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PierreDumont

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  1. Tradicionalmente, as novelas brasileiras eram exibidas no canal Televen (antes eram vistas na extinta Televisora Nacional) e nos últimos anos pela execrável TVes. O que me choca é a VTV exibir algo que não é ladainha política. Diga-se de passagem que a maior parte da população odeiam o chamado "Canal Ocho"
  2. Boa parte dos filmes que passam pelas mãos da Ancine são da Globo Filmes, empresa que tem capilaridade suficiente para a plena distribuição das suas produções (salas de cinema, TV aberta, TV à cabo e streaming). Sabendo disso, restam os pequenos e médios produtores, que sempre amargam péssimas condições de distribuição, independente se tem ou não Ancine, Lei de cotas na TV à cabo, Rouanet e todas as leis de incentivo à cultura no Brasil. Essa galera merecia muito mais, mas o dinheiro sempre vai parar nas mãos de gente carimbada como a turma do Porta dos Fundos. Agora, voltando ao assunto, gostaria te informar que a Nigéria, um país caótico em todos os sentidos, conseguiu criar a terceira maior indústria audiovisual do mundo sem um tostão do Governo de lá. E olha que a situação era crítica em 1992: todos os cinemas do país estavam fechados e a crise obrigava a TV estatal nigeriana a exibir novelas mexicanas e venezuelanas à exaustão. Até que um empresário contratou um grupo do teatro amador e produziu um filme bem meia-boca para esgotar o estoque de fitas virgens que estavam encalhadas. E isso foi o pontapé inicial da produção de milhares de filmes em inglês, iorubá, igbo e haúças, que emprega pelo menos 250 mil pessoas e fatura milhões de dólares com a venda de direitos autorais para plataformas de streaming e canais à cabo para 40 países. No caso do Brasil, apenas uma medida deveria continuar: os canais para filmes brasileiros independentes (Curta!, CineBrasilTV, BoxBrazil Prime). No lugar das leis e regras vigentes, seria salutar a criação de linhas especiais de financiamento bancário para pequenos e médios produtores, especialmente fora do eixo RJ-SP e para a construção de salas de cinema em supermercados, shoppings populares (ex: Uai Shopping), centros culturais para cidades pequenas e médias ou regiões desfavorecidas. Outra medida seria o uso de uma pequena porcentagem da publicidade estatal no patrocínio de filmes brasileiros independentes e sua exibição em canais de pequeno e médio porte (ex: TV Diário, TV Meio Norte, RCI, RBI, Gazeta, CNT, Canal 21...). Ou seja, o estado compraria um horário nesse canal e passaria parte da publicidade para o produtor do filme. Caberia à emissora, conforme sua linha editorial, escolher a produção de seu agrado, desde que estivesse na linha especial de financiamento bancário ou por terceiros, desde que comprovadamente esteja longe de grandes produtores e que de preferência não tenha nomes conhecidos da TV brasileira.
  3. Sou daqueles que sou favorável pela extinção da Ancine, tem que acabar com tudo mesmo para o produtor brasileiro ter indepedência e saber empreender. Porque os recursos estão concentrados no Sudeste e nas mãos dos mesmos produtores de sempre para produzir aberrações da Globo Filmes. Assim cada um produz o que quiser sem depender de governo A ou B.
  4. Como eu disse, ele já foi apresentador da Record no começo dos anos 90 e da Rede Mulher entre 2001 e 2003. Deve ser bem visto pelos bispos.
  5. Eu sei de có e salteado de tal história. A TV Jovem Pan era um projeto muito ambicioso para o terrível momento econômico brasileiro. E, por causa disso, nunca estreou de fato. Foi "experimental" durante toda a sua existência, ainda que tenha transmitido alguns jogos de futebol, filmes e programas jornalísticos. Um dos sócios, Fernando Vieira de Mello (pai do jornalista honônimo) desistiu da empreitada logo no começo e as ações caíram no colo de Hamilton Lucas de Oliveira. Aí começaram os problemas: sonegação fiscal, desvio de dinheiro, superfaturamento... A ideia era de decretar falência, mas João Carlos Di Genio impediu o plano, dando início à CPI. Ao final, ele ficou com a emissora, mas ela nunca faliu
  6. De todas as redes da época, a Record era a que tinha a pior estrutura. Afinal, Edir Macedo comprara emissoras sucateadas em estado falimentar. Em São Paulo, a sede estava completamente "asfixiada": não podia crescer para os lados e muito menos para cima (por causa do aeroporto), sem contar os equipamentos velhos. No Rio, a situação era ainda pior: os equipamentos não eram dos melhores, a imagem era a pior possível e ainda estavam localizados em um prédio velho e mal acabado localizado na zona de baixo meretrício carioca (se não me engano é a famosa Vila Mimosa).
  7. A Record apenas aproveitou a melhor oportunidade possível, que era a aquisição de um novo prédio com ótimos equipamentos. Se não fosse a Barra Funda, eles iriam atrás de uma nova sede: ou comprariam os antigos estúdios de uma produtora em Cotia ou construiriam um novo prédio do zero. Aí, eles também teria que comprar equipamento novo. E outra, a Jovem Pan nunca deu certo e eles precisavam se livrar dos custos da estrutura que não estavam usando. O canal nunca faliu, foi assumido por um sócio minoritário e está no ar até hoje, é a RBI TV.
  8. Até 1995, a estrutura da Record era muito precária e defasada tecnologicamente. Os atarracados estúdios ficavam perto do aeroporto e a Igreja Universal ainda estava estruturando a rede, o que explica a imensa qualidade de enlatados. O grande salto, inclusive no Note e Anote, veio em 1995, quando o Bispo Macedo comprou os estúdios da Barra Funda, que pertenciam à TV Jovem Pan, junto com os equipamentos de ótima qualidade. O que pouca gente sabe é que, de fato, a sede da Barra Funda era originalmente uma fábrica de produtos químicos que foi remodelado em 1990 para abrigar uma moderna central de Televisão. Depois disso, a Record ampliou as instalações diversas vezes e hoje existem 12 estúdios em funcionamento contra 2 dos tempos da Jovem Pan, perfazendo pelo menos 45.000 m2 de área construída. Reza a lenda que a Globo também queria comprar esses estúdios para a sede paulista, mas a Record veio na frente e comprou tudo por 20 milhões de dólares. Então, a partir de 1995, houve uma sensível qualidade na melhora técnica do canal. Pouco à pouco, os programas passaram a ser gravados lá, com a antiga sede do Aeroporto servindo apenas para a gravação de programas de auditório por mais 3 anos. Aqui temos trechos do programa naquela época:
  9. E olha que a Record Manaus está no canal 36.1 e só está no ar há 1 mês!
  10. Ele teve um talk show na Record no começo dos anos 90... Alguém aqui havia dito que os canais pequenos poderiam ser a real alternativa da TV aberta como na Argentina, Peru ou Estados Unidos. Mas parece que a preguiça e a má administração impede disto. O maior erro tanto da CNT quanto da Gazeta foi a separação no ano 2000. A Gazeta ocupa uma frequência muito importante para ser segmentada demais. Se fosse variada e buscasse sua expansão, poderia atingir o must carry e atingir um público maior.
  11. O jornalista Fabiano Gomes (do meme do Boné) disse a mesma coisa de Sikera, que saiu dando calote em todo mundo em João Pessoa.
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