 65- THAÍS SIMA – Dóris 66- ANA CLARA SANCHES WINTER – Dóris (criança) 67- MÁRIO CÉSAR CAMARGO – Válter 68- ALEXANDRE BARROS – Gustavo 69- FERNANDO NEVES – Dr. Bicas 70- DENISE SPÍNDOLA – Núzia 71- FLÁVIO GUARNIERI – repórter da Record 72- KIKA JULIANELLI – jornalista 73- MARCO ROSÁRIO – policial do DOPS 74- MILTON LEVY – Zeca 75- NOEMI GERBELLI 76- MANOEL CANDEIAS 77- ANDRÉA MATTAR 78- GUILHERME LAFAYETTE Falecidos 1- Jece Valadão (2006) 2- Andre Valli (2008) 3- Cleyde Yáconis (2013) 4- Luis Carlos Miele (2015) 5- Walter Santos (2016) 6- Etty Fraser (2018) 7- Sonia Guedes (2019) 8- Kito Junqueira (2019) TRILHA SONORA 01. PONTEIO – Edu Lobo e Zizi Possi (tema de abertura) 02. A VIDA DO VIAJANTE – Dominguinhos e Chico Buarque (tema de Antônio) 03. LOVED ME TENDER – Paulo Ricardo (tema de Antônio e Luiza) 04. BESAME MUCHO – Leila Pinheiro (tema de Fausta) 05. VOCÊ NÃO ME ENSINOU A TE ESQUECER – Altemar Dutra (tema de Celso e Maura) 06. NOITES CARIOCAS – A Cor do Som 07. ONLY YOU – Luciana Mello (tema de Atílio) 08. JAILHOUSE ROCK – Jerry Adriani 09. CHITÃOZINHO E XORORÓ – Jair Rodrigues (tema de Nestor) 10. SERTANEJA – Renato Teixeira (tema de Carolina) 11. NADA ALÉM – Beth Carvalho (tema de Tereza) 12. PEDACINHOS DO CÉU – César Camargo Mariano 13. TUTTI-FRUTTI – Léo Jaime 14. LUNA ROSSA – Mafalda Minnozzi 15. SORRI (SMILE) – Arranjo Sinfônico e J. Netto (tema de Antônio) CURIOSIDADES Com Cidadão Brasileiro, a Record TV lançava um grande trunfo: a contratação do novelista Lauro César Muniz, com décadas de serviços prestados à Globo e vários sucessos no currículo. Reedição disfarçada da novela Escalada, sucesso que Lauro apresentou na Globo, em 1975. O nome do protagonista de Cidadão Brasileiro, Antônio Maciel (Gabriel Braga Nunes), é a fusão de dois personagens do autor: Antônio Dias de Escalada (vivido por Tarcísio Meira) e João Maciel de O Casarão (1976, vivido por Paulo Gracindo). A trama contou ao todo com três fases: 1955 a 1960, década de 1960 e década de 1970. Ao final, um um epílogo nos dias atuais (2006). O orçamento de cada capítulo ficou em torno de 150 mil reais. A estreia se deu no mesmo dia em que a Globo levou ao ar o primeiro capítulo do remake de Sinhá Moça, às 18 horas. A Record, visando chamar a atenção dos telespectadores para sua nova trama que estreava na mesma data, sorteou automóveis e uma casa a quem respondesse à pergunta “qual a novela da Record que estreia dia 13 de março?”. Cidadão Brasileiro deu início ao segundo horário de novelas da Record TV, o das 20h30. Porém, com a entrada no ar da propaganda eleitoral gratuita, a novela mudou para as 21h20. Já próxima do fim, nova alteração, para as 22 horas, em uma estratégia da emissora de acostumar o público com este novo horário de novelas. O diretor geral da novela era inicialmente Flávio Colatrello Jr., com quem Lauro César Muniz jamais se entendeu plenamente, por terem, Flávio e ele, visões diferentes da obra. Somem-se a isso as dificuldades de produção da novela e pressões por audiência. O diretor acabou afastado. Em substituição a Flávio, dirigiram a novela João Camargo e Henrique Martins até que os trabalhos fossem assumidos por Ivan Zettel, que a conduziu até o final. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa). Ao livro “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo” (de André Bernardo e Cíntia Lopes), Lauro César Muniz desabafou sobre as dificuldades com Cidadão Brasileiro: “A Record não tinha condições de produzir bem a novela em São Paulo. Não tínhamos bons diretores, havia limitações na produção e ainda a emissora não possuía computação gráfica. O diretor responsável [Flávio Colatrello Jr.] se perdeu completamente no início da história. (…) As atenções da Record se voltaram todas para o Recnov [que estava sendo inaugurado] no Rio de Janeiro. E, com isso, a minha novela em São Paulo ficou prejudicada.” Lauro reclamou ainda das constantes mudanças do horário de exibição. “Todas essas dificuldades me frustraram muito.” Em uma das primeiras reuniões do autor com a Record, a intenção era de estrear Cidadão Brasileiro no segundo semestre de 2005. A demora para encontrar atores e diretores que não estivessem contratados por outras emissoras fez com que a Record adiasse por vários meses a estreia da trama. Com o mercado de dramaturgia crescendo em todas as emissoras, a busca atrás de atores para a escalação foi grande. A vontade da Record de constituir um elenco de ex-globais fez com que a Globo assinasse contrato com grande parte de seus artistas, que antes trabalhavam por obra. A solução foi negociar em segredo com os profissionais para que a concorrente não os procurasse. Dois atores participaram tanto de Cidadão Brasileiro quanto de Escalada: Cecil Thiré e André Valli. Este último interpretou o personagem Zoreia em Escalada – um dos cúmplices do golpe na cidade do interior na primeira fase -, e em Cidadão Brasileiro André Valli foi Gasosa, outro personagem, mas que teve na trama função semelhante. Boa parte da história se passava na cidade de Guará, no interior paulista. Foi uma homenagem do autor à cidade onde ele cresceu. Para isso foi construída uma cidade cenográfica em uma fazenda em Bragança Paulista, interior de São Paulo. Foi investido R$ 1,5 milhão na construção da cidade, que contou com 40 alqueires, o equivalente a 1 milhão de metros quadrados. Ao longo da história, o autor fez referências a personagens e temas de outras obras suas. Atílio (Floriano Peixoto), chefe político de Guará, citou uma cidade próxima, Tangará – utilizada por Muniz em O Casarão (1976) e O Salvador da Pátria (1989) – e um político local, Quinzote, personagem de Mário Lago em O Salvador da Pátria. A eutanásia, que causou polêmica em Os Gigantes (1979), foi retomada na segunda fase por meio do personagem Otávio (Luiz Carlos Miele), doente, que pede à mulher Manuela (Françoise Forton) que dê fim a seu sofrimento. No site da Record foi criada uma enquete com a seguinte pergunta: “Quem é o maior cidadão brasileiro?” com as seguintes opções de voto: Carmem Miranda, Machado de Assis, D. Pedro II, Éder Jofre, Oscar Niemeyer, Ayrton Senna, Pelé, Santos Dumont, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. O próprio autor da trama fez propaganda da sua novela antes da estreia. Ele apareceu na novela Prova de Amor, de Tiago Santiago, no táxi do personagem Padilha (André Mattos). Lucélia Santos e Paloma Duarte (do elenco de Cidadão Brasileiro) também, como elas mesmas. Lauro César Muniz criou um personagem só para ações de merchandising. Na trama, um ator sozinho protagonizou 21 ações integradas de marketing em prol da Fundação Bradesco. “Eles me chamavam de ‘Merchan'”, lembrou Juliano Righetto, que encarnou o homem da propaganda. “O nome do personagem era Augusto Varela, mas virou Augusto Merchan!” Durante a segunda fase, em que a personagem Luiza, vivida por Paloma Duarte, aparece com a filha Dóris, de dez anos, a menina escalada para viver a criança é Ana Clara Sanches Winter, filha de Paloma também na vida real (com o ator Marcos Winter). Primeira novela da atriz Vanessa Goulart (filha de Bárbara Bruno, que também atuava na novela, e neta de Paulo Goulart e Nicette Bruno). O último capítulo foi ao ar em uma segunda-feira (20/11/2006), como estratégia da emissora para não estrear a novela substituta, Vidas Opostas, no mesmo dia da estreia da global Pé na Jaca. REGISTROS https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=116644&PageNo=2 (RECORD COMEÇA A GRAVAR CIDADÃO BRASILEIRO, 15/01/2006) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=117536&PageNo=2 (NOVELA DAS 8 É APOSTA DA RECORD, 22/02/2006) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=117734&PageNo=3 (SUPERPRODUÇÃO NA CONCORRÊNCIA, 26/02/2006) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=118211&PageNo=4 (SINHÁ MOÇA E CIDADÃO BRASILEIRO ESTREIAM BEM, 14/03/2006) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=118834&PageNo=6 (ELE DÁ CONTA DO RECADO, 02/04/2006) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=119664&PageNo=7 (AUTOR PEDE A "CABEÇA" DE DIRETOR DE NOVELA, 01/05/2006) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=123936&PageNo=12 (VENDER A ALMA EM TROCA DE BENS MATERIAIS, 03/09/2006) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=123893&PageNo=13 (MENAGE A TROIS, 03/09/2006) AUDIÊNCIA
  7. O fracasso maior foi o excesso de ambição da emissora.
  8. Título: Metamorphoses Horário: 20h30 Emissora: Record Exibição: 14/03 a 27/08/2004 Duração: 122 capítulos Reprises: não houveram Outras versões: não houveram De: Arlete Siaretta e Leticia Dornelles Direção: Del Rangel e Tizuka Yamasaki O primeiro passo para as ousadias dramatúrgicas da Record, Metamorphoses começou errada já nos bastidores, com diversos conflitos em sua concepção, parece que houve mais preocupação com a parte técnica do que um roteiro apresentável, aliada à ambição desmedida da Record em marcar uma pontuação de audiência que não se via há tempos, de forma imediata. A ousadia foi válida, trouxe uma proposta onde era preciso voar para aceitar, mas interessante, entretanto, seu mau desenvolvimento e o fato de a novela marcar números de audiência que a Record já vinha marcando com as estrangeiras de baixo custo levaram ao desespero, em desfigurar o enredo e fazê-lo terminar sem um final, com narração à Brida onde já havia dado um prejuízo ao seu grande investimento. Foi uma novela com uma boa sinopse, um bom argumento, mas que se perdeu na falta de visão da emissora, que deu um passo maior do que a perna e não soube lidar com seus baixos resultados, transformando a novela em um de seus maiores micos em termos de desenvolvimento. SINOPSE Em 1917, durante a Revolução Russa, três joias valiosíssimas desaparecem misteriosamente. Já em 2004, uma delas reaparece em poder de Circe Cipriatis (Ligia Cortez), uma das proprietárias da Metamorphoses, uma clínica de estética e cirurgia plástica. Lia (Vanessa Lóes), filha bastarda do fundador da clínica, esconde detalhes de sua vida e das duas meias-irmãs, Circe e Diana. Circe casa-se com Takashi Mifume (Kissei Kumanoto), um integrante da Yazuka, a temida máfia japonesa. Vai em lua-de-mel para o Japão e lá, pressionada pelo marido, é obrigada a operar um chefão do crime mudando o seu rosto. Auxiliada por Mifune, foge para o Brasil e traz na bagagem, sem saber, uma joia misteriosa. Na chegada, Cirse é perseguida por criminosos e sofre um acidente de carro com a irmã Lia. Lia morre na tragédia e Circe toma o lugar dela. Circe passa por um transplante de face e recebe os tecidos de Lia, cirurgia essa feita por sua irmã Diana (Luciene Adami). Enquanto Lia morre, Circe acorda da cirurgia amnésica e de rosto novo. Circe terá de viver com a identidade e o rosto da irmã e, assim, enganar a todos que ama. A máfia japonesa continuará procurando a joia, que no acidente desaparece e passa a correr nas mãos de várias pessoas, gerando uma busca incansável da máfia . O entrecho policial fica a cargo do detetive Marcos Ventura (Paulo Betti), responsável pela investigação do sumiço da joia. ELENCO 1- VANESSA LÓES – Lia / Circe 2- LUCIANO SZAFIR – Lucas 3- LUCIENE ADAMI – Diana 4- PAULO BETTI – Marcos Ventura 5- KISSEI KUMAMOTO – Takashi Mifune / Aniki Mifune 6- ZÉCARLOS MACHADO – Carlos Rabelo 7- FRANCISCA QUEIRÓZ – Ana Valentina 8- GIANFRANCESCO GUARNIERI – Dr. Eugênio Alencastro 9- JOANA FOMM – Margot Dubois 10- TALLYTA CARDOSO – Tallyta 11- LÚCIA ALVES – Bel 12- MYRIAN MUNIZ – Aspásia 13- SUELY FRANCO – Lourdes 14- ZEZÉ MOTTA – Prazeres da Anunciação 15- DOMINGOS MEIRA – Diogo 16- RODRIGO LOMBARDI – Fábio Fraga 17- DAVID CARDOSO JR. – Dudu 18- FABIANA ALVAREZ – Ritinha 19- TALITA CASTRO – Nina 20- MARIA RIBEIRO – Patrícia 21- EDA NAGAYAMA – Júlia 22- KEN KANEKO – Yukio Aoki 23- FÁBIO YOSHIHARA – Toru 24- EDSON MONTENEGRO – Sérgio (CG) 25- MARIANA DU BOIS – Valéria 26- ILANA KAPLAN – Joseane 27- NILL MARCONDES – Jamanta 28- FERNANDO PAVÃO – Ivan 29- LÍVIA ROSSI – Daniela 30- ATSUMI IWAKIRI – Horita 31- DAN NAKAGAWA – Massahiro 32- JAVERT MONTEIRO – Moreira 33- ANDRÉ RICARDO – Tico 34- SIDNEY SANTIAGO – Xarope 35- MÍRIAM FREITAS 36- LIU FUKUSHIMA 37- JOÃO PAULO BIENEMANN – Paulinho 38- MICHELLE GIUDICE 39- ELIANA FONSECA – Janete 40- LÍGIA CORTEZ – Circe 41- CARLOS CAPELETTI – Frederico 42- ROSALY PAPADOPOL – Valdirene 43- JACKELINE PETKOVIC – Suellen 44- PAOLLA OLIVEIRA – Stela 45- RICARDO MACCHI – Ângelo 46- ELLEN ROCHE – Kelly 47- TADEU DI PIETRO – Maximiliano 49- 48- DANIELLE LIMA – Luísa 50- NANDY DE LIMA – Creusa 51- THAYS GORGA – Janete 52- DÉBORA SCAVONE – Rebeca 53- BRUNO KOTT – Ricardo 54- TONY MASTALER – Hugo 55- DEISY ROSE – Teodora 56- SILVIA POGGETTI – Ivani Falecidos 1- Gianfrancesco Guarnieri (2006) Sem notícias 1- Miriam Freitas TRILHA SONORA 01. OLHAR DE MULHER – Leila Pinheiro (tema de abertura) 02. AS TIME GOES BY – Gal Costa (tema de Circe) 03. VOCÊ SÓ PENSA EM GRANA – Zeca Baleiro (tema de Diana) 04. HOJE MESMO – Nando Reis (tema de Lucas) 05. PORTA ABERTA – Luka (tema de Tallyta) 06. NUKEGARA – Miyazawa (tema de Mifune e Circe) 07. QUEM SABE ISSO QUER DIZER AMOR – Milton Nascimento (tema de Marcos) 08. CAMINHOS CRUZADOS – Zizi Possi (tema de Valentina e Marcos) 09. O LOBO – Pitty (tema de Diogo) 10. Ó NEGA – Martinho Da Vila 11. CANCIÓN DE LA ISLA – Miyazawa 12. DUBLÊ DE CORPO – Renata Arruda (tema de Lia / Circe) 13. COM PALAVRAS – Lu Scheviano (tema de Nina) 14. JÓIA RARA – Beth Lamas (tema de Lia) CURIOSIDADES Metamorphoses reativou o núcleo de dramaturgia da TV Record, desativado desde 2001, quando foi ao ar a novela Roda da Vida. Ao contrário de sua última incursão no gênero, Metamorphoses foi fruto de uma parceria entre a emissora e a produtora Casablanca, iniciada havia três anos com a série A Turma do Gueto. A decisão de voltar aos folhetins fazia parte da estratégia de atingir uma faixa mais ampla da audiência e tentar superar o SBT (o segundo lugar) em ibope e faturamento. O que acabou não acontecendo. O capítulo de estreia teve média de 11 pontos no Ibope da Grande São Paulo, com pico de 17. Na primeira semana, a novela atingiu uma média de 6 pontos de audiência. No entanto, o desempenho da atração não se manteve. A partir do primeiro mês de exibição, a novela despencou para uma audiência média que oscilava entre 2 e 3 pontos. A principal explicação para este fiasco estava no próprio texto. A trama rocambolesca era contada de forma linear, como se fosse um filme. Os folhetins, desde sempre, têm a característica de a cada capítulo recontar toda a trama para quem está vendo, ouvindo ou vendo pela primeira vez. Metamorphoses desprezou a técnica desenvolvida desde os primórdios do folhetim. Com isso, conseguiu afastar quem não é telespectador assíduo. A Record inovou na data de estreia: um domingo (14/03/2004), às 20h15. Pelo horário e pelo ineditismo do dia, percebeu-se que a emissora não queria briga com Celebridade, concorrente global no horário na época. A tática era roubar a audiência do Jornal Nacional enquanto a novela de Gilberto Braga não entrava no ar. A emissora investiu pesado para divulgar Metamorphoses. Foram mais de R$ 1 milhão gastos em outdoors e anúncios em revistas e jornais. Além da pesada campanha publicitária, Metamorphoses começou cercada por uma polêmica. Mário Prata foi chamado pela diretora Tizuka Yamasaki para ser o autor da trama, mas abandonou o projeto por interferências, segundo ele, da dona da produtora Casablanca, Arlete Siaretta, parceira da emissora na produção da novela. Uma equipe de seis escritores deu forma às cenas e assinou conjuntamente com o pseudônimo Charlote K. Três sinopses de Metamorphoses teriam sido desenvolvidas. Uma de Arlete Siaretta, outra de Marcílio Moraes e uma terceira de Mário Prata – que, segundo ele, foi baseada na ideia original de Arlete. Depois de alguns ajustes, a sinopse foi aprovada e Mário estaria responsável pela trama. Após anunciada a saída do autor, porém, a Casablanca declarou que ele só foi contratado para escrever os dez primeiros capítulos e que seu contrato expirou em dezembro. Mário Prata também deu sua versão: “Estava no oitavo capítulo quando recebi o primeiro reescrito e vi que Arlete inseriu cenas da sinopse dela. Se o resultado fosse bom, eu ficaria quieto. Mas não era o caso…”, destilou o autor. Em uma tentativa de salvar a novela, a escritora Letícia Dornelles foi contratada para dar continuidade à trama. Para tanto, eliminou a maioria das tramas paralelas e personagens. Paulo Betti deixou a novela em sua “nova fase”, em junho, assim como Vanessa Lóes e os japoneses da Yakuza (a máfia japonesa). Quase todo o elenco foi renovado. Permaneceram apenas Luciano Szafir, Luciene Adami, Zezé Motta, Talyta Cardoso e Domingos Meireles. Porém, a audiência não melhorou. A Record decidiu então dar um ponto final na trama. A novela terminou com 20 capítulos a menos do previsto e a maioria dos personagens não teve o desfecho apropriado. Os autores e elenco de Metamorphoses não foram informados com antecedência do encurtamento da novela. Segundo a atriz Rosaly Papadopol, os atores foram interrompidos no meio de uma gravação e convocados a uma reunião: “Fomos informados de que gravaríamos apenas até sexta-feira e depois estávamos dispensados. Todos ficaram passados, não sabiam se riam ou choravam. A novela não vai ter desfecho nenhum. Acho um desrespeito com os atores, técnicos, dramaturgos e telespectadores.” A iniciativa de encurtar a trama partiu da Record. De acordo com seu contrato com a Casablanca, a emissora encomendou um produto que poderia ter até 144 capítulos, mas não obrigatoriamente todos eles. No último capítulo, gravado em sigilo, Vanessa Lóes, que tinha deixado a trama, estava de volta. O elenco da segunda fase não gravou o fim de seus personagens – um narrador explicou o que aconteceu com cada um deles. Os únicos atores que gravaram o último capitulo, além de Vanessa Lóes, foram os que participaram das duas fases da novela. Metamorphoses foi rodada em alta-definição (HDTV), o que dá mais qualidade à imagem da televisão, aproximando-a do cinema. Com esse sistema, cada capítulo não saiu por menos de 40 mil dólares. A emissora apostou em uma experiência ousada, misturando ficção com realidade. Alguns artistas passaram por cirurgias plásticas na vida real, que foram gravadas e usadas dentro da trama – em uma espécie de reality show. As atenções também se voltaram para a estreante em novelas Tallyta Cardoso, então com 26 anos, filha do ator David Cardoso. A atriz foi submetida a cirurgias plásticas realizadas pelo cirurgião Evaldo Bolivar de Souza Pinto e exibidas na novela. Primeira novela das atrizes Paolla Oliveira, Ellen Roche e Ilana Kaplan e dos atores Domingos Meira e Dan Nakagawa. Para as gravações, a Casablanca produziu um núcleo de teledramaturgia em uma casa na região do Ibirapuera, em São Paulo, onde foram locados os sets de gravação. A casa foi adaptada e redecorada para atender aos núcleos da novela, entre eles o da clínica Methamorphoses e o do restaurante oriental onde se passava parte da trama. O tema de abertura oficial de Metamorphoses era a música “Olhar de Mulher”, interpretada por Leila Pinheiro. Porém, ainda no início da novela, a música da abertura passou a variar: outras canções da trilha sonora foram tocadas alternadamente – algo semelhante ao que a Globo fizera na abertura da novela Vila Madalena, em 1999-2000. REGISTROS https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=92879&PageNo=1 (RECORD QUER SONIA BRAGA EM SUA PRÓXIMA NOVELA, 12/12/2003) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=93951&PageNo=1 (ESCRITOR DESISTE DE NOVELA EM MEIO A POLÊMICA, 21/01/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=93984&PageNo=1 (ATRIZ FARÁ CIRURGIA PLÁSTICA REAL EM NOVELA, 23/01/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=94053&PageNo=2 (CONFUSÕES NOS BASTIDORES DA NOVELA, 25/01/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=95676&PageNo=4 (RECORD DECLARA GUERRA CONTRA A GLOBO COM "APOIO" À MÁFIA JAPONESA, 14/03/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=95719&PageNo=4 (DE BOAS INTENÇÕES "METAMORPHOSES" ESTÁ CHEIA, 14/03/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=95797&PageNo=5 (FALTA LIGA EM "METAMORPHOSES", A NOVELA DA RECORD, 16/03/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=95799&PageNo=5 (TRAMA DA RECORD ESTÁ NA MIRA DO MINISTÉRIO, 16/03/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=95782&PageNo=5 ("METAMORPHOSES ESTREIA EM TERCEIRO LUGAR NO IBOPE, 17/03/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=95931&PageNo=6 ("METAMORPHOSES" É O PARAÍSO DO NONSENSE, 21/03/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=97279&PageNo=8 ("METAMORPHOSES" NA MESA DE CIRURGIA, 29/04/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=97941&PageNo=9 ("METAMORPHOSES" SOFRE METAMORFOSE RADICAL, 22/05/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=98112&PageNo=9 ("É DESAGRADÁVEL COMEÇAR UM PROJETO QUE VIRA OUTRO", 28/05/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=98171&PageNo=9 (PÚBLICO NÃO PRESTIGIA E NOVELA VAI MUDAR, 30/05/2004) https://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=100694&PageNo=12 ("METAMORPHOSES" SAI DO AR SEM FINAL, NEM FELIZ, 31/08/2004) AUDIÊNCIA
  9. Amadeu. Regis por mais que se arrependa, mancou em coisas muito graves. Preferível que ele se redima com ajuda da Maria da Paz, mas com um novo amor, começando certo.
  10. Não suporto Alma Gêmea, tem algumas situações boas mas os protagonistas dão nos nervos, tendo a dupla de vilãs como ponto alto. Avenida Brasil foi legal, fez sucesso, foi merecido, mas não acho extraordinária e pode sim cair no mal dos sucessos que flopam em suas reprises, por isso que acho que não aparece no VPVDN de forma aleatória.
  11. Se for pra ser bem justo mesmo, o mérito é de Avenida Brasil, em função de público, repercussão, fama e memória. Sobre as novelas da década, considero várias outras melhores.
  12. Ela fisgou o público de cara porque começou boa e Insensato não terminoulá grandes novelas também. Lá pelo segundo terço que começou a virar palhaçada. A média geral em si não acho merecedora, mas o bom começo dela foi total mérito pra ela começar bem e o público não abandonar depois que ficou ruim.


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